Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
7Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Endocrino - Tireóide

Endocrino - Tireóide

Ratings: (0)|Views: 2,924 |Likes:
Published by fabiolima8

More info:

Published by: fabiolima8 on Nov 15, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/25/2013

pdf

text

original

 
A TIREÓIDE
(ANÁTOMO-HISTOLOGIA E FISIOLOGIA)
Artéria Tireóidea Superior.Artéria Carótida ComumLobo Direito da TireóideVeia Jugular InternaVeia Tireóidea Inferior
Traquéia
Fig. 1A
Osso Hióide
Membrana Tireóidea
Proeminência LaríngeaCartilagem TireóideLobo PiramidalLobo Esquerdo da Tireóide
Istmo
I- ANATOMIA E HISTOLOGIA
A tireóide é a maior glândula endócrina do corpohumano, sendo responsável pela produção dos hor-mônios tireoideanos (T3 e T4), envolvidos com di-versos componentes da homeostase (função cere-bral, cardiovascular, intestinal, metabolismo celular,produção de calor etc). O nome 'tireóide' é em razãodo seu formato semelhante a um escudo (do grego:
thyreos
= escudo,
eidos =
forma). Na embriologia, asua origem está no assoalho da faringe primitiva,migrando a partir do
forame cego,
no assoalho dalíngua, formando em seu trajeto o
dueto tireoglosso,
e por fim atingindo a sua posição permanente: a re-gião cervical. Como você observa na
FIGURA 1A,
atireóide situa-se a meio caminho entre o ápice dacartilagem tireóide ("pomo-de-adão") e a fúrculaesternal, apresentando uma relação anatômica pos-terior importante com a traquéia, que é praticamente"abraçada" pela glândula. Por trás da traquéia, cor-rem os nervos laríngeos recorrentes e encontra-se oesôfago - estas estruturas também têm relaçãoanatômica posterior com a tireóide.A tireóide é formada geralmente por dois lobos emforma de pêra (piriformes), direito e esquerdo, liga-dos por um istmo
(FIGURA
1A).
O peso da glându-la varia entre
10-20g.
A porção posterior dos lobospiriformes contém as pequenas glândulasparatireóides (duas de cada lado), produtoras doparatormônio (PTH) - assunto da próxima apostila.Um terceiro lobo - o
lobo piramidal -
pode ser even-tualmente encontrado fixado ao istmo, apresentan-do uma forma alongada, como um remanescente daextremidade caudal do dueto tireoglosso. Em rarospacientes, um cisto pode ser encontrado entre a baseda língua e a cartilagem tireóide
(cisto tireoglosso),
representando um remanescente embriológico dodueto tireoglosso. São cistos cheios de muco e re-vestidos por epitélio estratificado.A tireóide tem um suprimento sanguíneo rico, prove-niente da
artéria tireóidea superior 
(ramo da carótidaexterna) e da
artéria tireóidea inferior 
(ramo do tron-co tireocervical da artéria subclávia). Ainda há umapequena artéria tireóidea caudal, ramo da artériainominada. A drenagem venosa se faz pelas veiastireóideas superior, lateral e inferior, conduzindo osangue para as veias jugulares internas ou troncosbráquio-cefálicos.Histologicamente, a glândula é formada por uma infi-nidade de folículos esféricos
(FIGURA 1B),
forma-dos por um epitélio de células cubóides especializa-das em produzir os hormônios tireoideanos (célulasfoliculares tireóideas). No interior de cada folículohá um material denominado 'colóide'. Os folículosestão embebidos no estroma glandular, que contéma microvasculatura e as células intersticiais, entreelas, as células parafoliculares (células medulares C),secretoras de um outro hormônio - a
calcitonina,
que, tal como o PTH, está envolvido no metabolismodo cálcio e do fósforo.
II- FISIOLOGIA
As células que compõem os folículos tireoideanos(células foliculares) são especializadas em sintetizar,armazenar e secretar os hormônios tireoideanos. Es-tes últimos são derivados do aminoácido tirosina econtêm 60-65% do oligoelemento iodo em sua com-posição. Vamos começar descrevendo como é feita asíntese desses hormônios e, em seguida, o seu arma-zenamento e liberação na corrente sanguínea. Paraentender a fisiologia tireoideana, é fundamental acompreensão do 'ciclo do iodo' e do eixo hipotála-mo-hipófise-tireóide, onde participam os hormôniosTRH (hormônio liberador de tireotrofina) e TSH (tire-otrofina).
1- Produção dos Hormônios Tireoideanos
As células do epitélio folicular possuem dois pólos eportanto duas membranas
(FIGURA 2):
a
membra-na apical
(voltada para o lúmen folicular ou'colóide') e a
membrana basal
(voltada para ointerstício e capilares). As reações bioquímicas desíntese hormonal ocorrem em torno da membranaapical, onde se encontra a enzima determinante de
todo este processo: a
peroxidase tireóidea
(TPO),
ou tireoperoxidase, localizada em suas mi-crovilosidades.Existem dois hormônios tireoideanos: o T4(tetraiodotironina ou tiroxina) e o T3 (triiodotironi-na). Eles são formados pela iodação de resíduos detirosina de uma glicoproteína chamada
tireoglobuli-na.
Esta macromolécula de 5.496 aminoácidos (sen-do 140 deles, a tirosina) é sintetizada na própria célu-la tireóide, sendo em seguida secretada e armazena-da no lúmen folicular ('colóide'). O iodo, sob a formado íon iodeto, é captado pela célula tireóide atravésdo
carreador Na/I
da membrana basal (membranaplasmática da face externa da célula). Este transporteativo é capaz de garantir uma concentração de iodeto
 
