Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
5Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Comunicação,opinião publica e poder

Comunicação,opinião publica e poder

Ratings: (0)|Views: 1,115|Likes:
Published by William Machado

More info:

Published by: William Machado on Nov 05, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/16/2014

pdf

text

original

 
186-
Oj)ino
pública,
controle)ideologia
tidasàcríticaedesmascaradas,implicaavaliação,confrontoc jjdgamento.Talv:zfosse.corretoafirmarq.ueaopiniãopública éracional,masnaopreClsasermteligente.
o
papeldadiscussãopública
É
claroqueaqualidadedaOpll1laOpúblicadependeemlar- gamedidaelavinciadediscussãoblica.Porsuavez,esta vinciadependedadisponibilidadeeflexibilidadedasancias decomunicaçãoblica,comoaimprensa,orádioeosencontros públicos.Apossibilidadedediscussãolivreconstituiumelemen- tobásicoparaautilizaçãoefetivadessesmeios.Sealgumasdas posiçõesemconflitonãotêmacessoacanaisdeexpressãoadequa- dosdemodoaatingiropúblicodesinteressado,
0\1
casosofram discriminão<ju;lt1to;\possibilidadeeleassuasidéiasserem discutidasdiantedessepúblico,então
está
ocorrendointerfencia nadiscussãopúblicaefetiva. Comofoiindicadoacima,osobjetivosdosgrtlposdeinte- resselevamessesgruposarealizar
esforços
demanipulaçãoda opiniãopública.Isto
é
verdadeparticularmentenosdiasdehoje quandoasquestõespúblicassãomuitase
3S
oportunidadespara umadiscussãoprofundasãolimitaclas.Estacolocãolevoudi- versasvezes,\utilização,emgraucrescente,dotermo"propa- g:tnd:t";hojeamaioriadosestudiososdaopirriâopúblicacoloca oestudodapropagandacomosua
preocupação
ccntral.
i
I
j'
i
I
i
10
Comunicação,op1n1aopúb
ica
e
poder"
ürgen
HABERMAS
A"opiniãopública"assumeumsignificadodiferentecon- formereivindiqueparasiacondiçãodeuma
instância
críticaem relação
à
publicidadencrmativamcnteimpostadaexecuçãodo poderpolíticoesocial,ousirvacomoumainstânciareceptivaem relaçãoàpublicidademariipulativamentedifundidaelepessoase instituições,benseleconsumoouprogramas.Naesferapública ambosostiposdepublicidadeestãopresentes,mas"a"opinião públicaésuadestinatáriacomum-trata-seenodeexaminá-Ia embuscadeseustraçosespecíficos. Osdoisaspectoselapublicidadeeda
opinião
públicanãosedefrontamnumarelaç:ãoentrenormaefato--talcomosesetra- tassedomesmoprincípio,cujaeficáciarealapenasficasseaquém daquelaquelheédadater(e,similarmente,ocomportamento efetivodopúblicoficandoaquémdoesperado).Dessaforma, poder-se-iafazercoincidirumagrandezaidealelaopiniãopública comOseuperfilreal;masestemanifestamentenãoéocaso.Ao contrário,asfunçõesdapublicidade-acríticaeamanipula- tiva-sãoclaramentedistintas.Elasesoemconexõesdeefeito sociaisopostas.Ademais,paracadaumadessasfiguraspostula-se umaexpectativadecomportamentodiversaelopúblico:(...) umadelasdirige-seàopiniãoblica,aoutraàopiniãonão- blica.[Distinçãoretomadamaisadiante.(N.T.)J.Tampouco
é
apublicidadecritica,juntamentecomseusdestinarios,pura esimplesmentenorma.Comonormaconstitucionalmenteins-
(')l
HABER\I;\S,
Strllkltlrwandelderoffentlichheit,
2.0
ed.,Neuwicdam RheineBerlim,H.LuchterhandVerlag,1965,capo
Vil
("ZumBegriffderoffentlichen .Meinung"},p,257·271.TraduçãodeGabriclCohn.Reproduzidocompermissão daEditora.
 
