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BEM ESTÁ O QUE BEM TERMINA

BEM ESTÁ O QUE BEM TERMINA

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TEATRO
TEATRO

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09/28/2010

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BEM ESTÁ O QUE BEM TERMINA
(William Shakespeare)Personagens: 3 masculinos (Bertran, Lafeu, Rei daFrança); 4 femininos (Helena, Condessa, Viúva,Diana).
Cena 1 (No Palácio dos Roussilon, Lafeu eBertran)
Lafeu – Meu caro Bertran, agora conde de Roussilon, parabéns!Bertran – Obrigado pelos parabéns, mas ainda sinto amorte de meu pai, o Conde.Lafeu – Nem me fale, sua mãe anda triste pela casadesde a morte do marido.Bertran – E onde está Helena que não a conforta?Lafeu – Não sejas mau! Helena está sempre perto desua mãe. Mas Helena sente a falta de seu pai, ocurandeiro Gerar, e também anda triste. Este casteloestá que é uma choradeira só.Bertran – Pois é! Mas o que trazes em sua mão? Éuma carta?Lafeu – Ah, estava me esquecendo! É para oCondessa de Roussilon.Bertran – E o que está esperando que não a chamas?Deixe a carta comigo.Lafeu – Já voltarei, senhor.
(Sai e volta com a Condessa chorando e Helena queolha apaixonadamente para Bertran).
Cena 2 (Palácio, os da cena anterior, Helena eCondessa)
Condessa – Bertran, meu filhinho querido, o quequeres de tua mãe.Bertran – Chegou esta carta do Rei da França.Condessa – Leia você, Helena, estou com os olhoscheios de lágrimas.Helena – Olá, Bertran, como vais?Bertran – Estou bem, leia! Paga-se a criadagem paraler Helena – Nossa, que bruto! Está bem.
(Lê a carta ecomeça a chorar).
Lafeu – O que diz a carta?Helena – Diz uma coisa terrível. O Rei quer que oconde vá a Paris para agraciar o jovem com o seuespecial louvor e proteção.Lafeu – É uma ordem real.Condessa – (chorando) Nãooo! Primeiro meu marido,depois vai o meu filho...Helena – Aqui também diz que o rei está muitodoente.Bertran – Então irei, mamãe. Lafeu, prepare oscavalos, você irá comigo.Helena – Também quero ir.Bertran – Não, você cuidará de minha mãe.Helena – Mas posso ser útil, conheço muitosremédios que meu pai usava, posso ajudar o Rei.Bertran – Cala-te, mulher. Adeus, mamãe.Condessa – Adeus, meu filho, use agasalhos e nãoesqueça a espada de seu pai. Sinto partir mais um. Ocaminho até Paris é minado de assaltantes. Prometaque irá cuidar de meu filho, Lafeu.Lafeu – Sim, senhora.
(Todos choram na despedida. Saem Lafeu e Bertran).
Cena 3 (Condessa e Helena)
Condessa – Por que choras, Helena?Helena – É por meu pai.Condessa – Tens certeza?Helena – Na verdade, devo confessar uma coisa aCondessa. Estou... apaixonada por Bertran.Condessa – Sabes que és apenas uma serva neste palácio.Helena – Sei disso. Mas o amo tanto que irei atrásdele.Condessa – Puxa vida! Teu amor é grande. Mas devesachar uma desculpa para segui-lo.Helena – Não tenho uma desculpa, tenho umamissão.Condessa – Perseguir o meu filho?Helena – Não, salvar o Rei.Condessa – Mas como farás isso?Helena – O livro de receitas de meu pai. Posso achar a cura do Rei.Condessa – Acho que podes conseguir as duas coisas,venha comigo.Helena – Diga o seu plano, Condessa.
(As duas saem conversando).
Cena 4 (Palácio de Paris, Rei, Lafeu e Bertran,depois Helena)
Rei – Lafeu, que bom que trouxeste Bertran.Lafeu – Vossa majestade está se sentindo mal.Rei – Esta dor de barriga está a me matar.Bertran – Estou feliz em estar em vossa presença.Rei – Eu o agracio com minhas honras, estasmedalhas e agora... com licença
. (sai).
Lafeu – Coitado, as tripas reais devem estar seretorcendo.Bertran – Nenhum médico conseguiu curá-lo?Lafeu – Dizem que já tomou de tudo.1
 
