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Física - CASD - Capítulo 01 - Temperatura e Dilatação

Física - CASD - Capítulo 01 - Temperatura e Dilatação

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Published by: Física Caderno de Resoluções on Jul 20, 2008
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02/12/2014

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CASD Vestibulares Termologia 23
FFí í ssiiccaaFrente III
CCAAPPÍ Í TTUULLOO11 
 – –
TTEEMMPPEERRAATTUURRAAEEDDIILLAATTAAÇÇÃÃOO
 
Aulas 01 e 02TEMPERATURA
A temperatura está associada ao movi-mentodas partículas, isto é, agitação térmi-ca. Quanto maioro grau de agitação térmica das moléculas da partículamaior será a temperatura. A qualquer movimento deuma molécula, seja ele de translação, rotação ouvibração, associamos uma Energia Cinética.
Assim definimos a Energia Térmica de uma partícula como a soma dessas energias cinéticas das moléculas dessa partícula.
Calor
Calor está associado à energia térmica quetransita de um corpo para outro devido à diferença detemperatura entre eles, fluindo do sistema detemperatura mais alta para o de mais baixa. Assim,nenhum corpo possui calor.
Equilíbrio Térmico
Dizemos que dois corpos A e B estão emEquilíbrio Térmico se ambos estão na mesmatemperatura e estão em contato térmico (nãonecessariamente contato me-cânico). Estando emtemperaturas iguais, esses corpos estão num mesmonível de agitação térmica, porém não necessaria-mente possuem a mesma energia térmica.
Lei Zero da Termodinâmica 
“Se dois corpos A
1
e A
estiverem em equilíbrio térmico com um terceiro corpo A
, então A
1
e A
também estão 
em equilíbrio térmico entre si”.
 
Escalas Termométricas
Para termos uma idéia quantitativa datemperatura de um corpo, precisamos de instrumentosque consigam medir seu nível de agitação térmica.Tais instrumentos, os termômetros, devem serconstituídos de material cuja grandeza termométricavaria regularmente com a temperatura, como porexemplo, o mercúrio.Para graduarmos um termômetro deve-mosconstruir uma escala termométrica. Para facilitar,tomamos pontos de referência de estados térmicossimples e bem definidos.
Ponto de gelo 
 –
 
fusão do gelo a 1 atm de pressão normal 
Ponto de vapor 
 –
 
ebulição da água a 1 atm de pressão normal 
Escala Celsius
:
Ponto de Gelo 0º C Ponto de Vapor 100º C 
O intervalo é dividido em 100 partes iguais, sendocada divisão correspondente a 1º C.
Escala Fahrenheit
Ponto de Gelo 32º F Ponto de Vapor 212º F 
O intervalo entre os dois pontos é dividido em 180partes iguais, cada uma correspondente a 1º F.
Escala Kelvin:
Ponto de Gelo 273 K Ponto de Vapor 373 K 
O intervalo entre os dois pontos é dividido em 100partes iguais, cada uma correspondente a 1 kelvin (1K).
 
Assim:
0º C = 32º F = 273 K
e
100º C = 212º F = 373 KConversões entre Escalas
PPPara convertermos a temperatura de umaescala termométrica para outra deve-mos realizaroperações matemáticas.
No caso das três escalas acima, podemos utilizar razões e proporções ou simples-mente a noção de função de 1º grau, uma vez que as escalas crescem linearmente.
Obs:
Se uma escala hipotética não crescelinearmente, devemos utilizar conceitos matemáticosapropriados a cada situação.
Para as escalas acima obtemos:
T T 35
 
C
T T 27
 
Para variações de temperatura obtemos:
 
