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O Sebastianismo

O Sebastianismo

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Published by: Maria Filomena Ruivo Ferreira on Nov 27, 2010
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O Sebastianismo
D. Sebastião e o mito sebastianista
D. Sebastião nasceu em Lisboa a 20 de Janeiro de 1554, filho do príncipe D. João ede D. Joana de Áustria, e morreu a 4 de Agosto de 1578 na batalha de Alcácer Quibir.Foi o décimo sexto rei de Portugal e é, até hoje, conhecido pelo cognome de
ODesejado
.D. Sebastião herdou o trono de seu avô, D. João III, em 1557, mas, como era menor,ficou sua avó, D. Catarina de Portugal, como regente. Desde muito cedo, sentiu anecessidade de readquirir a glória passada e continuar a cruzada de conquistar a terrados infiéis, em nome de Deus. Assim, quando atinge os catorze anos, reorganiza oexército, preparando-se para a guerra no Norte de África, de onde nunca iriaregressar. Com a perda do jovem monarca, na Batalha de Alcácer Quibir, e a posterior anexaçãode Portugal a Espanha, em 1580, o nosso país atravessa um dos períodos maisnegros da sua História. D. Sebastião não deixa descendência, o que afunda Portugalnuma época de inércia e de brumas, à espera de um heróico rei salvador. Darelutância em reconhecer que, com a morte do rei, morria também o velho Portugal,nasce um mito: o Sebastianismo. O mito sebastianista sustenta a esperançamessiânica e a crença nacional no regresso de D. Sebastião. O rei “
Desejado
iriavencer toda a opressão, sofrimento e miséria em que Portugal vivia, restituindo-lhe obrilho e a glória de tempos passados. 
O Sebastianismo em Frei Luís de Sousa 
A leitura interpretativa de Frei Luís de Sousa não pode esquecer a actuante presençado Sebastianismo e o que este mito do “
Desejado
significava na concepção dePortugal: uma nação à procura da sua identidade, assombrada por mitos do passado. A possibilidade teórica do regresso de D. Sebastião é simbolicamente representada napeça pelo regresso de D. João de Portugal, na figura do Romeiro. As personagens quemelhor simbolizam a esperança no seu regresso são Telmo e Maria. Ao longo da peça, são várias as referências expressas à mítica figura de D. Sebastiãoque, segundo Garrett, inserem esta obra “(...) no rico intertexto e interdiscurso literárioe cultural do Sebastianismo (...)” (Memória ao Conservatório Real):
 No primeiro diálogo entre D. Madalena e Telmo, D. Madalena censura ao velhoaio as suas crendices sebásticas: “(...) as tuas alusões frequentes a essedesgraçado rei D. Sebastião, que o seu mais desgraçado povo ainda não quisacreditar que morresse, por quem ainda espera em sua leal incredulidade.(Acto I, cena II). Telmo acreditava no regresso do seu velho amo, D. João dePortugal, que acompanhara o jovem monarca D. Sebastião na sangrentaBatalha de Alcácer Quibir. 
 As crenças sebastianistas de Telmo são assimiladas pela influenciável jovemMaria de Noronha que acredita indubitavelmente no regresso do desejadomonarca, D. Sebastião: “(...) que não morreu e que há-de vir, um dia de névoamuito cerrada (...)- (Acto I, cena III). Esta influência de Telmo no espírito de Maria provoca grande aflição a D.Madalena deVilhena: “(...) não vês que estás excitando com tudo isso acuriosidade daquela criança, aguçando-lhe o espírito (...)”- (Acto I, cena II). 

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