188-OjJiniãopública)controle)ideologia
titucionalizada,eladeterminaumaparcelaimportantedospro- cedimentosemqueaexecuçãoeoequilíbriodopoderestãoefe- tivamentevinculados;eissonãoobstanteasmudaasestrutu- raisdesuabasesocialdesdeoaparecimentodoEstadodedireito burguês.Essapublicidade"existe",assimcomoháumseudes- tinatário,quesatisfazasexpectativasdecomportamentopostu- ladasporela-seguramén~enãool?úblicoemsuatotaljda~e, masprecisamenteumsubstitutoIuncional.Umaoutraquestao passíveldedecisãoempír~carefere-seaosdom~riiosemquee~as, funçõesdapublicidadevigoram,emquemedidaesobquecon- diçõesexisteatualmenteopúblicoquelhecor:e~ponde..Por outrolado,amanifestaçãoconcorrentedapublicidade,Junta- mentecomo
seu
destinatário,nãoépuraesimplesmentefato; aelaassocia-seuma
autocornpreeno
específica,cujocompro- missonormativopodeentraremoposição,atécertoponto,com osinteressesimediatosda"açãopública"... Aanálisedasnormasconstitucionaisemconfrontocoma realidadeconstitucionaldasdemocraciasdemassaemtermosde DireitoPúblicooudeciênciapoticanãopodedispensara ficçãoinstitucionalizadadaopiniãopública,semcontudopoder identificá-Iademodoimediatocomoumagrandezarealnopú- blicocivil.Adificuldadequeseoriginadissofoiobservadapor Landshut.Eleregistraporumlado
o
fatodeque"olugarda opiniãopúblicaéocupadoporumatendênciaindefinidaede- pendentedeestado:,deespíritomomen~âneos.Ela,é?rientada nessaounaqueladirãoconformemedidaseocorrenciasdeter- minadas...".Poroutrolado,elerecordaqueasinstituõesde baseconstitucionaldademocraciademassapostulamumaopi- niãopúblicaintata,vistoqueessaaindaéaúnicabaseaceita paralegitimaradominaçãopotica:"OEstadomodernopõe comoprincípiodasuaprópriaverdadeasoberaniapopular,e essaporseuturnodeveseraopiniãopública.Semessaatri- buição,semaproposiçãodaopiniãopúblicacomoafontede todaaautoridadeinvestidanasdecisõesquecomprometemo todo,amodernademocraciacarecedasubstânciadasuaprópria verdade".Seopodemosdesistir,emfacedaderrocadaefe- tivadaesferapública,daexigênciaimplícitanasnormascons- titucionais,nosentidodeumaesferapúblicapoliticamenteatuan- te,aindaquesemnosatermosdemodoingênuoàidéiadeuma racionalizaçãodadominão,doiscaminhosbásicosseoferecem, paradefiniroconceitodeopiniãopública. .Oprimeiroconduz.devoltaàsposiçõesdoliberalismo,que pretendiasalvar,emmeioaumaesferapúblicaemdesintegração,
Comunicação)opiniãopúblicaepoder-
189
acomunicaçãoentreumcírculointernoderepresentantespubli-camentecapacitadose.formadoresdeopino,queconstituiria umpúblicoraciocinadoremmeioàqueleapenasaclamador. "Entende-sequesejamuitomaisdifícilformar-seumaopinião
pública
apartirdaconfusãodeopiniõesobscuras,estadosde espíritoepontodevistapopularescos,difundidospelosmeiosde comunicaçãodemassa,doquepartirdoconfrontoracionalentre asdiversasgrandescorrentesdeopiniãoquesedefrontavamna sociedadeburguesa.Nestesentidoédeseadmitirqueumaopi- niãopúblicaencontremaisdificuldadesdoquenuncaparase impor",escreveW.Hennis.
É
claroqueesseautorapenascons- tataessacircunstânciapararessaltarapremênciademedidases- peciais,capazesdefazercomqueaopiniãoexpressado"ponto devistadoscidadãosrelativamentemelhorinformados,inteli- gentesedemaiormoralidade"possaimpor-se
à
atençãoeàobe- diência,emtermosdeumaopiniãopúblicacontrapostaàopi- niãocomum.Adimenodaesferablica,quegaranteara- cionalidade,deveassimsersalvaaopreçonasuaoutradimeno, dageneralidade,quelhegaranteoacessogeneralizado.Comisso, asqualificaçõesqueaspessoasprivadasoutrorapodiamadquirir comocritériossociaiseleparticipaçãoemumpúbliconointerior elaesferaelacirculaçãodemercadoriasedotrabalhosocialga- nhamexistênciaaunoma,comoqualidadeshierárquicasdare- presentação,elevezquenãosepodemaiscontarcomaquelabase social:umarepresentaçãodessetiponãoadmitemaisumadeter- minaçãosociogicasatisfatórianascondiçõesdadas.
(1)'
Ooutrocaminhoconduzaumaconceãodaopiniãopú- blicaquenãodáqualqueratençãoa'cririosmateriaiscomoa racionalidadeearepresentatividade,eselimitaacririosins- titucionais.Assim,Fraenkelidentificaaopiniãopública_àcon- cepçãodominantenoParlamentoecomaqualoGovernoes comprometido:"Comoauliodadiscussãoparlamentar,aopi- niãopúblicadáaconheceraoGovernoosseusdesejos,eeste comunicaàopiniãopúblicaasuapolítica"-aopiniãopública reina,masnãogoverna.ParaLeibholz,essacontraposiçãoentre GovernoeParlamento,tomadoestecomooporta-vozdaopinião pública,nãoéadequada:aspartespoliticamenteatuantesse- riamsempreospartidos,noseupapeldegovernoeoposição.A vontadedospartidoséinticaàdoscidadãosativos,desorte queoPartidomajoritáriorepresentaaopinopública:"Tal
.(I)F:G.
WILSON,
"PublicOpinianandtheMiddleClass",
TheReuiew01
Politics,
vaI.17.1955.
p.
486·510.
 
