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PENSADORES CONTEMPORÂNEOS DA EDUCAÇÃO: QUEM SÃO, O QUE DIZEM E QUAIS IMPLICAÇÕES À FORMAÇÃO DOCENTE?

PENSADORES CONTEMPORÂNEOS DA EDUCAÇÃO: QUEM SÃO, O QUE DIZEM E QUAIS IMPLICAÇÕES À FORMAÇÃO DOCENTE?

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Published by Dennys Leite Maia
Trabalho apresentado no III Fórum Internacional de Pedagogia (FIPED) realizado de 10 a 13 de Novembro de 2010 em Quixadá - Ceará.

Para citá-lo:

MAIA, Dennys Leite; SILVA, Maria Auricélia da. Pensadores contemporâneos da Educação: quem são, o que dizem e quais implicações à formação docente? In: Anais do III FIPED. Quixadá, CE: FECLESC/UECE, 2010.
Trabalho apresentado no III Fórum Internacional de Pedagogia (FIPED) realizado de 10 a 13 de Novembro de 2010 em Quixadá - Ceará.

Para citá-lo:

MAIA, Dennys Leite; SILVA, Maria Auricélia da. Pensadores contemporâneos da Educação: quem são, o que dizem e quais implicações à formação docente? In: Anais do III FIPED. Quixadá, CE: FECLESC/UECE, 2010.

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Published by: Dennys Leite Maia on Nov 14, 2010
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PENSADORES CONTEMPORÂNEOS DA EDUCAÇÃO:QUEM SÃO, O QUE DIZEM E QUAIS IMPLICAÇÕES À FORMAÇÃO DOCENTE?
Dennys Leite MAIA
1
dennysleite@hotmail.com
Maria Auricélia da SILVA
2
 silvauricelia@yahoo.com.br 
Introdução
 Nas últimas décadas, muito tem-se ouvido sobre a necessidade de a escola ajustar-seàs demandas da sociedade contemporânea. A bem da verdade, essa discussão sobre arenovação da escola sempre houve. Contudo, após a edição do relatório da ComissãoInternacional sobre Educação, procedida pela Organização das Nações Unidas para aEducação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), é que essa ideia de ressignificação das práticasescolares parece tomar mais vulto.O relatório daquela Comissão, coordenada pelo francês Jacques Delors
3
, foi editadoem forma de livro pelo Ministério da Educação (MEC) no Brasil em 1998 sob o título
 Educação, um tesouro a descobrir: relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI 
(DELORS, 1998). Nesse documento, são apresentados quatrosaberes indispensáveis aos indivíduos para atuarem de forma plena na sociedade do novomilênio. Trata-se dos quatro pilares da educação, quais sejam:
aprender a conhecer 
, isto é, adquirir os instrumentos da compreensão;
aprender a fazer 
, para poder agir sobre o meio envolvente;
aprender a viver 
juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas; finalmente
aprender a ser 
, via essencial que integra as três precedentes (DELORS, 1998, p. 90 – grifo nosso).
A junção desses quatro saberes ficou conhecida como a teoria pedagógica do
 Aprender a Aprender 
. De acordo com essa nova visão das práticas educativas, o cerne do ensino nãoestá na transmissão dos conteúdos aos alunos. Para a educação do século XXI, é necessário proporcionar aos discentes uma série de saberes e competências que os deixarão preparados para “se adaptar a um mundo em mudança” (DELORS, 1998, p. 89).De certa forma, essa nova proposta didático-pedagógica apresentou-se como uma panaceia para os problemas da educação perante o milênio que se avizinhava. A Comissãoadvogava, ainda, que o grande erro da escola era privilegiar os dois primeiros conhecimentos,
aprender a conhecer 
e
aprender fazer 
, quando não se limitava a eles. A proposta do relatório éque os quatro pilares recebam atenção igual. Dessa maneira, a educação, que deveria ser um processo contínuo por toda a vida, contemplaria a formação cognitiva e prática do individuo para agir na sociedade globalizada (DELORS, 1998).Evidentemente, esse documento fora permeado por concepções e interesses políticos,econômicos e sociais diversos, portanto foco de distintas interpretações. Igualmente diferentestornam-se as análises visto que permitem diferentes posições ideológicas. Convém considerar que os procedimentos metodológicos de uma investigação revelam os compromissosassumidos pelo pesquisador com o universo pesquisado e sua visão de mundo para acompreensão do fenômeno. Esse conjunto de crenças e valores Guba e Lincoln (1994)classificam como paradigma de pesquisa. Corroborando com esses autores, Alves-Mazzotti(1996) elenca o
 pós-positivismo
, a
teoria crítica
e o
interpretativo
como os três paradigmas
1Pedagogo e mestrando em Educação (UECE).2Pedagoga, Mestre em Educação (UECE) e doutoranda em Educação Brasileira (UFC).3O documento também é conhecido como Relatório de Delors.
 
