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O Senegal nas rotas Lusíadas : contributo para o estudo da presença da língua portuguesa na África Ocidental a partir do século XV

O Senegal nas rotas Lusíadas : contributo para o estudo da presença da língua portuguesa na África Ocidental a partir do século XV

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Maria Leitão - O Senegal nas rotas Lusíadas : contributo para o estudo da presença da língua portuguesa na África Ocidental a partir do século XV

- A transposição da língua e da cultura portuguesa para novos lugares foi uma consequência dos Descobrimentos. Este estudo incide sobre as marcas da presença portuguesa na África ocidental, nomeadamente no Senegal, onde milhares de jovens estudam o português, tanto no Ensino Secundário como no Superior. Contudo, a comunidade portuguesa é muito pequena. A autora, que foi leitora na Universidade Cheikh Anta Diop, fez um levantamento sobre o ensino do português para a embaixada em Dacar e recorreu a um inquérito para investigar não só as motivações específicas dos estudantes mas também outros aspectos da cultura senegalesa, e a sua relação com a presença portuguesa. analisou ainda relatos da época, documentos históricos e bibliografia diversa para avaliar o impacto das expedições marítimas portuguesas nestes territórios e as suas repercussões até aos nossos dias.
Maria Leitão - O Senegal nas rotas Lusíadas : contributo para o estudo da presença da língua portuguesa na África Ocidental a partir do século XV

- A transposição da língua e da cultura portuguesa para novos lugares foi uma consequência dos Descobrimentos. Este estudo incide sobre as marcas da presença portuguesa na África ocidental, nomeadamente no Senegal, onde milhares de jovens estudam o português, tanto no Ensino Secundário como no Superior. Contudo, a comunidade portuguesa é muito pequena. A autora, que foi leitora na Universidade Cheikh Anta Diop, fez um levantamento sobre o ensino do português para a embaixada em Dacar e recorreu a um inquérito para investigar não só as motivações específicas dos estudantes mas também outros aspectos da cultura senegalesa, e a sua relação com a presença portuguesa. analisou ainda relatos da época, documentos históricos e bibliografia diversa para avaliar o impacto das expedições marítimas portuguesas nestes territórios e as suas repercussões até aos nossos dias.

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 FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DO PORTOV MESTRADO EM ESTUDOS AFRICANOS
O Senegal nas rotas lusíadas
Contributo para o estudo da presença daLíngua Portuguesa na África Ocidental a partir do século XVDissertação apresentada por Maria de Lurdes Pires Gomes Martins Reis LeitãoOrientadora:Professora Doutora Elvira MeaCentro de Estudos Africanos da Universidade do Porto2007
 
