Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
1Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
CONSIDERAÇÕES QUANTO AO DIREITO DE VOTO DO PRESO, DIANTE DO ART. 15, INCISO III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL

CONSIDERAÇÕES QUANTO AO DIREITO DE VOTO DO PRESO, DIANTE DO ART. 15, INCISO III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL

Ratings: (0)|Views: 793|Likes:
SOUTO MAIOR, Paula Fracinetti. Considerações quanto ao direito de voto do preso, diante do Art. 15, inciso III, da Constituição Federal do Brasil. Revista Atualidades Jurídicas. n. 09. Brasília, Jan/10 a Set/10, p. 136 a 176.
SOUTO MAIOR, Paula Fracinetti. Considerações quanto ao direito de voto do preso, diante do Art. 15, inciso III, da Constituição Federal do Brasil. Revista Atualidades Jurídicas. n. 09. Brasília, Jan/10 a Set/10, p. 136 a 176.

More info:

categoriesTypes, Research, Law
Published by: Paula Fracinetti Souto Maior on Nov 07, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See More
See less

11/07/2010

pdf

text

original

 
1 
CONSIDERAÇÕES QUANTO AO DIREITO DE VOTO DO PRESO, DIANTE DOART. 15, INCISO III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL
1
 Paula Fracinetti Souto Maior
Advogada, graduada em Direito pela UNICAP, pós-graduada do Curso de Especialização
 Lato Sensu
em Ciências Criminais pela UNICAP, e, pós-graduanda do Curso deEspecialização
 Lato Sensu
em Direito Público e Privado pela ESA-PE.
Sumário1. Introdução; 2. Direitos Políticos; 2.1 Voto; 3. Privação dos Direitos Políticos; 3.1Suspensão dos direitos políticos por condenação criminal transitada em julgado,enquanto durarem seus efeitos; 4. Normatividade Pertinente ao Direito de Voto doPreso; 5. Direito de Voto do Preso Provisório; 6. Direito de Voto do Preso CondenadoDefinitivamente; 7. Conclusões.Palavras-chave: Direito – Voto – PresoResumo
Versa sobre considerações quanto ao direito de voto do preso, nos moldes do quedetermina o Art. 15, inciso III, da Constituição Federal do Brasil. Aventa-se sobre os direitospolíticos, e dentre eles, mais especificamente, sobre o voto, tratando ainda das possibilidadesde privação dos direitos políticos e, designadamente, da suspensão dos direitos políticosproveniente de condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos,para, posteriormente, aludir a normatividade e a problemática pertinente ao direito do voto dopreso em si, seja quanto ao preso provisório, seja quanto ao preso condenado definitivamente.Debate os pontos controversos da matéria, principalmente no âmbito dos princípiosconstitucionais, bem como, as respostas plausíveis às vindicações suscitadas. Sobrepõe o votodo preso como preponderante e intrinsecamente vinculado à consecução de sua condição decidadão, propiciando a manutenção de sua integração social, e erigindo mais um postulado doEstado Democrático de Direito.
 
