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O pensamento COmplexo em Edga Morin

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07/20/2013

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O pensamento complexo em Edgar Morin
José Donizeti de Souza – Mestrando no PPGE-UNIMEP
RESUMO
O pensamento complexo em Edgar Morin
José Donizeti de Souza – Mestrando no PPGE-UNIMEP
RESUMO
 Tem ocorrido nos últimos anos, através de diversos autores, uma revisão do pensamento científico moderno,a partir de diversos focos. Um deles, de percurso formativo abrangente, é o pesquisador francês (tal como gostade se identificar!) Edgar Morin. Autor de diversas obras, com produção literária fecunda e contando com muitosestudiosos colaboradores, além da enorme elasticidade dos temas que aborda, nosso pensador tem tido grande presença nos meios universitários. Procuramos neste trabalho pouco denso analisar alguns temas de sua reflexão,que, acreditamos, são fundamentais para a compreensão das bases de sua proposta. Reconhecemos que todorecorte claudica, mas, na impossibilidade de trabalho mais completo, importa assumir a visão parcializada elimitada face a um pensamento tão profundo e incisivo. O texto apresenta o pesquisador a partir de seu percursode vida, passando pelas âncoras de seu pensamento, até perscrutar sua visão educacional.
RESUMEN
Ha ocurrido en los últimos años, entre un conjunto de escritores, una revisión del pensamiento científicomoderno, desde los diversos aspectos. Uno de estos escritores, de amplio trayecto educacional, es el pesquisador francés (tal como le gusta ser llamado!) Edgar Morin. Autor de diversos libros, producción literaria fértil ycontando com muchos colaboradores, además de la descomunal elasticidad de los temas que aborda, nuestroestudioso ha tenido gran presencia en los medios universitarios. Procuramos en este trabajo poco denso, analizar algunos aspectos de su reflexión que, creemos, son fundamentales para la comprensión de las bases de su propuesta. Reconocemos que toda recortadura cojea, pero en la imposibilidad del trabajo más completo,conviene asumir la visión parcial y limitada delante de un pensamiento tan profundo y incisivo. El texto presentael pesquisador desde su trayecto de vida, pasando por los fundamentos de su pensamiento, hasta disecar su visióneducacional.
ABSTRACT
During the last years, many authors have realized a revision of the scientific modern thinking beyond manyfocuses. One of them, on an abrangent formative trajectory, is the French researcher Edgar Morin (as he likes to be called!). Author of many works, fecund literary production and between many studious collaborators, althoughthe huge elasticity of the approached themes, our philosopher has had a big presence on the University. It wasfounded at this little dense work, to analyse some themes of his reflections that we believe to be fundamental tothe comprehension of the basis of his proposal. We recognize that all clipping is reductionist, but in theimpossibility of a more complete work, it is important to assume the parcial and limited vision in front of a sodeep and incisive thinking. The text presents the researcher’s through, his life’s trajectory, passing by the anchorsof his thinking until searching his education vision
.
 
