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Miguel - Direito Civil - LICC

Miguel - Direito Civil - LICC

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Resumo de Direito Civil - LICCAutor: Francisco
Miguel
de Moura JúniorMiguel Página 1 01/11/2010
LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL 
Descreve as linhas básicas da ordem jurídica. Exerce a função de
leigeral
por orientar acerca da
obrigatoriedade
,
interpretação
,
integra-ção
e
vigência
da lei no tempo, e por traçar as diretrizes das relaçõesde direito internacional privado. Trata-se de
legislação anexa ao Código Civil
, mas
autônoma
, dele nãofazendo parte. Contêm normas de
sobredireito
, podendo ser considera-da um
Código de Normas
, por ter a lei como tema central.
 
A LICC é um conjunto de normas sobre normas (
lex legum 
).
 
A LICC é também um Estatuto do Direito Internacional Privado;
 
A LICC disciplina o direito intertemporal, para assegurar a certe-za, segurança e estabilidade do ordenamento jurídico-positivo,preservando as situações consolidadas em que o interesse indivi-dual prevalece.
 
A LICC contém critérios de hermenêutica jurídica.
 
A LICC disciplina a garantia da eficácia global da ordem jurídica,não admitindo a ignorância da lei vigente, que a comprometeria.Assim, o dispositivo que manda aplicar a analogia, os costumes e osprincípios gerais de direito aos casos omissos (art. 4º) aplica-se a todo oordenamento jurídico, exceto ao direito penal e ao direito tributário, quecontêm normas específicas a esse respeito. Tem por funções regulamentar:a) o
início da obrigatoriedade
da lei (art. 1º);b) o
término
 
da obrigatoriedade
da lei (art. 2º);c) a
eficácia
 
global da ordem jurídica
, não admitindo a ignorân-cia da lei vigente, que a comprometeria (art. 3º);d) os
métodos de
 
integração
das normas, quando houver lacu-nas (art. 4º);e) os critérios de
hermenêutica jurídica
(art. 5º);f) o
direito intertemporal
, para assegurar a estabilidade do or-denamento jurídico-positivo, preservando as situações consolida-das (art. 6º);g) o
direito internacional
privado brasileiro;h) os atos civis praticados, no estrangeiro, pelas autoridades con-sulares brasileiras.
VIGÊNCIA DA LEIInício da vigência (art. 1º) – 
é o momento a partir do qual a lei passa aser
obrigatória
, ou seja,
começa a ter força vinculante
, disciplinandocondutas independentemente da adesão das pessoas envolvidas.
 
Resumo de Direito Civil - LICCAutor: Francisco
Miguel
de Moura JúniorMiguel Página 2 01/11/2010
A criação de uma lei obedece a um procedimento próprio, definido nasnormas constitucionais. Assim, o processo de criação de uma lei passapor
cinco
etapas:
a)
 
Iniciativa
 – na área federal cabe aos membros ou comissões doPoder Legislativo, Presidente da República, STF, Tribunais Supe-riores, Procurador Geral da República e também ao cidadão emgeral, como previsto no artigo 61 da Constituição Federal.
b)
 
Discussão e Aprovação
 – são os estudos, debates, redações,correções, emendas e votação do projeto; no âmbito federal o pro- jeto deve ser aprovado pelas duas Casas: Câmara dos Deputadose Senado Federal.
c)
 
Sanção ou Veto
 – a
sanção
é o ato pelo qual o chefe do PoderExecutivo manifesta a sua concordância com o projeto aprovadopelo Legislativo. Pode ser
expresso
ou
tácito
(quando transcorrero prazo de 15 dias sem manifestação). Pelo
veto
o chefe do PoderExecutivo manifesta sua não-concordância com o projeto; é sem-pre expresso; pode ser
total
ou
parcial
. Nesse caso a matéria éreexaminada pelo Legislativo e o veto pode ser derrubado peloCongresso, em sessão conjunta, pelo voto da maioria absoluta,em escrutínio secreto.
d)
 
