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O Futuro do Digital Commons

O Futuro do Digital Commons

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Published by Equipe Peabirus
Resumo

Argumentos e confrontos jurídicos sobre o controle da música, de escritos e de materiais visuais passaram a integrar o cotidiano da vida contemporânea e certamente se ampliarão e se intensificarão em anos futuros. Conforme produtores e distribuidores corporativos – incluindo algumas universidades e bibliotecas particulares – assumem uma postura mais agressiva para reivindicar a propriedade de conteúdo digital de toda sorte, e alguns setores pressionam para a inclusão de princípios de vigilância em sistemas operacionais de computadores, outros defendem uma visão alternativa. Esta alternativa abraça os ideais de compartilhamento e comunidade cívica, advertindo que as recentes ampliações de direitos autorais ameaçam a criatividade e a livre troca de idéias. Existe um futuro para esta idéia de um digital commons? A tradição americana de oferecer bibliotecas públicas gratuitas representa um valioso precedente para a idade digital? A comercialização do ciberespaço já representa um problema para aqueles que buscam informações confiáveis? Existem características ou tendências inerentes à tecnologia digital que sempre desafiarão e até abalarão os esforços para controlar informações ou mesmo cobrar taxas para acessá-las? Nossos oradores e nosso público debaterão estas e outras questões relacionadas.

Oradores

Nancy Kranich foi presidente da Associação Americana de Bibliotecas entre 2000 e 2001, com foco no papel das bibliotecas nas democracias. Em 2003-2004 foi fellow de pesquisa sênior no Projeto Política de Livre Expressão em Nova York, período no qual escreveu The Information Commons: A Public Policy Report [Informações Públicas: Um Relatório de Política Pública]. Anteriormente, foi reitora adjunta de bibliotecas da New York University, onde administrou as bibliotecas, a editora e os serviços de mídia daquela universidade.

Steven Pinker tem um longo compromisso com os usos democráticos e cívicos da tecnologia, especialmente da internet. É titular da cadeira Johnstone Family de psicologia em Harvard, sendo autor de vários ensaios e livros, incluindo The Language Instinct (1994) [O Instinto da Linguage] e The Blank Slate: The Modern Denial of Human Nature (2002) [O Quadro em Branco: A Moderna Negação da Natureza Humana].

Ann Wolpert é diretora das bibliotecas do MIT e membro do Comitê MIT para Direitos Autorais e Patentes. Preside também o conselho administrativo da MIT Press e integra a diretoria da Technology Review, Inc., editora que publica a revista Technology Review.

do mit communications forum http://web.mit.edu/comm-forum/
Resumo

Argumentos e confrontos jurídicos sobre o controle da música, de escritos e de materiais visuais passaram a integrar o cotidiano da vida contemporânea e certamente se ampliarão e se intensificarão em anos futuros. Conforme produtores e distribuidores corporativos – incluindo algumas universidades e bibliotecas particulares – assumem uma postura mais agressiva para reivindicar a propriedade de conteúdo digital de toda sorte, e alguns setores pressionam para a inclusão de princípios de vigilância em sistemas operacionais de computadores, outros defendem uma visão alternativa. Esta alternativa abraça os ideais de compartilhamento e comunidade cívica, advertindo que as recentes ampliações de direitos autorais ameaçam a criatividade e a livre troca de idéias. Existe um futuro para esta idéia de um digital commons? A tradição americana de oferecer bibliotecas públicas gratuitas representa um valioso precedente para a idade digital? A comercialização do ciberespaço já representa um problema para aqueles que buscam informações confiáveis? Existem características ou tendências inerentes à tecnologia digital que sempre desafiarão e até abalarão os esforços para controlar informações ou mesmo cobrar taxas para acessá-las? Nossos oradores e nosso público debaterão estas e outras questões relacionadas.