 
24 Termologia CASD Vestibulares
F  C K  
T  T  e T T  5
 
Termômetro de Mercúrio
O mercúrio é a substancia termométrica maiscomum encontrada nos termômetros pelo fato depermanecer no estado líquido numa grande faixa detemperatura e, sendo um metal, ser bom condutor decalor, atingindo rapidamente o equilíbrio térmico.Variações de temperatura acarretam emcontrações/dilatações do volume do mercú-rioresultando em variações de altura pro-porcionais notubo com escala.
Zero Absoluto
Lord Kelvin verificou experimentalmente que umgás resfriado de 0ºC a -1ºC, a volume constante, tinhasua pressão dimi- nuída de 1/273 do valor inicial.Como a pres-são é conseqüência da agitação das par-ticulas, Kelvinconcluiu que a temperatura de-veria diminuir de 273ºCaté que cessasse o movimento das partículas, estadode agita-ção térmica nula, e adotou o valor -273ºCcomo zero absoluto.
Assim a escala Kelvin tambémé chamada de escala absoluta
.
0 K = -273,15º C 
Exercícios de Sala
01.
Um termômetro indica 25 °C. Qual é essatemperatura na escala:a) Fahrenheit b) Kelvin
02.
Um termômetro de mercúrio é calibrado com oponto de gelo a 2 cm de altura da co-luna de mercúrioe o ponto de vapor a 12 cm. Obtenha uma função querelacione a tempe-ratura
(°C) com a altura
(cm).
Aulas 03 e 04Dilatação Térmica de Sólidos
Introdução
A variação da temperatura modifica aspropriedades físicas dos materiais. O aumen-to daagitação térmica das moléculas provo-ca umdistanciamento maior entre elas, provocando entãouma variação nas dimen-sões desse corpo, a
dilatação térmica
.Se ao contrário, temos uma diminuição detemperatura, observamos o efeito contrario, a
contração térmica
. Esse efeito depende do estado deagitação térmica da substancia. Sólidos, por teremforças intermoleculares mais fortes, dilatam-se econtraem-se bem menos que líquidos e gases, ondeas forças atuantes são bem menores.
Dilatação Linear
É a variação do comprimento de um materialsólido, isto é de uma dimensão, pelo aquecimento.É verificado experimentalmente e de fácilconstatação que a dilatação térmica é proporcional à:
 
natureza do material
 
comprimento inicial
 
variação de temperatura.
Vamos tomar como exemplo uma barra metálica.Seu comprimento inicial, numa temperatura
 
é
L
.Após aquecermos essa barra até a temperatura
, seunovo compri-mento passa a ser
L
. A diferença entre o
comprimento final e o inicial, ∆L, é chamada de
dilatação linear.
Fórmula da Dilatação Linear
L .L .
 A constante de proporcionalidade
é o coeficientede dilatação linear do material que está sofrendo adilatação.Unidade:
C
-1
ou
F
-1
 
Coeficientes de Dilatação de alguns Materiais
Material
Coeficiente 
-1
 ) 
Chumbo
2,7 
.
10 
-5 
 
Alumínio
2,2 
.
10 
 
Prata
1,9 
.
10 
 
Cobre
1,7 
.
10 
-5 
 
 
Ouro
1,5 
.
10 
-5 
 
 
Ferro
1,2 
.
10 
-5 
 
 
Vidro
.
10 
-6 
 
 
Pirex 3 
.
10 
-6 
 
Dilatação Superficial
É a variação da área de um material sólido, isto é,de duas dimensões, pelo aque-cimento.
Fórmula da Dilatação Superficial
A .A .
 O coeficiente de dilatação superficial
 β
do materialpode ser aproximado por:
 β
= 2 
 
Essa relação só vale para materiais isótropos, istoé, aqueles que possuem o mesmo coeficiente
 qualquer que seja a direção de crescimento.
Dilatação Volumétrica
É a variação do volume de um material sólido, istoé das três dimensões, pelo aquecimento.
∆ 
L = L
 –
L
∆T = T –
 
∆A = A –
A
∆T = T –
 
 
 
