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Efeito da crioterapia de imersão sobre a remoção do lactato sanguíneo após exercício

Efeito da crioterapia de imersão sobre a remoção do lactato sanguíneo após exercício

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Efeito da crioterapia de imersão sobre a remoção
do lactato sanguíneo após exercício
Efeito da crioterapia de imersão sobre a remoção
do lactato sanguíneo após exercício

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Categories:Types, Research
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ARTIGO ORIGINAL
Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2010, 12(3):179-185
Resumo –
O objetivo deste estudo oi
 
analisar o eeito da crioterapia de imersão sobre aremoção do lactato sanguíneo, um importante parâmetro siológico relacionado à adigamuscular, após exercício de alta intensidade. Para tanto, quinze atletas de utebol (15 a 17anos) oram divididos em Grupo Imersão (GI, n=7) e Grupo Controle (GC, n=8). Os atletasoram submetidos a um protocolo indutor de adiga muscular (PIFM) por exercício de altaintensidade em ciclo-ergômetro. Após, os atletas do GI realizaram a crioterapia de imersão,por 10 minutos, com os membros ineriores imersos a 5±1º C, enquanto os atletas do GCpermaneceram 10 minutos em repouso. Foram coletadas amostras de sangue para análiseda concentração de lactato previamente ao PIFM (PRÉ), assim como 3, 15 e 25 minutosapós o término do exercício (respectivamente PÓS-3, PÓS-15 e PÓS-25). O PIFM elevouas concentrações de lactato sanguíneo dos atletas signicativamente e de maneira similarnos dois grupos. No período de recuperação, o Gl apresentou redução da concentraçãode lactato de 13,6% no PÓS-15 e 15,3%, no PÓS-25, enquanto o GC apresentou 14,6% e28,5% de redução, no PÓS-15 e PÓS-25, respectivamente. Observou-se que a recuperaçãopassiva apresentou decréscimo signicativo da concentração de lactato enquanto o mesmonão oi vericado com a crioterapia. A crioterapia de imersão, nos parâmetros adotadospelo estudo, apresentou-se menos eetiva que repouso para a remoção do lactato sanguíneoapós exercício de alta intensidade.
Palavras-chave:
Crioterapia; Fadiga muscular; Recuperação muscular.
Abstract –
The objective o this study was to analyze the eect o immersion cryotherapy onblood lactate removal, an important physiological parameter related to muscle atigue, aterhigh-intensity exercise. Fiteen soccer athletes (15 to 17 years) were randomized into an immer-sion group (IG, n=7) and a control group (CG, n=8). The athletes were subjected to a muscle atigue inducer protocol (PIFM) on a cycle ergometer. Next, GI athletes underwent immersioncryotherapy or 10 minutes, with the lower limbs being immersed at 5±1º C, whereas CG athletesrested or 10 minutes. Blood samples were collected or the determination o lactate concentrationbeore the PIFM and 3, 15 and 25 minutes ater the end o exercise (post-3, post-15 and post-25,respectively). The PIFM resulted in a signifcant increase o blood lactate concentration in theathletes, which was similar in two groups. During the recovery period, lactate concentrationdecreased by 13.6% at post-15 and by 15.3% at post-25 in IG, whereas GC presented a decreaseo 14.6% and 28.5% decrease at post-15 and post-25, respectively. Passive recovery resulted in asignifcant decrease o lactate concentration, whereas the same was not observed or cryotherapy.These results suggest that, or the parameters used in this study, immersion cryotherapy was lesseective than rest in the removal o blood lactate ater high-intensity exercise.
Key words:
Cryotherapy; Muscle Fatigue; Muscle Recovery.
Efeito da crioterapia de imersão sobre a remoçãodo lactato sanguíneo após exercício
Effect of immersion cryotherapy on blood lactate clearancafter exercise 
11,2,31111
Bruno Manredini BaroniErnesto Cesar Pinto Leal JuniorRaael Abeche GenerosiGouglas GrosselliSinara CensiFlavia Bertolla1. Universidade de Caxiasdo Sul. Laboratório doMovimento Humano.Instituto de Medicina doEsporte. Caxias do Sul,RS. Brasil.2. Universidade de Caxiasdo Sul. Curso de Fisiote-rapia. Caxias do Sul, RS.Brasil.3.Universidade de Caxiasdo Sul. Curso de Educa-ção Física. Caxias do Sul,RS. Brasil.
Recebido em 11/08/08Revisado em 18/12/08Aprovado em 27/04/09
 