Rei – 
(voltando com Helena)
Desculpem, senhores,mas quero saber se conhecem esta moça?Lafeu – Pois conhecemos, é Helena, criada do paláciodo Conde.Bertran – É filha do famoso curandeiro Gerar, que,como meu pai, morreu há pouco.
(Todos choram, o rei de dor de barriga).
Helena – Estou aqui senhor para curá-lo e sei como.Mas tenho um preço.Lafeu – Que afronta! Vendo o Rei com tanta dor, ousafazer uma proposta?Helena – Sim. Se salvar vossa majestade deste mal,quero escolher um homem da corte para ser meumarido.Rei – Está bem, cara Helena. Mas se não me salvar em dois dias, serás morta por fazeres uma proposta aorei e tudo deve ser pago na mesma moeda.Bertran – Boa, rei!Lafeu – Então, dentro de dois dias saberemos sobre ofuturo de Helena. Será que conseguirá salvar o rei ouvai...
(música de suspense, luz apaga e reaparecem todosno mesmo lugar que estavam, como que congelados).
Cena 5 (Mesmos da cena anterior, cura do Rei)
Helena – Então, vossa majestade ainda sente dores?Rei – Incrível, seu remédio me curou!Lafeu – Isto é um milagre!Bertran – Te salvaste por pouco. Agora resta saber quem você escolhe para marido.Helena – Bertran é o meu escolhido, sempre te amei,mas nunca pude declarar o meu amor.Bertran – O quê?!!!?Rei – Ousas desobedecer a um mandato real?Bertran – Alegro-me que vossa majestade está bemde saúde, mas...Rei – Nem mais, nem meio mais. Estão casados. Éum decreto real. Helena, toma este anel, não deves tedesfazer dele a não ser que estejas em perigo. Comlicença que preciso providenciar um grande banquete,venha comigo Lafeu.
(Saem os dois).
Bertran – E agora? O que faço da minha vida? Soutão moço e nem posso escolher com quem casar...Helena – Sou tua serva, vem cá, querido.
(Saem de cena meio que discutindo).
Cena 6 (Fuga de Bertran, Helena e Lafeu)
Helena – Uma carta de meu marido! Oh, deixe-meler: “Helena, fui embora. Não quero ficar contigo, sou jovem, outras mulheres me esperam. Para nãocontrariar o Rei, pois é poderoso, fui me alistar emFlorença. Só voltarei para ti quando conseguires tirar o meu anel de meu dedo. PS -Ele nunca sai, não tironem para tomar banho”.(Helena chora)Lafeu – O que foi, Helena?Helena – Teu patrão fugiu para Florença.Lafeu – E o que queres que eu faça?Helena – Bom, agora que eu sou tua patroa, queroque me leve ao meu castelo, digo, à presença daCondessa.Lafeu – Está bem, senhora.(Saem os dois).
Cena 7 (No Palácio de Roussilon, Helena eCondessa)
Condessa – Que bom que vieste, Helena. Conte-meas novas.Helena – Salvei o Rei, casei com seu filho, mas oingrato fugiu.Condessa – Hã?Helena – Isso: salvei o Rei, casei com seu filho, maso ingrato fugiu.Condessa – Mas, meu filho deve ser louco para nãoquerer ficar com você.Helena – Ele não me ama, nunca me olhou nos olhos,nunca me tratou como gente.Condessa – Vamos rezar para São João, o Grande. Eletudo resolve.Helena – Espera aí, a grande igreja de São João, oGrande, não fica em Florença?Condessa – Sim, minha filha.Helena – Então, farei uma peregrinação até Florença.Sinto que devo fazer isso para recuperar o meucasamento.Condessa – Irei contigo.Helena – Não é preciso, o problema é meu e euresolvo.
(As duas saem conversando).
Cena 8 (Hospedagem em Florença, Viúva, Helenae Diana)
Helena – Bondosa senhora, estou vindo de longe e posso me abrigar em vossa pousada?Viúva – Pagando bem, que mal tem. Diana, minhafilha, venha me ajudar aqui.Diana – 
(de trás da cortina)
Já vou mãe. Deixa eu medespedir meu namorado.Viúva – Este moço tem que vir falar comigoDiana – Sim, mãe. Volte logo, Bebê.Helena – Quem era?2

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