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Z REPRESENTAÇÃO- A PALAVRA, A IDÉIA, A COISA

Z REPRESENTAÇÃO- A PALAVRA, A IDÉIA, A COISA

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ISSN 1678-7730Coordenação:
Dr. Héctor Ricardo Leis
Vice-Coordenação:
 Dr. Selvino J. Assmann
Secretaria:
Liana Bergmann
Editores Assistentes:
Doutoranda Sandra MakowieckyDoutoranda Cristina Tavares da Costa RochaDoutorando Adilson Francelino Alves
Área de Concentração
A CONDIÇÃO HUMANA NA MODERNIDADE
Linha de Pesquisa
 Representações da Modernidade
 
SANDRA MAKOWIECKY
REPRESENTAÇÃO: A PALAVRA, A IDÉIA, A COISA
 Nº 57 – Dezembro de 2003
Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas
A coleção destina-se à divulgação de textos em discussão no PPGICH. A circulação é limitada,sendo proibida a reprodução da íntegra ou parte do texto sem o prévio consentimento do autor edo Programa.
 
 2
Representação - a palavra, a idéia, a coisa.
Sandra Makowiecky
*
 RESUMO: Em muitos textos de história e ciências sociais, o termo representação parece situar-se no centro de uma constelação de noções ou conceitos muito variados comoimaginário(s), ideologia(s), mito(s), e mitologia(s), utopia(s) e memória(s). Acrescenta-se quea expansão recente de uma história cultural popularizou entre os historiadores o termo‘representações’, muito embora esta promoção da noção de ‘representação’ a uma posição-chave na historiografia não se tenha feito acompanhar de uma reflexão mais profunda sobresuas muitas significações. Trataremos de explorar um pouco mais este conceito, relacionando-o com as artes plásticas e com os estudos de Ernst H. Gombrich, que certamente contribuem para o debate.Palavras- chaves: Representação, imaginário, imagem, arte, Gombrich.
*
Aluna do programa interdisciplinar em Ciências Humanas. Este texto, com alterações, consta da tese dedoutorado aprovada em dezembro de 2003, sob a orientação do professor Rafael Raffaelli.
 
 3O nome deste artigo foi tomado emprestado de Carlo Ginsburg, do livro “Olhos demadeira – nove reflexões sobre a distância” (2001) quando se refere à representação. É umtítulo muito oportuno porque diz da dificuldade em apreender tal conceito. Para Ginsburg(2001), nas ciências humanas, fala-se, e há muito tempo, de ‘representação’, algo que se deve,sem dúvida, à ambigüidade do termo. Por um lado, a ‘representação’ se faz às vezes darealidade representada e, portanto evoca a ausência; por outro, torna visível a realidaderepresentada e, portanto, sugere a presença. Para o autor esse é um aborrecido jogo deespelhos e ele não se detém nisto. Para ele, a imagem é ao mesmo tempo presença esucedâneo de algo que não existe.Para Francisco Falcon (1985) quando se lê, em certos textos de história e ciênciassociais, o termo representação, ele parece situar-se no centro de uma constelação de noções ouconceitos muito variados como imaginário(s), ideologia(s), mito(s), e mitologia(s), utopia(s) ememória(s). Acrescenta-se que a expansão recente de uma história cultural popularizou entreos historiadores o termo ‘representações’, muito embora esta promoção da noção de‘representação’ a uma posição-chave na historiografia não se tenha feito acompanhar de umareflexão mais profunda sobre suas muitas significações, conforme Chartier (1990).Etimologicamente, ‘representação’ provém da forma latina ‘
repraesentare’ 
– fazer  presente ou apresentar de novo. Fazer presente alguém ou alguma coisa ausente, inclusiveuma idéia, por intermédio da presença de um objeto. Tal seria, por exemplo, o sentido daafirmação de que o Papa e os cardeais ‘representam’ Cristo e os Apóstolos.O próprio conceito de representação é muito complicado. A etimologia da palavrarepresentação diz que as relações entre as coisas se dão por similitude e assim foi até onascimento das Ciências, com Descartes. A partir daí, as coisas passam a não mais ser olhadase reconhecidas tal como o que o mundo empírico podia dizer através do tato, olhar, etc. Omundo passou a não ser só o que os olhos viam e se despontou para o fato de que a nossanoção de realidade é enganosa, é ficção, pois tudo é, e nada é. Antes da ciência, a imaginaçãoera algo ilusório. Depois, as coisas passaram a sair do plano do real (representações) para o plano das taxionomias, onde da ausência nasce o real. O objeto não precisa mais estar  presente. A própria imagem o substitui, como no exemplo: “A toga do juiz vale pelo juiz”.
 
 
A ‘crise da representação’ (sua concepção clássica e racional) encontra-se estreitamente ligada à da idéia de‘real’ ou ‘realidade’ como referente extra-discursivo. Assim sendo, é na verdade o ‘realismo’ como pressupostofilosófico que está em questão nas críticas à ‘representação’.

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