Crioterapia na recuperação muscular após exercícioBaroni et al.
180
INTRODUÇÃO
A adiga muscular é um enômeno requente narotina de treinamentos e competições de algunsatletas, podendo prejudicar o desempenho epredispor os mesmos a uma série de lesões muscu-loesqueléticas. Esse prejuízo pode ser transitório,durando minutos ou horas após o exercício, ou terduração de longos períodos, como vários dias
1
. Osprejuízos de curta duração resultam de distúrbiosmetabólicos ocorridos após o exercício de altaintensidade
2
. Já os prejuízos de longa duraçãopodem estar relacionados à lesão tecidual causadapelo exercício e ao enômeno conhecido como dormuscular tardia
3
.Várias estratégias terapêuticas, diundidas nomeio desportivo, com a nalidade de acelerar o pro-cesso de recuperação muscular pós-exercício vêmsendo estudadas como, por exemplo, recuperaçãoativa
4-8
, crioterapia
3,6,9-12
, massagem
6
, terapia decontraste térmico
13
, hidroterapia
14
, alongamento
1
,terapia de oxigênio hiperbárico
15
, anti-infamatóriosnão-esteroidais
16
e eletroestimulação
17
.Embora alguns autores
1,2,18,19
questionem avalidade da concentração de lactato como parâ-metro para determinar a recuperação muscularpós-exercício, este método tem sido amplamenteutilizado com esta nalidade
4-8
. Sabe-se, por exem-plo, que a recuperação ativa acelera a velocidade deremoção do lactato do músculo e da circulação san-guínea
4,6,7,20
, havendo estudos
5,8
que ainda sugeremque tal modalidade terapêutica possa incrementaro desempenho subsequente.A crioterapia, denida como a utilização deaplicações de gelo ou rio com propósitos terapêu-ticos
21
, é outra técnica de recuperação amplamentediundida, especialmente, entre atletas de elite
1
. Nomeio acadêmico, estudos envolvendo crioterapiade imersão já utilizaram desde 10 até 193 minutos,com temperaturas variando de 1º C a 15º C
22-24
. Naprática desportiva, a crioterapia de imersão consistena colocação de determinada quantidade de geloem um balde associado à água (normalmente comtemperatura inerior a 15º C), onde os atletas mer-gulham seus segmentos corporais por quantidadesde tempo variáveis
25
.Embora largamente utilizada na prática des-portiva, a eetividade da crioterapia para ns derecuperação muscular pós-exercício ainda carecede evidências cientícas
1
. Após extensa busca nasprincipais bases de dados, não oram encontradosestudos que avaliem o eeito da crioterapia sobrea cinética do lactato sanguíneo. Assim, o presenteestudo objetivou analisar o eeito da crioterapia deimersão sobre a remoção de lactato sanguíneo apósexercício de alta intensidade.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Aspectos Éticos
O estudo oi aprovado pelo Comitê de Ética em Pes-quisa
da Universidade do Vale do Paraíba (H229/CEP/2007)
, estando de acordo com os princípioséticos previstos na resolução número 196/96 doConselho Nacional de Saúde.
 
Amostra
A amostra oi constituída por atletas do sexomasculino, da equipe de utebol da Universidadede Caxias do Sul, com idades entre 15 e 17 anos,ederados e participantes de campeonatos de nívelestadual e nacional. A rotina do clube incluía cincosessões de treino semanal, com uma média de duashoras por sessão, além de jogos realizados aos naisde semana.Como critérios de inclusão, oram adotados:azer parte da equipe realizando treinamento deorma sistematizada por um período mínimo de umano; atuar nas chamadas posições de linha, ou seja,oram excluídos os goleiros por apresentarem capaci-dade aeróbia dierenciada em unção das demandasexigidas pela posição em campo; estar participandoativamente das atividades de treinamento e jogosda equipe; não apresentar lesões musculoesqueléti-cas ou qualquer condição especial de saúde (ebre,virose, utilização de ármacos anti-infamatórios);não apresentar lesões musculoesqueléticas emmembros ineriores, responsáveis por aastamentodos treinamentos com data inerior a 30 dias pré-vios à realização do estudo; apresentar o Termo deConsentimento Livre e Esclarecido assinado peloresponsável previamente à realização dos testes.Um total de 15 atletas preencheu todos oscritérios para participar do estudo, apresentandomédia de idade de 16,0±0,8 anos, 66,8±6,2 kg demassa corporal e 174,0±4,0 cm de estatura. Osparticipantes oram aleatoriamente divididos emdois grupos. Após a aleatorização, oi vericada asimilaridade entre os grupos, através de um testet-Student para amostras independentes, para ascaracterísticas supracitadas (idade, massa corporale estatura) com a nalidade de evitar intererênciadestas variáveis nos resultados. Não oram encon-tradas dierenças estatisticamente signicantesentre os grupos para os reeridos parâmetros, obten-do assim: Grupo Controle (GC), oito atletas (dois
 