10 MEDCURSO-'
Do INTERNATO À RESIDÊNCIA"
Fig.2 
C O LÓ ID E
Tireoglobulina Iodada [
(MIT, DIT, T3,
T4)
'.•',•'.•'.
T i r e o q l o b u l i n a
]•'.-'.
M em branaApical
CHjCH - COOH
M em branaBasalCAPILAR
Triiodotironina (T3)CH
2
CH - COOH
NH
3
OH-
NH,
Monoiodotirosma
(MIT)
CH
2
CH - COOH
NH
2
Diiodotirosina (DIT)
CH
2
CH - COOHI
NH,
Tetroiodotironina (T4 ou Tiroxina)-I
2
CH-COOHINH»
livre 30-40 vezes maior que a do plasma. A enzimaperoxidase tireóidea atua catalisando três importan-tes reações:1- Oxidação do iodo: combinando o iodeto com operóxido de oxigênio (H
2
O
2
);2- Iodação dos resíduos de tirosina da tireoglobuli-na, formando as Iodotirosinas
(FIGURA 2):
MIT = monoiodotirosina
DIT
= diiodotirosina3- Acoplamento das Ioidotirosinas. formando oshormônios tireoideanos (Iodotironinas):T3 (triiodotironina) = MIT + DITT4 (tetraiodotironina ou tiroxina) = DIT + DITComo você pode perceber, os hormônios tireoidea-nos (T3 e T4) são armazenados na tireoglobulinaiodada, que se acumula no lúmen dos folículos('colóide'). Estes hormônios são liberados atravésda proteólise da tireoglobulina. Veja o que acontece:pequenas porções de colóide são a cada momentoengolfadas pela membrana apical da célula (pinoci-tose), formando vesículas que logo se fundem comlisossomas (ricos em proteases ácidas). No interiordos lisossomas, a tireoglobulina é hidrolisada, libe-rando MIT. DIT, T3 e T4, além de fragmentospeptídicos e aminoácidos. Neste momento, o T3 e oT4 são liberados para a corrente sanguínea, passan-do pela membrana basal através de um carreador hor-monal específico (não conhecido). Enquanto isso, oMIT e o DIT liberados no citoplasma sofrem ação deuma enzima desiodase
tipo 1,
devolvendo o iodetopara a célula (um mecanismo de conservação do iodo).A tireóide produz e libera muito mais T4 do que T3,numa proporção de
20:1.
No entanto, o T3 é o maiorresponsável pela atividade fisiológica nos tecidosperiféricos. Na verdade, o T4 penetra nas células dosórgãos-alvo e logo é convertido em T3 por intermé-dio da desiodase tipo 1 (maioria dos tecidos) ou tipo2 (cérebro, hipófise, tecido adiposo marrom), ao reti-rar um átomo de iodo do anel externo do T4. Pode-mos considerar o T4 como um pró-hormônio e o T3como o hormônio ativo.
2- Regulação da Fisiologia Tireoideana(Eixo Hipotálamo-Hipofisário)
