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Vínculo com Concessionária de Serviços de Energia Elétrica

Vínculo com Concessionária de Serviços de Energia Elétrica

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Sentença (trechos) em que reconheço a existência de vínculo de emprego com concessionária de serviços de eletricidade sob o fundamento de que esta "não cumpre com o dever de prestar serviços qualitativamente adequados à coletividade, dever esse cujo cumprimento justifica e, portanto, subordina o gozo do direito individual de contratar serviços vinculados a sua atividade-fim por intermédio de terceiros".
Sentença (trechos) em que reconheço a existência de vínculo de emprego com concessionária de serviços de eletricidade sob o fundamento de que esta "não cumpre com o dever de prestar serviços qualitativamente adequados à coletividade, dever esse cujo cumprimento justifica e, portanto, subordina o gozo do direito individual de contratar serviços vinculados a sua atividade-fim por intermédio de terceiros".

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Published by: Marcelo Alexandrino da Costa Santos on Oct 31, 2010
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10/31/2010

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VARA DO TRABALHO DE SÃO GONÇALO - RTOrd *********
S E N T E N Ç A:
"*****, qualificado à fl. 02, ajuizou demanda trabalhista em face deRELACOM SERVOS DE ENGENHARIA E TELECOMUNICAÇÕES LTDA eTELEMAR NORTE LESTE S.A.,
 
formulando, em virtude dos fatos e fundamentos de fls.*****, os pedidos de *****.(...)É O RELATÓRIO.DECIDO:
Gratuidade de justiça:
Aliado ao salário anotado em sua CTPS (fl. *****), o contato pessoal revelouque o demandante é pessoa de poucos recursos financeiros, não dispondo de condições parademandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família, motivo pelo qual
defiro
agratuidade por ele requerida.
Inépcia da petição inicial:
É temerária a afirmação da primeira ré, de que o autor postula a aplicação, “aomesmo tempo, de duas normas coletivas diferentes para a regularização dos direitos pleiteados neste procedimento”. Na verdade, a pretensão do autor, no que diz respeito à norma coletivaaplicável, é muito clara: indica, para tal efeito, aquela firmada pelo SINTTEL/RJ e oSINDIMEST/RJ – respectivamente, sindicato das categorias patronal e profissional.Quanto aos pedágios, o demandante indica o valor médio que supostamentedesembolsava (o que, em sede de mérito, lhe cabe provar), não lhe sendo exigível, para finsde regularidade da petição, discriminar suas rotas, uma vez que estas são de conhecimento doempregador.
Rejeito
a preliminar.
Não submissão da lide a comissão de conciliação prévia:
Tendo em vista a recente decisão do Supremo Tribunal Federal, que deferiuliminar em sede de ação direta de inconstitucionalidade (ADI 2139) para, dando interpretaçãoconforme à Constituição ao art. 625-D da CLT, asseverar que a submissão da lide à CCP éfacultativa e não obrigatória –, e considerando, ainda, que a rejeição da propostaconciliaria em juízo, por si , sana qualquer irregularidade havida em âmbitoextraprocessual,
rejeito
a preliminar suscitada pela primeira ré.
“Exclusão da segunda demandada”:
Por carecer a primeira ré de capacidade postulatória para defender a primeira,
não conheço
do requerimento formulado sob o título “da exclusão da segunda reclamada”.
Prescrição:
Tem rao a segunda , quando argui a prescrão da preteno dodemandante ao pagamento de “diferenças sobre o salário
 por fora
”. Isto porque tal pretensãosomente foi deduzida em 19 de setembro de 2008, quando da apresentação da peça que
 
substituiu a petição inicial.
Pronuncio
, pois, a
prescrição
arguída pela segunda ré.
Quitação:
A eficácia liberatória da quitação passada no Termo de Rescisão do Contratode Trabalho não abrange prestações ou diferenças não satisfeitas por ocasião da formalizaçãoda extinção do contrato de trabalho, a ponto de obstar o exame das pretensões deduzidas em juízo por empregado que se afirma prejudicado pela conduta patronal. De outro modo, restariaferido o princípio constitucional da inafastabilidade do controle jurisdicional.
Rejeito
a questão prejudicial invocada, atecnicamente, no final da contestaçãoda segunda demandada.
Relação de emprego:
O fenômeno da terceirização encontra, aqui e ali, alguns regramentos noordenamento jurídico nacional. No âmbito estatal, a autorização legislativa para a
execução indireta
,mediante contrato,
 