Oradores

Nancy Kranich foi presidente da Associação Americana de Bibliotecas entre 2000 e 2001, com foco no papel das bibliotecas nas democracias. Em 2003-2004 foi fellow de pesquisa sênior no Projeto Política de Livre Expressão em Nova York, período no qual escreveu The Information Commons: A Public Policy Report [Informações Públicas: Um Relatório de Política Pública]. Anteriormente, foi reitora adjunta de bibliotecas da New York University, onde administrou as bibliotecas, a editora e os serviços de mídia daquela universidade.

Steven Pinker tem um longo compromisso com os usos democráticos e cívicos da tecnologia, especialmente da internet. É titular da cadeira Johnstone Family de psicologia em Harvard, sendo autor de vários ensaios e livros, incluindo The Language Instinct (1994) [O Instinto da Linguage] e The Blank Slate: The Modern Denial of Human Nature (2002) [O Quadro em Branco: A Moderna Negação da Natureza Humana].

Ann Wolpert é diretora das bibliotecas do MIT e membro do Comitê MIT para Direitos Autorais e Patentes. Preside também o conselho administrativo da MIT Press e integra a diretoria da Technology Review, Inc., editora que publica a revista Technology Review.

do mit communications forum http://web.mit.edu/comm-forum/

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O futuro do
digital commons
[domínio digital público]
Quinta-feira, 22.09.0517:00-19:00 horas
A look at arguments and legal confrontations over the control of music, writing and visualmaterials in the digital age.abstract|speakers | summary|audiocast |video
Resumo
Argumentos e confrontos jurídicos sobre o controle da música, de escritos e de materiais visuais passarama integrar o cotidiano da vida contemporânea e certamente se ampliarão e se intensificarão em anosfuturos. Conforme produtores e distribuidores corporativos – incluindo algumas universidades e bibliotecas particulares – assumem uma postura mais agressiva para reivindicar a propriedade deconteúdo digital de toda sorte, e alguns setores pressionam para a inclusão de princípios de vigilância emsistemas operacionais de computadores, outros defendem uma visão alternativa. Esta alternativa abraça osideais de compartilhamento e comunidade cívica, advertindo que as recentes ampliações de direitosautorais ameaçam a criatividade e a livre troca de idéias. Existe um futuro para esta idéia de um
digital commons
? A tradição americana de oferecer bibliotecas públicas gratuitas representa um valioso precedente para a idade digital? A comercialização do ciberespaço já representa um problema paraaqueles que buscam informações confiáveis? Existem características ou tendências inerentes à tecnologiadigital que sempre desafiarão e até abalarão os esforços para controlar informações ou mesmo cobrar taxas para acessá-las? Nossos oradores e nosso público debaterão estas e outras questões relacionadas.
OradoresNancy Kranich
foi presidente da Associação Americana de Bibliotecas entre 2000 e 2001, com foco no papel das bibliotecas nas democracias. Em 2003-2004 foi fellow de pesquisa sênior no Projeto Política deLivre Expressão em Nova York, período no qual escreveu
The Information Commons: A Public Policy Report 
[Informações Públicas: Um Relatório de Política Pública]. Anteriormente, foi reitora adjunta de bibliotecas da New York University, onde administrou as bibliotecas, a editora e os serviços de mídiadaquela universidade.
Steven Pinker
tem um longo compromisso com os usos democráticos e cívicos da tecnologia,especialmente da internet. É titular da cadeira Johnstone Family de psicologia em Harvard, sendo autor devários ensaios e livros, incluindo
The Language Instinct 
(1994) [O Instinto da Linguage] e
The Blank Slate: The Modern Denial of Human Nature
(2002) [O Quadro em Branco: A Moderna Negação da Natureza Humana].
Ann Wolpert
é diretora das bibliotecas do MIT e membro do Comitê MIT para Direitos Autorais ePatentes. Preside também o conselho administrativo da
MIT Press
e integra a diretoria da
Technology Review, Inc
., editora que publica a revista
Technology Review
.
ResumoNancy Kranich
Ultimamente, bibliotecários têm estado no centro de muitas controvérsias sobre políticas públicas. Nadécada de 1980, lutamos para obter livre acesso às informações governamentais. Na década de 1990, aubiqüidade da pornografia na internet fez com que fossemos acusados de facilitar o acesso a esse tipo dematerial. Também naquela década, enfrentamos controvérsias sobre quem é dono de quais informações,
 