 predominantes nas ciências sociais. Isso implica dizer que a análise de um mesmo fenômenocomporta diferentes interpretações.Considerando a educação como uma área das ciências sociais, que comporta visõesontológicas distintas, apoiadas em princípios teórico-filosóficos diversos, para este trabalhoserá tomada uma postura mais próxima ao paradigma interpretativo. Nessa perspectiva, aqui pretende-se apresentar os fatos por si, para que caiba ao leitor fazer sua análise com base emseus pressupostos teóricos. Ademais, importa registrar que não se pretende desvelar umaverdade única, absoluta e inquestionável, do contrário não seria ciência. Portanto, tomandocomo elemento desencadeador o Relatório de Delors para “novas” indicações teóricas ao pensamento educacional vigente, serão apresentados os nomes e as proposições teóricas dealguns autores que figuram como os pensadores contemporâneos da educação e gozam deconsiderável credibilidade e influência na atual formação de professores no Brasil.
Os teóricos da educação para o século XXI
Com a discussão acerca da necessidade de renovação da escola ou, como indicado noRelatório de Delors, a proposta de uma educação que contribua para o “desenvolvimento totalda pessoa — espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade” (DELORS, 1998, p. 99), são difundidos no Brasil estudos de alguns pesquisadores sobre alguns aspectos que estariam diretamente relacionados a essas novasqualidades a serem exploradas pela instituição escolar. Segundo reportagem da Revista NovaEscola
4
(MARAGON; LIMA, 2002), no ano de 2002, essa lista seria formada pelo portuguêsAnnio voa, o colombiano Bernardo Toro, os espanhóis sar Coll e FernandoHernández, o francês Edgar Morin e o suíço Philippe Perrenoud. Esses seriam os seis pensadores contemporâneos da educação, considerados mais influentes no Brasil, po proporem novas posturas educacionais, tanto no âmbito docente como discente, diante dasatuais demandas da sociedade deste século.Considera-se que a essa lista poderiam ser inseridas as contribuições dos brasileirosPaulo Freire, com sua proposta da
 Pedagogia da Libertação
(1987), e Dermeval Saviani, comsua proposta de uma
teoria crítica da educação
(1997) ou ainda o norte-americano HowardGardner e sua concepção de
 Inteligências Múltiplas
(2001) dentre tantos outros amplamentedivulgados nos cursos de formação de professores e que também podem ser considerados
best-sellers
em suas áreas. Entretanto, como frisa a reportagem da referida revista, a justificativa para o foco nas ideias dos seis pensadores listados pelo periódico, parece residir no fato de que “esses autores de vanguarda não têm a pretensão de fazer descobertas geniais.O 'negócio' deles é
reprocessar ideias
já largamente difundidas (e aceitas) e apresentá-lasnuma linguagem fácil, objetiva e
coerente com as necessidades atuais
” (MARAGON; LIMA,2002, p. 18 – grifos nossos).Ademais, as teorias apresentadas por aquele grupo de pesquisadores coadunam-se coma mudança de paradigmas educacionais proposto pelo Relatório de Delors. Nóvoa (1995) aofalar da formação e valorização profissional docente, propõe que, além da necessidade de umaformação continuada, o professor deve refletir sobre sua prática e estar aberto a novidades.Toro (1997), a partir de seu ativismo social, propõe oito
5
capacidades que qualquer estudantedeve desenvolver para ter atuação plena numa sociedade cada vez mais globalizada. Coll(1994), influenciado principalmente pelas ideias de Piaget, propõe mudanças no currículoescolar para uma perspectiva construtivista. Morin (2000), dentro de sua teoria dacomplexidade e, após uma solicitação da UNESCO, propõe os Sete Saberes Necessários àEducação do Futuro. Hernández (1998) difunde e justifica a ideia de organizar o currículo por 
4Edição nº 154 de Agosto de 2002. p.18-25.5Inicialmente a proposta consistia de sete códigos depois foi agregado mais um, conforme a Revista Nova Escola, Nº 149,Ano XVII.
 
