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Física - Óptica - Luz e Cor

Física - Óptica - Luz e Cor

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Published by: Física Caderno de Resoluções on Jul 22, 2008
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TEIA DO SABER – Prof 
a
Paula Maria Neves Rodrigues Fernandes
1 
Luz e Cor A natureza da luz
– Os antigos pitagóricos acreditavam que a visão se deviaexclusivamente a algo que saía dos nossos olhos, ou seja, a luz estava em nós. Hoje já não sediscute mais, como nos séculos XVII e XVIII, se a luz é formada por feixes de minúsculaspartículas ou se é uma propagação ondulatória. A luz não é onde nem partícula. Ela se constituide
fótons,
partículas cujo comportamento tem natureza ondulatória.Apesar de ser uma visão muito simplificada da compreensão atual que a física tem da naturezada luz, basta saber que grande parte dos fenômenos luminosos podem ser estudados admitindo-se que a luz seja uma propagação ondulatória com todas as propriedades características dessefenômeno.A origem da luz é, de certa forma, semelhante à origem do som. Enquanto o som é produzido apartir de oscilações mecânicas, pode-se dizer que a luz se origina de oscilaçõeseletromagnéticas ou da oscilação de cargas elétricas. Outra semelhança seria que, assim comonossos ouvidos só conseguem detectar uma pequena faixa do espectro das ondas sonoras(20Hz – 20kHz), o que nossos olhos detectam como
luz 
, é apenas uma estreita faixa doespectro das ondas eletromagnéticas.Em física, a única diferença entre todas as formas de radiação do espectro eletromagnético é ovalor da freqüência (ou do comprimento de onda, já que
c =
λ
. f 
). Ondas de rádio, microondas,calor ou radiações infravermelhas, luz, radiações ultravioletas e raios X são radiaçõeseletromagnéticas fisicamente idênticas. O valor da freqüência, única diferença entre elas, sedeve à fonte que as originou: quanto maior a energia, maior a freqüência e mais próximo dointerior do átomo está sua origem.- As freqüências mais baixas provêm da oscilação de elétrons em fios condutores. É o caso dasradiações emitidas por condutores percorridos por corrente alternada, geralmente comfreqüência de 60Hz. São elas que produzem um ronco característico quando o rádio do carro,sintonizado em alguma estação em AM, passa sob ou perto dos fios das redes de alta tensão.- No intervalo de 10
4
a 10
10
Hz, as fontes são circuitos oscilantes ou transmissores de estaçõesde rádio e televisão. – De 10
10
a 10
12
Hz estão as microondas, geradas por válvulas eletrônicas especiais. – De 10
11
a 4.10
14
Hz estão as radiações de calor, ou infravermelhas, geradas pela vibração ouoscilação dos elétrons exteriores a átomos e moléculas. – No curto intervalo de 4.10
14
a 8.10
14
Hz , correspondente à luz visível até a freqüência de 10
17
 Hz, onde estão compreendidas as radiações ultravioletas, as fontes são oscilações ou transiçõesdos elétrons entre as camadas mais externas dos átomos. – Entre 10
15
a 10
20
Hz estão os raios X, originados das transições de elétrons mais internos doátomo ou da desaceleração muito rápida de partículas de alta energia, carregadas eletricamente. – De 10
19
a 10
24
Hz estão os raios gama, originados em transições de partículas em camadasdo interior do núcleo atômico.
Fontes de Luz -
Numa primeira abordagem, mais superficial, pode-se dizer que a reflexão é a causa mais comum da emissão de luz (a grande maioria dos corpos quevemos reflete a luz que recebe) são
corpos iluminados
. Mas há muitas outras causas: por exemplo, qualquer corpo aquecido a partir de certa temperatura torna-se luminoso. Atermodinâmica diz que qualquer corpo, a qualquer temperatura, emite radiação eletromagnética.
 
