3É corriqueiro quando se discute reforma do sistemaprevidenciário se apresentar na pauta das mudanças constitucionais alimitação eaté mesmo o fim do benefício fiscal concedido às entidades beneficentes deassistência prevista no artigo 195, §7º da Constituição da República, diante destarealidade, é salutar a indagação da possibilidade da referida modificação em faceda proteção constitucional às clausulas pétreas estabelecida no artigo 60, §4º.A tese que encerra esta indagação foi fruto depesquisa na doutrina constitucional e tributária, análise de precedentes jurisprudenciais do Supremo Tribunal Federal sobre os temas: da imunidadetributária; interpretação do artigo 195, §7º da Constituição da República e cláusulaspétreas.A ausência de reflexões específicas sobre aimpossibilidade de reforma constitucional para revogar a imunidade das entidadesfilantrópicas das contribuições para a seguridade social, obrigaram o estudo alançar mão da instrumentalização dos conceitos abordados na doutrina consultada,aproximando-os da realidade pesquisada e criando, a partir desta, premissas queproduzissem soluções as principais indagações condutoras deste trabalho, quaissejam: qual o mecanismo axiológico do instituto da imunidade tributária? Qualvalor constitucional está protegido pelo disposto no artigo 195, §7º daConstituição? Os valores protegidos como cláusulas pétreas abrangem os valorescontidos no citado artigo da Constituição?Respondendo as indagações supra, o presentetrabalho desenvolveu em sua estrutura uma reflexão primeira sobre a imunidadetributária, buscando as raízes históricas do instituto, os pontos de vista em disputa
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