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Os jovens e o engajamento cívico

Os jovens e o engajamento cívico

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Published by Equipe Peabirus
Resumo

A atual geração de jovens cidadãos está crescendo em uma época de acesso a informações sem precedentes. Isso mudará seu entendimento da democracia? Quais fatores afetarão seu envolvimento no processo político?

Oradores

Lance Bennett é titular da cadeira Ruddick C. Lawrence de Comunicações e professor de ciência política na Universidade de Washington, onde fundou e dirige o Centro de Comunicação e Engajamento Cívico. O Centro é dedicado ao entendimento de como os processos e tecnologias de comunicação podem melhorar o engajamento dos cidadãos com a vida social, políticas e assuntos globais.

Ingebor Endter é gerente de extensão do Centro de Mídia Cívica Futura do MIT, formando-se no grupo de publicação eletrônica do Media Lab do MIT, onde ela pesquisou a criação de usos de comunidades colaborativas na internet. Anteriormente, atuou como gerente de programa da Computer Clubhouse Network, uma colaboração entre o Boston Museum of Science e o Media Lab, que oferece um ambiente de aprendizado pós horário escolar, no qual jovens de comunidades carentes usam a tecnologia para expressar-se criativamente.

Alan Khazei é fundador e CEO da Be the Change, uma organização cívica supra-partidária para cidadãos. Ele é co-fundador e ex-CEO da City Year, uma organização de serviços de jovens que emprega mais de 1.200 jovens adultos em 16 comunidades nos EUA e em Johannesburg, África do Sul, para um ano de serviço comunitário em horário integral.
Moderador: Mitchel Resnick dirige o grupo de pesquisa Lifelong Kindergarden no Media Lab do MIT, onde preside o programa acadêmico Artes e Ciências da Mídia. É principal pesquisador do Center for Future Civic Media do MIT.

Co-patrocinador: MIT Center for Future Civic Media

do mit communications forum http://web.mit.edu/comm-forum/
Resumo

A atual geração de jovens cidadãos está crescendo em uma época de acesso a informações sem precedentes. Isso mudará seu entendimento da democracia? Quais fatores afetarão seu envolvimento no processo político?

Oradores

Lance Bennett é titular da cadeira Ruddick C. Lawrence de Comunicações e professor de ciência política na Universidade de Washington, onde fundou e dirige o Centro de Comunicação e Engajamento Cívico. O Centro é dedicado ao entendimento de como os processos e tecnologias de comunicação podem melhorar o engajamento dos cidadãos com a vida social, políticas e assuntos globais.

Ingebor Endter é gerente de extensão do Centro de Mídia Cívica Futura do MIT, formando-se no grupo de publicação eletrônica do Media Lab do MIT, onde ela pesquisou a criação de usos de comunidades colaborativas na internet. Anteriormente, atuou como gerente de programa da Computer Clubhouse Network, uma colaboração entre o Boston Museum of Science e o Media Lab, que oferece um ambiente de aprendizado pós horário escolar, no qual jovens de comunidades carentes usam a tecnologia para expressar-se criativamente.

Alan Khazei é fundador e CEO da Be the Change, uma organização cívica supra-partidária para cidadãos. Ele é co-fundador e ex-CEO da City Year, uma organização de serviços de jovens que emprega mais de 1.200 jovens adultos em 16 comunidades nos EUA e em Johannesburg, África do Sul, para um ano de serviço comunitário em horário integral.
Moderador: Mitchel Resnick dirige o grupo de pesquisa Lifelong Kindergarden no Media Lab do MIT, onde preside o programa acadêmico Artes e Ciências da Mídia. É principal pesquisador do Center for Future Civic Media do MIT.