de tarefas ligadas ao planejamento, coordenação, supervisão e controleveio com o Decreto-Lei 200/67, que estimulava a
descentralização
da AdministraçãoFederal (cf. art. 10).Posteriormente, a Lei 5.645/70 apresentou rol exemplificativo das tarefassujeitas à terceirização na forma do aludido Decreto-Lei: "transporte, conservação,custódia, operação de elevadores, limpeza e outras assemelhadas" (art. 3
o
). No que concerne à iniciativa privada, de referir à Lei 7.102/83, quelegitimou a contratação de empresa para a prestação de serviço de vigilância ostensiva etransporte de valores (inciso I do art. 3
o
).Percebe-se, muito nitidamente, que a tolerância da legislação em face daterceirização tem se cingindo normalmente às atividades instrumentais; não àquelasessenciais, inerentes ao objeto, aos escopos e à razão de ser do tomador dos serviços.Outro ponto comum entre as situações-tipo albergadoras da terceirização,que emerge da leitura dos textos legais supracitados, é a assuão, pela empresafornecedora, do todo da atividade objeto do contrato celebrado com o ente tomador, o quesignifica dizer que, tanto a instrumentalização dos serviços, quanto a subordinação dostrabalhadores, devem ficar a cargo do empregador, jamais do cliente.Diante dessas características e cedendo parcialmente à força da realidadeque o mercado - extrapolando os limites inicialmente traçados pelo DL 200/67 - impôs aomundo dos fatos, firmou-se a jurisprudência no sentido de que é cita, apenas, acontratação de serviços de vigilância, conservação, limpeza ou que disserem respeito àatividade-meio do tomador, desde que, perante este, inexista pessoalidade e subordinaçãodireta. A esse propósito, reporto-me ao inciso III do Enunciado 331 da súmula de jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. No entanto, a demandada, por tratar-se de empresa concessionária de serviço público, especificamente, de telefonia, encontra-se sob regência de leis específicas (L.8.987/95 e 9472/97), que contêm normas excepcionadoras da orientação geral, e disto pretende se valer para ver-se livre do reconhecimento da relação formada diretamente como autor. Confira-se:
a) Lei 8.987/95:
Art. 25. Incumbe à concessioria aexecução do serviço concedido, cabendo-
 
lhe responder por todos os prejzoscausados ao poder concedente, aosusuários ou a terceiros, sem que afiscalização exercida pelo órgãocompetente exclua ou atenue essaresponsabilidade.§ 1
o
Sem prejuízo da responsabilidade aque se refere este artigo, a concessionária poderá contratar com terceiros odesenvolvimento de atividades inerentes,acessórias ou complementares ao serviçoconcedido, bem como a implementação de projetos associados.§ 2
o
Os contratos celebrados entre aconcessionária e os terceiros a que serefere o parágrafo anterior reger-se-ão pelodireito privado, o se estabelecendoqualquer relação jurídica entre os terceirose o poder concedente.
b) Lei 9.472/97
Art. 94. No cumprimento de seus deveres,a concessionária poderá, observadas ascondições e limites estabelecidos pelaAgência:I - empregar, na execução dos serviços,equipamentos e infra-estrutura que não lhe pertençam;II - contratar com terceiros odesenvolvimento de atividades inerentes,acessórias ou complementares ao serviço, bem como a implementação de projetosassociados.Ocorre que os dispositivos transcritos, especialmente sedutores para ainiciativa privada e o capital estrangeiro, somente se legitimam na medida em que têm por escopo a
 ssegurar a prestação de serviço adequado à população usuária
, dever impostoaos delegatários pela mesmas leis:Art. 6º da Lei 8.987/95: Toda concessãoou permissão pressupõe a prestação deserviço adequado ao pleno atendimentodos usuários, conforme estabelecido nestaLei, nas normas pertinentes e no respectivocontrato.§ 1
o
Serviço adequado é o que satisfaz ascondições de regularidade, continuidade,

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