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Diversificando Linguagens no Processo Educativo - o Cinema e o Vídeo como

Diversificando Linguagens no Processo Educativo - o Cinema e o Vídeo como

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11
Diversificando Linguagens no Processo Educativo: o Cinema e o Vídeo comoAbordagens do ConhecimentoJosé Marcos Froehlich
1
Valdo Barcellos
2
 Resumo:
Este ensaio discute, a partir dos problemas existentes no processo educativo ena concepção de educação hoje predominante, os fundamentos teóricos que osestruturaram e que encontram hoje seus limites em dar conta da complexidadecontemporânea. Assim, ao fazer a crítica ao processo educativo convencional, especulaa respeito de alternativas que possam trazer mais diversidade e riqueza na construção doconhecimento, propondo como interessante abordagem neste sentido a utilização dalinguagem cinematográfica como processo pedagógico. Tal abordagem constituiinstrumental privilegiado para subsidiar e propiciar a dialogicidade e a elaboração doconhecimento na relação de ensino-aprendizagem contemporânea.Palavras-chaves: Educação; Tecnologia Educacional; Cinema.
 Abstract
:
This essay discusses, based on existing problems in the educational processand in the concept prevailing nowadays, the theoretical framework that has structured them and that now find its limits in dealing with contemporaneous complexities. Thus, byaddressing the critic to the conventional educational process, we speculate on thealternatives which might approach in this direction the use of cinematographic languagein the pedagogical process. Such approach constitutes a privilegiad means to subsideand boost dialogicity and elaboration of knowledge in the contemporaneous teaching and learning relationship.Key-words: Education; Educational Technology; Motion Picture.
I- Discussão Introdutória
 
1
Professor do Departamento de Educação Agrícola e Extensão Rural e do Mestrado em Extensão Rural –UFSM; Doutorando em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade – CPDA – UFRRJ.Jmfroe@ccr.ufsm.br
2
Professor do Departamento de Metodologia do Ensino – UFSM; Doutorando em Educação – UFSC.
 
22O século XIX, ao encerrar-se, deixa como um de seus legados duas grandesinvenções. Criações essas que vieram para ficar e se incorporaram definitivamente àhistória, ao devir da humanidade. Esta incorporação se deu nas mais diferentes dimensõesdo humano. Suas influências estão fortemente impressas no pensar e no agir humano, ouseja, tem desdobramentos diretos naquilo que denominamos de “mundo da vida”.Estamos nos referindo ao avião e ao cinema, estas duas tecno-máquinas estranhase maravilhosas, capazes de produzir sonhos, vida, e como não poderia deixar de ser,também mortes...Mas não vamos, neste artigo, tratar nem do avião nem da morte. Vamostratar do cinema e da sua possibilidade como uma linguagem a mais a trazer suacontribuição ao processo civilizatório e educativo nas sociedades contemporâneas.A educação vista aqui como uma parte imprescindível do processo de construçãodo devir humano. Delimitamos também este trabalho no campo da educação formal, ouseja, a dimensão do processo educativo que tem como território existencial o espaço daescola/universidade. Um espaço que precisa estabelecer diálogos recorrentes com osdemais espaços, territórios, onde a vida (também) acontece.É a partir deste diálogo que, acreditamos, possam surgir novas, e criativas, formasde repensarmos o aprender. Um aprender que aceite a possibilidade da relação darealidade com o não-real. Da razão com o imaginário. E acreditamos que, nas sociedadescontemporâneas, poucas coisas apresentam mais capacidade de dialogar com o imaginário,o sonho, a fantasia, que o cinema. Sobre esta possibilidade de relação dialógica, éesclarecedor o que nos diz Morin(1970:109):
“Entre a magia e a subjetividade estende-se uma nebulosa incerta, queultrapassa o homem sem contudo dele se desligar, e cujas manifestaçõesassinalamos ou designamos com as palavras alma, coração ou sentimento. Estemagma ligado, a uma e a outra, não é nem a magia nem a subjetividade propriamente ditas. É o reino das projeções-identificações ou participaçõesafectivas”.
A proposta deste artigo é fundamentar, então, algumas idéias, a partir das quais sepossa demonstrar as condições de instrumentalidade que a linguagem cinematográfica e do
 
33vídeo possuem enquanto meios de abordagens dos saberes e do conhecimento. Estaproposta nasce a partir da vontade de unir o prazer sensorial ao trabalho intelectual, bemcomo, da consciência que se tem da inserção do “olhar do cinema” numa reflexão maisampla sobre a técnica e a cultura na atualidade (Cf. Xavier, 1988).Criado na trajetória da Modernidade, o cinema configura-se como a arte maisrecente, pois a literatura, o teatro, a música, já existiam há tempos. Abordando-se, comoressaltam Bernadet & Ramos(1988), a história da arte fora de uma autonomia absoluta e,também, não a vinculando mecanicamente como simples reflexo de uma infra-estruturasócio-econômica, é possível, a partir de um diálogo com a linguagem cinematográfica, ovídeo e as artes em geral, melhor compreender a sociedade e a história; e isto numcontexto capaz de ressaltar os conflitos que o tempo histórico engendra, aprofundando-se,deste modo, os conhecimentos sobre os saberes que regem ou regeram o imaginário deuma sociedade.O estatuto de arte que adquiriu a produção de imagens, tendo no cinema e no vídeosuas máximas expressões, possibilita concebê-los como pólos de informações,transcendendo o mero divertimento e o estreito exclusivismo ficcional do “contarhistórias”, para se tornar também um meio privilegiado de reflexão política, ética, estética,religiosa, sociológica, etc (Cf. Bernadet, 1988). Por isso, não havendo em princípio temaque seja vedado ao cinema e ao vídeo, e compondo eles atualmente nossa relação com omundo, já que apresentam uma grande plasticidade, é que podem possibilitar a que no atomesmo de ver e assimilar um filme, o público espectador seja capaz de interpretá-lo etransformá-lo, em função de suas inquietações, vivências e aspirações.Considerando, então, as condições de possibilidade que fizeram emergir o cinema eo vídeo, bem como a rede de relações que eles estabelecem em seus processos produtivos,capacitando reflexões dentro de molduras conceituais diversas, é que podemos inferirdeles debates mais abrangentes sobre a cultura contemporânea e a história (Xavier, 1988).Assim, tomado do sentimento de que a expressão artística é depositária da esfera cultural,em
latu
e
strictu sensu,
sendo capaz de fornecer elementos para que os indivíduos possamrefletir sobre sua realidade, elaborar seu conhecimento e dar vazão à crítica e à ação

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