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reenbolso de km

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04/10/2011

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Pagamentos feitos a empregados, a título de ressarcimento das despesas, decorrentes de utilização de veículoindividual a serviço da empresa, podem ou não caracterizar natureza salarial, conforme veremos a seguir.HABITUALIDADE - COMPROVAÇÃO Se o empregador pagar, habitualmente, a seus empregados o "reembolso dequilometragem", sem a efetiva comprovação da despesa realizada (notas fiscais de combustíveis e manutenção deveículos), aquela verba paga passa a ter natureza salarial, pois não estará comprovado o caráter de ressarcimento dadespesa. INCIDÊNCIAS Caracterizado natureza salarial, a verba de “reembolso de quilometragem” terá todas asincidências trabalhistas, previdenciárias e tributárias, entre as quais: · Salário – a verba deverá ser incluída para fins deapuração do 13º Salário, Férias, DSR, etc; · INSS – como salário, comporá base de cálculo do INSS, inclusive retençãodo empregado; · IRF – como rendimento, estará sujeita à tabela progressiva para desconto do imposto de renda; ·FGTS - como salário, comporá a base de cálculo para recolhimento do FGTS do empregado. Um exemplo de que oreembolso poderá ser considerado salário-utilidade, é o ressarcimento das despesas para o empregado na locomoçãodo percurso residência-trabalho-residência ou reembolso de despesas realizadas em períodos de descanso nos finaisde semana. NATUREZA INDENIZATÓRIA Quando, à vista dos documentos probatórios (notas fiscais), evidencia-seque os reembolsos de quilometragem estão sendo efetuados como simples ressarcimento das respectivas despesas,há de se configurar tal fato como de natureza indenizatória, e não salarial. Sendo comprovadamente indenizatória oressarcimento das despesas, não há que se falar em integração no salário, tampouco sobre incidências de 13º salário,férias, DSR, Inss, Irrf, Fgts e etc. DO CÁLCULO DO VALOR A SER REEMBOLSADO E DO SEU REAJUSTE Como opróprio nome diz, trata-se do reembolso das despesas que o empregado teve na utilização do veículo para a execuçãode serviços externos relacionados aos assuntos da empresa. Este reembolso tem o objetivo de subsidiar as despesascom o veículo tais como abastecimento, manutenção, pneus, trocas de óleo, seguro, IPVA, taxas e outras despesasinerentes à execução do trabalho. A prática do reembolso é baseada no quilômetro rodado, ou seja, multiplica-se ototal da quilometragem percorrida durante a semana, quinzena ou mês pelo valor pago por quilômetro. O valor pagopor quilômetro rodado pode variar de empresa para empresa ou de região para região, os quais são revisadosperiodicamente, com base nas variações, principalmente, do custo do combustível. Normalmente as empresas seutilizam da média de mercado como parâmetro para definir o valor interno. Exemplo Demonstraremos um cálculotomando como base uma empresa hipotética que faz reembolso por quilômetro rodado e considerando os dadosabaixo como parâmetros: · veículos médios cujos valores estão na faixa de R$25.000,00 a R$35.000,00; · valor (médiade mercado) do litro de combustível (gasolina) considerando um rendimento médio de 10km por litro; · despesas commanutenção equivalentes a 4,5% (quatro e meio por cento) ao ano do valor do veículo, considerando revisões, troca deóleo, troca de pneus, pastilhas de freio, filtros, lubrificantes, alinhamento, balanceamento, lavagens entre outros; · trocade pneus a cada 50.000 km; · despesas com IPVA, licenciamento anual e DPVAT que equivalem a 3% (três por cento)ao ano; · quilometragem média rodada por ano de 27.000 km; Segue tabela demonstrativa do cálculo: Itensconsiderados para cálculo Base Valor por Km Base Valor por Km Valor do veículo (hipotético) R$ 25.000,00 R$35.000,00 Reposição após 2 anos - 20% depreciação R$ 5.000,00 R$ 0,09 R$ 7.000,00 R$ 0,13 Manutenção - 4,5%ao ano R$ 1.125,00 R$ 0,04 R$ 1.575,00 R$ 0,06 Troca de pneus a cada 50.000 km R$ 782,86 R$ 0,02 R$ 1.096,00R$ 0,02 Seguro do veículo de 5% ao ano R$ 1.250,00 R$ 0,05 R$ 1.750,00 R$ 0,06 IPVA, DPVAT e licenciamento 3%ao ano R$ 750,00 R$ 0,03 R$ 1.050,00 R$ 0,04 Consumo médio de combustível por litro R$ 2,48 R$ 0,25 R$ 2,48 R$0,25 Valor do reembolso por km rodado R$ 0,47 R$ 0,56 Considerando que o empregado tenha rodado 2.300quilômetros em determinado mês, os reembolsos de despesas seriam os seguintes: Para o veículo de R$25.000,00 =R$1.081,00 (2.300 x R$0,47) Para o veículo de R$35.000,00 = R$1.288,00 (2.300 x R$0,56) JURISPRUDÊNCIAACÓRDÃO - SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. DESPESAS DE QUILOMETRAGEM. CONTRIBUIÇÃOPREVIDENCIÁRIA. NATUREZA INDENIZATÓRIA. NÃO-INCIDÊNCIA. 