sendo até acusados de pirataria. Ao longo de tudo isso, os bibliotecários mantiveram-se firmes na defesada liberdade de informações.Um dos motivos do sucesso dos bibliotecários é sua capacidade de redefinir essesdebates. Invés de nos concentrarmos naquilo que não gostamos, oferecemos soluções.Por exemplo, repensamos o debate sobre a publicidade versus a privacidade deinformações. Definimos esse debate em termos de criatividade, participação e confiança,não apenas privacidade e pornografia. Neste início do século 21, uma importante contribuição dos bibliotecários é a criação deum
digital commons
, ou um lugar público para compartilhamento de informações. Jácompartilhamos recursos em sociedade, na forma de parques e bibliotecas. Por que não construímos umaestrutura similar para informações, para que possamos administrar, criar e mantê-las reunidas?Muitas pessoas e grupos apóiam a idéia de recursos compartilhados como um bem comum. Temoslugares públicos para disseminação de informações e possibilidade de discursos em torno do processodemocrático. Temos bibliotecas digitais, software livre, e
learning commons
[lugares públicos paraaprendizado]. Temos redes de informações para pessoas que compartilham interesses, como tricô. Mas édifícil compartilhar legalmente obras criativas. Portanto, vamos construir um
creative commons
. Temosleis, tais como as de direitos autorais, que restringem o fluxo de informações, não importa se o autor exige os direitos do seu conteúdo ou não. Precisamos criar formas legais de compartilhar acesso, nãoapenas limitá-lo.Muitos dos trabalhos acadêmicos sendo criados são caros e difíceis de obter. Por que não buscar formasde compartilhar as informações gratuitamente? Acadêmicos podem fazer isso sem abrir mão dos direitosautorais do seu trabalho. Isso fará com que mais pessoas tenham acesso e façam referência às suas obras. Neste momento de transição, temos em nossas mãos a oportunidade de criar instituições queadministrarão recursos de forma sustentável e disseminarão valores compartilhados como a participaçãodemocrática. Os
commons
representarão um dos modelos que utilizaremos para compartilhar informaçõesno futuro.
Ann Wolpert
Minha biblioteca pessoal abrange não apenas livros, mas também arquivos digitais. Esses arquivosdigitais me informam naquilo que eu preciso fazer. Cada empreitada depende de trabalhos anteriores.Portanto, acesso a recursos comuns é essencial para inovação e criatividade. Assim,tenho um compromisso em assegurar acesso livre e fácil a informações digitais nofuturo.A tecnologia e a internet mudaram essas regras. As redes
 peer-to-peer 
mudaram aforma em que muitas pessoas compartilham música. Isto resultou em mudanças nas políticas, tais como a
[Lei de Direitos AutoraisDigitais do Milênio] e a acirrada perseguição das gravadoras aos piratas.Contudo, idéias não são consumidas como picolés. Depois de saboreado, um picolénão pode ser reutilizado. As idéias, pelo contrário, quanto mais utilizadas pela sociedade, menor a probabilidade de elas desaparecerem. Ninguém é dono da internet – todo mundo é dono. Assim, osmercados e os governos já não têm o poder de individualmente controlar a disseminação das informações.Todas as informações devem ser controladas, caso isto seja possível? Direitos autorais são um tradicionalmecanismo de controle que oferece direitos, não importa se o autor queira ou não. Agora a pouco, assineium documento, permitindo que meus comentários sejam gravados e disponibilizados em vídeo nainternet, porque não tenho o desejo de proteger estas palavras. Hollywood e as gravadoras dominam osnossos conceitos sobre direitos autorais e compartilhamento de informações. Contudo, seus objetivosdiferem daqueles do mundo acadêmico. Contratos de licenças muitas vezes substituem as leis de direitosautorais, de forma que muitas vezes publicações acadêmicas e outras organizações pedem que professoresnão distribuam seus trabalhos.
 
