com objectos cada vez mais concretos, mais atravessados pela intencionalidade que antes era um privilégio quase total do animal homem. Este deixa de ser o portador intencional da ferramenta para passar a fazer parte de um conjunto sócio-técnico (Stiegler, 1994 e 2004).
Quadro-síntese do pensamento acerca da técnicaCaracterísticasdas teoriasRealismo ligado aodeterminismo tecnológicoConstrutivismo social doshumanistasSimétria do humano e nãohumano (teoria do actor-rede,pós-feminismo, etc.)
Níveis de análisemais focalizados
Individual, grupo limitado ouredes de inovação técnica. Maso papel decisivo é reservado aoíndividuoNível macro e também meso(níveis intermédios eorganizacionais ligados àsempresas e instituições).Rede/
agenciamento
que envolvehumanos e não-humanos(um nível
beyhond/above
grupo social)repensando a dicotomiamicro/macro. Visão ecológica.Importância das redes baseadas naInternet.
Posiçãoepistemológica eontológica
Predominantemente positivistadefendendo o modelos dasciências exactas. Domínio doracional.Mista: positivista nalgunsaspectos e interpretativa nosoutros. Defendem a ideia que sedeve resistir ao técnicovalorizando o papel do humano.Interpretativa ou interpretativa/críticavalorizando a ontologia edesmontando o papel da ciência.Valorização da investigação/acção.Importância dos saberes práticosdos actores sociais.
Conceptualizaçãogeral do processode mudança
Desenvolve-se principalmenteatravés de decisões racionais.Estas decisões são afectadaspor factores contextuais ligadosao processo: psicológicos,sociais e organizacionaisAtravés de modificações nasrelações de poder e nosaspectos culturais.A mudança implica processos detradução/deslocação e inscriçãodurante a evolução e estabilizaçãode um actor-rede. O processo de
tradução/deslocação
[
translation
]leva à criação de um novo actor-rede durável que corporizaobjectivos e intenções. Os aspectosracionais e irracionais aparecemmisturados em que as emoçoes têmum papel importante.
Fonte
: Mähring e outros (2004) [inspirado num quadro destes autores com profundas modificações].
De que forma os pensadores e cientistas sociais têm pensado a técnica? Em primeiro lugar,olhando-a como um factor determinante e refugiando-se em fronteiras bem definidas entre social enão social, vendo a técnica de uma foma realista como um mero instrumento de progresso. Emsegundo, alguns autores das ciências sociais e da filosofia optam por fazer um exorcismo da técnicacomo se ela fosse, nalguns casos, algo de maligno e desumano que nos pode mesmo destruir, ou,numa versão mais elaborada, como sendo atravessada pelo social, como um constructo dasinteracções humanas. E finalmente, numa terceira óptica, existem os que defendem que estamos3
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