1.A utilização de veículo do próprio empregadoé um benefício em favor da empresa, por sujeitar seu patrimônio aos riscos e depreciações, custos esses que bempodem ser dimensionados com a comparação de valores locatícios de veículos em empresas especializadas, tudo aindicar inexistir excesso de valores indenizados. 2.O ressarcimento das despesas realizadas a título de quilometragem,prestadas por empregados que fazem uso de seus veículos particulares, não tem natureza salarial, não integrando,assim, o salário-de-contribuição para fins de pagamento da previdência social. 3.Situação diversa ocorre quando aempresa não efetua tal ressarcimento, pelo que passa a ser devida a contribuição para a previdência social, porque talvalor passou a integrar a remuneração do trabalhador. No caso, têm as referidas despesas natureza utilitária em proldo empregado. São ganhos habituais sob forma de utilidades, pelo que os valores pagos a tal título integram o salário-de-contribuição. PROC. Nº TST-RR-30153/2002-902-02-00.7. Relator CARLOS ALBERTO REIS DE PAULA. Brasília,15 de agosto de 2007. ACÓRDÃO - DEPRECIAÇÃO DO VEÍCULO. QUILÔMETROS RODADOS. IPVA. SEGUROOBRIGATÓRIO. A utilização de veículo próprio era condição para a consecução da atividade profissional do autor,conforme decorre das provas documental e oral colhidas. Devido, assim, o ressarcimento de despesas a título dequilômetros rodados, observada a quilometragem alegada, uma vez não impugnada. Relativamente ao valor de R$0,33, fixado como sendo aquele já recebido pelo autor ao título, ressalta-se que, em sendo do empregador o ônus deprovar os pagamentos e os valores efetivamente devidos e, no caso, não tendo a ré juntado os respectivoscomprovantes, tem-se por adequado o acolhimento daquela cifra, a qual decorre de confissão real do reclamante, que,ao depor, admitiu que recebia aquele valor. O recebimento de valor maior deveria ter sido provado nos autos, o queinocorreu. O mesmo vale para a depreciação do veículo. No tocante à quilometragem percorrida, igualmente correta adecisão, na medida em que, estando demonstrado que o autor usava veículo seu em proveito da ré e não tendo estaimpugnado, na defesa, a quilometragem alegada na petição inicial, de 1.000 quilômetros mensais, é de se presumir que esta tenha, de fato, sido a percorrida por aquele. Número do processo: 00410-2004-011-04-00-4 (RO). JuízaRelatora VANDA KRINDGES MARQUES. Porto Alegre, 22 de março de 2006. EMENTA: AGRAVO DE PETIÇÃO "REEMBOLSO DE DESPESAS COM COMBUSTÍVEL " O valor a titulo de reembolso de despesas relativas àquilometragem percorrida, é fixado de acordo com o preço médio do litro do combustível, não podendo permanecer "congelado" ao longo do período de vigência do contrato de trabalho, sob pena de prejudicar o empregado, que seriapenalizado com os sucessivos reajustes do combustível, corroendo o valor do reembolso, o que importa transferir aoempregado os riscos da atividade econômica. Processo 01601-1997-081-03-00-0 AP. Relator Maria Cristina DinizCaixeta. Belo Horizonte, 05 de outubro de 2005. AJUDA QUILOMETRAGEM. DESCARACTERIZAÇÃO. NATUREZASALARIAL. 1. É de se reconhecer a natureza salarial da parcela "ajuda quilometragem" quando o pagamento erarealizado tendo em consideração a produção do trabalhador e não a quilometragem percorrida pelo obreiro naexecução do serviço. 2. Em tal situação, percebe-se que apesar da denominação utilizada, a parcela não tinha objetivoindenizatório, sendo, na verdade, um "prêmio por produção" que, sem dúvida integra a remuneração do trabalhador,mormente porque atingia valores 300% superiores ao próprio salário, o que atrai a incidência do art. 457, § 1o e 2o, daCLT. 3. Decisão por unanimidade. PROCESSO: 01009-2003-002-24-00-0 (RO). Juiz Relator AMAURY RODRIGUES
 
