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MULHERES NO MINISTÉRIO
O que o Novo Testamento tem REALMENTE a dizer? 
Muito se tem dito dentro de nossa Igreja sobre a questão da ordenação de mulheres paraos cargos de ofício (presbiterato e diaconato)
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. Como não poderia deixar de ser, asdiferentes tendências buscam, uma mais, outras menos, argumentos bíblicos quejustifiquem seus pressupostos, suas teses e seu ponto de vista.Dentro deste quadro, uns mais entusiasmados e, por vezes, totalmente tomados peloque julgam ser “a verdade”, considerando que, por pressuposto, a Bíblia expõe, por si,esta “verdade”, acabam dizendo de modo peremptório aquilo que a Bíblia não diz.Outros há que, ainda, neste mesmo esquema argumentativo e de defesa da “verdade”,procurando demonstrar a seus ouvintes e/ou leitores que o ponto de vista que esposamconfere com a verdade bíblica e confessional da Igreja, apelam para a autoridadeinterpretativa máxima dentro da Igreja, em matéria de Escrituras Sagradas e, por isso,de fé, a saber: a Confissão de Fé de Westminster e seus Catecismos.O leitor e/ou ouvinte atento deste debate acaba por ter a impressão de que osdiferentes grupos, alguns deles antagonicamente colocados, arvoram-se em donos, detal modo, destes dois símbolos de fé (A Palavra de Deus e a sua fiel interpretação, aConfissão de Fé) de nossa querida Igreja, que certamente, atônito, fica a pensar que hábíblias e confissões de fé diferentes dentro da comunidade presbiteriana.Assim sendo, cabe a pergunta perplexa e que deve ser respondida sem qualquer tipo departidarismo, buscando verdadeiramente uma solução para o problema: OrdenaçãoFeminina:
O que o Novo Testamento tem REALMENTE a dizer?
Qual não será a surpresa do perplexo e atento inquiridor quando, ao aproximar-se, sempreconceitos e idéias preordenadas, do Novo Testamento, descobriverdadesadmiráveis e soluções realmente significativas para esta questão.
1.O Novo Testamento é contra que mulheres exerçam ofícios na Igreja?
A esta pergunta deve-se dizer que em todo o Novo Testamento não existe nenhumaafirmativa ou negação desta matéria. Ou seja,
o Novo Testamento não diz
: “somentehomens podem e devem ser ordenados”, ou, ainda, “mulheres não podem ser ordenadaspara qualquer ofício dentro da Igreja” ou idéia semelhante a estas.Para, ainda, dentro da Igreja Presbiteriana, ter-se um ponto de vista que seja consoantecom os seus princípios doutrinários, deve-se, por outro lado, dirigir a mesma pergunta àConfiso de de Westminster e a seus Catecismos (Breve e Maior), visto quepresbiterianos ortodoxos e conservadores, como nós, não queremos, de modo algum,pecar contra o espírito reformado ali expresso.
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- LUZ, W. C –
O Shiboleth do Ministério
– in: Revista Teológica 38 (1993), pp. 55 –65;- MARANHÃO, V. F. –
O Erro Monumental da Igreja, um estelionato exegético
– São Paulo, ed. Parma, 1994;- DOUGLAS, J. D. –
Mulheres, Liberdade e Calvino: o ministério feminino na perspectiva feminina
– trad. A.Ribeiro, Manhumirim, ed. Didaquê, 1995;- AUGUSTUS, N. – Ordenação Feminina: o que o Novo Testamento tem a dizer? , in. Fides Reformata, 2/1 (1977),pp. 59-84;
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Sendo assim, deve-se dizer que a esta pergunta a Confissão de Fé de Westminster, bemcomo seus dois Catecismos,
não faz objeção de gênero para ordenação de pessoas aosofícios da Igreja
. Ou seja, em nenhum lugar da Confissão de Fé e dos Catecismos existeuma clara e objetiva proibição a ordenar-se mulheres aos diferentes ministérios naIgreja, nem, por outro lado, qualquer afirmativa de que somente homens devam exercero cargo de presbítero ou de diácono em uma comunidade presbiteriana.Considerando que nem o Novo Testamento, nem a sua fiel interpretação registrada naConfissão de Fé de Westminster (e seus Catecismos), não são objetivos na apresentaçãoda matéria, resta, pois, buscar pressupostos interpretativos para uma questão que não éobjetivamente clara no Novo Testamento, tampouco, na Confissão de Fé.Assim, deve-se afirmar, sem medo de errar, que
ordenação de mulheres para ofícios naIgreja não é uma questão de fé
. Isso torna-se importante para a discussão do tema,visto existir uma tendência radical de delimitar o estudo desta questão ao âmbito deuma
regra de fé
(matéria exclusiva, dentro da tradição reformada, das EscriturasSagradas). Como o assunto envolve o modo como se organiza a Igreja, deve-se, pois, nãoesquecer que a matéria é, por isso, uma
questão de ordem
para a fé reformada quebaseia-se na Confissão de Fé e, por seu intermédio, na Escritura Sagrada, a santa Palavrade Deus, nossa
única regra de fé e prática
