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Apostila de Direito Tributário

Apostila de Direito Tributário

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apostila de direito tributário
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DIREITO TRIBUTÁRIOI.INTRODUÇÃOa. Direito Tributário e Direito Financeiro
Para se entender o Direito Tributário é necessário antes conhecer-se um pouco do Direito Financeiro.Esteé o ramo do direito que estuda e disciplina a atividade financeira do Estado que envolve a receita pública, adespesa pública e o orçamento público. O objetivo último da aplicação deste regramento jurídico é o de possibilitar ao Estado obter e administrar os recursos necessários ao cumprimento dos fins públicos.Desta atividade financeira toca ao Direito Tributário estudar e tratar a questão da receita pública de naturezatributária .Portanto, define-se o Direito Tributário como o ramo do direito que contém os princípios e as normas jurídicas que disciplinam a instituição, arrecadação e fiscalização dos tributos.
 b. Autonomia Do Direito Tributário
De uma certa maneira não é errado se dizer que nenhum ramo do direito é absolutamente autônomo.Por conta da unicidade do sistema jurídico verifica-se em várias oportunidades a interdependência entre eles. Oentrelaçamento é indisfarçável, em que pese cada um desejar se afirmar como independente pela busca demétodo científico próprio para desenvolvimento de sua especialidade.No mínimo se escoram todos nos princípios gerais do direito e neste ponto se tocam.Portanto a autonomia do direito tributário é apenas relativa, vez que faz parte de um sistema jurídico cujosramos se entrelaçam. A autonomia que se lhe pode atribuir fica por conta da existência de princípios e regras próprias especiais com vistas ao tratamento de seu objeto, os tributos.
c. Relações Do Direito Tributário Com Outros Ramos Do Direito.
A autonomia relativa do Direito Tributário mencionada pode ser confirmada na importância do diálogoque necessita travar com vários outros ramos do direito, a saber:a)o Direito Constitucional- sem dúvida o mais importante pois é ele que estuda a Constituição Federal deonde o Direito Tributário retira seus princípios, competências, imunidades, etc; b) o Direito Administrativo –define a forma como devem se dar as relações entre os cidadãos(sujeitos passivos) e a administração (sujeito ativo); rege as várias atividades administrativas referentes àarrecadação e à fiscalização.c) o Direito Penal – utilizado na tipificação de infrações e crimes tributários, bem como na aplicação de penalidades;d) o Direito Processual – oferece auxílio ao regramento da execução fiscal;e) o Direito Internacional Público – fundamental na elaboração dos tratados e acordos internacionaisaduaneiros;f) o Direito Financeiro – trata da atividade financeira do Estado de forma mais ampla;ef) o Direito Privado – provê princípios gerais de direito privado para pesquisa da definição, do conteúdo edo alcance de seus institutos, conceitos e formas, sem , no entanto, definir os respectivos efeitos tributários(art. 109 do CTN).
d. Ingressos Públicos: Receitas Públicas Originárias E Derivadas.
Da atividade financeira do Estado interessa ao Direito Tributário apenas aquela que diz respeito à receita(entrada de dinheiro) definitiva obtida pelo constrangimento do patrimônio do particular por intermédio dacobrança de tributos
(receita derivada
). Estão fora de seu interesse as entradas provisórias, como as oriundas decaução, fiança, empréstimos, que integrarão a receita do Estado por um tempo apenas, e aquelas que, embora
 
sendo definitivas, têm como origem a exploração do patrimônio do próprio Estado (
receita originária
).
Este é o
caso de receitas que entram para os cofres públicos decorrentes de aplicações financeiras, aluguéis, cobrança de preços públicos por serviços não-obrigatórios providos pelo Estado (Ex.: passagem de ônibus de empresa da prefeitura).
II. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ( FONTES FORMAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO)
As fontes formais podem ser extraídas do exame conjunto dos arts. 96 e 100 do CTN, devendo ser divididasem
 fontes
 p
rimárias
(ou
principais
)
 
