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Capítulo 01

Capítulo 01

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19
CAPÍTULO 1
A
RELEVÂNCIA
 
DA
 
SEMIÓTICA
P
EIRCEANA
 
PARA
 
UMAINTELIGÊNCIA
 
COMPUTACIONAL
 
AUMENTADAJoseph Ransdell
I
NTRODUÇÃO
Peter Skagestad identifica duas visões distintas que têm estimuladoas pesquisas sobre inteligência baseada em computação. Ele as cha-ma de 'Inteligência Artificial' e 'Inteligência Aumentada' (Skagestad1996)
1
. O objetivo deste capítulo é, em primeiro lugar, fazer a dis-tinção entre estes dois tipos de pesquisa, em inteligênciacomputacional, para aqueles que podem não estar acostumados areconhecê-los como partes coordenadas. Em seguida, vou chamar aatenção para um tipo especial de pesquisa em Inteligência Aumenta-da, onde me parece necessária uma ênfase especial, tanto em razãode seu importante potencial quanto porque as considerações deSkagestad sobre as características distintivas da pesquisa em Inteli-gência Aumentada não me parecem capturar as características maissalientes deste domínio, talvez porque pode não lhe ter ocorrido queele é suficientemente distinto para exigir atenção especial.
 
20
A pesquisa em Inteligência Artificial pode ser caracterizada comoprogramação de computadores com o intuito de criar máquinasque possam pensar da mesma maneira, ou melhor, do que sereshumanos. A pesquisa em Inteligência Aumentada, por sua vez, é aprogramação de computadores com o intuito de promover umabase computacional para o aumento ou incremento do pensamentohumano, assistindo-o, não tentando substituí-lo por simulação emmáquinas. As duas podem ser vistas como sendo, de maneira geral,complementares em suas aplicações, e o termo 'pesquisa em inteli-gência computacional', ou 'Pesquisa em IC', engloba ambas as áre-as. O tipo particular de Inteligência Aumentada para o qual desejochamar a atenção é a programação de computadores que se pres-ta a apoiar, expandir e aperfeiçoar o controle de publicações ecomunicações de pesquisas baseado em críticas.Embora o trabalho de C.S.Peirce seja tão relevante para a InteligênciaArtificial quanto para a Inteligência Aumentada
2
, Skagestad está especi-almente preocupado em situar Peirce, no que se refere ao embasamentoteórico para a Inteligência Aumentada, de maneira comparável à posi-ção fundamental de Alan Turing em relação à Inteligência Artificial, emvirtude da concepção, deste último, da Máquina Universal e do famoso'Teste de Turing' para avaliar a inteligência de computadores.Skagestad situa Peirce desta forma explicando o que está implícitona afirmação de Peirce de que “todo pensamento é em signos”, queinterpreta: todo pensamento é materialmente corporificado. Desen-volvendo a concepção de Inteligência Aumentada de Skagestad maisprofundamente, na direção indicada, eu também faço uso da afir-mação de Peirce, mas agora explicitando uma outra implicação (po-rém complementar): todo pensamento é dialógico
3
. Como um exemplode Inteligência Aumentada desta natureza (porém não prototípico),eu utilizo o sistema servidor e os arquivos automatizados de publica-ções primárias criado há mais de 10 anos pelo físico Paul Ginsparg,do Laboratório Nacional de Los Alamos, e que se encontra ainda hojeem uso, com sucesso, na área de física teórica de altas energias eoutras áreas na física, astronomia e matemática.
A
DISTINÇÃO
 
ENTRE
 
AS
 
PESQUISAS
 
EM
I
NTELIGÊNCIA
A
RTIFICIAL
 
E
 
EM
I
NTELIGÊNCIA
A
UMENTADA
Talvez os leitores deste trabalho não necessitem de referênciaspara a literatura em pesquisas sobre a Inteligência Artificial, mas
 
21
as bases para o movimento da Inteligência Aumentada em pesqui-sas de inteligência computacional podem não ser igualmente fami-liares. A distinção está implícita na literatura especulativa sobreinteligência computacional desenvolvida nas últimas décadas. Mas oreconhecimento destes movimentos, como dois desenvolvimentosigualmente importantes, na categoria mais ampla de programaçãoem inteligência computacional, parece ser relativamente recente
4
.Como embasamento para este artigo, recomendo três trabalhos dePeter Skagestad, sobre este tópico, que estão disponíveis on-line
5
.Os três artigos são relevantes, mas estarei aqui comentando so-mente alguns poucos pontos que eles levantam, principalmente (masnão exclusivamente) do artigo de 1993. Nestes artigos, Skagestaddistingue entre Inteligência Artificial e Inteligência Aumentada, comotipos de metas da programação que correspondem ao que ele con-sidera duas 'revoluções na computação', diferentes e baseadas em'duas máquinas abstratas' bem distintas — a máquina Universal deAlan Turing, como descrita em seu artigo de 1936 sobre númeroscomputáveis, e o Memex de Vannevar Bush, como descrito no arti-go de 1945. Skagestad diz:
Ambos, a Máquina de Turing e o Memex, tentam mecanizarfunções específicas da mente humana. O que Turing tentoumecanizar foi a computação e, de maneira geral, qualquerprocesso de raciocínio que pudesse ser representado porum algoritmo; o que Bush tentou mecanizar foram os proces-sos associativos por meio dos quais trabalha a memória huma-na. [...] O Memex, que tenta replicar a memória humana, eportanto pode ser visto como corporificação de uma 'memó-ria artificial', não tinha como intenção rivalizar com a mentehumana [como faz a Inteligência Artificial] mas sim estenderseu alcance, disponibilizando mais rapidamente seu conteú-do, e selecionando os registros mais úteis para uma dadasituação, quando necessário. Esta idéia inspirou diretamen-te o programa de pesquisas conhecido como 'inteligênciaaumentada' (Inteligência Aumentada), formulado em 1962 porDouglas Engelbart, com um agradecimento explícito a Bush.
Skagestad observa mais adiante que:
A máquina de Turing é o ancestral da máquina de inferência,dentro do escopo de um computador pessoal [...], enquantoo Memex de Bush é o ancestral de muitas das característicasa que nos referimos, coletivamente, como a interface com ousuário.
E ele nos lembra que:

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