Muitas áreas obtêm grandes benefícios de um maior fluxo de idéias. O que seria da arquitetura se osarquitetos tivessem direitos autorais sobre as formas dos prédios? Eles decidiram participar docompartilhamento social, da mesma forma que fizeram a ciência, a engenharia e a escrita criativa.Compartilhamento social pode coexistir com mercados e governo. Considerem a perfeita coexistênciaentre livrarias e bibliotecas. E agora temos Google Print, com o texto completo de muitos livros emdomínio público. Universidades têm incentivos para utilizar compartilhamento social, já que trabalhoslivres são citados com mais freqüência. Como exemplo,
 papers
de matemática são citados 91 vezes maisquando publicados na internet aberta. Finalmente, a missão da MIT declara o compromisso da instituiçãoem criar, disseminar e preservar conhecimento para benefício da sociedade. Se o nosso trabalho vai paraum sistema fechado, precisamos nos perguntar se estamos honrando esse compromisso.Podemos todos ajudar a assegurar a livre disseminação das informações. Utilizem softwares livres.Pressionem para limitar os direitos autorais – a proteção automática que obtemos é longa demais. Evitemapoiar monopólios de hardware ou software. Utilizem licenças de
Creative Commons
ao publicar seustrabalhos. Apóiem acesso livre. Finalmente, defendam legislação baseada em evidências.
Steven Pinker
Bibliotecários são indispensáveis – tudo conhecem, ou pelo menos sabem onde encontrar. Elesresponderam a todas as minhas dúvidas, normalmente no prazo de algumas horas. Bibliotecários promovem o acesso às informações.Vamos pensar agora em revistas científicas. Quem ganha dinheiro dessas revistas? Não é o autor. Não é oeditor. Não são os
 peer reviewers
. Não são as universidades – elas têm de pagar para receber as revistascientíficas. Intermediários ganham o dinheiro. De algumas formas, eles são importantes, mas asmudanças tecnológicas podem estar dizendo que não precisaremos mais deles.Muitos escritores já falaram sobre a assim chamada Tragédia dos Espaços Comuns.Isto pode ser explicado através de uma analogia com vacas. Se a sua cidade tiver um pasto público, aberto a todos, cada dono de rebanho deixará suas vacas pastarem noespaço até que não exista mais capim. Nesse momento, o pasto público já não serve para mais ninguém. O problema é que ninguém tem qualquer incentivo para preservar essa área comum.Podemos evitar a Tragédia dos Espaços Comuns de três formas. Uma delas é decidindoque o governo deve controlar quais vacas podem pastar nessa área. A segunda forma é privatizar o pasto público; assim, pelo menos o proprietário tem o incentivo de preservar o pasto. Uma terceira forma é permitir que redes sociais informais controlem o uso do pasto público. Por exemplo, pescadores delagostas fiscalizam sua pesca, para evitar a exaustão da população desses crustáceos. Contudo, istofunciona apenas em uma comunidade na qual todos se conhecem, podendo exercer pressão social paraque as regras da comunidade sejam respeitadas.O compartilhamento das informações através de um espaço comum funciona apenas se as pessoas que produzem essas informações têm incentivo em fazê-lo. Precisamos levar em consideração a tendência dealguns indivíduos consumirem sem oferecerem a correspondente contribuição. Devo continuar escrevendo se não sou pago por isso? Talvez sim, mas provavelmente não me esforçarei tanto. Mas por que as pessoas contribuem para a Wikipedia sem receberem pagamento? É como um hobby ou softwarelivre. As pessoas gostam daquilo e obtêm respeito e reconhecimento. Contudo, buscarão umaremuneração, se a atividade entrar em conflito com seu trabalho profissional.Ainda não começamos a explorar a possibilidade de micro-pagamentos, através dos quais os produtoresrecebem uma remuneração, porém em valor baixo que desestimula a pirataria. O iTunes Music Store, quevende músicas a 99 centavos de dólar cada, é apenas o começo.
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