 
Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2010, 12(3):179-185
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laterais, dois zagueiros, dois meio-campistas e doisatacantes), 16,0±0,8 anos, 66,1±5,4 kg, 173,0±5,0cm; e Grupo Imersão (GI), sete atletas (dois laterais,um zagueiro, dois meio-campistas e dois atacantes),16,0±0,8 anos, 67,5±7,4 kg, 174,0±4,0 cm.
Coleta de dados
O experimento desenvolveu-se no Laboratório doMovimento Humano da Universidade de Caxiasdo Sul (LMH-UCS), em ambiente climatizado a24º C. Após a chegada dos atletas ao laboratório,os mesmos permaneceram sentados por um perío-do mínimo de 10 minutos e, então, oi realizada aprimeira coleta sanguínea, estimando o valor de re-pouso do lactato sanguíneo dos atletas pré-exercício(PRÉ). Foi utilizado o lancetador Accu-Chek SotClix
®
 
II (Roche, Alemanha) e as lancetas descar-táveis da mesma marca e procedência para coletado sangue da polpa digital dos participantes, sendoa concentração de lactato sanguínea determinadapelo analisador de lactato portátil Accusport
®
Lactate (Roche, Alemanha). Na sequência, os voluntários oram submetidosa uma sessão padronizada de preparação para oexercício. Inicialmente, oi realizado o alongamen-to ativo, por 30 segundos, dos músculos fexorese extensores de joelho, adutores e abdutores dequadril, e fexores plantares, totalizando 4 a 5minutos de alongamento. Em seguida, os atletasoram encaminhados para o ciclo-ergômetro noqual realizaram um procedimento de aquecimentomuscular, durante cinco minutos, de exercício semcarga a aproximadamente 80 rpm.Após o término do aquecimento, oi realizado oprotocolo indutor de adiga muscular (PIFM). Paratal, utilizou-se o ciclo-ergômetro Biotec 2100 ACda marca CEFISE, com o sotware Ergometric 6.0,para a compilação e análise dos dados. O PIFMadotado, proposto por Martin et al.
6
, oi constituídopor três sessões do Teste de Wingate que consisteem 30 segundos de exercício supramáximo em ciclo-ergômetro, com uma carga correspondente a 7,5%da massa corporal do indivíduo, sendo validadointernacionalmente como um método para avaliara capacidade anaeróbia. Foram consideradas, paraposterior análise, a Potência Pico e Potência Média(em valores absolutos e relativos à massa corporal),além do Índice de Fadiga (em valores percentuais).Para as duas primeiras variáveis, oi utilizado omaior valor obtido nos três testes realizados. Jáem relação ao Índice de Fadiga, oi utilizado ovalor médio das três sessões do Teste de Wingate,calculado pelo próprio sotware.Após o PIFM, os atletas permaneceram sen-tados no ciclo-ergômetro, em repouso, sendo queuma nova amostra de sangue oi coletada trêsminutos após o término do exercício (PÓS-3). Emseguida, os participantes oram encaminhadospara a modalidade de recuperação (crioterapia ourepouso-controle), que ora iniciada cinco minutosapós o término do PIFM.Os atletas do Grupo Controle (GC) perma-neceram em repouso, deitados em uma maca,em posição supina, por 10 minutos. Os atletas doGrupo Imersão (GI) permaneceram em ortostase,dentro de um tonel de metal (100 cm de altura,60 cm de diâmetro e capacidade para 250 litros)com água e gelo, de modo que seus membros in-eriores permaneceram imersos (estando o nívelde imersão imediatamente abaixo das gônadas),por 10 minutos, sob uma temperatura de 5 ± 1º C.A temperatura da água oi vericada de maneiraconstante por meio de termômetro sub-aquático eajustada, quando necessário, pela adição de geloindustrializado em cubos ou água morna.Em consequência da alta de padronizaçãoquanto aos parâmetros a serem utilizados na criotera-pia de imersão, optou-se pela adoção do tempo de 10minutos, baseado em Andrews et al.
26
, que propõemtempos entre 5 e 15 minutos para a crioterapia.Para a denição da temperatura, utilizou-se comobase o estudo de Sellwood et al.
12
, que deniramcomo
ice water immersion
a mistura de água e geloa uma temperatura de, aproximadamente, 5º C. Ointervalo de 5 minutos entre o m do PIFM e oinício da crioterapia de imersão oi escolhido porse considerar um tempo passível de ser aplicado naprática desportiva.Finalizada a modalidade de recuperação, ocorreuuma nova coleta de sangue, 15 minutos após o térmi-no do PIFM (PÓS-15). O atleta permaneceu sentadopor mais 10 minutos para a coleta da última amostrasanguínea, realizada 25 minutos após o término doPIFM (PÓS-25), nalizando o procedimento.
Análise Estatística
Inicialmente, todas as variáveis oram testadasquanto à normalidade da distribuição pelo teste deShapiro-Wilk. Para as variáveis de caracterizaçãoda amostra (idade, massa corporal e estatura) e dodesempenho dos atletas no PIFM (Potência Máxi-ma, Potência Média e Índice de Fadiga), oi utilizadoum teste
t-Student
para amostras independentes nacomparação intergrupos.Para a comparação intergrupos das concen-trações de lactato sanguíneo, durante os quatro

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