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Redação - A crise financeira e a sociedade de consumo

Redação - A crise financeira e a sociedade de consumo

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Redação − Tema 4 − 2009
 A crise financeira e a sociedade de consumo
Período: 23 a 29 de março
Orientações para o aluno
 No último dia 15 de março, comemorou-se o Dia Mundial do Con-sumidor; no entanto, segundo a Fundação Getúlio Vargas, nunca houveum período em que a confiança do consumidor atingisse índices tão baixos desde que a pesquisa (ICC – Índice de Confiança do Consumidor)sobre o assunto foi lançada, em 2005.Receosos com os destinos da economia mundial, os que consomemestão em pânico; e os consumistas compulsivos, então?A Serasa
 Experian
divulgou na quinta-feira (12/3) que a ina-dim- plência dos que compram a prazo no Brasil teve alta de 8,6% em compa-ração ao 1º bimestre de 2008.Mas não apenas no Brasil houve aumento de inadimplência, o mun-do todo ressente-se da crise monetária internacional que se anunciavadesde o início do século XXI: cartões de crédito lideram, nos países di-tos civilizados, os maiores “rombos” do mercado; prestações de imóveis,empréstimos bancários, tudo parece ter entrado numa cascata de dívidasque não acabam mais.O consumidor tem medo de ousar, mas enlouquece diante das pro-moções e liquidações. Ou, ainda, procura como alternativa para sobreviver acomida barata de
 junk food 
, nos Estados Unidos, por exemplo.Caso queira ver um filme sobre o assunto, visite o site:<www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2009/02/090212_junkfood2.shtml>.Há pouco tempo, no programa “Fantástico”, da Rede Globo de Tele-visão, uma família mostrou, em rede nacional, como fazer milagres finan-ceiros, sanar dívidas e consumir minimamente. Fez tanto sucesso que acaboucontratada para fazer comerciais da Caixa Econômica Federal.De acordo com o que prevê a Organização Internacional do Trabalho(OIT), cerca de 50,5 milhões de trabalhadores perderão seus empregosem decorrência do agravamento da crise em 2009.É sobre isso que vamos escrever hoje: a crise monetária e a socie-dade dita “de consumo”.
Esther Rosado.
Proposta de redação
Depois de ler os textos a seguir, você poderá escolher um dos 3exercícios de redação propostos.1. Construir uma história (narrativa) sobre um consumidor compulsivo,
cujo cartão de crédito está sem permissão para operações nanceiras,
diante de uma loja da Oscar Freire, em São Paulo, em momento deliquidação total.O foco narrativo deve se apresentar em 3ª pessoa, narrador onisciente. Fo-calize o sofrimento, a angústia e as tentativas inúteis de “passar” cartão.2. Escreva uma notícia de jornal, com mais ou menos 25 linhas, em quedebata o ponto de vista do artista plástico Romeo Zanchett (o Texto5: “Crise mundial – a falência do consumismo”)3. Escreva uma dissertação sobre o tema: “Crise faz consumo de luxovirar clandestino”, cujo apoio far-se-á no texto 4 deste tema. Recomendações para a dissertação:a) tente alcançar um mínimo de 30 linhas; b) não discuta os fatos levados por emoção violenta, preferência ou esco-lha de ordem individual;c) observe seu posicionamento e evite a todo custo a falta de coerênciainterna;d) procure dar exemplos, na parte argumentativa, de fatos recentes e quesejam de conhecimento público, divulgados por jornais e revistas;
e) fuja de texto circular, ou seja, nada de repetir-se innitamente, girando
em torno de um mesmo eixo que não se desenvolve.
Texto 1
Valor das dívidas
O valor médio das dívidas vencidas com cartões de crédito e nan
-ceiras foi de R$ 357 no bimestre, 5,5% a menos que no mesmo períodode 2008. As dívidas bancárias tiveram valor médio de R$ 1.371, queda de3%. Já o valor médio dos cheques devolvidos foi de R$ 823, com alta de29,9% na mesma comparação.Na avaliação dos técnicos da Serasa, o aumento da inadimplência
da pessoa física no primeiro bimestre reete a diculdade dos consumi
-dores em honrar dívidas em razão do aumento do desemprego.De acordo com dados do Ministério do Trabalho, só em janeiro foram fechadas 101.748 vagas de emprego formal no país. Os técnicos
também consideram que a falta de disciplina nanceira contribui para a
não-quitação de dívidas dentro do prazo.
<http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1040669-9356,00-INADIMPLENCIA+DO+CONSUMIDOR+CRESCE+NO+BIMESTRE+APONTA+SERASA.html>.
Texto 2
A crise fnanceira, um esboço
 Estamos no m de uma era, a atravessar o pior pânico nancei
-
ro em muitas décadas. Agora principia a instabilidade nanceira. Na
opinião de muitos observadores informados, especialmente, o
FinancialTimes
 , todo o sistema nanceiro e o modo como opera terá de ser re
-construído – radicalmente – e é improvável que isso ocorra. É impossível especular sobre até quando perdurará a confusão – mas agora existe uma
incerteza e falta de conança sem paralelo desde a década de 1930 – eesta ignorância e medo é em si própria um fator crucial. O que é muito
claro é que as perdas são maciças e todo o mundo desenvolvido agoraestá a experimentar a pior crise econômica desde 1945, uma crise emque as perturbações num país combinam-se com as de outros. (Publi-cada em outubro de 2007)
Gabriel Kolko, historiador.<http://resistir.info/crise/kolko_16out07.html>. Acesso em 15 mar. 2009.
 