CASD Vestibulares Termologia 25
Fórmula da Dilatação Volumétrica
V .V .
 O coeficiente de dilatação superficial
domaterial pode ser aproximado por:
= 3 
 
Relação geral entre os coeficientes
1 2
 
Importante:
Um material sólido com cavi-dades,quando aquecido, dilata-se como se fosse maciço. Istoé, a cavidade também se dilata, da mesma forma queo restante do material.
Dilatação de Líquidos
Como os líquidos não têm forma defini-da, só hásentido em falarmos de
dilatação volumétrica doslíquidos.
 Essa dilatação ocorre de forma seme-lhante àdilatação dos sólidos. A grande diferença é que umlíquido está sempre em um recipiente sólido, logotambém devemos considerar a
dilatação dorecipiente
, que ocorre simultaneamente.No caso de um recipiente com líquido até a borda,após um aquecimento, teremos uma dilataçãoaparente desse líquido, corres-pondente ao volume delíquido extravasado. A dilatação real é dada por:
rec a
V V
 
rec a
 
Dilatação Aparente dos LíquidosDilatação Anômala da Água
A dilatação da água não segue o padrão normalda maioria das demais substâncias, que, que sedilatam com um aumento de temperatura.
A dilatação “regular” da água ocorre ape
-nas apartir de 4ºC (veja gráfico). Entre 0º e 4ºC a água secontrai. Isto se deve à presença de pontes dehidrogênio em temperaturas menores ou iguais a 0º C,que fazem aumentar a distância intermolecular,aumentando o volume. Essas pontes rompem-se entre0º e 4ºC, ocasionando uma diminuição do volume.Entre 4ºC e 100ºC a água dilata-se normalmente.A partir do gráfico do volume da água em funçãoda temperatura podemos concluir que a
densidade daágua é máxima em 4ºC
, fato esse que contribui paraa manutenção da vida marinha em ambientes extrema-mente frios.A água a 0°C se expande subitamente, em funçãodas ligações moleculares, e sua densidade diminui deaproximadamente 1g/cm
3
para 0,9 g/cm
3
. O gelo, seresfriado, contrai-se normalmente, como mostra ográfico acima.
* Dilatação de um Anisótropo
Em um material anisótropo, a dilatação não é amesma para todas as direções. Assim, para diferentes direções teremos coeficientes dedilatação diferentes.Sejam os coeficientes de dilatações lineares
α 
, α 
e α 
,
nas direções x, y e z, respectivamente. Adilatação volumétrica é dada por:
V .V .
com
X Y
 Na dilatação superficial temos essa mesmarelação. Por exemplo:
∆A
yz 
= A
0yz .
 β
.
∆T 
onde
 
 β = α 
α 
Exercícios de Sala
01.
Uma barra de ferro é aquecida de 20°C até 70°C.Sabendo que o comprimento da barra a 20°C é de3,000m e que o coeficiente de dilatação linear é igual a1,2.10
-5
°C
-1
, determine:a) A dilatação na barra b) O comprimento final
02.
Uma placa de alumínio de formato circular, a 20°C,tem no seu centro um furo circular de 2m de raio.Aquece-se a chapa até 100°C. O coeficiente dedilatação linear do alumínio é 2,2.10
-5
°C
-1
. Determine:a) O diâmetro do furo a 100°Cb) A área do furo a 100°C
03.
Um recipiente de ferro contém 100 cm
3
de álcool, a20°C, até a borda. O conjunto é aquecido até 60°C.Sendo o coeficiente de dilatação linear do ferro igual a2,2.10
-5
°C
-1
e o coeficiente de dilatação volumétrica doálcool igual a 1,1.10
-3
°C
-1
, determine:a) A dilatação do recipienteb) A dilatação do líquidoc) A dilatação aparente do álcool
∆V = V –
∆T = T –
 

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Victor Dias added this note
esse site eh uma porrah
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Eunice Araujo Araujo added this note
muito legal,me ajudou muito.obrigada.

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