Co-patrocinador: MIT Center for Future Civic Media

do mit communications forum http://web.mit.edu/comm-forum/

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Published by: Equipe Peabirus on Oct 20, 2010
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Os jovens e o engajamento cívico
Quinta-feira, 24.04.08, 17:00-19:00 horas
Has unprecedented access to information changed young people's understanding of democracy?abstract|speakers | summary|audiocast |podcast|video
Resumo
A atual geração de jovens cidadãos está crescendo em uma época de acesso a informações sem precedentes. Isso mudará seu entendimento da democracia? Quais fatores afetarão seu envolvimento no processo político?
OradoresLance Bennett
é titular da cadeira Ruddick C. Lawrence de Comunicações e professor de ciência políticana Universidade de Washington, onde fundou e dirige o Centro de Comunicação e Engajamento Cívico.O Centro é dedicado ao entendimento de como os processos e tecnologias de comunicação podemmelhorar o engajamento dos cidadãos com a vida social, políticas e assuntos globais.
Ingebor Endter
é gerente de extensão do Centro de Mídia Cívica Futura do MIT, formando-se no grupode publicação eletrônica do Media Lab do MIT, onde ela pesquisou a criação de usos de comunidadescolaborativas na internet. Anteriormente, atuou como gerente de programa da
Computer Clubhouse Network 
, uma colaboração entre o Boston Museum of Science e o Media Lab, que oferece um ambientede aprendizado pós horário escolar, no qual jovens de comunidades carentes usam a tecnologia paraexpressar-se criativamente.
Alan Khazei
é fundador e CEO da
 Be the Change
, uma organização cívica supra-partidária paracidadãos. Ele é co-fundador e ex-CEO da
City Year 
, uma organização de serviços de jovens que empregamais de 1.200 jovens adultos em 16 comunidades nos EUA e em Johannesburg, África do Sul, para umano de serviço comunitário em horário integral.
Moderador:
Mitchel Resnick dirige o grupo de pesquisa Lifelong Kindergarden no Media Lab do MIT,onde preside o programa acadêmico Artes e Ciências da Mídia. É principal pesquisador do
Center for  Future Civic Media
do MIT.
Co-patrocinador:
ResumoGreg Peverill-Conti
 
e Helene Moorman
 [este é um resumo editado, não uma transcrição textual]O moderador Mitch Resnick abriu o debate fazendo a distinção entre“envolvimento” e “engajamento”. Envolvimento é um maior nível deatividade cívica, tal como votação e serviços comunitários.Engajamento vai além disso. Significa trabalhar de forma ativa ecolaborativa para divulgar idéias e provocar mudanças significativasna comunidade.
 
Resnick também falou de ligação entre engajamento cívico e engajamento na mídia. Os jovens de hojesão muito ativos com muitos tipos de novas mídias, mas aqui também temos a distinção entreenvolvimento (maior uso) e engajamento (uso da mídia para provocar mudança). As novas mídias nãodeveriam ser usadas apenas para disseminar a voz de cada um, mas também para nos tornarmos maisexpressivos.Resnick então convidou os oradores a partilhar suas idéias.Para ajudar a explicar porque os jovens de hoje são avessos à política,
Lance Bennet
falou sobre asamplas mudanças que afetaram a sociedade nos últimos 40 a 50 anos. A sociedade moderna abrangemuitas grandes organizações, com complexas hierarquias sociais. Isto está começando a mudar, rumando para o que é conhecido como “formação social moderna recente”, na qual redes sociais voltadas às pessoas, organizações distribuídas e mídia participativa são muito mais importantes. Este diferenteambiente afeta a identidade cívica dos jovens, que nela nascem; seu sentimento de dever com relação à participação no governo é relativamente fraco, comparado comgerações anteriores.A popularidade da mídia participativa atual implica que jovensestariam mais propensos a engajar-se em política se fossemresponsáveis por parte do seu conteúdo. Bennet apresentou algunsexemplos deste tipo de engajamento, incluindo um vídeo chamado“Obama Girl”, um vídeo musical pró-Obama (não oficial) visto maisde oito milhões de vezes no YouTube. Embora tenha sido produzido por profissionais, o vídeo é participativo no sentido que muitas pessoascomuns assistiram, avaliaram, comentaram e o compartilharam comoutros. Compare-se isto, sugeriu Bennett, com o vídeo mais assistido do McCain no YouTube, que eraum comercial de campanha comum e que foi visto apenas 250 mil vezes.Mudando o assunto para educação, Bennett lamentou o estado da educação cívica nas escolas. Parafuncionarem, as lições cívicas precisam tirar os alunos das salas de aula e levá-los à comunidade; maseste tipo de aprendizado exige muitos recursos. Ambientes de aprendizado online têm muito potencial, porque podem ser melhorados por ferramentas que podem ser distribuídas. Ele citou alguns exemplos,inclusive um aplicativo do Facebook chamado 
,que oferece aos usuários formas deincentivar os amigos a votar.Bennett admitiu que educação cívica online tem seus problemas assim como suas vantagens; os recursosonline existentes não são atraentes para jovens, porque são criados principalmente pelo governo e por ONGs, e os sites construídos pelos próprios estudantes não têm grande público. A maior parte desses sitesnão informam jovens como efetivamente definir, divulgar e avaliar questões por eles próprios.
Ingeborg Endter
falou sobre a 
 
