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Uma proposta metodológica para o ensino de acentuação gráfica - Juliana Pereira dos Santos

Uma proposta metodológica para o ensino de acentuação gráfica - Juliana Pereira dos Santos

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Autor(a): Juliana Pereira dos Santos (UFF/RJ)
Fonte: ANAIS/2010 - II Colóquio da Pós-Graduação em Letras (UNESP) http://www.assis.unesp.br/posgraduacao/letras/mis/coloquio/anais2010/julianapereira.pdf
(Acesso em 31/10/2010)
Autor(a): Juliana Pereira dos Santos (UFF/RJ)
Fonte: ANAIS/2010 - II Colóquio da Pós-Graduação em Letras (UNESP) http://www.assis.unesp.br/posgraduacao/letras/mis/coloquio/anais2010/julianapereira.pdf
(Acesso em 31/10/2010)

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Published by: SylviaRodriguesAlmeida on Oct 31, 2010
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II Colóquio da
 
Pós-Graduação em Letras
 UNESP – Campus de AssisISSN: 2178-3683www.assis.unesp.br/coloquioletras coloquiletras@yahoo.com.br
 
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UUMMAAPPRROOPPOOSSTTAAMMEETTOODDOOLLÓÓGGIICCAAPPAARRAAOOEENNSSIINNOODDEEAACCEENNTTUUAAÇÇÃÃOO GGRRÁÁFFIICCAA 
Juliana Pereira dos Santos(Mestranda – UFF/RJ)
RREESSUUMMOO:: 
O presente trabalho pretende apresentar uma proposta de metodologia para oensino de acentuação gráfica segundo as normas do Novo Acordo Ortográfico da LínguaPortuguesa. Nessa perspectiva, consideraremos fundamental o estudo da prosódia emPortuguês e dos princípios norteadores da ortografia portuguesa. Para fundamentar nosso
 
propósito utilizaremos como
corpus 
de análise o texto oficial do acordo ortográfico de Línguaportuguesa de 1990 e a proposta de Silva (2007) para uma melhor organização dos conteúdosdisciplinares. Neste sentido apresentaremos os conceitos “molar” e “molecular” utilizados porSilva (2007) para representar duas atitudes adotadas pelo ensino na transmissão deconteúdos, a primeira corresponde a uma nova abordagem metodológica, a segunda dizrespeito ao ensino tradicional e prescritivo das disciplinas escolares. Nossa intenção, ao sugeriruma nova proposta metodológica para o ensino de acentuação gráfica, é tornar esse maisrentável e eficaz para a aprendizagem e retenção do referido conteúdo pelo aluno de línguaportuguesa.
 PPAALLAAVVRRAASS--CCHHAAVVEE::
Novo acordo ortográfico; acentuação gráfica; método molar.
A questão da
gramática 
é, no Brasil, tão importantecomo a questão do
café 
.(João Ribeiro)
Esta monografia quer sugerir uma proposta de metodologia para o ensino deacentuação gráfica de acordo com a nova ortografia aprovada em 1990 pela Academiadas Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Letras e delegações lusoafricanas,com a adesão da delegação de observadores da Galícia/Galiza.É importante assinalar que tal acordo ortográfico da Língua portuguesa,cumpre seu período de transição, e passará a vigorar definitivamente no Brasil e nospaíses da CPLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) em 31 de dezembrode 2012.No entanto, parece prevalecer um movimento nacional de resistência a talmudança, ou, em muitos casos, a presença de críticas mal fundadas à adoção doAcordo Ortográfico, por aqueles que supõem que a unificação nada veio a contribuir
 