A produção de hormônios tireoideanos é reguladapelo eixo hipotálamo-hipófise-tireóide, como boaparte de todo o sistema endócrino humano.Os neurônios hipotalâmicos (núcleos supra-ópticoe supra-ventricular) sintetizam e liberam um peptídeode três aminoácidos denominado
TRH
(hormônioliberador de tireotrofina). Esta substância é liberadana circulação porta hipofisária, que irriga as célulasda adenohipófise, entre elas os tireotrofos - célulasque produzem e secretam o hormônio TSH (tireotro-fina). Ao se ligar em seu receptor na membrana dotireotrofo, o TRH estimula a liberação e síntese doTSH, por um mecanismo proteínaG/fosfolipaseC/ fosfatidilinositol-dependente.O
TSH
(tireotrofina) é uma glicoproteína de 204 ami-noácidos, composta por duas subunidades:
alfa
e
beta.
A subunidade alfa é comum aos outros hormô-nios glicoprotêicos (LH, FSH e hCG), enquanto abeta é a responsável pelo efeito hormonal específi-co. O TSH é liberado na circulação sistémica de for-ma pulsátil (aproximadamente a cada 2h), respeitan-do um ciclo circadiano com níveis séricos máximosno início da madrugada (entre Oh e 4h). Tal pico nãose relaciona ao sono (como no caso do GH). O "gera-dor de pulso" é o próprio hipotálamo, (TRH é libera-do de forma pulsátil pelos neurônios hipotalâmicos).Os níveis séricos médios do TSH oscilam na faixaentre 0,5-5mU/L. O TSH se liga a seu receptor demembrana (TSH-R) na célula folicular, estimulando osistema proteínaG/adenil-ciclase/AMPc. Veja quaissão os principais efeitos do TSH na célula foliculartireóidea:-
Efeito tráfico:
promove a hipertrofia das célulasfoliculares, que se tornam mais cilíndricas e vo-lumosas, bem como um aumento da vasculariza-ção da glândula
±
-
Estímulo à síntese de hormônio tireoideano:
aumenta a produção da enzima peroxidase(TPO), bem como a tireoglobulina e o carreador
Na/I.
-
Estímulo à liberação de hormônio tireoideano:
aumenta a reabsorção do colóide contendo atireoglobulina iodada, bem como a atividadelisossômica, e conseqiientemente maior a taxade hormônio liberado e secretado.
Como funciona o eixo Hipotálamo-Hipófise•-Tireóide?
Ele funciona baseado numa alça de retroalimentaçãonegativa (feedback negativo) -
FIGURA 3.
Obser-ve como isto acontece... A glândula tireóide secretaos hormônios T3 e T4. O T4 penetra nos neurônioshipotalâmicos e nos tireotrofos, convertendo-se emT3, por ação da 5'-desiodase tipo 2. O T3 tem a capa-cidade de inibir a liberação hipotalâmica de TRH e asecreção hipofisária de TSH - retroalimentação ne-gativa. Com isso, os hormônios tireoideanos regu-
 
