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Trabalho de Fundamentos Filosóficos da Educação.

Trabalho de Fundamentos Filosóficos da Educação.

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01/27/2013

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Trabalho de Fundamentos Filosóficos da Educação.Tema: Educação Liberal e Marxista.Professor Otávio Loboprof.otaviolobo@yahoo.com.br – http://professorotaviolobo.blogspot.com/ Elabore uma dissertação que compare - semelhanças e diferenças - entre cadatexto (
O que é educação 
de Èmile Durkheim e
Educação e trabalho 
de KarlMarx,
vide infra 
) no que tange às diferentes percepções do sentido daeducação.
(Talvez os textos que seguem poderão ajudar: CHAUÍ, Marilena.
A Perspectiva Marxista 
in
Filosofia
.
Ed. Ática, São Paulo, ano 2000. E
 
CHAUÍ, Marilena
. Estado de Natureza, contrato social, Estado Civil na filosofia de Hobbes, Locke e Rousseau 
in
Filosofia
. Ed. Ática, São Paulo, ano 2000, pág. 220-223. Todos disponíveis emmeu blog e no xerox.
ÉMILE DURKHEIM (1858-1917) nasceu naFrança, de uma família de rabinos. É maisconhecido como sociólogo, mas também foipedagogo e filósofo.Durkheim foi o sucessor de Comte na Franca.Pai do realismo sociológico, explica o social pelosocial, como realidade autônoma. Tratou em es-pecial dos problemas morais: o papel que desem-penham, como se formam e se desenvolvem.Concluiu que a moral começa ao mesmo tempoque o vinculação com o grupo.Ele via a educação como um esforço contínuopara preparar as crianças para a vida em comum.Por isso, era necessário impor a elas maneirasadequadas de ver, sentir e agir, às quais dos nãochegariam espontaneamente.Para Durkheim, a sociologia determinaria osfins da educação. A pedagogia e a educação nãorepresentavam mais do que um anexo ou umapêndice da sociedade e da sociologia; portanto,deveriam existir sem autonomia. O objetivo daeducação seria apenas suscitar e desenvolver nacriança certo número de estados físicos, intelec-tuais e morais, exigidos peta sociedade política noconjunto e pelo meio espacial a que ela particular-mente se destina.
O QUE É A EDUCAÇÃO?
Retirado de DURKHEIM, Émile.
 Educação e sociologia.
São Paulo. Melhoramentos, 1955.
“Para definir educação, será preciso, pois, considerar os sistemas educativos queora existem, ou tenham existido, compará-los, e aprender deles os caracteres comuns. Oconjunto desses caracteres constituirá a definição que procuramos.Nas considerações do item anterior, já assinalamos dois desses caracteres. Paraque haja educação, faz-se mister que haja, em face de uma geração de adultos, umageração de indivíduos jovens, crianças e adolescentes; e que uma ação seja exercida pelaprimeira, sobre a segunda. Seria necessário definir, agora, a natureza específica dessainfluência de uma sobre outra geração.Não existe sociedade na qual o sistema de educação não apresente o duploaspecto: o de ser, ao mesmo tempo, uno e múltiplo.Vejamos como ele é múltiplo. Em certo sentido, há tantas espécies de educação,em determinada sociedade, quantos meios diversos nela existirem. É ela formada de castas?A educação varia de uma casta a outra; a dos "patrícios" não era a dós plebeus; a dos
 
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brâmanes não era a dos sudras. Da mesma forma, na Idade Média, que diferença de culturaentre o pajem, instruído em todos os segredos da cavalaria, e o vilão, que ia aprender naescola da paróquia, quando aprendia, parcas noções de cálculo, canto e gramática! Aindahoje não vemos que a educação varia com as classes sociais e com as regiões? A dacidade não é a do campo, a do burguês não é a do operário. Dir-se-á que esta organizaçãonão é moralmente justificável, e que não se pode enxergar nela senão um defeito,remanescente de outras épocas, e destinado a desaparecer. A resposta a essa objeção ésimples. Claro está que a educação das crianças não deveria depender do acaso, que asfez nascer aqui ou acolá, destes pais e não daqueles. Mas, ainda que a consciência moralde nosso tempo tivesse recebido, acerca desse ponto, a satisfação que ela espera, aindaassim a educação não se tornaria mais uniforme e igualitária. E, dado mesmo que a vida decada criança não fosse, em grande parte, predeterminada pela hereditariedade, adiversidade moral das profissões não deixaria de acarretar, como consequência, grandediversidade pedagógica. Cada profissão constitui um meio
sui generis 
, que reclama aptidõesparticulares e conhecimentos especiais, meio que é regido por certas idéias, certos usos,certas maneiras de ver as coisas; e, como a criança deve ser preparada em vista de certafunção, a que será chamada a preencher, a educação não pode ser a mesma, desde certaidade, para todos os indivíduos. Eis por que vemos, em todos os países civilizados, atendência que ela manifesta para ser, cada vez mais, diversificada e especializada; e essaespecialização, dia a dia, se torna mais precoce. A heterogeneidade, que assim se produz,não repousa, como aquela de que há pouco tratamos, sobre injustas desigualdades; todavia,não é menor. Para encontrar um tipo de educação absolutamente homogêneo e igualitário,seria preciso remontar até às sociedades pré-históricas, no seio das quais não existissenenhuma diferenciação. Devemos compreender, porém, que tal espécie de sociedade nãorepresenta senão um momento imaginário na história da humanidade. (...)A sociedade não poderia existir sem que houvesse em seus membros certahomogeneidade: a educação perpetua e reforça essa homogeneidade, fixando de antemãona alma da criança certas similitudes essenciais, reclamadas pela vida coletiva. Por outrolado, sem uma tal ou qual diversificação, toda cooperação seria impossível: a educaçãoassegura a persistência desta diversidade necessária, diversificando-se ela mesma epermitindo as especializações. Se a sociedade tiver chegado a um grau de desenvolvimentoem que as antigas divisões, em castas e em classes, não possam mais manter-se, elaprescreverá uma educação mais igualitária, como básica. Se, ao mesmo tempo, o trabalhose especializar, ela provocará nas crianças, sobre um primeiro fundo de idéias e desentimentos comuns, mais rica diversidade de aptidões profissionais. Se um grupo socialviver em estado permanente de guerra com sociedades vizinhas, ele se esforçará por formarespíritos fortemente nacionalistas; se a concorrência internacional tomar forma mais pacífica,o tipo que procurará realizar será mais geral e mais humano.A educação não é, pois, para a sociedade, senão o meio pelo qual ela prepara, noíntimo das crianças, as condições essenciais da própria existência. Mais adiante, veremoscomo ao indivíduo, de modo direto, interessará submeter-se a essas exigências. Por ora,chegamos à fórmula seguinte:
A educação é a ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas para a vida social; tem por objeto suscitar e desenvolver, na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política no seu conjunto e pelo meio especial a que a criança, particularmente, se destine 
.”
 