190--
Ojmúãopública,controle,ideologiaComunicação)
opiniiio
jJúblicaepoder_
191
cornonademocraciaplebiscitáriaavontadeelamaioriadacida-daniaativaéidentificaelacomavontadegeralcorrespondente elopovo,avontadedamaioriaparlamentarnoGovernoenoCongresso
é
identificadanumademocraciapartid.uiaatuantecoma
volonténerale".
Aopinião
nâo-públ
icasomenteganhaexistênciacomo"pública"atravésdotrabalhopartidário.Ambasessasversõesdãocontaelofatoeleque,noprocessodaformaçãodavontadeeopiniãonocontextodademocraciaelemassa,aopiniãopopularmalmantémumafunçãopolíticarel~1vantesetomadaindependentementedasorganizações,pelasqtaisela
é
mobilizadaeintegrada.Aomesmotempo,énesseportoqueserevelaadebilidadedessateoria:namedidaemqueelasubsrituiopúblico,enquantosujeitoelaopiniãopública,pelasinstânciasindispenveis
à
suacapacidadedeatuaçãopo-lítica,esseconceitodeopiniãopúblicatorna-sevaziodecaracte-rísticas.Nãosepercebenessa"opiniãopública"seelaveioaexistiratravésdacomunicaçãopúblicaouporumamediação;sendoque,nesteúltimocaso,aindaficaabertaaquestãodeseessamediaçãodeveserentendidaapenascomoaaçãointerme-diáriaeleumatendênciademassadestituídadecapacidadepró-priaelearticulação,oucomoasubjugaçãoeleumaopiniãoper-feitamentesuscetíveleleesclarecimentomasreduzida,porinte-grãofoada,
à
condiçãodeecoplebiscitário,AficçãodaopiniãopúblicacultivadapeloDireitoPúbliconãoémaispassíveldeidentificaçãonocomportamentorealdoprópriopúblico;mastambémasuaimputaçãoadeterminadasinsr
ituiçôes
políticaslheretiraocaráterfictício,seéquechegaasuperaroplanodocomportamentopúblico.Apesquisasocialernpíricaéentãolevadaavoltarcomímpetopositivistaaesseníveldecomportamentoreal,paraapreendera"opiniãopú-blica"eleformaimediata.
É
claroqueelaoperaaabstraçãooposta:aqueladosaspectosinstitucionais.Comisso,elapron-tamentechegaàdissoluçãosócio-psicológicadoconceitoeleopi-niãopúblicacomotal.
I
A"opiniãopública",quejáconstituíaumproblemaparaoliberalismodemeadosdoséculo
XIX,
emergiu
à
conscncianoúltimoquarteldaqueleséculo,comoumagrandezaproblemá-tica.Emumtratadosobre"Aessênciaeovalordaopiniãopú-blica",publicadoem
1879,
-se,notomresignadoeloliberalismotardio:"Assim,anovidadenosfatoseanecessidadedevarie-dadetornaram-sedetalformadecisivosatualmente,queaopi-niãopopularprescindetantodoapoioseguronatradiçãohis-tÓ:i~aqua~to,.dosingularmenteenérgicotrabalhopreliminarnao!I~1l1ade
idéias