 
TEIA DO SABER – Prof 
a
Paula Maria Neves Rodrigues Fernandes
2 
O corpo humano, por exemplo emite radiação infravermelha suficiente para ser detectada por equipamentos apropriados (binóculos, câmaras fotográficas e de vídeo que permitem “ver” noescuro). Em outras palavras, se nossa retina fosse sensível à radiação infravermelha, comoesses aparelhos especiais, o corpo humano seria considerado luminoso e não iluminado! Se asdimensões da fonte luminosa forem desprezíveis, isto é, se puder ser representada por umponto, a fonte é considerada
 pontual.
Se isso não for possível, a fonte é
extensa
. Esse conceitoé relativo, a mesma fonte pode ser considerada extensa ou pontual, dependendo das dimensõesenvolvidas na situação.
As sete cores do arco-íris
– Em 1665, quando IsaacNewton tinha 23 anos, a peste se espalhou pela Europa. Para fugir docontágio na cidade grande, Newton passou um ano e meio no campo, na casade sua mãe. Durante essas férias forçadas dedicou-se ao estudo e à pesquisapor conta própria e fez surpreendentes descobertas que só publicou váriosanos depois em seu livro Óptica. Newton dispunha apenas de algunsprismas, lentes e da luz do sol. Fazendo um pequeno furo em uma cortinaobteve um feixe estreito de luz que fez incidir sobre o prisma. A luz, depois depassar pelo prisma, projetava sobre a parede oposta uma mancha alongada,com as cores distribuídas do vermelho ao violeta. Esse belo fenômenoacontece quando o sol está relativamente baixo, em um lado do céu, e nooutro lado existem nuvens escuras de chuva. "Foi muito agradável", escreveuele, "observar as cores vivas e intensas, mas logo tratei de examiná-las comcuidado". De cara, ele chegou à idéia de que a luz branca do sol é compostade luzes de todas as cores visíveis. O que o prisma faz é, simplesmente,separar essas componentes. A componente violeta é a mais desviada e avermelha, a menos desviada. As outras têm desvios intermediários. Tanto sepode dizer que as cores do arco-íris são sete, como cinco, seis, oito, milharesou infinitas.Para testar essa idéia, fez a luz espalhada pelo prisma incidir sobre outro prisma, colocado na posição invertida. O segundoprisma juntou de novo as luzes componentes e a luz brancaressurgiu no outro lado. Alguns texto relacionam apenas seiscores: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul e violeta. Émuito difícil distinguir mais cores do que essas no arco-íris. Afaixa colorida obtida por Newton quando separou as cores daluz do Sol com um prisma é chamada de "espectro da luzsolar".Essa separação, ou dispersão, pode ser obtida com umprisma ou com outro dispositivo chamado
rede de difração
,do qual falaremos em outra oportunidade.
Recombinação da luz dispersada
.
 
Para ter certeza de sua interpretação, Newton fez umaexperiência crucial: incidiu a luz dispersada sobre um cartãocom um pequeno furo. Ajustando a posição do furo deixoupassar só uma componente (a vermelha, por exemplo). Fezesse feixe incidir sobre o segundo prisma e não observounenhuma decomposição a mais. O feixe se desviava mascontinuava da mesma cor.
A luz vermelha não se dispersa.
 
Com essas e outras observações, Newton demonstrou que a luz branca do sol é uma mistura deluzes com as cores visíveis. Cada cor sofre um desvio diferente pelo prisma. Tecnicamente, dizemosque a luz violeta é mais refringente que a vermelha, pois se desvia mais. Ou, em outros termos, oíndice de refração da componente violeta é maior que o índice de refração da componente vermelha.O espectro da luz do Sol, dita "branca", é um contínuo com todas as cores visíveis.
 
 
TEIA DO SABER – Prof 
a
Paula Maria Neves Rodrigues Fernandes
3 
Hoje sabemos que essas componentes têm comprimentos de onda que vão desde 4000 Ångstroms(violeta) até 7500 Ångstroms (vermelho). Os elementos ou compostos químicos podem ser induzidosa emitir luz, tanto na chama de uma fogueira como no bucólico pisca-pisca dos vaga-lumes ou emanimais de profundidade oceânica que emitem luz como atrativo de suas presas, enquanto reaçõesnucleares geram a fantástica luz do Sol e das estrelas O físico alemão Gustav Kirchhoff descobriuque cada elemento químico emite luz com um espectro distinto e bem característico. Isto é, oespectro pode ser usado para detectar a presença do elemento na fonte de luz. Por exemplo, aslâmpadas azuladas que vemos nas grandes avenidas são ampolas com vapor de mercúrio (Hg).Quando uma corrente elétrica passa por esse vapor a lâmpada "acende", emitindo a luzcaracterística do elemento mercúrio. Veja, na figura abaixo, os espectros do hidrogênio (H) e domercúrio (Hg). Os números são os comprimentos de onda das raias, em Ångstroms.Em 1815, Joseph von Fraunhoffer, observando o espectro solar, notou apresença de uma série de linhas escuras sobrepostas sobre as cores contínuas do espectro.Com habilidade, Fraunhoffer contou mais de 500 dessas linhas pretas. Comparando as posiçõesdessas linhas pretas com as posições das linhas já catalogadas dos elementos, Fraunhoffer notou uma perfeita coincidência. Por exemplo, exatamente onde se situam as linhas dohidrogênio, apareciam linhas escuras bem definidas no espectro solar. A explicação para essalinhas escuras é a seguinte. O Sol emite luz com todas as cores, como já vimos. Mas, essa luzpassa por gases relativamente frios na superfície do próprio Sol. Esses gases
absorvem a luzdo Sol exatamente nas cores que gostam de emitir 
. As linhas escuras de Fraunhoffer sãolinhas de absorção de luz. A fonte de luz pode ser uma estrela distante, cuja luz é focalizada noespectrógrafo por um telescópio. Examinando o espectro da luz da estrela o astrofísico obtéminformações sobre os elementos e compostos químicos presentes na estrela.Em outras palavras, pode fazer uma
análise química
da estrela.Um exemplo espetacular desse tipo de análise deu-se quando os cientistas descobriram linhasescuras no espectro solar que
não correspondiam a nenhum elemento conhecido
. Eleschamaram esse elemento de
hélio
, nome do deus do Sol da mitologia. Só 17 anos depois, oelemento hélio foi encontrado na Terra. A figura abaixo mostra o espectro de emissão do hélio eas linhas de absorção que ele impõe sobre o espectro solar.

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