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Poemas Do Mar

Poemas Do Mar

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05/10/2014

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"Mar sonoro, mar sem fundo mar sem fim.A tua beleza aumenta quando estamos sós.E tão fundo intimamente a tua vozSegue o mais secreto bailar do meu sonhoQue momentos há em que eu suponhoSeres um milagre criado só para mim."
Sophia de Mello B. Andresen
Mar!Tinhas um nome que ninguém temia:Era um campo macio de lavrar Ou qualquer sugestão que apetecia...Mar!Tinhas um choro de quem sofre tantoQue não pode calar-se, nem gritar,Nem aumentar nem sufocar o pranto...Mar!Fomos então a ti cheios de amor!E o fingido lameiro, a soluçar,Afogava o arado e o lavrador!Mar!Enganosa sereia rouca e triste!Foste tu quem nos veio namorar,E foste tu depois que nos traíste!Mar!E quando terá fim o sofrimento!E quando deixará de nos tentar O teu encantamento!
Miguel Torga, Poemas Ibéricos
 
Poema do homem-rã
Sou feliz por ter nascidono tempo dos homens-rãsque descem ao mar perdidona doçura das manhãs.Mergulham, imponderáveis,por entre as águas tranquilas,enquanto singram, em filas,peixinhos de cores amáveis.Vão e vêm, serpenteiam,em compassos de ballet.Seus lentos gestos penteiammadeixas que ninguém vê.Com barbatanas calçadase pulmões a tiracolo,roçam-se os homens no solosob um céu de águas paradas.Sob o luminoso feixecorrem de um lado para outro,montam no lombo de um peixecomo no dorso de um potro.Onde as sereias de espuma?Tritões escorrendo babugem?E os monstros cor de ferrugemrolando trovões na bruma?Eu sou o homem. O Homem.Desço ao mar e subo ao céu.Não há temores que me domemÉ tudo meu, tudo meu.
António Gedeão
 
No fundo do mar há brancos pavores,Onde as plantas são animaisE os animais são flores.Mundo silencioso que não atinge A agitação das ondas. Abrem-se rindo conchas redondas,Baloiça o cavalo-marinho.Um polvo avançaNo desalinhoDos seus mil braços,Uma flor dança,Sem ruído vibram os espaços.Sobre a areia o tempo poisaLeve como um lenço.Mas por mais bela que seja cada coisaTem um monstro em si suspenso.
Sophia de Mello Breyner AndresenBarco
Margens inertesabrem os seus braçosUm grande barco no silêncio parte.Altas gaivotas nos ângulos a pique,Recém-nascidas à luz, perfeita a morte.Um grandebarco parte abandonandoAs colunas de um cais ausente e branco.E o seu rosto busca-se emergindoDo corpo sem cabeça da cidade.Um grandebarco desligado parteEsculpindo de frente o vento norte.Perfeito azul do mar, perfeita a morteFormas claras e nítidas de espanto.
Sophia de Mello Breyner Andresen

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Mariana Sousa added this note
adorei os poemas
Carolina Azevedo added this note
foi muito útil obrigado
Helena Calé added this note
Eu gosto muito de poesia e a que eu gostei mais foi o Castelo de areia!

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