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AUTOHEMOTRANSFUSAO Dr Jesse Teixeira 1940

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Trabalho científico feito no Brasil sobre autohemoterapia que as autoridades brasileiras afirmam não existir.
Trabalho científico feito no Brasil sobre autohemoterapia que as autoridades brasileiras afirmam não existir.

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Published by: Gustavo Henrique Wanderley on Aug 03, 2008
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09/06/2012

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AUTOHEMOTRANSFUSÃOCOMPLICAÇÕES PULMONARES PÓS-OPERATÓRIO
 
Dr. Jessé Teixeira
 
Com o intuito de contribuir para o estudo das complicações pulmonares pós-operatórias, principalmente no que se refere à sua profilaxia, apresentamos aqui
 
o relato de nossas conclusões, baseadas em 150 casos, dos quais cerca de 60 %observados no hospital de pronto-socorro.
 
A circunstância de ser o hospital de pronto-socorro estritamente um hospital deurgência, confere ao método preventivo que empregamos segura garantia deeficácia e utilidade. Sabem todos que os imperativos da cirurgia de urgênciaafastam qualquer cuidado pré-operatório, ficando assim os doentesdesamparados ante a ameaça da complicação pulmonar pós-operatória, umavez que a tão decantada vacina anti-broncopneumonia é de uma facilidade
 
comprovada.
 
Há extrema falta de unidade entre os autores que se ocupam do assunto,resultando daí a notável disparidade que existe entre os diversos resultadospublicados.Tomemos um exemplo : as estatísticas sobre a freqüência das complicaçõespulmonares pós-operatórias; dentre as estrangeiras - e deixamos de citar asnacionais, porque delas não encontramos publicações - a de PROTOPOW dá umaincidência de 7,6% a de MANDIL 14,5%, a de ORATOR STRAATEN 2,9 % ...
 
Esses resultados dispares têm, a nosso ver, sua fonte numa questão puramentedoutrinária, pela falta de unidade no conceito de complicação e de suas formasanatomo-clínicas e isto acontece não só porque toda indicação numéricadepende de condições subjetivas e pessoais, mas também, e sobretudo, porque
 
"são extremamente elásticos os limites da verdadeira normalidade no pós-operatório".
 
Em virtude dessas considerações, resolvemos tecer as nossas conclusões sobreas bases científicas de um conceito e de uma classificação, a cuja concepçãofomos conduzidos pelo estudo e pela meditação sobre os casos, que nos foi dadoobservar,Assim, antes de relatar a profilaxia e a nossa casuística, faremos uma breveexposição do conceito e classificação das complicações pulmonares pós-
 
operatórias, segundo o nosso ponto de vista, seguida de uma rápida explanaçãosintética sobre o diagnóstico e a etio-patogenia das referidas complicações.
 
I - Conceito
 
Segundo Alejandro Ceballos, "são consideradas complicações pulmonares pós-operatórias todas as pneumonias agudas que sobrevenham em conseqüência da
 
operação, em operados que tinham, até então, o aparelho respiratório normal".Ora, é sabido que indivíduos portadores de tuberculose em latência, ou velhossofredores de bronquite crônica, podem apresentar, em conseqüência daoperação, manifestações agudas dessas doenças, as quais, sem dúvida, devemser consideradas como complicações pulmonares pós-operatórias.
 
Desse modo, à definição de CEBALLOS, permitimo-nos acrescentar : ... emoperados que tinham, até então, o aparelho respiratório normal - ou ser de
 
processos patológicos, em fase de cronicidade ou latência.
 
II- Classificação
 
 
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Estabelecemos uma classificação esquemática, que procura individualizar emquatro tipos principais, de acordo com sua etiologia, anatomia patológica eevolução clínica, as mais importantes complicações pulmonares pós-operatórias:
 
1 - Complicações devidas ao choque operatório: Pseudo-bronquites do pós-operatório e atelectasia pulmonar pós-operatória.
 
2 - Complicações infecciosas: Bronquites (elemento de ligação entre primeiro eo segundo grupo), corticopleurites (as complicações infecciosas maisfreqüentes), pneumonias, broncopneumonias, que podem conduzir a largassupurações, como o abscesso e a gangrena pulmonares,
 
3 - Complicações devida à embolia pulmonar: Desde o tipo banal da poeira deembolia (discutido e negado por muitos), passando pelo tipo médio de enfartohemoptóico de LAENNC, até o tipo fulminante sincopal ou asfixio da embolia daartéria pulmonar.
 
4 - Complicações Especiais :a) surto agudo de tuberculose;b) complicações próprias à cirurgia torácica.
 
A presente classificação terá os fundamentos de sua justificação no itemseguinte, que trata da etiopatogenia das complicações pulmonares pós-operatórias.
 