 projetos diticos de trabalho. Perrenoud (2000), além das discuses acerca da profissionalização dos professores e da avaliação dos alunos, indica dez competênciasnecessárias para uma boa prática docente no novo milênio.Considerando essa breve introdão sobre as ideias dos seis pensadorescontemporâneos da educação, a seguir serão apresentadas, de forma sintética e sistematizada,as ideias centrais defendidas por cada teórico. Importa registrar que este trabalho não tem pretensões nem condições de abordar detalhadamente cada teoria dos seis autores, contudo procurar-se-á desenvolver subsídios para uma compreensão geral acerca desses pressupostosamplamente difundidos na formação de professores vigente no Brasil.
 António Nóvoa e a formação profissional docente
O teórico português concentra sua produção na formação e valorização profissionaldos professores. Sua ideia é sistematizada a partir de estudos sobre a formação e práticadocente. Considera que a formação é e deve se estabelecer num
continuum
e que o melhor lugar para que ocorra é no próprio ambiente de trabalho, ou seja, na própria escola. Nóvoa advoga que qualquer pessoa pode tornar-se um bom professor. Para o autor, aformação inicial não seria algo determinante para um bom docente, o que não quer dizer queseja desnecessária, pois é apenas uma etapa do processo da constituição docente. Justifica essaideia ao afirmar que “o aprender contínuo é essencial e se concentra em dois pilares: a própria pessoa, como agente, e a escola, como lugar de crescimento profissional permanente”(NÓVOA, 1995, p. 23). Ademais, para o pesquisador português, a formação docente é umciclo que
abrange a experiência do docente como aluno (educação de base), como aluno-mestre (graduação), como estagiário (práticas de supervisão), como iniciante (nos primeiros anos da profissão) e como titular (formação continuada). Esses momentosserão formadores se forem objeto de um esforço de reflexão permanente(NÓVOA, 2001, p. 13).
A partir dessa visão, compreende também que a formação docente deve envolver osinstrumentos contínuos de análise (NÓVOA, 1995) composto pela reflexão de suas própriasações didáticas, bem como a de seus pares. Segundo o autor, somente uma análise sistemáticadas experiências individuais e coletivas nas escolas em situões de formão pode proporcionar momentos de ensino e aprendizagem mais promissores.Importa registrar que essa prática está bem afinada com o conceito de
 professor reflexivo
bastante difundido por Donald Schön (1995). A propósito, Schön define essacategoria no livro organizado por Nóvoa -
Os professores e sua formação
. Schön e Nóvoaentendem que o professor deve refletir sobre sua prática como base de sua formação, pois essaseria uma forma de estarem preparados para enfrentar situações novas e adotar decisõesapropriadas.Em suma, a proposta de Nóvoa é que os professores estejam sempre abertos àsnovidades e procurem diferentes métodos de trabalho após a reflexão de suas práticas, pois o profissional é responsável por sua formação. Todavia, não se trata de tirar a responsabilidadedo governo, pelo contrário. Ao Estado cabe criar as situações e condições objetivasnecessárias para que o professor possa sempre repensar sua prática e, efetivamente, ter umaformação continuada. Cabe, sobretudo aos docentes, a vontade de se integrarem a essa novademanda de sua prática e propor uma mudança substancial no ensino.
 Bernardo Toro e os Códigos da Modernidade
O colombiano Bernardo Toro, há alguns anos, tem se dedicado ao ativismo social

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