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Consulta Jurisprudencia Penal

Consulta Jurisprudencia Penal

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06/09/2013

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Art. 213 e 214 ‘revogado’ – (Estupro e Atentado Violento aoPudor)
 
EMENTA
:
APELACAO CRIMINAL. ESTUPRO. ATENTADO VIOLENTO AOPUDOR. NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRENCIA.INSUFICIENCIA DE PROVAS PARA CONDENACAO. ABSOLVICAO.IMPROCEDENCIA. DOSIMETRIA DA PENA. CONCURSO MATERIAL.APLICACAO DA LEI N. 12.015/09.
1 - NAO DEMONSTRADO PREJUIZO A PARTE,NAO HA FALAR EM NULIDADE PROCESSUAL POR CERCEAMENTO DE DEFESA (ART .563, CPP E SUMULAS 155 E 523 DO STF). 2 - NAO PROCEDE A NEGATIVA DEAUTORIA EM VERSAO ISOLADA DO REU, QUANDO AS DEMAIS PROVAS SAOROBUSTAS A COMPROVAR A OCORRENCIA DA CONDUTA DELITIVA, NA FORMADESCRITA NA DENUNCIA. 3 - NOS CRIMES CONTRA OS COSTUMES, USUALMENTEPRATICADOS NA CLANDESTINIDADE, A PALAVRA DA VITIMA GANHA ESPECIALRELEVO PROBATORIO, SE NAO DESTOA DOS DEMAIS ELEMENTOS DE PROVA. 4 -COM O ADVENTO DA LEI 12.015/09, DE 07 DE AGOSTO DE 2009, O CRIME DEESTUPRO PASSOU A SER DE CONDUTA MULTIPLA OU DE CONTEUDO VARIADO.PRATICANDO O AGENTE MAIS DE UM NUCLEO, DENTRO DO MESMO CONTEXTOFATICO, DEVE SER AFASTADO O CONCURSO MATERIAL DE CRIMES E RECONHECIDAA CONTINUIDADE DELITIVA, EM OBEDIENCIA A RETROATIVIDADE DA LEI MAISBENEFICA. APELACAO PROVIDA, PARA RETIFICACAO DA PENA APLICADA.
(TJ-GO.APELACAO CRIMINAL - 37204-9/213. mara Criminal. Rel. DES.HUYGENS BANDEIRA DE MELO. DJ 539 de 16/03/2010).EMENTA: APELACAO CRIMINAL. ESTUPRO. VIOLENCIA PRESUMIDA. VITIMAMENOR. AUSENCIA DE INTIMACAO DO DEFENSOR NOMEADO.TEMPESTIVIDADE DO RECURSO. AUTORIA E MATERIALIDADECOMPROVADAS. CONDENACAO MANTIDA. DOSIMETRIA DA PENA.CONTINIDADE DELETIVA. INDIVIDUALIZACAO PARA CADA CRIME.IMPOSSIBILIDADE. EXCLUSAO DE MAJORANTE.
1 - SE O DEFENSOR NOMEADOAO REU NAO FOI INTIMADO DA SENTENCA PENAL CONDENATORIA. DEVE SERCONSIDERADO TEMPESTIVO O RECURSO INTERPOSTO, EM RESPEITO AO PRINCIPIODA AMPLA DEFESA. 2 - ESTANDO DEVIDAMENTE COMPROVADA A MATERIALIDADE EA AUTORIA DO CRIME DE ESTUPRO, APURANDO-SE QUE O REU CONSTRANGEU SUAFILHA MENOR A MANTER COM ELE CONJUNCAO CARNAL, REVELA-SE COFIGURADO ODELITO DE ESTUPRO, MERECENDO, PORTANTO, SER CONFIRMADO O DECRETOCONDENATORIO. 3 - NO CRIME CONTINUADO, A AUSENCIA DE ANALISEINDIVIDUALIZADA DAS CIRCUNSTANCIAS JUDICIAIS, PARA CADA UM DOS DELITOS,CONFIGURA NULIDADE, SO NAO DECLARADA, NO CASO, POR MOSTRAR-SE SEMPRATICIDADE ALGUMA A INDIVIDUALIZACAO DE CADA CONDUTA PERPETRADA PELOACUSADO, PORQUANTO FORAM COMETIDAS EM FACE DA MESMA VITIMA E SEM QUEHOUVESSE VARIACAO EM SUAS CIRCUNSTANCIAS, ISTO E, DEVEM SERCONSIDERADAS COMO DELITOS DE IGUAL GRAVIDADE, DE MODO A ENSEJAR PENASIDENTICAS. 4 - O AUMENTO DE PENA PREVISTO NO ARTIGO 9., DA LEI N. 8.072/90 TEM APLICACAO SOMENTE NOS CASOS DE ESTUPROE ATENTADO VIOLENTO AOPUDOR PRATICADOS CONTRA MENOR DE 14 (QUATORZE) ANOS, DE QUE RESULTELESAO CORPORAL GRAVE OU MORTE, SOB PENA CONFIGURAR- SE O BIS IN IDEM.APELO CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENCA REFORMADA DE OFICIO PARAEXCLUIR A MAJORANTE DO ARTIGO 9., DA LEI 8.072/90.
(TJ-GO. CâmaraCriminal. Apelação Criminal - 37305-1/213. Rel. DES. ITANEY FRANCISCOCAMPOS. DJ 539 de 16/03/2010).EMENTA:
'HABEAS CORPUS'. 1 - O FATO DO ART. 214, DO CODIGO PENAL, TERSIDO REVOGADO, PELA LEI N. 12.015/09, NAO DA ENSEJO A EXTINCAO DAPUNIBILIDADE DOS CRIMES PRATICADOS E CONDENADOS NAQUELE DISPOSITIVO,UMA VEZ QUE A FIGURA TIPICA 'PRATICAR ATO LIBIDINOSO' NAO FOI EXCLUIDA DOORDENAMENTO JURIDICO PENAL, MAS APENAS ENCAMPADA AO 'MODUS OPERANDI'DO CRIME DE ESTUPRO. 2 - NAO SE CONHECE DO PEDIDO DE DECLARACAO DEINCONSTITUCIONALIDADE DE LEI FEDERAL EM SEDE DE HABEAS CORPUS, PRIMEIROPOR NAO SER A VIA APROPRIADA PARA TAL FINALIDADE E, EM SEGUNDO PLANO,POR SER DE COMPETENCIA EXCLUSIVA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ART. 102,
 