Promulgação
 – é o ato pelo qual o Poder Executivo autentica alei, atestando sua existência, ordenando sua aplicação e cumpri-mento, uma vez que passa a pertencer ao ordenamento jurídico.Decorre, pois, da sanção e tem o significado de
proclamação
. Dá-se conjuntamente com a sanção, com a assinatura do Presidenteda República.
e)
 
Publicação
 – divulgação da nova lei, tornado-se conhecida detodos.A rigor as leis nascem pela
promulgação
, a seguir, devem ser
publica-das
em órgão oficial (Diário Oficial). Mas a força obrigatória da lei estácondicionada a sua
vigência
, ou seja, ao dia em que realmente começaa vigorar.A
lei não passa a ser obrigatória no dia de sua publicação
, salvo nahipótese de expressa determinação neste sentido. Assim, a cláusula
entra em vigor na data de sua publicação
” somente será utilizadanos projetos de ato normativo de
menor repercussão
. Nos projetos deato normativo de
maior repercussão
será estabelecido
período de va-cância
razoável para que deles se tenha amplo conhecimento, devendoser utilizada a cláusula “
esta lei entra em vigor após decorridos (...)dias de sua publicação oficial
”.
Vocatio legis 
ou
vacância
– é o espaço compreendido entre a publica-ção da lei e sua entrada em vigor. Neste período, embora a lei exista,não está em vigor, ou seja, a obrigatoriedade ainda não se iniciou.
 
Resumo de Direito Civil - LICCAutor: Francisco
Miguel
de Moura JúniorMiguel Página 3 01/11/2010
Assim, começa a vigorar:
a) em todo território nacional:
 
Ato normativo de menor repercussão
– na data da publicação.
 
 
Ato normativo de maior repercussão
:
 
 
Autodeclaração – na data em que a lei fixar;
ou
 
 
Quando omissa
– 
45 dias
após a publicação.
 b) nos Estados estrangeiros:
a obrigatoriedade da lei brasileira, quan-do admitida, se inicia
3 meses
depois de oficialmente publicada (e não90 dias).A
contagem do prazo para entrada em vigor das leis que estabele-çam período de vacância
(
vocatio legis 
) far-se-á com a
inclusão da da-ta da publicação
(termo inicial) e
do último dia do prazo
(termo final),entrando em vigor do dia subseqüente à sua consumação integral.Diferentemente é a contagem dos
prazos de natureza obrigacional
 que, segundo o art. 132 do CC/2002 prescreve: “salvo disposição legalou convencional em contrário, computam-se os prazos,
excluído o diado começo
, e
incluído o do vencimento
”.
Fundamentos do
vocatio legis 
 
 
Permitir maior
divulgação do conteúdo
dos novos dispositivosnormativos dentre seus destinatários;
 
Propiciar oportunidade para
correção
 
de impropriedades
verifi-cadas no texto legal, tais como erros materiais, falhas de ortogra-fia, falhas na numeração dos dispositivos, dentre outras.
As correções
,
durante o
vocatio legis 
,
provocam reinício do prazo
,contudo, apenas para os dispositivos que tenham sido republicados. Osdemais dispositivos que não sofreram alterações têm sua vigência de-terminada pela data da primeira publicação.
As correções, após o
vo- catio legis 
, são
consideradas leis novas
, portanto, sujeitas à regra ge-ral do
vocatio legis 
.
Regulamentos e decretos administrativos
A regra geral do
vocatio legis 
de 45 dias
não se aplica
aos regulamentose decretos administrativos, cuja obrigatoriedade é determinada, salvodisposição em contrário, pela publicação oficial.
Término da vigência (art. 2º) – 
o término da vigência da lei fundamen-ta-se no
princípio da continuidade
, ou seja, não se destinando à vi-gência temporária, a lei terá vigor até que outra a
modifique
ou
revo-gue
.

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