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Adoção - Adoção Nacional e Internacional

Adoção - Adoção Nacional e Internacional

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ADOÇÃOADOÇÃO NACIONAL E INTERNACIONALROSARINHA BASTOS
Cuiabá/MT2003
 
1.0
- INTRODUÇÃO
Ao iniciarmos o presente trabalho mister se faz uma colocação do que vema ser a Adoção , não apenas como um instituto jurídico, mas do ponto de vista psicossocial. A adoção é um dos institutos de direito que maiores indagaçõessuscitam, considerando que diz respeito diretamente aos aspectos biopsicossociais da criança e da família.As legislações obedecem ao processo histórico de cada país e sofremuma evolução profunda através de diversificados tipos que se acomodam àsexigências desta ou daquela sociedade.Constata-se, com freqüência, o despertar do interesse quando o tema éenfocado publicamente, frente às inúmeras perguntas que se sucedem, sentindo-se claramente o questionamento pessoal daqueles que estão vivendo o problemaatravés de uma Guarda de fato, de direito ou ainda da própria Adoção.Indaga-se sobre a complexidade burocrática (o que afasta a possibilidadede muitas adoções no Brasil). O brasileiro não gosta de esperar e sofrer ademora do processo, sobre os impedimentos legais ou, ainda sobre a dolorosadúvida sobre o momento da reveladora verdade ao adotando.Questões como a adoção por estrangeiros residentes fora do país, o direitoou não dos concumbinos de requerê-la, o conceito e a diferença entre a adoçãoe a delegação do pátrio familiar, as distorções sobre o patrimônio – herança emuitos outros, são permanentemente levantadas.Inobstante os doutrinadores diversificarem nas elucubrações jurídicas noque tange a mantença do Instituto no Direito Civil, em específico no Direito deFamília; outros no “Direito do Menor” (sabiamente substituído pelo Estatuto daCriança e do Adolescente), e ainda outros por um Direito autônomo e social – no nosso ponto-de-vista – o próprio ECA acima referendado.De qualquer forma e diante de toda e qualquer discussão, entendemos oquanto é importante o Instituto porque é insistentemente reclamado por aquelesque, em boa hora, se dispõem adotar uma criaa (malgrado a demora burocrática), restituindo-lhe o direito de ter uma família, ainda que substituta.Em nosso País, é agravante o problema com a marginalizão dos pequeninos, e conseqüente desagregação familiar. O número de crianças eadolescentes carentes e abandonados ultrapassa a casa dos milhões, mesmo com programas implementados pelo Governo e determinadas ONG´s.Entretanto é de bom alvitre evidenciar que, também nos chamados Paísesdesenvolvidos as seqüelas sociais se acumulam. Não bastasse o fato, em razãodo controle da natalidade ou do planejamento familiar, as crianças se tornaram
 
adultas e os adultos sentem a solidão da ausência de filhos com um grandenúmero de separações, desagregação familiar, neuroses múltiplas, flagelo dasguerras, etc.As atenções estão voltadas para os países subdesenvolvidos como fontegeradora de crianças e adolescentes carentes e abandonados.Paradoxal... De um lado a fartura de bens em qualidade e quantidade com aausência da criança; de outro, a escassez de tudo e os pequeninos por todos oslados clamando misericórdia para a miséria e a fome.Era urgente a legislão disciplinadora do Instituto para adeq-lo àrealidade social sem vulgarizá-lo ou descaracterizar os seus valores na preservação do bem-estar do adotado, que é o objetivo-fim.Sem sombras de dúvidas, a adoção deve ser una para que se não discriminea criança adotada, contudo exige muita cautela não só para que se evitem asrejeições como também para que o Instituto não se transforme no instrumento paliativo da desassistência social.
1.1- Embasamento Histórico
A adoção pode ser encontrada nas mais variadas formas, e em todosos povos da Antigüidade.De acordo com Fustel de Conlanges
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sua origem repousa no dever de perpetuar o culto doméstico. Baseada no sentimento religioso, era recurso para impedir que a família escapasse da desgraça da extinção, assegurando posteridade a quem não a tinha por consaninidade e permitindo a perpetuação do nome e a continuidade do culto. Na Bíblia vamos encontrar os casos de adoção de Moisés pela filha doFaraó e de Ester, que foi filha adotiva conforme se extrai do VelhoTestamento (Êxodo e Livro de Ester). Nos chamados códigos orientais dos povos asiânicos, denominação da por alguns historiadores, o Código de Urnamu (2.050 a. C.), Código deEshnunnna (século XIX a. C.), Código de Lipitistar (1.875-1.865 a. C.) e oCódigo de Hamurabi ( 1.728-1.686 a. C.), neste último é que encontramostextos bastante expressivos sobre a adoção.
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Ainda de acordo com Fustel de Coulanges, é em Atenas que surgemregras precisas sobre os requisitos, formalidade e efeitos do Instituto.Em Roma, o Instituto assume desenvolvimento maior com contornosde maior precisão e larga utilização devida, principalmente, ao caráter limitado dos laços de sangue e a índole profundamente religiosa do povo,sobretudo no culto do lar.
1
Fustel de Coulanges – A Cidade Antiga, tradução de Souza Costa, Cap.IV.
2
Código de Hamurabi-Rio, Ed. Vozes, 1976, pp.83/85.

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