Redação − Tema 4 − 2009
 A crise financeira e a sociedade de consumo
Período: 23 a 29 de março
Texto 3
Crise muda consumo das classes C e D
 Estrelas do novo ambiente de consumo criado no país, a partir daoferta de crédito mais generosa nos últimos cinco anos, as classes C/Destão em estado de alerta com os cenários desenhados pela crise econô-mica global. A constatação vem da pesquisa “Retrato da crise, as classesC/D em estado de alerta”, coordenada pela McCann Erickson no Brasil, Panamá, México, Honduras, Costa Rica e Colômbia.
 
[...]
 Humor 
O humor da crise revela que 85% da população C/D acredita que“a vida está regular para boa”, 58% têm o sentimento de estabilidade,80% consideram que o país está igual para pior e 74% vêem o futurocom otimismo. As questões propostas pelos pesquisadores até então não faziam referência à crise. Porém, quando o questionamento quis saber o sentimento em relação à crise econômica internacional, 75% revelaramque estão muito preocupados com o cenário. Para 90%, o Brasil vai ser afetado. Mas os brasileiros acreditam que os efeitos durarão cerca de seismeses, enquanto nos demais países pesquisados o prazo se estende paradois anos. O estudo aponta que 88% das classes C/D têm certeza de que suas famílias não passarão incólumes à crise, nesse caso com temor deredução de consumo na ordem de 36% e de desemprego em 26%.“Para quem a família será muito afetada, a expectativa de aumentodos preços reforça o sentimento de que perderão seu poder de compra”,explicou Aloisio Pinto. “Mesmo entre os que consideram que sua famílianada sofrerá com a crise, pensa-se que o desemprego trará o perigo dedeixar o nome sujo na praça”, ele acrescentou, enfatizando que 24% dasmenções de “nada sofrerão com a crise” têm a ver “com a falta de capa-cidade de honrar contas e dívidas”.
<www.giftcom.com.br/blog/index.php/2008/11/20/crise-muda-consumo-das-classes-cd/>.
Texto 4
Crise az consumo de luxo virar clandestino
A crise nanceira mundial pegou em cheio o mercado de luxo.
Pelo menos nos Estados Unidos.
O jornal americano
The New York Times
 , por exemplo, armou
em matéria recente que o consumo de luxo virou “clandestino” entreas americanas endinheiradas. E citou o exemplo de mulheres que agoraevitam compras em lojas de rua ou shoppings, já que não pega bem se-rem vistas passeando com sacolas cheias em tempos de recessão. Ao invés de fazer compras em lojas de rua ou em shoppings, elas preferem comprar suas bolsas exclusivas e sapatos de pele de cobraem eventos fechados a convidados e realizados em quartos de hotéis ou
showrooms
particulares.Outra opção é a compra pela internet, meio em que os produtosmais caros começam a ter grande saída. É o caso da Ricky’s Exceptional Treasures, loja de revendas de luxo no eBay, que relatou a venda de trêsvestidos Oscar de la Renta por cerca de U$S 3 mil cada um em uma semana. No mínimo, uma mudança de comportamento.
 Namoradas anônimas