.O que se está afirmando é que nesta questão estamos na área da “prática”. Não écorreto, nem coerente, nem cristão, afirmar-se de um ou outro lado da discussão que aparte divergente é “herege” e está pecando contra algo de fundamental para a fé. Estedualismo deve ser evitado, sob pena de dizer-se o que não dizem, nem a Bíblia, nem aConfiso de , nem o desito histórico das diferentes práticas eclesiais dosreformados no mundo.Os argumentos que seguem neste breve artigo foram escritos no boletim dominical daIgreja Presbiteriana da Tijuca pelo autor (que é o seu Pastor Efetivo), por ocasião do mêsde aniversário da Sociedade Auxiliadora Feminina daquela comunidade. Assim, eles têmum caráter meramente pastoral e, por isso mesmo, não-acadêmico. Devem, por isso, serlidos como “apontamentos” para o desenvolvimento de uma argumentação e não comodefesa acadêmica de uma idéia. Ao final, far-se-á comentários de outro artigo, mais naforma consagrada como acadêmica do que este, mas que merece observões equestionamentos por causa de seus pressupostos e métodos de análise.Espera-se, pois, com estes apontamentos, contribuir para o aclaramento desta questãode ordem dentro de nossa Igreja.
2.Mulheres no ministério de Jesus Cristo
Mulheres eso presentes no ministério blico de Jesus, sendo elementos defundamental importância no mesmo, visto que estas “lhe prestavam assistência comseus bens” (Lc. 8: 1 - 3), estiveram presentes à crucificação do Senhor (Mc. 15:40), aoSeu sepultamento (Mc. 15:47) e na manhã da Páscoa (Mc. 16:1).Mulheres não eram somente acompanhantes de Jesus e de seu ministério, mas faziamparte integrante deste ministério, sendo elas mesmas as primeiras pregadorasvocacionadas pelo Cristo Ressurreto a anunciar as boas-novas do Evangelho: aressurreição de Jesus Cristo! (Mt. 28: 5 – 10; Mc. 16: 9 – 11; Lc. 24: 4 - 11).Mulheres foram as testemunhas do mulo vazio, foram os primeiros ouvidos areceberem a mensagem dos anjos sobre Cristo, foram as primeiras testemunhas oculares
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do Cristo Ressurreto, foram as primeiras proclamadoras da nova fé em Jesus Cristo(mesmo antes dos apóstolos que ouviram os seus relatos e duvidaram). Neste caso,destaca-se que os homens, especialmente o grupo dos doze discípulos, permaneceramincrédulos nesta questão: ouviram, pela primeira vez, a boa-nova da ressurreição e nãocreram, ao passo que as mulheres, sim.Destaca-se, deste fato, que intimamente ligada ao significado fundamental da Páscoaestá a função perene de “apóstolo”. Tem-se utilizado o fato de não haver mulheres nalista dos doze apóstolos, como justificativa para a não-ordenação feminina. Mas ocolégio apostólico estendeu-se bem além do círculo dos doze (cf. I Co. 15:5 e 15:7). Senão há mulheres no grupo dos doze, há mulheres no grupo apostólico, como atesta oLivro dos Atos dos Apóstolos (1:13). A antiga tradição da Igreja de Jerusalém, ainda quemulheres fossem desconsideradas, destaca e guarda a verdade de que elas foram asprimeiras testemunhas, as primeiras pregadoras (anunciadoras, proclamadoras) damensagem central do Novo Testamento: Cristo Ressuscitou!
3.Mulheres no ofício apostólico
Paulo conhecia apóstolas, como é o caso de Júnia (Rm. 17:6). Tal fato revela que oconceito de “apóstolo” não só era superior ao grupo dos doze, mas que mulheresexerciam este ministério eclesial, que foi temporal e específico, delimitado àqueles queviram o Senhor Ressuscitado. Mesmo a referência a uma Maria “que muito trabalhou porvós” (Rm. 16:16 – o verbo aqui traduzido por “trabalhar” é o mesmo que Paulo usa parareferir-se à atividade apostólica), revela que outras mulheres, que não as referidas nacena do Sepulcro Vazio, foram testemunhas do Cristo Ressurreto, como lembra oapóstolo Paulo (I Co. 15: 3 – 7), repetindo o que recebera da Igreja como tradição.Registro deste fato, ou seja, de que as mulheres compunham o corpo apostólico, mesmoque não tenham sido chamadas para o grupo dos 12 apóstolos, é o registro de quemulheres atuaram na ação missionária primitiva (Fl. 4:3), com empenho, por vezes,maior que o dos homens. Este “trabalho” missionário primitivo relaciona-se à função deapóstolos. Veja-se que, por exemplo, o autor dos Atos dos Apóstolos nunca se refere aPaulo como um Apóstolo, ainda que Paulo tenha lutado em todo o tempo para ser assimvisto pela Igreja nascente, mas, quando refere-se à fuão que ele realiza, emcompanhia de Barnabé, por ocasião de sua primeira viagem missionária, trata-os poresta alcunha: apóstolos (At. 14: 4 e 14). Isso corrobora a idéia de que o exercíciomissionário, dentro da Igreja nascente, está ligado à função de apóstolo.Destaque-se, por isso, o casal Priscila e Áquila, que atuou em Roma, Corinto e Éfeso,nesta mesma função que Paulo. Note-se nesta referência o modo estranho da mesma:primeiro vem a mulher (não sendo esta a praxe de tal referência, conforme At. 18:2, ouI Co. 16:19). Paulo deve muito a este casal, que o acolheu para fazer tendas em suaresidência, quando a Igreja de Corinto não o sustentou. Mas toda a Igreja era devedoradeste casal (Rm. 16:4). Conformando estas referências com a titulação dada a Paulo eBarnabé, apóstolos, mais uma vez deve-se entender que o referido casal missionárioPriscila e Áquila, eram, por isso mesmo, apóstolos, neste sentido restrito do conceito:enviados para um determinado fim, no caso, o missionário.Ao comentar-se sobre o lugar das mulheres nas comunidades que vão nascendo ecrescendo pelo ministério aposlico de Paulo e de seus colaboradores e de suascolaboradoras, ver-se-á, no testemunho do autor dos Atos dos Apóstolos, que estaperspectiva iniciada por Jesus e desenvolvida no ministério apostólico em relação àmulher foi mantida e preservada.
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jcruzleft a comment

"conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina" (1 Co 14:34). Lei quer dizer Velho Testamento. Realmente haviam mulheres profetizas, porém elas não profetizavam como querem defender para que a mulher invalide a Palavra de Deus. A atuação da profecia das mulheres era particular fora do contexto do culto de adoração a Deus. Veja bem o que Paulo, inspirado pelo Espírito, diz na passagem acima e ele cita, claramente, a lei, isto é, o Velho Testamento. Tudo bem que não queiram aceitar, têm este direito, mas não esqueça o que diz o restante da citação acima: "Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo. E, se alguém o ignorar, será ignorado" (1 Co 14:37, 38). Se realmente respeitam a Palavra, respeitem na prática, respeitem ao Senhor ou sejam ignorados por Ele. Deus os abençoe pela simplicidade da compreensão da Palavra de Deus. www.escoladabiblia.net http://www.scribd.com/doc/3009692/E- Permitido-Mulheres-ensinarem-Homens

PRA CLEleft a comment

"E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres,tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;" -Efésios 4:11,12 - Estes são os cinco dons ministeriais. E em parte alguma da Bíblia Deus diz que estes dons são exclusivos para homens. Em Lucas 2:36, Ana era profetisa. Em Juízes 4:4, Débora, mulher profetisa. Será que elas profetisavam apenas para mulheres, e... de boca fechada??? Em Juízes 4:5 - "Ela se assentava debaixo da palmeira de Débora, entre Ramá e Betel, na região montanhosa de Efraim; e os filhos de Israel subiam a ter com ela para julgamento". O que Paulo trata em 1Corintios 14 (e não 13...) é de colocar 'ordem na casa', já que a igreja local se achava em grande bagunça. Não se trata de ordenança de Deus. pra.cle@terra.com.br

jcruzleft a comment

Leia mais um texto que fala REALMENTE sobre o que a Bíblia diz: http://www.scribd.com/doc/3009692/E-P...

jcruzleft a comment

Deixe as confissões humanas de lado (e seus catecismos) pegue a sua Bíblia somente e veja que ela diz CLARAMENTE que a mulher não pode exercer autoridade de homem e deve ter um comportamento de acordo com a vontade de Deus: "Conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina. Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja" (1 Co 13:34, 35). Nenhum acordo religioso pode ultrapassar o que está escrito e claro que qualquer pessoa pode não aceitar isso, por isso a continuação deste texto diz: "Porventura, a palavra de Deus se originou no meio de vós ou veio ela exclusivamente para vós outros? Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo. E, se alguém o ignorar, será ignorado" (1 Co 14:36-38). Confira também o que Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, disse para Timóteo como incumbência dele para cuidar da igreja de Deus em 1 Tm 2:9-15. Tudo isto não é uma questão tradicional ou cultural: "Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva. E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão" (1 Tm 2:13, 14). Deixe de lado a reforma e vamos para a Restauração. A reforma faz coisas novas, a Restauração volta ao início. Voltemos à Bíblia! www.escoladabiblia.net