II, 'B',CF). ORDEM CONHECIDA E DENEGADA QUANTO AO PEDIDO DE EXTINCAO DAPUNIBILIDADE E NAO CONHECIDA QUANTO AO PEDIDO DE DECLARACAO DEINCONSTITUCIONALIDADE DE LEI FEDERAL.
(TJ-GO. Câmara Criminal. HC-37741-0/217. Rel. DES. NEY TELES DE PAULA. DJ 546 de 25/03/2010).
 
Art. 215 (Violação Sexual Mediante Fraude
)Decisões monocráticas STJRE no REsp 445881Relator(a)
Ministro EDSON VIDIGAL Data da Publicação 16/05/2003 Decisão
RE no RECURSO ESPECIAL Nº
445.881 - BA (2002/0077962-8)
RECORRENTE :
CLÓVIS DOS SANTOS
ADVOGADO :
DJALMA EUTIMIO DE CARVALHO
RECORRIDO :
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA
DECISÃO
Fazendo-se passar por “pai de santo”, “curandeiro” e “vidente”, Clóvis dos Santosteria constrangido diversas mulheres, em sua maioria adolescentes, a com elemanterem conjunção carnal - tudo, mediante grave ameaça física e moral, a últimaconsubstanciada na alegação de que, caso resistissem, as vítimas e seus familiarescorreriam risco de vida, este decorrente dos poderes da “entidade espiritualcontrariada.Denunciado, por infração ao CP, arts. 284, I e II, 213, c/c 71, parágrafo único (porquatro vezes), 213, c/c 14, II e 329, e à Lei 8069/90, art. 241 (porque surpreendidona posse de fotos de uma desuas timas, menor, que tirara durante o evento criminoso, para posteriorrevenda), Clóvis teve desclassificados os crimes de estupro para posse sexualmediante fraude (CP, art. 215, “caput”),pelo qual foi condenado à pena de sete anos e seis meses de reclusão, mais trêsmeses de detenção pela resistência, e absolvido quanto aos demais.Foi então interposto um apelo, ao qual o TJ/BA deu parcial provimento para,acolhendo a tese defensiva relativa à continuidade delitiva, diminuir a reprimendaimposta para dois anos de reclusão, fixado o regime semi-aberto para ocumprimento respectivo.Opostos Embargos Declaratórios, foram eles parcialmente acolhidos para declararextinta a punibilidade do réu, pela prescrição, quanto ao crime de resistência.Veio então o Recurso Especial, assim decidido pela Quinta Turma:
CRIMINAL. RESP. ESTUPRO. POSSE SEXUAL MEDIANTE FRAUDE.INADEQUAÇÃO PICA. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. ABSOLVÃO.IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.º 07/STJ. MUTATIO LIBELLI.INOCORRÊNCIA. RECURSO PARCIALMENTE CONHECIDO E DESPROVIDO.
Nãose conhece de recurso visando a absolvição do réu com base na inadequação típicado fato e na insuficiência das provas que ensejaram a condenação, se a pretensãoesbarra no óbice da Súmula n.º 07 desta Corte. Não ocorre mutatio libeli quando omagistrado de primeiro grau de jurisdição desclassifica o crime de estupro paraposse sexual mediante fraude, sem modificar os fatos dos quais o réu tinha que sedefender. Recurso parcialmente conhecido e desprovido.”É dessa decisão que a defesa reclama, agora, via Recurso Extraordinário. Sustentaofendidos o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, na medida emque, desclassificados os crimes de estupro para posse sexual mediante fraude,quanto a este não foi dado ao acusado defender-se.
 
