O atributo constitucional de cláusulapétrea do artigo 195 §7º daConstituição da República.Dr. KILDARE ARAÚJO MEIRABrasília, 10 de setembro de 2003.
 
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I.
 
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NTRODUÇÃO
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O presente estudo pretende trazer a baila reflexõessobre o tema da imunidade tributária do 195, §7º da Constituição da República,objeto de preocupação do autor em seu Curso de Especialização em DireitoTributário da Universidade Católica de Brasília, ano 2002/2003, e do exercícioprofissional da advocacia em prol das instituições beneficentes de assistênciasocial perante o Conselho Nacional de Assistência Social, Conselho de Recurso daPrevidência Social, Instituto Nacional do Seguro Social e Poder Judiciário.O objeto do estudo parte da definição da imunidadetributária como instituto político científico para chegar ao disposto no artigo 195,§7º da Constituição, fonte da imunidade da Contribuição para a Seguridade Socialdas instituições beneficentes de assistência social.O escopo do presente trabalho é refletir apossibilidade jurídica da imunidade das contribuições sociais da instituiçõesbeneficentes de assistência social, prevista no dispositivo do artigo 195 citado noparágrafo anterior, ser limitada ou até mesmo revogada por EmendaConstitucional, solução comumente ventilada pela política governamental comosaída ao déficit da previdência social neste país.
 
3É corriqueiro quando se discute reforma do sistemaprevidenciário se apresentar na pauta das mudanças constitucionais alimitação eaté mesmo o fim do benefício fiscal concedido às entidades beneficentes deassistência prevista no artigo 195, §7º da Constituição da República, diante destarealidade, é salutar a indagação da possibilidade da referida modificação em faceda proteção constitucional às clausulas pétreas estabelecida no artigo 60, §4º.A tese que encerra esta indagação foi fruto depesquisa na doutrina constitucional e tributária, análise de precedentes jurisprudenciais do Supremo Tribunal Federal sobre os temas: da imunidadetributária; interpretação do artigo 195, §7º da Constituição da República e cláusulaspétreas.A ausência de reflexões específicas sobre aimpossibilidade de reforma constitucional para revogar a imunidade das entidadesfilantrópicas das contribuições para a seguridade social, obrigaram o estudo alançar mão da instrumentalização dos conceitos abordados na doutrina consultada,aproximando-os da realidade pesquisada e criando, a partir desta, premissas queproduzissem soluções as principais indagações condutoras deste trabalho, quaissejam: qual o mecanismo axiológico do instituto da imunidade tributária? Qualvalor constitucional está protegido pelo disposto no artigo 195, §7º daConstituição? Os valores protegidos como cláusulas pétreas abrangem os valorescontidos no citado artigo da Constituição?Respondendo as indagações supra, o presentetrabalho desenvolveu em sua estrutura uma reflexão primeira sobre a imunidadetributária, buscando as raízes históricas do instituto, os pontos de vista em disputa

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