3KARL HEINRICH MARX (1818-1883) foifilósofo e economista alemão, ideólogo docomunismo cientifico e organizador domovimento proletário internacional. Nasceu emTreves, cidade situada hoje na AlemanhaOcidental, em 5 de maio de 1818. Era filho de umadvogado judeu convertido ao protestantismo.Cursou as Universidades de Bonn e Berlim, ondeestudou Direito, dedicando-se, porémespecialmente à história e à filosofia. Em Berlimingressou no grupo chamado "hegelianos deesquerda", que interpretava as idéias de Hegel doponto de vista revolucionário.Não se limitando aos estudos teóricos, Marxdesenvolveu, durante toda a sua vida, intensaatividade política, elaborando a doutrina do socia-lismo.A contribuição do marxismo para a educaçãotem de ser considerada em dois níveis: o doesclarecimento e da compreensão da totalidadesocial, de que a educação é parte, incluindo asrelações de determinação e influência que elarecebe da estrutura econômica, e o específico dosdiscussões de temas e problemas educacionais.Nenhum pensador influenciou tão profundamenteas ciências sociais contemporâneas como Marx.As idéias de ROBERT OWEN (1771-1858),CHARLES FOURIER (l 772-1837), CLAUOE-HENRI DE SAINT-SIMQN (l760-1825), entreoutros socialistas utópicos, contribuíram para aelaboração da proposto de educação defendida porMarx. Para ele, a educação do futuro deverianascer do sistema fabril, associando-se o trabalhoprodutivo com a escolaridade e a ginástica. Essaeducação se constituiria no método para produzirseres humanos integralmente desenvolvidos.Devemos mudar a educação para alterar asociedade, ou a transformação social é a primeiracondição para a transformação educativa? Marxafirmou que uma dificuldade peculiar liga-se aesta questão. De um lado, seria necessário mudaras condições sociais para se criar um novo sistemade ensino; de outro, um novo sistema de ensinotransformaria as condições sociais.Para Marx, a transformação educativa deveriaocorrer paralelamente à revolução social. Para odesenvolvimento total do homem e a mudança dasrelações sociais, a educação deveria acompanhar eacelerar esse movimento, mas não encarregar-seexclusivamente de desencadeá-lo, nem de fazê-lotriunfar.
ESCOLA E TRABALHO
Retirado de MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. Crítica da educação e do ensino. Lisboa, Moraes,1978.
“Consideramos a tendência da indústria moderna para fazer cooperar as crianças eos adolescentes de ambos os sexos na grande obra da produção social como um progressolegítimo e salutar, apesar de a maneira como esta tendência se realiza sob o reinado docapital ser perfeitamente abominável.Numa sociedade racional, seja que criança for, a partir da idade de nove anos, deveser um trabalhador produtivo, tal como um adulto em posse de todos os seus meios nãopode desobrigar-se da lei geral da natureza, segundo a qual aquele que quer comer deveigualmente trabalhar, não só com o seu cérebro, mas também com as suas mãos. Mas, demomento, não temos de nos ocupar senão das classes operárias. Consideramos útil dividi-las em três categorias que devem ser abordadas diferentemente.A primeira compreende as crianças de 9 a 12 anos; a segunda, as de 13 a 15 anos;a terceira, as de 16 e 17 anos. Propomos que o emprego da primeira categoria, em qualquertrabalho, na fábrica ou ao domicílio, seja legalmente restringido a duas horas; o da segunda,a quatro horas, e o da terceira a seis. Para a terceira categoria, deve haver uma interrupçãode uma hora, pelo menos, para a refeição e o recreio.Seria desejável que as escolas elementares começassem a instrução das criançasantes da idade de nove anos; mas, de momento, só nos preocupamos com oscontravenenos absolutamente indispensáveis para contrabalançar os efeitos de um sistemasocial que degrada o operário ao ponto de o transformar num simples instrumento de

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