 
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para uma melhor transmissão e compreensão dos conjuntos de normas convencionaisortográficas da Língua portuguesa. Nessa perspectiva convém tecer um comentário sobre os vieses editorial epedagógico do Novo Acordo Ortográfico. Em relação ao primeiro, entendemos quenão houve mudança significativa, já que se estima que apenas 0,5% das palavras dagrafia brasileira foram modificadas, com destaque para os diacríticos que foramprescindidos da grafia com o intuito de simplificar a escrita do falante de línguaportuguesa.Em relação ao segundo, acreditamos que o acordo contribuiuqualitativamente para o ensino e aprendizagem das regras que constituem as normasconvencionais da ortografia portuguesa. Ao privilegiar o funcionamento e a tendêncianatural da língua, o ensino e a compreensão do sistema ortográfico, em umaperspectiva “molar” de organização dos conteúdos, ficou mais simples, coerente erentável.Entendemos que, não somente o Novo Acordo Ortográfico veio contribuirpara o ensino de língua materna, por defender uma simplificação no sistemaortográfico tendo em vista os inúmeros casos de
divergência e oscilação no espaço lusófono 
(BECHARA, 2009, p. 29), mas principalmente propor que as palavras sejamescritas de uma só maneira, respeitando, obviamente o princípio que rege toda alíngua viva: a unidade na diversidade.Não obstante, cabe destacar, que este é um importante passo para a históriade nossa língua, e, que o Novo Acordo Ortográfico constitui decreto – lei aprovadopela Assembleia da República, nos termos dos artigos 164º. e 169º. da Constituição,destarte, todos os falantes da Língua portuguesa precisarão escrever segundo essalei, que persistirá, pelo menos, por três gerações, vide o último acordo ortográfico quedurou sessenta anos.Neste sentido, percebemos a importância de se estudar uma novaabordagem metodológica para o ensino de acentuação gráfica, segundo as bases quetratam desse assunto no texto do Novo Acordo. Sabemos que todos os homens debem deverão cumprir esta lei e, para tal, elaboramos um estudo que, ao invés de alijaro cidadão dos conteúdos contemplados no texto oficial do acordo, busca, de umamaneira didática e simplificada, levar o usuário da língua a uma melhor compreensãodesse texto, sem, contudo desvirtuar a lição do texto oficial.Uma das intenções do ensino “molar”, ao fornecer um sistema que possibilitaao leitor/usuário da língua penetrar e compreender o texto do novo acordo, bem como
 
 
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os textos provenientes das gramáticas prescritivas, é criar em textos sem “eira nembeira” pontos de entrada, fuga e de circulação, para que o leitor - cidadão comum ouprofissional da linguagem – não se sinta isento ou apartado do seu direito decompreensão e interpretação dos fatos que cercam sua língua.Embora saibamos que se trata de um texto oficial, de caráter legal e que,portanto deve apresentar um aspecto estrutural formal, acreditamos que o ensino deLíngua portuguesa, destinado às pessoas comuns, não especialistas e que desejamescrever de acordo com o novo sistema, precisará, para melhor orientar o leitor, deuma disposição técnica mais inteligível, didática e rentável.Essa tríade constitui o principal objetivo alvitrado neste trabalho, aopropormos uma nova metodologia para o ensino de acentuação gráfica de acordo comas regras do texto oficial do Novo Acordo Ortográfico; estamos sugerindo umamudança de atitude.Uma das características dessa atitude é a intervenção pedagógica, e como jáfoi esclarecido nos parágrafos anteriores, pretendemos, assim como um elucidário ofaz, criar e estabelecer “eiras e beiras” em textos que antes poderiam parecerimpenetráveis, ininteligíveis e inexplorados.No bojo dessa intervenção pedagógica está também uma proposta demudança e alteração da estrutura de textos científicos quando estes estão destinadosao público em geral. Estudos apontam que textos científicos, como por exemplo, asbulas dos remédios vendidos no país, são incompletos e excessivamente técnicospara o público leigo.Para elucidarmos o que queremos dizer através do nosso exemplo,discorreremos brevemente sobre a história de mudança e adaptação textual quesofreram os textos das bulas, para mostrar que o texto sobre as bases do acordoortográfico precisa deste mesmo tipo de intervenção que chamaremos de intervençãodidática, quando ele se destinar ao público geral.A ANVISA (Agência Nacional de vigilância Sanitária), para tornar os textosmais acessíveis aos pacientes, através de uma resolução pública determinou que alinguagem das
bulas 
de remédio fosse mais didática e acessível, sem termos técnicos,para isso criou dois tipos
de bulas 
: uma direcionada aos pacientes e outra destinadaaos profissionais de saúde.O chefe da unidade de farmacovigilância da ANVISA, Murilo Freitas Dias, justificou que
não há razão para usar tantos termos técnicos. Queremos que a informação seja acessível e útil para os pacientes.

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