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Física - CASD - Capítulo 07 - Refraxão da Luz

Física - CASD - Capítulo 07 - Refraxão da Luz

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Published by: Física Caderno de Resoluções on Jul 20, 2008
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12/07/2013

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CASD Vestibulares Físca 61
FÍSICA
Frente III
 CCAAPPÍ Í TTUULLOO77 
 – –
RREEFFRRAAÇÇÃÃOODDAALLUUZZ
 
Introdução
Vimos no capítulo anterior que um feixe deluz, ao incidir numa superfície de separa-ção demeios, reflete-se. Além de refletir, esse raiotambém penetra no meio adjacen-te. Verifica-seexperimentalmente que este feixe se propaga emuma direção diferente da direção do feixeincidente. Por exemplo, a direção de propagaçãoda luz é alterada quando ela passa do ar para ovidro. Quando isso acontece, dizemos que a luzsofreu
refração.
Veja a figura:
O fenômeno da refração consiste, então,da mudança de direção de propagação deum feixe de luz ao passar de meio para outro.Isto só pode ocorrer quando a luz se propagacom velocidades diferentes nos dois meios.
Índice de Refração
Cada meio em que a luz se propagapode ser caracterizado por uma grandezadenominada
índice de refração absoluto(n)
. Por definição, tal grandeza é obtida peloquociente entre a velocidade da luz no vácuo(c = 300.000km/s) e a velocidade da luz nomeio (v).
 Note que o índice de refração (n) deveser sempre maior ou igual a 1, pois velocida-de de propagação da luz é maior no vácuo doque em qualquer meio material (c > v).
Parao ar, temos aproximadamente, n = 1.
 A medida do índice de refração absolutoé denominada refringência do meio. Assim,entre dois meios, é considerado mais refrin-gente aquele que apresenta maior índice derefração.
Quanto maior o Índice de Refração Absoluto de um meio, menor a velocidade com que a luz o atravessa.
Definimos também o
índice de refraçãorelativo
 
entre dois meios 1 e 2 como sendo:
11,2 
 
Leis da refração
Consideremos dois meios homogêneos etransparentes 1 e 2, com índices de refra-çãoabsolutos n
1
e n
2
para uma dada luzmonocromática, separados por uma fronteira.Considere
1
o ângulo de incidência da luz e
2
o ângulo de refração da luz. N é a normal àfronteira no ponto de incidência.
1
 a
Lei da Refração:
O raio refratado pertence ao plano de incidência.
  2
 a
Lei da Refração: Lei de Snell-Descartes
 
1 1 2
n sen n se
 
Da Lei de Snell, é importante notar que:
1 2 1 2 1
Se n n sen se
 
 
 
62 Física CASD Vestibulares
1 2 1 2 1
Se n n sen se
 Portanto:
Quando a luz passa de um meio menos refringente para um mais refringente, seu raio se aproxima danormal. Já quando a luz passa do meio maisrefringente para o meio menos refringente, seuraio se afasta da normal.
Exercícios de Sala
01.
Sabe-se que a luz se propaga em umcerto cristal com uma velocidade v = 1,5.10
8
 m/s.a) Qual é o valor do índice de refração docristal?b) O cristal é mais ou menos refringente queo sal, que tem índice de refração n
sal
=1,54?
 
02.
Um raio de luz, vindo do ar, atinge umamesa de vidro, segundo um ângulo de 30ºcom a horizontal. Sendo que o ângulo derefração observado foi de 45º, determine:a) O índice de refração absoluto do vidro.b) Se o raio de luz incidisse perpendicular-mente na mesa, qual seria o ângulo de refra-ção? Faça um desenho da situação.
Exercício Resolvido
01.
Um recipiente cúbico, com paredes opa-cas, écolocado de tal modo que o olho de umobservador não vê seu fundo, mas vêintegralmente a parede AB. Qual a altura mínimade água que é necessário colocar no recipiente,para que um observador possa ver um objeto Cque se encontra a 10 cm de B. A aresta do cubomede 40cm.Use n
água
= 4/3
 Resolução:
A altura mínima de água é determinada pelo nível x.Da figura, temos que: CD = BD 
 –
CD Mas como o ângulo de incidência é 
 