1.A TRAJETÓRIA COMPLEXA DE VIDA TECIDA POR E PARA MORIN:A GÊNESE DE UM PENSADOR 
O rápido traçado da vida de Morin baseia-se fundamentalmente em textos de IzabelCristina Petraglia (2001: 19-38), Pena-Veiga et al. (2001: 24) e do próprio Morin, naintrodução autobiográfica do livro “Ciência com Consciência” (1982: 7-22). Parece-nos queos diversos autores lidos são acordantes em afirmar que o pesquisador Morin consegue aliar sua intelectualidade brilhante à sua trajetória de vida, cujo aprendizado acurado por vivênciasdiceis e marcantes originou de uma vida complexa uma teoria e proposta nadasimplificadora.
 Político engajado, intelectual lúcido, artista sensível, pensador crítico e criativo, poeta romântico e afetivo, Edgar Morin incorpora todos esses títulos e adjetivos em suacaminhada, integrando o sentir ao pensar e ao fazer, numa rede relacional, reflexiva e,acima de tudo, complexa.
(PENA-VEIGA et al., op. cit.: 18) Nasceu em 08 de julho de 1921 em Paris David-Salomon Nahum. Seus pais, Luna e Vidal,tinham imigrado para a França com outros judeus espanhóis durante a primeira década desteséculo. Sentia-se solitário, por ser judeu diante dos preconceitos na escola. Aos 09 anos perdea mãe e isto aumenta suas dúvidas e solidão, informações concordantes de Petraglia (2001) ePena-Veiga (2001).
 Em 26 de junho de 1931, antes mesmo de completar dez anos de idade, perde suamãe, vítima de uma lesão no coração, fruto da gripe espanhola (...). Luna não podia ter  filhos, e Edgar nasceu, contrariando os preceitos médicos, o que o fez alimentar culpa,(...). Essa perda cria uma ferida que também será uma fonte de reflexão, e o faz entendedesde cedo o significado da contradição vida e morte, que constituirá as basesantropológicas de seu pensamento.
(PENA-VEIGA et al., 2001: 8) Neste contexto o comunismo pareceu-lhe ser o caminho da crença em si próprio. Aideologia o incentivava à leitura e aos escritos. Mesmo adolescente (aos 13 anos), já redigiraensaios, não terminados, que refletiam suas contradições e tumultos internos vividos. Traziaimpressa em sua vida a paixão pelo saber e pela cultura. Sua leitura era diversificada. Viveu aconfuo nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, período de conflitosinteriores, defendendo o pacifismo e o socialismo. Posteriormente, dos 19 aos 20 anos, filiou-se ao Partido Comunista, do qual participará por 10 anos.Questionado certa vez por François Ewald sobre o como descobriu a noção do incerto, tãocaracterística em sua obra, Morin responde em certa parte da fala:2
 
(...) Minha vida não é guiada por uma certeza originária, senão por aquela de lutacorpo a corpo com a incerteza. É preciso dizer que não sou herdeiro de uma cultura queme teria dado uma crença absoluta sobre a qual eu teria podido assentar minhas idéias.Talvez existam razões biográficas. Tive de afrontar o problema do risco, aos 19 anos, em1941 sob a Ocupação: de um lado, eu sentia que era preciso arriscar minha vida e entrar  para a Resistência; de outro, tinha medo de arriscar minha vida. Tive de exercer o ofíciomuito incerto de militante clandestino e um afrontamento com o risco e com a incerteza(...).
(MORIN & LE MOIGNE, 2000: 162)Ao entrar na Faculdade, impressionado com os dramas da guerra, dedicou-se à EconomiaPolítica. Seu projeto era humanizar o processo econômico por intermédio da política. Ele próprio afirma:
Quando entrei na universidade, não pensava no futuro, mas na guerra queacabava de rebentar. Não tinha mais futuro quando veio a Ocupação. Fiz estudos por curiosidade
(1982: 7). Perscrutou depois disso as Ciências Sociais. Matriculou-se então naSobornne e em outros cursos: História, Geografia, Direito, participando de disciplinas dasCiências Políticas, Sociológicas e Filosóficas. Finalizando os estudos em 1942, torna-secombatente voluntário da Resistência, período em que concretizou seu desvinculamento dodomínio paterno, visto que seu pai tinha sobre ele demasiado zelo e cuidado. Vivendo nummomento de perseguição a judeus e descendentes, habituou-se à clandestinidade, quandoadotou o nome de Morin em lugar de Nahum, o que foi posteriomente legalizado com a trocade nome: desde então, Edgar Morin. Em 1946 publicou seu primeiro livro intitulado “O AnoZero da Alemanha”, quando procurou sob o referencial marxista analisar sociologicamente osdesafios de um país estigmatizado pelo caráter nefasto da destruição. Este foi o início demuitos outros escritos intelectuais. Morin assim aborda o momento:
O buraco negro de uma Alemanha acéfala, decapitada, arruinada, destruída (...),incitou-me ao meu primeiro livro, (...). Aqui aparece um tro que marca meusempreendimentos sociológicos: todos eles foram desencadeados por um acontecimento singular, (...), que, perturbando a ordem das coisas, perturba a ordem de nosso espírito eobriga a repensar.
(1982: 7)Além das atividades de escritor, desenvolveu diversas outras jornalísticas em Paris. Em1951 publicou seu segundo livro: “O homem e a morte”, sendo reeditado em 1977,incorporando novas reflexões. Nesse texto reflete profundamente sobre o fenômeno biológico(morte) relacionado intimamente às crenças e aos ritos, ou seja, constructos sócio-culturais dofenômeno, que mostram
o homem como sujeito da morte.
Nosso autor se justifica:3

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