Outro indício de que as americanas ricaças sucumbiram à cri- se é a criação de uma inusitada associação chamada
dating a banker anonymous
(algo parecido com “namoradas de banqueiros anônimas”,uma alusão à entidade Alcoólicos Anônimos). São namoradas e ex-na-
moradas de homens que atuam ou atuaram no mercado nanceiro e que
agora se vêem frente a frente com o mau-humor, a preocupação e a mão fechada do parceiro. Além de se reunirem em bares de Nova York, elas contam suasagruras e se ajudam a superar a falta de convites para eventos badala-dos, viagens exóticas e jantares em restaurantes estrelados.
 Brasil 
 Entre sacolas escondidas e
 blog
de lamentações, o Brasil está seequilibrando bem no salto alto e caro. “Estamos passando por uma re-tração no mercado de luxo, mas sem a intensidade que marca os mer-cados internacionais”, diz o consultor de gestão de luxo, Carlos Fer-reirinha. Antes com crescimento de dois dígitos ao ano no segmento luxo, a Europa e os Estados Unidos prevêem crescimento de 3% e 1%, respecti-vamente, em 2009. Já o Brasil, segundo Ferreirinha, mantém um melhor ritmo neste setor, apesar de uma acentuada queda: passa de 17% para8% este ano.
Expresso MT 
– A notícia em primeira mão, 5 mar. 09.<www.expressomt.com.br/noticia.asp?cod=21377&codDep=8>.
 
Texto 5
Crise mundial – a alência do consumismo
 Desde o século XVII que as crises nanceiras mundiais são precedi
-das por bolhas consumistas geradas pelo crédito fácil. Em 2001, tivemos a crise das empresas de internet. Aí começou a grande bolha consumista que explodiu em 2008.Toda a economia é feita de ciclos com altos e baixos, mas os jurosdevem ser equilibrados para não gerarem dívidas impagáveis. Em apenas 24 meses, os americanos tiveram seus juros reduzidos de6% ao ano para 1% ao ano. O dinheiro fácil foi o resultado do trabalho do Federal Reserve sob o comando de Alan Greenspan, considerado o atual “Papa da economia”. Este experiente economista começou sua brilhantecarreira em 1948, portanto há 60 anos, dos quais 19 à frente do Federal  Reserve. Falando da crise para os jornalistas, ele disse: “De longe, é um pro-cesso que supera tudo o que já vi antes”. E continuou dizendo: “E aindanão sabemos como isto vai se resolver”. Na década de 40, a maioria das famílias americanas poupava 22%de sua receita. Essa poupança foi caindo anualmente, sempre estimulada pelo consumismo exagerado, e hoje as dívidas respondem por cerca de24% da renda familiar. De 1997 a 2007, o PIB americano cresceu emmédia 2,9% ao ano, enquanto o consumo se elevou a uma taxa anual de3,5%. O crescimento da dívida foi de 7,5% ao ano. Dos 300 milhões de americanos, boa parte vive acima de sua real 
condição nanceira. Seguindo o sonho da família consumista, vivem em
casas e mansões espaçosas, utilizando carrões de alto luxo e tecnologia sem terem renda para isso. Na verdade, o americano gasta tudo o queconsegue transformar em dívida. Os recursos resultantes de dívidas co-

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