Pede seja anulado todo o processado, a partir da sentença, “devendo ser propiciadoprazo ao recorrente para apresentar sua defesa sobre a nova imputação eapresentar provas, cf. autoriza o art. 384, caput, do CPP” (fl. 473).Contra-razões às fls. 476/481.O Recurso não merece trânsito.Infere-se dos autos que dos dispositivos tidos como ofendidos não cuidou a decisãorecorrida, nem foram opostos Embargos Declaratórios a sanar qualquer omissão. Apretensão esbarra, portanto, nos óbices previstos nos verbetes 282 e 356/STF.Ainda que assim não fosse, a demanda remete à correta aplicação do texto de leifederal – CPP, art. 384, fundamento exclusivo do Acórdão atacado. É contra tal fatoque se insurge o Extraordinário, valendo transcrever, daquele arrazoado:
Vê-se, pois, que a r. decisão, ora hostilizada, deve ser reformada, porquanto adenúncia, inequivocamente, somente demonstrou delitos de estupro e não possesexual mediante fraude, o que demonstra a patente violação do art. 384, caput, doCPP. E, por conseguinte, os princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, haja vista que o recorrente não teve o direito de se defender, em juízo, da imputação de posse sexual mediante fraude
” (fl. 472, grifei).Sob tal aspecto, não há como visualizar a existência de ofensa direta e frontal àConstituão, diante da prévia e necessária exegese de normas de feãoestritamente infraconstitucional. Possível transgressão ao texto constitucional seria,quando muito, de ordem reflexa ou indireta, o que, efetivamente, impede aabertura da via extraordinária. Segundo orienta o Supremo Tribunal
, "O recursoextraordinário o é admissível quando a constatação de ofensa ao textoconstitucional reclama, para que se configure, a formulação de juízo prévio delegalidade fundado na vulnerão e infrinncia de dispositivos de ordemmeramente legal
"
(AGRAG 155.188, rel. Min. Celso de Mello).
De mais a mais, “
apresenta-se sem utilidade prática o processamento do recursoextraordinário quando o acóro recorrido encontra-se em sintonia com a jurispruncia do STF acerca do tema
(AgRg 239792-7, Rel. Min. IlmarGalvão).
E outro não é o entendimento do Supremo sobre a questão:
1. HABEAS CORPUS
. 2. Pacientes denunciados como incursos no art. 334,combinado com o art. 14, II, do Código Penal, e condenados com base no art. 22 eparágrafo único, da Lei nº 7492/1986, combinado com o art. 14, II, do Código Penal.3. Alegação de nulidade da sentença e do processo a partir da fase do art. 499, doCódigo de Processo Penal, por inobservância do art. 384 e parágrafo único, domesmo diploma processual penal. 4. Ocorrência, na espécie, de
emendatio libelli
enão de
mutatio libelli
. Invocação do art. 383, sendo inaplicável o disposto no art.384 e parágrafo único, ambos do Código de Processo Penal. 5. Cerceamento dedefesa que não se verificou no caso concreto. 6. O réu defende-se do fato que lhe éimputado na denúncia ou queixa e não da classificação jurídica feita pelo MinistérioPúblico ou pelo querelante. O juiz poderá dar ao fato definição jurídica diversa daque constar da denúncia ou da queixa, ainda que, em conseqüência, tenha deaplicar pena mais grave (Código de Processo Penal, art. 383). 7. Não conhecimentodo habeas corpus, no que concerne à alegação de retroatividade de lei maisrigorosa (Lei nº 7766/1989), em relação ao crime de evasão de divisas, porque otema não foi objeto de debate e decisão, no Tribunal indigitado coator, por ocasiãodo julgamento da apelação interposta pela defesa, já que não suscitado nas razõesde recurso. 8. Habeas Corpus conhecido, em parte, e, nessa parte, indeferido. 9.Remessa dos autos ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, para que julgue,como entender de direito, a parte do pedido não conhecida pelo Supremo TribunalFederal.”
(HC 74553/RS, Rel. Min. Néri da Silveira, DJ em 19/12/96)."HABEAS CORPUS". ESTUPRO. VÍTIMA MENOR DE 14 (CATORZE) ANOS.PRESUNÇÃO DE VIOLÊNCIA: AINDA QUE AFASTADA PELA SENTENÇA, NÃOOBSTA A CONDENAÇÃO PELO ART. 213 DO CP. MUTATIO LIBELII:

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