dosgra~deshomens,queacreditavamemprin-ClplOSetudolh~sofereciamemsacrifício.Aquiloque,háceman.os,,e~'aconc:blc~O.peloscontemporúneoscomoumdospoucosp~1l1~lplOS
obrigatórios
dasociedade(asaber,aqueledeopiniãopublIca),transformou-secomocorrerdotemponumtópico,p::l?qualaspessoasacomodadasepoucodadasaotrabalhoes-pirituals~.eximemdaatividadementalprópria".
Jú
cincoanosantes,Schafflecaracterizaraaopiniãopúblicacomouma"reaçãoamorfadamassa",eadefiniraemtermosde"expressãodo'd""
A.
S
pon-tos~'.lsta,JUIZOSdevaloroutendênciasvolitivasdeumpúblicoespecializadoouemgeral".
(2)
Comissorompe-seo''.,.~unwm~tlV?.,9ue~t::onadoEstadohaviaaplicadoaoconceito_aoplI1~aopub~lca.torna-seobjetodepesquisasócio-psicolÓgica.AnalisadaprImenamenteporTarde
(3)
emtermosde"
"C
d
"A.
oplnlào::mass~:elaseveseparadadaconexãofuncionaldasinstitui-~oe,s
r:
ol;;lcase,prontamentedespidadeseucaráterdeopinião~ub~lca;e!ae~omadacomoprodutodeumprocessodecomu-n,lc~çaono.lI1ter~ord~~assas,.quenãoéreferidosejaaosprin-ClplOSeladiscussão,sepadominaçãopolítica.QuandocertosteóricosdoEstado,sobaimpressãodeum
~~p'Ulargovemment
emfuncionamento-comoDiceyna
In-
bLl~erraeBrycenos
EUA(4)-
resguardaramessaconexãoinsti-tUCl?nalnumconceitodeopiniãopúblicaque,porcerto,járe-flet;a
?
enfoq.ues?ci?-psicológico,elesseexpuseram
à
críticadac.arenCladefidedignidadeemrica.
O
protótipodisso
é
acrí-ticad.eBentley,quemanifestavasentirfaltadeuma"análisequantitativadaopiniãopúblicaemtermosdosdiferentescle-m~ntoselapopulação",ou.seja,"umapesquisaarespeitodascoisasexatasrealmentedesejadassobacapadaopiniãoporcadaglupodepessoas,comotempo,olugareascircunstânciasincor-por~d.as}~_cent;od~~~rmu,laç~o".AtesedeBentleyexprime-se:nt~o.
N
aohaOp1l11aOp~bhca...nãoháumaatividadequereflitaourepresenteaatividadedeumo-rupoouconjuntodegrupos".(5)o
(2)A.
SCHXFFLE,
BallundLebendesSozialenKiirpers,
2."cd.,Tübínpen,
1896,vol.5,
p.
191.
h
(3)G.
TARDE,
L'O,~;nionetIaFoule,
Paris,1901.A.V.
DICEY.
LatoandPublicOPinio71inEntiland;
Londres.1905:
T.
nRYCE
TileCommollwealth,
2vols.,
J
889.VertambémA.L.
l.OWE1.1.,
P1lbli~OJ)inionandPcírularGOt!crnment,
NovaYork,1913.
.(5)Ver
P.
A.
PADIER,
"T'heConceptof
Public
OniriioninPoliticalTheory"
l!l
t!1,'
RCERIELSON1\1.
TANOWTTl
(orgs.),
Rcader
;71
Public
OPinion
andCommuni:
caton,
,C!lCOC
FreePress,
1950,
p.
11.

Activity (5)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 thousand reads
1 hundred reads
Bruno Luiz Moura liked this
jorgeww123 liked this

You're Reading a Free Preview

Download