1
INTRODUÇÃO
“… e o que se mostrava no mapa mundy, quanto ao desta costa, nom eraverdade, ca o nom pintavam senom a aventura; mas esto que agora he posto nas cartas, foe cousa vista por olho, segundo já tendes ouvido”
Gomes Eanes de Zurara
1
 A partir da Literatura de Viagens
2
sobre os Descobrimentos Portugueses naCosta Ocidental de África, tentamos conhecer melhor as movimentações dosnavegadores portugueses naqueles novos lugares e o relacionamento que estabeleceramcom povos tão diferentes cuja existência se desconhecia. Todos os temas abordados, asreferências feitas por esses viajantes, testemunhas oculares da época, podem ser pistas para compreender os povos africanos, os seus modos de vida, os seus interesses, as suasacções, porque falam “
de cousa vista por olho”
3
. Por outro lado, aspectos da geografiados lugares descritos podem também contribuir para explicar comportamentos eacrescentar dados para a construção da História desses povos; é a face visível queconsideramos assemelhar-se à da época pré-colonial e pós-colonial, e que poderá ajudar a explicar movimentos dos grupos e dos reinos que ali viviam. Gostaríamos decontribuir, principalmente através de textos ou registos dos portugueses da época dasDescobertas, para trazer não só conhecimento sobre as realidades observadas pelos portugueses, verificar como foram interpretadas por eles, mas também identificar condicionalismos da natureza sobre a acção do homem, investigar sobre os reinosafricanos existentes, procurar compreender as vivências e as acções humanas, numespaço muito extenso, com características geográficas e especificidades climáticasmuito distintas das da Europa. Por isso, é importante também descobrir a humanidadeafricana, os seus modos de vida, os seus contactos, as suas mudanças e os seusinteresses, as marcas culturais que deixaram, e eventualmente, identificar aspectosculturais que permaneceram até aos nossos dias e que os exploradores portuguesesteriam encontrado.
1
G. E. de ZURARA (1453); vide ZURARA, Gomes Eanes de, Crónica do Descobrimento e Conquista daGuiné (Introdução pelo Visconde de Santarém), publicada por J. P. Aillaud, Paris, 1841, Cap. LXXVIII,“Das legoas que estas caravellas do Iffante forom a allem do cabo, e doutras cousas místicas”, pp. 371-372
2
Ao longo deste estudo, e como fizemos na nota supra, a indicação de um autor seguida de data constituiuma referência à data de produção do referido texto
3
G. E. de ZURARA (1453);
Op. Cit.,
Cap. LXXVIII, pp. 371-372
 
2 Neste sentido, procuramos dados sobre a relação destes povos com os portugueses e com a Língua Portuguesa. Queremos recolher vestígios do passado que possam explicar o interesse crescente do Senegal e dos senegaleses pela Cultura eLíngua Portuguesas, na actualidade. Esse interesse terá origem nas memórias de um passado remoto? Terá outras causas, na época presente? Ou haverá uma confluência dasconsequências do passado e dos interesses actuais do país?Com o nosso estudo, pretendemos captar principalmente elementos que serelacionem com os territórios do Senegal e a zona circundante que faz fronteira com aGâmbia, a Mauritânia, o Mali, a Guiné-Bissau e a República da Guiné (Conacri),embora não existisse esta divisão territorial em países, nem quando os portuguesesdescobriram o continente africano nem mais tarde. Ou seja, na nossa análise sobre o passado, devemos integrar os dados no contexto de toda a África Ocidental (
Guiné 
, noséculo XV).Depois da Conferência de Berlim de 1884, a organização do território crioucontextos e perspectivas específicas. Ainda assim, hoje, como há quinhentos anos, estaregião apresenta determinados traços geográficos e culturais que devem ser realçados para compreender como foi condicionada pela natureza a fixação de múltiplos gruposhumanos, com características muito específicas nos seus modos de vida, e conhecer também os interesses e as necessidades que moveram as suas acções ao longo dostempos, antes e depois da colonização.O Senegal é um Estado no litoral do Oeste africano. Com uma superfície de196722 km²; o seu relevo é plano e pouco elevado. Muitos planaltos se estendem a perder de vista, mas as altitudes são sempre inferiores a 130 metros. Perto da fronteirada Guiné, no Sudeste, encontra-se o ponto mais elevado do país, nas montanhas doFouta Djalon (581m). No Noroeste, os planaltos ultrapassam ligeiramente os 100 metrose a sua altitude baixa progressivamente de Leste para Oeste, não ultrapassando os 20metros no Ferlo ocidental, no Siné-Saloum e na Casamansa. Também se encontramdunas fixas que se estendem na região de Cayor e de Jalofo. Devido à escassez e àirregularidade das chuvas, o Senegal é atingido frequentemente por períodos de secaque provocam consequências dramáticas sobre o equilíbrio ecológico e sobre asactividades humanas. O clima, a exploração agrícola contínua e as más escolhas de produtos a cultivar causaram uma grave erosão dos solos, já de si pouco variados,excepto na região de Dacar, no litoral. Predominam os solos arenosos, mais fáceis detrabalhar, e os solos argilosos, mais compactos e mais difíceis de cultivar.

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