e
 fontes secundárias
(ou
complementares
).
 A. FONTES PRIMÁRIAS
A Constituição é a principal fonte do Direito Tributário. Desta forma, a lista oferecida pelo art. 96 do CTN,que elencou como fontes principais ou primárias do Direito Tributário apenas as leis, os tratados e convençõesinternacionais e os decretos (CTN, art. 96), precisa ser complementada pelo aparato legal decorrente do processo legislativo constante do art. 59 da Carta Magna, a saber: as emendas à Constituição; as leiscomplementares; as leis ordinárias; as leis delegadas; as medidas provisórias; os decretos legislativos e asresoluções.
a. Constituição Federal 
A Constituição, como primeira e principal fonte, encerra direta ou indiretamente toda a base do DireitoTributário Nacional. Exclusivamente nela são estabelecidas todas as competências tributárias dos entes políticos(União, Estados/Distrito Federal e Municípios), razão pela qual é também conhecida como Carta dasCompetências.O capítulo referente ao Sistema Tributário Nacional está inserto na parte da Constituição que lida com atributação e o orçamento ( Título VI, Capítulo I).O capítulo é sub-dividido em seções que tratam dos seguintestemas:dos princípios gerais (Seção I, arts. 145-149); das limitações do poder de tributar (Seção II, arts. 150-152); dos impostos da União (Seção III, arts. 153-154); dos impostos dos Estados e do Distrito Federal (SeçãoIV, art. 155); dos impostos dos Municípios (Seção V, art. 156); e da repartição das receitas tributárias (SeçãoVI, arts. 157-161).A Constituição não cria tributos, apenas descreve os tipos que podem ser criados por lei e a competênciados entes políticos (União, Estados/Distrito Federal e Municípios) que poderão fazê-lo. A instituição do tributoé uma faculdade que pode ser exercida ou não, a critério do detentor da competência instituidora.
b. Emendas à Constituição
É desejável que uma Constituição possa evoluir e se modificar para acompanhar o desenvolvimento dasociedade e fazer frente às necessidades desta. Neste aspecto, a possibilidade de revisão ou reforma da Cons-tituição por intermédio de emendas procura imprimir dinamismo ao seu texto. Exclui-se da possibilidade dealteração as cláusulas pétreas, que fazem parte de um núcleo temático que o constituinte originário desejou preservar imutável, fora do alcance das emendas à constituição (( art. 60, § 4º, I a IV, CF).Não são admitidasemendas que tendam a abolir: a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, universal e periódico; aseparação dos Poderes; e os direitos e garantias fundamentais.As emendas são emanadas do poder constituinte derivado, e não do originário. Portanto para seremconsideradas constitucionais não podem estar em desacordo com o restante do estabelecido no textoconstitucional . No campo tributário, as emendas de número 41, 42, 43 e 44 introduziram importantes modificações noSistema Tributário Nacional estabelecendo, dentre outras coisas, que as administrações tributárias da União, dosEstados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão deforma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ouconvênio. Estabeleceram também que, lei complementar definirá tratamento diferenciado e favorecido para asmicroempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso doICMS, das contribuições para a seguridade social e da contribuição para o PIS ou PASEP.A EC n.º 47, dentre outras coisas, introduziu alterações que permitiram o uso de alíquotas e bases decálculos diferenciadas para cálculo das contribuições sociais devidas pelo empregador, pela empresa ou
 
entidade a ela equiparada. A diferenciação pode se dar em razão da atividade econômica, da utilização intensivade mão-de-obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho.
c. Leis Complementares
Somente cabe lei complementar nas situações que a Constituição permita.A lei complementar difere da ordinária no tipo do seu âmbito de atuação já predeterminado peloconstituinte e no
quorum
especial para sua aprovação, visto que necessita de maioria absoluta (metade mais um)dos membros de cada casa do Congresso, enquanto a lei ordinária necessita apenas de maioria simples ourelativa (metade mais um dos presentes estando presentes a maioria absoluta dos membros).c.1 Campo de Aplicação das Leis Complementares ao Direito tributário. No campo tributário, a Carta Magna(art. 146 da CF) autoriza, primordialmente, seu uso para: dispor sobreconflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;regular as limitações constitucionais ao poder de tributar e estabelecer normas gerais em matéria de legislaçãotributária. Estas normas gerais versarão especialmente sobre:
a)
definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados naConstituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes;
b)
obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;
c)
adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas;
d)
definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no tocante : ao ICMS ainda que as operações e as prestaçõesse iniciem no exterior; às contribuições para a seguridade social, incidentes sobre folha de salários e demaisrendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmosem vínculo empregatício, sobre a receita ou o faturamento e sobre o lucro; às contribuições referentes aoPrograma de Integração Social (PIS) e ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP).Particularmente, a lei complementar que tratar do item
acima poderá instituir um regime único dearrecadação dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,observado que:I – será opcional para o contribuinte;II – poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado;III – o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos pertencentes aosrespectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção ou condicionamento;IV – a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados, adotadocadastro nacional único de contribuintes. Não é demais reiterar, neste ponto, que a norma geral, justamente por ser geral, não pode invadir acompetência legislativa tributária específica dos entes federativos estabelecida na Constituição, sob pena deinconstitucionalidade.A aplicação da lei complementar no campo tributário não se encerra com a enumeração feita até agora. Orol de aplicações é mais extenso uma vez que a Constituição autoriza, adicionalmente, seu uso para:a)
 
a disposição sobre conflitos de competência entre os entes políticos(art.146,I); b)
 
o estabelecimento de critérios especiais de tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios daconcorrência, sem prejuízo da competência de a União, por lei, estabelecer normas de igual objetivo(art. 146-A ).c)
 
a regulação das limitações constitucionais ao poder de tributar (art. 146,II);d)
 
a instituição de empréstimos compulsórios (art.148);e)
 
a instituição do imposto de competência da União sobre grandes fortunas (art. 153, VII);f)
 
a instituição impostos não previstos na Constituição, com base na competência residual da União(art.154,I);g)
 
a instituição do imposto de transmissão
causa mortis
e doação, de quaisquer bens ou direitos decompetência dos Estados e do Distrito Federal terá sua instituição regulada por lei complementar: se odoador tiver domicilio ou residência no exterior; ou se o de cujus possuía bens, era residente oudomiciliado ou teve o seu inventário processado no exterior (art.155,§1º,III);h)
 
a definição, para o ICMS , dos contribuintes, do regime de compensação, da substituição tributária eetc (art.155,§2º,XII,
a
até
i
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