PINTO JÚNIOR. Campo Grande, 18 de agosto de 2004. EMENTA - VERBA QUILOMETRAGEM - NATUREZASALARIAL - Não integra o salário verba paga a título de quilometragem, mesmo que mensalmente, eis que seu objetoé ressarcir despesas de veículo do empregado na execução de seu serviço, e não um pagamento pelo serviçoprestado tendo, portanto, a parcela, natureza meramente indenizatória (RR. nº 264126, TST, Rel. Min. Carlos AlbertoReis de Paula, DJ de 27/11/98, p. 204). EMENTA. REEMBOLSO. QUILOMETRAGEM. NATUREZA - Considerandoque os documentos apresentados às fls. 29/31, consoante ressaltado pelo Regional, demonstram que a Reclamadaconferia, habitualmente, ao Reclamante taxa de reembolso por quilometro rodado, independentemente de qualquer despesa realizada ou comprovada, a referida parcela ora em discussão possui natureza salarial por caracterizar "plus"na remuneração do Autor. Deste modo, entende-se que a parcela paga ao Reclamante ajusta-se perfeitamente aodisposto no § 1º do artigo 457 da CLT, o qual discrimina as parcelas que integram o salário do empregado. Revistaconhecida, mas a que se nega provimento (RR. nº 105302, TST, Rel. Juíza Convocada Eneida Melo, DJ de 07/12/00,p. 760) . Base legal: art. 457 da CLT e os citados no texto.
REEMBOLSO DE DESPESAS DE QUILOMETRAGEM
 
Pagamentos feitos a empregados, a tulo de ressarcimento das despesas,decorrentes de utilização de veículo individual a serviço da empresa, podem ou nãocaracterizar natureza salarial, conforme veremos a seguir.
 
HABITUALIDADE - COMPROVAÇÃO
 
Se o empregador pagar, habitualmente, a seus empregados o "reembolso dequilometragem", sem a efetiva comprovação da despesa realizada (notas fiscais decombustíveis e manutenção de veículos), aquela verba paga passa a ter naturezasalarial, pois não estará comprovado o caráter de ressarcimento da despesa.
 
