Premiada como Melhor Reportagem Impressa do 23°SET Universitário - 2010
Esporte, dinheiro e prazer:A criação de um atleta de ponta.
por Pedro Palaoro
Qual o menino que nunca sonhou em ser um grande esportista?Ter seu nome entoado pelas arquibancadas para fazer o que gosta, eainda ganhar (bem) para isso? Esse é o sonho de dezenas de garotos efamílias que batem todos os anos às portas dos clubes brasileiros.Seja com a intenção de obter o recorde dos 100 metros rasos, sejaapenas para ter a chance de poder driblar o goleiro e correr em direção àtorcida, eles abandonam famílias e amigos para alcançar seu objetivo.Geralmente chegam aos clubes entre os dez e os 15 anos, as vezes porespontânea vontade, mas na sua maioria já conhecidos de olheiros eespecialistas, fato que ajuda na seleção de talentos.
Atraídos pelo dinheiro e a possibilidade de dar uma melhor condição àfamília, os sonhadores do esporte se entregam a um mercado sedento pornovos ídolos. No inicio apaixonados pela atividade física, de tão bem tratadospor investidores se inserem no mundo esportivo com facilidade.A indústria esportiva mundial movimenta em torno de 1 trilhão deDólares por ano segundo o site Arena Sports. No ano de 2008 os dez maioresclubes do futebol nacional renderam R$1,1 bilhão segundo dados da CasualAuditores Independentes. E sabe-se por uma pesquisa da C2B Sports,publicada no jornal Valor Econômico, que as transferências de jogadores forama maior fatia (28%) da arrecadação desses times naquele ano.Para acolher cifras as agremiações se equipam, buscando a excelênciana formação de craques, não importa a modalidade. Setores inteiros sãopreparados para auxiliar os garotos solitários do convívio familiar a vencer aansiedade de realizar um sonho. O Rio Grande do Sul conta com sociedades
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