, um projeto no qual ela participou por sete anos. Essas
Clubhouses
sãolocais de reunião que oferecem a crianças em idade escolar acesso acomputadores para explorar e expandir seus interesses. A idéia écultivar uma comunidade na qual jovens carentes podem ensinar eaprender em um ambiente de confiança e respeito. Nas
Clubhouses
,os membros sentem-se física e criativamente seguros, o que dá maisautonomia aos jovens e enriquece a comunidade. Endter ofereceuvários exemplos de engajamento comunitário das
Computer Clubhouses
, como o do grupo em São Paulo, que trabalhou comartistas locais para embelezar a vizinhança com murais.
Alan Khazei
falou sobre sua experiência como co-fundador da organização de serviços
City Year 
, que posteriormente tornou-se a base do
 Americorps
. Seu sonho foi criar um modelo de serviço nacional para jovens, mostrando para o país que a geração mais jovem estava disposta e era capaz de participar. Hácinco anos, Americorps subitamente enfrentou um corte no orçamento da ordem de 80%. Em um imensoesforço para salvar o programa, Khazei ajudou a mobilizar cidadãos de 47 estados, que ofereceram maisde 100 horas de depoimentos no Congresso americano, o que resultou em grande parte dos recursosserem restabelecidos. Infelizmente, assim que o esforço recuou, o programa novamente sofreu cortes.
 
Acreditando que deve haver uma forma melhor de engajamento comunitário, Khazei fundou sua atualorganização, 
.Khazei acredita que os EUA precisam de uma nova filosofia pararesolver grandes problemas. Um elemento essencial dessa filosofia éo engajamento cívico em massa, começando na juventude eestendendo-se por toda a vida. Também muito importante é umsistema que pode valer-se de todos os modelos de serviçoempreendedor existentes e ampliá-los.
Teach for America
é um bomexemplo deste problema; a organização recebe cerca de 30 milcandidatos por ano, mas tem recursos para aceitar apenas 5 mil.Finalmente, o governo precisa assumir um novo papel, que envolveuma maior interação e apoio de entidades privadas dedicadas a melhoria cívica.De acordo com Khazei, a geração nascida nas duas últimas décadas do século 20 tem a oportunidade e o potencial de levar todos nós a essa nova filosofia. São voluntários em níveis mais elevados que geraçõesanteriores. Uma grande maioria está muito atenta à política presidencial, sendo que 71% acreditam queengajamento político é uma forma eficaz de resolver questões importantes. São menos ideológicos e mais pragmáticos que seus pais na solução de problemas. Khazei espera que
 Be the Change
seja uma forma deengajamento dessa geração e de todos os cidadãos, para que esse potencial seja alcançado.Khazei discutiu então a necessidade de abordagens de engajamento cívico que possam transformar osistema de forma ampla. Ele propõe o que chama “tanque de meta-ação”, no qual múltiplos grupos,organizações e indivíduos combinam suas vozes e recursos para efetuar mudança além de seu escopoindividual. Ele indicou alguns exemplos de grupos que estão conseguindo este intento trabalhando paracriar grandes redes de pressão para suas causas, invés de apenas realizar serviços sociais.Os comentários dos debatedores foram seguidos de uma sessão de perguntas e respostas:
PERGUNTA:
Qual é a coisa mais importante que podemos fazer em sociedade para ajudar os jovens noaprendizado do engajamento?
BENNETT:
Precisamos ensinar os jovens a se organizarem e comunicarem com eficácia, de forma que possam tornar-se excepcionais empreendedores e defensores de suas causas. Também precisamos pensar em formas através das quais jovens que normalmente não participariam se engagem com assuntos que sãode seu interesse.
KHAZEI:
Se tivéssemos um sistema de serviços nacional e universal, veríamos mais engajamentodurante toda a vida das pessoas. Os formandos do
comprovam este fato: eles votam, trabalhamcomo voluntários e contribuem para causas políticas mais que seus colegas. Não dá para você aprender sobre cidadania em livros, é preciso praticá-la. Também precisamos descobrir formas de ajudar jovensinteressados em causas cívicas, porque são eles que criarão organizações que também envolverão seus pares.
ENDTER:
Concordo que temos de ajudar as crianças a desenvolver as habilidades para se engajarem.Alguns projetos que estão surgindo em nosso Centro atualmente estão abordando este assunto através dehistórias contadas e estimulando as crianças a realmente entender a dinâmica e a história de suascomunidades, e o seu lugar dentro delas.
PERGUNTA:
Qual é o papel específico do jovem na sociedade civil?
BENNETT:
Tradicionalmente, a voz dos jovens não é muito ouvida ou bem organizada; além disso, a profissionalização do processo de comunicação política suprimiu ainda mais essa voz, porquenormalmente os coordenadores políticos ignoram os jovens. Em termos do potencial dessa voz, acampanha de Obama oferece um exemplo interessante. Jovens criaram conteúdo de forma muito eficaz,tornando a campanha mais divertida e engajadora. Mas penso que existem papéis ainda maiores nasociedade para os jovens, a reforma da educação sendo um ótimo exemplo. As escolas dos EUA estão um

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