INCIDÊNCIAS
 
Caracterizado natureza salarial, a verba de “reembolso de quilometragem” terátodas as incidências trabalhistas, previdenciárias e tributárias, entre as quais:
 
Salário – a verba deverá ser incluída para fins de apuração do 13º Salário,Férias, DSR, etc;
 
INSS – como salário, comporá base de cálculo do INSS, inclusive retençãodo empregado;
 
IRF – como rendimento, estará sujeita à tabela progressiva para descontodo imposto de renda;
 
FGTS - como salário, comporá a base de cálculo para recolhimento do FGTSdo empregado.
 
Um exemplo de que o reembolso poderá ser considerado salário-utilidade, é oressarcimento das despesas para o empregado na locomoção do percursoresidência-trabalho-residência ou reembolso de despesas realizadas em períodos dedescanso nos finais de semana.
 
NATUREZA INDENIZATÓRIA
 
Quando, à vista dos documentos probatórios (notas fiscais), evidencia-se que osreembolsos de quilometragem estão sendo efetuados como simples ressarcimentodas respectivas despesas, de se configurar tal fato como de naturezaindenizatória, e não salarial.
 
 
Sendo comprovadamente indenizatória o ressarcimento das despesas, não há quese falar em integração no salário, tampouco sobre incidências de 13º salário, férias,DSR, Inss, Irrf, Fgts e etc.
 
DO CÁLCULO DO VALOR A SER REEMBOLSADO E DO SEU REAJUSTE
 
Como o próprio nome diz, trata-se do reembolso das despesas que o empregadoteve na utilização do veículo para a execução de serviços externos relacionados aosassuntos da empresa.
 
Este reembolso tem o objetivo de subsidiar as despesas com o veículo tais comoabastecimento, manutenção, pneus, trocas de óleo, seguro, IPVA, taxas e outrasdespesas inerentes à execução do trabalho.
 
A prática do reembolso é baseada no quilômetro rodado, ou seja, multiplica-se ototal da quilometragem percorrida durante a semana, quinzena ou mês pelo valorpago por quilômetro.
 
O valor pago por quilômetro rodado pode variar de empresa para empresa ou deregião para região, os quais são revisados periodicamente, com base nas variações,principalmente, do custo do combustível. Normalmente as empresas se utilizam damédia de mercado como parâmetro para definir o valor interno.
 
EXEMPLO
 
Demonstraremos um cálculo tomando como base uma empresa hipotética que fazreembolso por quilômetro rodado e considerando os dados abaixo comoparâmetros:
 
veículos médios cujos valores estão na faixa de R$25.000,00 aR$35.000,00;
 
valor (média de mercado) do litro de combustível (gasolina) considerandoum rendimento médio de 10km por litro;
 
despesas com manutenção equivalentes a 4,5% (quatro e meio por cento)ao ano do valor do veículo, considerando revisões, troca de óleo, troca depneus, pastilhas de freio, filtros, lubrificantes, alinhamento, balanceamento,lavagens entre outros;
 
troca de pneus a cada 50.000 km;
 
despesas com IPVA, licenciamento anual e DPVAT que equivalem a 3% (trêspor cento) ao ano;
 
quilometragem média rodada por ano de 27.000 km;
 
Segue
 
tabela demonstrativa do cálculo:
 
Itens considerados para cálculoBaseValor porKmBaseValor porKmValor do veículo (hipotético)R$ 25.000,00R$ 35.000,00Reposição após 2 anos - 20%depreciaçãoR$5.000,00R$ 0,09R$7.000,00R$ 0,13Manutenção - 4,5% ao anoR$1.125,00R$ 0,04R$1.575,00R$ 0,06Troca de pneus a cada 50.000 kmR$782,00R$ 0,02R$1.096,00R$ 0,02Seguro do veículo de 5% ao anoR$1.250,00R$ 0,05R$1.750,00R$ 0,06IPVA, DPVAT e licenciamento 3% aoanoR$750,00R$ 0,03R$1.050,00R$ 0,04Consumo médio de combustível porlitroR$2,48R$ 0,25R$2,48R$ 0,25

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