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2. Direitos Políticos
Expressa a Constituição Federal do Brasil, especificamente em seu Art. 1°, parágrafoúnico, que: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos oudiretamente [...].” Vê-se, então, neste preceito, a invocação do princípio democrático,revelador da origem de todo o poder estatal, que se materializa na vontade dos componentesdo Estado
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. Fator que imprime à regência estatal os mandos de quem forma e habilita suaconstituição, materializado, tal poder, não só em todos, mas em cada um dos integrantes dopovo, porque o ser povo não é somente a vislumbração do sentimento coletivo, mas também aexpressão individualizada deste todo. Assim é que a cada um e a todos submerge o poderioestatal.
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A Carta Magna brasileira além de consagrar este princípio democrático, desdobra-oao tratar dos direitos políticos, disciplinando a forma de atuação de todo este poder do povo,ou seja, a soberania popular.
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De acordo com o preceituado por Alexandre de Moraes, os direitos políticos são “[...]direitos públicos subjetivos que investem o indivíduo no
status activae civitatis
, permitindo-lhe o exercício concreto da liberdade de participação nos negócios políticos do Estado, demaneira a conferir os atributos da cidadania.”
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E, Pimenta Bueno entende os direitos políticos como “[...] prerrogativas, atributos,faculdades, ou poder de intervenção dos cidadãos ativos no governo de seu país, intervençãodireita ou indireta, mais ou menos ampla, segundo a intensidade do gozo desses direitos. Sãoos
Jus Civitatis
, os direitos cívicos, que se referem ao Poder Público, que autorizam o cidadãoativo a participar na formação ou exercício da autoridade nacional [...].”
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Notadamente, das explicitações, percebe-se que o poderio ou a soberania popular,interligada a efetiva participação do indivíduo nas decisões estatais, perde seu estado delatência, ou melhor dizendo, caracterizando-se a verificação deste poder como um processoevolutivo, que já nasce com o indivíduo, mas em seu estado dormente, e dele acorda para opragmatismo de seu exercício diante do momento considerado oportuno pelo ordenamento jurídico, passando-se agora a obter e a exercer os direito políticos, e a atuar nas questõesestatais de modo direto ou indireto, ganha-se também a condição oriunda do direito àcidadania: o ser cidadão. Fica clara a geração conjunta dos direitos políticos e da cidadania. Éa aquisição dos direitos políticos que torna o homem, antes mero expectador nacional, senhorde sua nação. Configura o surgimento da mais sublime capacidade juridicamente tutelada,pois que, é de suas entrâncias que nasce o cidadão. E então, o agora cidadão nacional, integra-