III - Etiopatogenia
 
Na etiopatogenia, são descritas numerosas causas predisponentes dascomplicações pulmonares: o estado geral do operado, a idade, o sexo, o estado
 
pré-operatório do pulmão e vias aéreas superiores, garganta, boca e nariz (que,quando sede de inflamações predispõem a infecção pulmonar por viabroncógena), assim como do aparelho cardiovascular (por isso que a suainsuficiência determina estase na pequena circulação, capaz de favorecer aevolução de um processo pulmonar), a técnica cirúrgica e o tempo da operação(as manobras suaves, a hemostasia bem cuidada, aliadas a um tempo curto,
 
dão menor número de complicações), a região abdominais altas), a hipótese,pelo decúbito prolongado na lei (é fator que só se evidência nos indivíduos muitoidosos, caquéticos e com lesões do aparelho cardiovascular) e a estação do ano(o inverno fornece maior contingente de complicações).
 
No particular do sexo, o masculino paga maior tributo: em 40 complicações,pulmonares, 33 são de indivíduos masculinos. O fenômeno se explica peladiferença entre os tipos respiratórios do homem e da mulher. O homem temuma respiração costo-diafragmática ou abdominal e a mulher uma respiração
 
costal superior, e como em conseqüência da operação há uma paresiadiafragmática, a amplitude respiratória do homem diminui consideravelmente,predispondo, pela hipoventililação pulmonar, toda sorte de complicações, o quenão sucede com a mulher, que continua com uma amplitude satisfatória.Por uma razão semelhante, se explica o maior número de complicaçõespulmonares que todas as estatísticas conferem às operações gastroduodenaissobre as intervenções nas vias biliares extra-hepáticas : é que as afeçõesgastroduodenais são mais freqüentes no homem, ao passo que as das vias
 
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biliares atingem mais o sexo feminino.
 
Uma estatística, só de mulheres operadas de estômago e vesícula, demonstrouque a cirurgia biliar dava 8 % de complicações, ao passo que a cirurgia gástricadeterminava apenas 6%.
 
Estudaremos agora a etiopatogenia de cada um dos quatro tipos de nossaclassificação.
 
Primeira
- Complicações devidas ao choque operatório: - Estas complicaçõessão explicadas, segundo a concepção das manifestações segmentárias dochoque de Carlos Stajano, por inibição do setor neurovegetativo, que preside àinervação das fibras lisas traqueo-bronco-pulmonares, dando como
 
conseqüência uma traqueo-broncoplegia (ruído de glú-glú traqueal, pelaimpossibilidade de expectorar) e assim se constituem e se diagnosticam as"falsas bronquites passageiras do pós-operatório, atribuídas durante muitosanos ao éter ou ao resfriamento das salas de operações e que desaparecem,como fantasmas, de um dia para outro, apesar da medicação mais ou menospenosa para o doente, como envoltórios, ventosas "...
 
Esta modificação de tipo paretico na fibra lisa traqueo-broncopulmonar , tem amesma explicação que a paresia intestinal psicológica do pós-operatório(Stajano), que desaparece, normalmente, ao fim de 48 horas e que nada maisrepresenta que o choque segmentar da fibra lisa intestinal.
 
Os pulmões têm pouca atividade independente e, quando retirados do tórax eseparados, são apenas massas inertes (Henderson).
 
A depressão funcional pós-operatória manifesta-se também na baixa do tônus
 
muscular geral, sob a influência da inibição nervosa. As alças intestinais, sedede paralisia, deixam-se distender pelos gazes, o indivíduo não consegue tossir e,nos seus esforços para expectorar, só consegue deglutir saliva misturada agotículas de ar, pelo que se constitui uma aerogastria e assim intestinos eestômago distendidos elevam o diafragma hipotônico, a amplitude respiratória ea capacidade vital decrescem consideravelmente ( dispnéia, com respiraçãorápida e superficial), as secreções brônquicas, que não podem ser expelidas,
 
agem como rolha mucosa nas vias respiratórias, o ar alveolar, por fenômenopuramente físico, é absorvido e surge o quadro da atelectasia pulmonar (oatelectasio é um asfixico, mas não é um infectado).
 
Estas manifestações de choque, pós-operatório imediato, podem perdurar e,como todo órgão em retenção está em condições propícias para infectar-se, se omeio é séptico, não se livram da ameaça de, sobre elas, se enxertar umacomplicação infeciosa. Assim, as complicações do segundo tipo podem iniciar-secomo meras manifestações de choque e através do elemento de ligação -
 
bronquites pós-operatórias - evidenciar-se com todas as características clínicasde uma cortico-pleurite , pneumonia, broncopneumonia, abscesso ou gangrenapulmonares.
 
Segunda
- Complicações Infeciosas: - Na gênese das complicações infeciosastem sido invocados numerosos fatores através dos tempos. Passemo-los emrevista:
 
a) Anestesias por inalação: - Foi o éter principalmente responsabilizado, porque"irrita a árvore brônquica, exagera as secreções e diminui a ação bactericida das

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