1
= 45º (diagonal do quadrado), temos que BD = x.Do enunciado, temos que BC = 10 cm.Assim: 
CD x 1
 
(I) 
 Do triângulo CDE, obtemos também que 
CD x.ta
 
(II) 
De (I) e de (II), obtemos: 
10 1 ta
 
(III) 
Da lei de Snell, temos que: 
1 1 2
n sen n se
 Como n 
1
=1 (ar) e n 
=4/3 (água), obtemos: 
sen sen45º 
ou 
3 sen 
 Usando as propriedades trigonométricas
2
sen setan cos 1 se
 Substituindo os dados e simplificando: 
2
3 3 23 tan ta23 3 1
 Voltando na equação (III) e substituindo o valor da tangente calculado, obtemos: 
 
 
CASD Vestibulares Físca 63
x 26,7 c
 
Fenômenos causados pela Refração
Os fenômenos físicos cuja origem estárelacionada com a refração são diversos. Iremosestudar aqui apenas alguns deles.
Ângulo Limite
Sabemos que, quando a luz passa de ummeio mais refringente para um menosrefringente seu raio se afasta da normal, jáque o ângulo de refração
2
é maior que o deincidência
1
. Podemos aumentar o ângulo
1
, aumentando também
2
, até um valormáximo em que
2
= 90º. Nesse caso extre-mo, o ângulo de incidência correspondente échamado
ângulo limite de incidência.
 Podemos calculá-lo do seguinte modo:
1 1 2 2 1
n sen n sen n senL n sen90º 
 
1
senL
 
Reflexão Total
Mas e se direcionarmos o raio, na fronteiraentre um meio mais refringente e um menosrefringente, de modo que seu ângulo deincidência seja maior que o ângulo limitecalculado? Nesse caso, não ocorrerárefração, isto é, nenhuma fração do raioatravessará a fronteira, sendo que todo eleserá refletido, num fenômeno que chamamos
Reflexão Total Interna.
A Reflexão Total só ocorre na passagem da luz de um meio mais refringente para um meio menos refringente 
1
> n 
A fibra ótica é um material que utilizareflexão total da luz para transmiti-la. Emcomparação com os fios de cobre normais, a fibraótica é capaz de enviar 100.000 vezes maisinformações, apesar de sua velocidade detransmissão ser 1,5 vezes menor.
Formação de Imagem por Refração
A figura abaixo mostra um peixinho colocado
dentro d’água, a uma certa profun
-didade. Os raiosluminosos que são emitidos pelo peixinho, aopassarem da água para o ar, sofrem refração,afastando-se da normal, como já sabemos. O raiorefratado atinge o olho da criança como seestivesse sido emitido de outro lugar, no caso, umpouco acima, onde a criança verá uma imagemvirtual do peixinho.O peixe, por sua vez, vê a criança cima da suaposição, pois o raio que refrata e atinge o peixinhoé como se estivesse sido emitido de outro lugar, nocaso, um pouco acima, onde o peixinho verá umaimagem virtual da criança.Quando estamos na beira de uma pisci-na deáguas tranqüilas, ela nos aprece mais rasa, comovocê já deve ter observado. O que estamos vendonão é o fundo da piscina, mas uma imagem,elevada em relação ao fundo, em virtude darefração dos raios luminosos ao passarem para oar.
* Lâmina de Faces Paralelas
Quando um raio de luz atravessa uma lâminade faces paralelas, como uma porta de vidro, elesofre um desvio linear lateral, de forma que o raiorefratado final, sai paralelo ao raio incidente.

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