Resumo
Durante o primeiro semestre de 2006 fui aluno de Oswaldo Sevá Filho, EngenheiroMecânico e Doutor em Geografia na França. Durante o curso fui guiado para diversasleituras sobre o tema Passivo e Licenciamento ambiental de grandes empreendimentos,especialmente os hidrelétricos. Ao final, foi pedido que realizasse um trabalho defechamento do curso com a apresentação de um estudo de caso de minha escolha. A primeira vontade foi tratar da questão das alterações humanas no ambiente, a formação edestruição de relevos e paisagens, a mobilização de populações e a mudança nos hábitos emodos de vida não só das populações atingidas, mas de toda a humanidade. Mas, Sevá propôs que o vôo fosse mais baixo e que eu me concentrasse num caso concreto e mais deacordo com minhas leituras dentro do tema da disciplina. Ficou acertado que faria umaapresentação sobre o caso o licenciamento ambiental e a construção de três usinashidrelétricas (Monte Claro, Castro Alves e 14 de julho) no Rio das Antas, Bacia do Jacuí-Guaíba, no nordeste do estado do Rio Grande do Sul. Os três empreendimentos, construídos pela Companhia Energética do Rio das Antas (CERAN), passaram por um único processode licenciamento junto ao órgão ambiental estadual, fato inédito na história gaúcha dolicenciamento ambiental.O que trazemos aqui, e que deve ser analisado em conjunto com a apresentaçãorealizada na aula do dia 5 de julho de 2006 para o professor e os demais colegas, sãoalgumas notas explicativas daquela sessão de apresentação. Sem a pretensão de esgotar otema, pretendemos preencher algumas lacunas deixadas na apresentação, principalmenteaquelas das características de cada usina, das etapas de construção, dos riscos relacionadosà obra e operação e a da relevância ou problemas prováveis de um mega-empreendimentohidrelétrico na Serra Gaúcha, tanto para a paisagem, quanto para a população e seu modode vida.