CAPÍTULO 1 -ATIREÓIDE 11
Iam a sua própria produção: se esta diminui por al-gum motivo, a produção aumentada de TRH e TSHestimula a secreção de T3 e T4; se, por outro lado, aprodução hormonal tireoideana aumenta, a liberaçãoreduzida de TRH e TSH reduz a secreção de T3 e T4.A compreensão deste eixo de retroalimentação é fun-damental para a avaliar o significado da dosagem hor-monal no diagnóstico das doenças da tireóide. Assim,classificamos os distúrbios tireoideanos em
primári-os
(de origem na própria glândula tireóide),
secundá-rios
(de origem hipofisária) ou
terciários
(de origemhipotalâmica). A dosagem do TSH diferencia com pre-cisão o distúrbio primário do secundário/terciário. Nosdistúrbios primários, o TSH sempre varia de forma in-versa aos níveis plasmáticos de hormônios tireoidea-nos, devido ao feedback negativo:
EIXO H IPO TAU M O -H IPO FISE-TIREO IDE
Fig. 3 
Tabela 1
3- Ciclo do lodo e Auto-RegulaçãoTireoideana
O iodo (na forma de iodeto) é proveniente dos ali-mentos e da água. Como este oligoelemento é total-mente absorvido pelo trato gastrointestinal, é a quan-tidade ingerida que determina o quanto que o orga-nismo assimila diariamente. Durante milénios, o iodofoi lixiviado do solo e levado para os oceanos, deforma que, em regiões montanhosas e insulares osuprimento de iodo pode ser muito limitado, enquan-to que é abundante nas regiões litorâneas. A ingestãorecomendada de iodo pela OMS é de 150u.g/dia. Sefor menor do que 50u,g/dia. a tireóide será incapaz demanter uma secreção hormonal adequada, levandoao hipotireoidismo e ao bócio (hipertrofia da tireóide)- uma síndrome que atinge atualmente cerca de 2milhões de pessoas em todo o Mundo. Até o ano de1956, o bócio associado ao hipotireoidismo eraendémico em diversas regiões do interior do Brasil.A partir deste ano, tornou-se obrigatório por lei oacréscimo de iodo no sal de cozinha, uma medidaextremamente barata (não encarece em quase nada aprodução do sal industrializado) e que ao mesmotempo conseguiu praticamente erradicar este proble-ma de nosso país.Dos 500|ig/dia de iodeto absorvido pelo trato gas-trintestinal, cerca de 115 u,g/dia são captados pelatireóide, sendo uma parte armazenado na tireoglobu-lina do 'colóide' e outra parte liberada nos hormôni-os tireoideanos (cerca de 75u.g/dia). O iodeto é cap-tado pela célula folicular através do carreador Na/Ipresente na membrana basal. Em seguida, este iodeto,por ação da TPO, é oxidado e incorporado aos resí-duos de tirosina da tireoglobulina
(organificaçãodo iodo),
sob a forma de MIT, DIT, T3 ou T4. A tireóideé o maior reservatório de iodo do organismo, con-tendo aproximadamente 8.0OOp.g deste oligoelemento.Como vimos anteriormente, boa parte do iodo incor-porado à tireoglobulina retorna ao citoplasma apósdesiodação das moléculas de MIT e DIT durante ahidrólise da tireoglobulina (reciclagem intratireoide-ana do iodo). Um segundo reservatório (bem menosexpressivo que o primeiro) é representado pelos hor-mônios tireoideanos circulantes, contendo cerca de600(Xg de iodo corporal. Por fim, a eliminação do iodoé feita principalmente pela urina (485|i.g/dia) e emmenor escala pelas fezes (15|Xg/dia).
 Auto-Regulação Tireoideana pelo lodo:
A tireóidemantém relativamente constante a sua produçãohormonal, apesar de variações no consumo de iodona dieta, contanto que a ingestão seja superior, comovimos, a 50u.g/dia. O mecanismo desta auto-regulaçãoé explicado pelo efeito do iodo sobre o seu própriometabolismo na célula folicular tireoideana. Em esta-dos de depleção de iodo, a sua captação pelocarreador Na/I é estimulada, bem como a síntese pre-ferencial de T3 em relação ao T4 (a proporção T4/T3passa a ser inferior a 20:1).Por outro lado, nos estados de excesso de iodo, asua organificação é inibida, um fenômeno denomi-nado Efeito Wolff-Chaikoff. Este pode ser tão pro-nunciado, a ponto de causar uma queda real na pro-dução hormonal. Entretanto, em indivíduos normais,há um mecanismo fisiológico de escape a este efei-to, evitando que a ingestão excessiva de iodo pro-voque hipotireoidismo. É importante ressaltar queem pacientes com doença tireoideana auto-imune(doença de Graves, tireoidites), o efeito Wolff-Chaikoff é bem mais pronunciado, pois o mecanis-mo de escape encontra-se abolido (por razões des-conhecidas).
4- Transporte e Metabolismo dos Hormôni-os Tireoideanos
.4.1- Transporte dos Hormônios Tireoideanos
Uma vez liberados pela tireóide, tanto o T3 quanto oT4 são carreados por proteínas plasmáticas. Pode-mos afirmar que quase todo o hormônio tireoideanocirculante (cerca de 99,96% do T4 e 99,6% do T3)encontra-se na forma ligada a proteínas, distribuí-dos da seguinte forma:
70%
ligados à TBG (globulinaligadora de tiroxina), 70% ligados à TBPA (pré-albu-mina ligadora de tiroxina, ou transtirretina) e
15%,
àalbumina. A concentração plasmatica total de de T3e T4 reflete muito mais a fração ligada do que a fra-ção livre. Veja os valores normais:T4 total =5-12u.g/dLT3 total = 70-190ng/dLT4 livre = 0,9-2ng/dL ;T3 livre = 0,2-0,52ng/dL
Obs.l: I ng = 1 milésimo de lflg
Observe que, embora os níveis séricos de T4 totalsejam bem maiores que os de T3 total, o T3 livre temuma concentração mais próxima à do T4 livre, pois afração livre deste último é menor (0,04%
versus
0,4%).Apesar de corresponder a uma pequenina fração dototal, é a forma livre que possui importância fisioló-gica e são os seus níveis séricos que são reguladospelo eixo hipotálamo-hipófise-tireóide, mantidos den-tro da normalidade durante o estado de eutireoidismo.Nos distúrbios da função tiroideana (hiper ou hipo-tireoidismo) a fração livre hormonal se altera, influin-do diretamente sobre a fração ligada e, portanto, so-bre a concentração plasmatica total. Por exemplo, seo T4 livre aumenta no hipertireoidismo, há mais T4para se ligar às proteínas TBG, TBPA e albumina,aumentando assim a fração ligada e, conseqiiente-mente, a concentração total do hormônio.
 Mesmo no estado eutireoideu, condições que afe-tam os níveis plasmáticos das proteínas carreado-ras podem alterar significativamente os níveis doT4 e T3 totais.
Não podia ser diferente, já que quase todo o hor-mônio plasmático está ligado a estas proteínas. Porexemplo, níveis elevados de TBG aumentam a con-centração plasmatica das formas ligadas (TBG-T4 eTBG-T3) e reduzem inicialmente a concentração dasformas livres (T4 e T3). Porém, o eixo hipotálamo-hipófise-tireóide se encarrega de manter a concen-tração das formas livres no valor normal, após oequilíbrio. O resultado, portanto, será um pronun-ciado aumento do T4 total e T3 total, sem alterar oT4 livre e o T3 livre. Por outro lado, níveis reduzi-dos de TBG têm o efeito inverso (levam à reduçãodo T4 total e T3 total, sem alterar a concentração dehormônios livres).O mesmo raciocínio vale para as outras duas proteí-nas (TBPA e albumina), só que em menor escala, poisestas últimas carreiam apenas um pequeno percen-tual desses hormônios. Analisemos agora as princi-pais condições da prática médica responsáveis pelavariação dos níveis plasmáticos da principal proteí-na transportadora - a TBG (tabela 2).

Activity (7)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Kaio de Lima liked this
Mónica Marques liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->