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Física - B2 30 Princípio de Huygens

Física - B2 30 Princípio de Huygens

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Published by: Física Caderno de Resoluções on Jul 22, 2008
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1
30ª aula
Sumário:Princípio de Huygens. Interferência, experiência de Young e rede de difracção
Princípio de Huygens
Muitos fenómenos com radiação electromagnética só podem ser explicadosevocando a natureza ondulatória da luz.Existe um princípio empírico − o chamado Princípio de Huygens (ou deHuygens-Fresnel) − que é muito útil para a explicação de numerosos fenómenos queenvolvam ondas. Segundo este princípio, proposto por Huygens no séc. XVII,
cada ponto de uma frente de ondas é um centro emissor de ondas esféricas
. Assim, as frentesde onda são o resultado da sobreposição de “ondículas” esféricas, tal como ilustra aFig. 30.1 para uma situação geral (do lado esquerdo) e para o caso particular da ondaplana (do lado direito).
BB'A'
t+
A
t+
BB'A'A
 
Figura 30.1
Nesta figura, AB é uma frente de onda num determinado instante,
. A frente de ondanum instante posterior
+
pode ser vista como a sobreposição de ondas esféricasoriginadas em cada ponto da frente AB.De acordo com o próprio Huygens, só as ondículas que se propagavam para afrente eram “fortes” e interferiam construtivamente (este asserção só viria a ser justificada no séc. XIX). Assim, ao utilizarmos o Princípio de Huygens devemos terpresente que a interferência das ondículas é só “para a frente”.O Princípio de Huygens pode ser vizualizado numa tina de ondas. Com umagitador produzem-se ondas planas na tina na qual foi colocada uma barreira, a toda alargura do recipiente, com uma fenda muito estreita. Apesar de lá estar a barreira,surgem ondas do outro lado. A onda que aparece do lado direito da barreira (Fig. 30.2)pode ser vista como a ondícula produzida pelo ponto da frente de onda plana incidenteque não encontra qualquer obstáculo à sua frente. Mas a abertura na barreira tem de sermuito estreita para que, do lado direito, as ondas sejam esféricas!
 
2
Figura 30.2
1
 
Nos esquemas da Fig. 30.3 mostra-se a propagação da onda plana do ladoesquerdo da barreira e o aparecimento da onda esférica do lado direito.
d<<
λλλ
 
Figura 30.3
 Insistimos que é muito importante que a abertura
seja estreita. De modo maisquantitativo, digamos que
deve ser menor do que o comprimento de onda
λ
. Se assimnão fosse, do lado direito do obstáculo a onda já não seria esférica.No lado esquerdo da Fig. 30.4 mostra-se uma outra imagem da tina de ondas nocaso de a abertura na barreira ser grande. A onda que se propaga do lado direito dabarreira, que já não é esférica, pode ser vista como a sobreposição das ondículas geradaspelos pontos da frente de onda plana que não encontram a barreira pela frente, de acordocom o esquema que se apresenta na parte direita da Fig. 30.4. Estudaremos esta situação(difracção) mais pormenorizadamente na próxima aula para o caso de a fenda nabarreira ser estreita (mas já não pontual).
1
Figura retirada do livro J.B. Marion e W.F. Hornyak, General Physics with Bioscience Essays, JohnWiley & Sons, 2nd Ed., New York (1985). As Figuras 30.4, 30.5 e 30.9 desta aula foram retiradas domesmo livro.
 
3
Figura 30.4
Interferência, experiência de Young e rede de difracção
Vimos, logo nas primeiras aulas, que as ondas podiam interferir, sendo aperturbação resultante dessa interferência, a soma das perturbações devidas a cada onda.Historicamente, foi precisamente o fenómeno da interferência que serviu parademonstrar inequivocamente o carácter ondulatório da luz.Consideremos que uma onda plana incide num anteparo onde há dois pequenosorifícios. De acordo com o princípio de Huygens, cada um dos orifícios é uma fonte deondas esféricas (de facto, circulares, a duas dimensões). A experiência pode ser feitanuma tina de ondas e o resultado é o que se mostra na Fig. 30.5.
Figura 30.5

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