2 
1. Introdução
Trata-se de considerações quanto ao direito de voto do preso, diante das implicaçõesadvindas à matéria por meio do Art. 15, inciso III, da Constituição Federal do Brasil, que, asaber, impõe a privação dos direitos políticos ao condenado criminalmente por sentençadefinitiva, enquanto durarem os efeitos desta sentença.Busca apresentar a problemática do voto do preso necessariamente interligada, e,como preponderância e consecução de sua cidadania, primeiramente discorrendo quanto aosdireitos políticos, fomentadores da condição de cidadão dos componentes do EstadoDemocrático de Direito e materializadores da soberania popular, para posteriormente,convergir este exercício no direito ao voto, expressão mais popular e fidedigna dos direitospolíticos, certamente o instrumento com maior poder de, inigualavelmente, nivelar ou destruirdiferenças sociais. Ainda averigua as possibilidades de privação dos direitos políticos,principalmente no que tange a suspensão dos mesmos em virtude de condenação criminaltransitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos, tratando de suas diversas implicações.Indica a normatividade pertinente ao direito de voto do preso. Confirma o direito de voto dopreso provisório, aventando os princípios constitucionais que são atingidos com o desrespeitodeste direito, enfatizando-se imprescindível todos os esforços objetivando tal desígnio. E,quanto ao direito de voto do preso condenado definitivamente, as explicitações insurgemquanto à desarmonia advinda da proibição do exercício deste direito ao definitivamenteapenado e o conjunto de princípios formadores da Constituição Cidadã, ratificando-se apropagação de mudanças no texto constitucional que propiciem o direito de voto aocondenado definitivamente como forma de consagrar sua cidadania.Sendo imperativo ressaltar que, tratar do direito de voto do preso é principalmentetratar de sua cidadania, é ver no exercício do voto a integração que o mantém vinculado àsociedade. De qualquer modo, a castração do direito de voto do preso é fator de maiorexclusão para quem já se vê tão estigmatizado, e vai de encontro ao que propõe e consolida osprincípios norteadores do Estado Democrático de Direito.Para tanto, faz-se referência a um material essencialmente bibliográfico
2
, que introduza temática dos direitos políticos, e dentre eles, do voto, as possibilidades de privação dosdireitos políticos, como a sua suspensão diante de condenação criminal transitada em julgado,enquanto durarem seus efeitos, e, conseqüentemente, a normatividade e a problemática dodireito de voto do preso, provisório e condenado definitivamente. 
 
3 
2. Direitos Políticos
Expressa a Constituição Federal do Brasil, especificamente em seu Art. 1°, parágrafoúnico, que: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos oudiretamente [...].” Vê-se, então, neste preceito, a invocação do princípio democrático,revelador da origem de todo o poder estatal, que se materializa na vontade dos componentesdo Estado
3
. Fator que imprime à regência estatal os mandos de quem forma e habilita suaconstituição, materializado, tal poder, não só em todos, mas em cada um dos integrantes dopovo, porque o ser povo não é somente a vislumbração do sentimento coletivo, mas também aexpressão individualizada deste todo. Assim é que a cada um e a todos submerge o poderioestatal.
4
A Carta Magna brasileira além de consagrar este princípio democrático, desdobra-oao tratar dos direitos políticos, disciplinando a forma de atuação de todo este poder do povo,ou seja, a soberania popular.
5
 De acordo com o preceituado por Alexandre de Moraes, os direitos políticos são “[...]direitos públicos subjetivos que investem o indivíduo no
status activae civitatis
, permitindo-lhe o exercício concreto da liberdade de participação nos negócios políticos do Estado, demaneira a conferir os atributos da cidadania.”
6
 E, Pimenta Bueno entende os direitos políticos como “[...] prerrogativas, atributos,faculdades, ou poder de intervenção dos cidadãos ativos no governo de seu país, intervençãodireita ou indireta, mais ou menos ampla, segundo a intensidade do gozo desses direitos. Sãoos
 Jus Civitatis
, os direitos cívicos, que se referem ao Poder Público, que autorizam o cidadãoativo a participar na formação ou exercício da autoridade nacional [...].”
7
 Notadamente, das explicitações, percebe-se que o poderio ou a soberania popular,interligada a efetiva participação do indivíduo nas decisões estatais, perde seu estado delatência, ou melhor dizendo, caracterizando-se a verificação deste poder como um processoevolutivo, que já nasce com o indivíduo, mas em seu estado dormente, e dele acorda para opragmatismo de seu exercício diante do momento considerado oportuno pelo ordenamento jurídico, passando-se agora a obter e a exercer os direito políticos, e a atuar nas questõesestatais de modo direto ou indireto, ganha-se também a condição oriunda do direito àcidadania: o ser cidadão. Fica clara a geração conjunta dos direitos políticos e da cidadania. Éa aquisição dos direitos políticos que torna o homem, antes mero expectador nacional, senhorde sua nação. Configura o surgimento da mais sublime capacidade juridicamente tutelada,pois que, é de suas entrâncias que nasce o cidadão. E então, o agora cidadão nacional, integra-

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->