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Agda Cariacica 2008

Agda Cariacica 2008

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1 INTRODUÇÃO
A presença de alunos com necessidades educacionais especiais na escola comum temdespertado várias discussões acerca da prática do professor frente esse alunado. Adiscussão, porém, não se tem restringido à prática do professor; outros fatores, como apolítica da escola, as políticas públicas do sistema educacional, a formação deprofessores, vêm-se tornando temas investigativos presentes em muitos estudos epesquisas na área das Ciências da Educação.A literatura brasileira recente corrobora essa assertiva. Muitos estudos
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apontam essasquestões como fundamentais a serem consideradas na efetivação da inclusão escolar etêm como disparador dessa discussão a diversidade humana. Entendemos que adiversidade na sala de aula deva ser trabalhada com ações afirmativas, traduzidas emprocessos instituintes de políticas públicas e atividades educativas que contemplempráticas que visem à inclusão de todos os alunos.O processo de inclusão escolar tem impulsionado cada vez mais a presença de alunoscom variados tipos de deficiências, muitas vezes desconhecidas, para os profissionaisdas escolas, como, por exemplo, a deficiência múltipla, surdocegueira, paralisiacerebral, distrofia muscular entre outras, o que pressupõe pensar estratégias paraatender às especificidades desses alunos nunca antes vistas na sala de aula comum,onde, ainda provocam muito estranhamento.O desconhecimento de algumas deficiências por parte da escola comum deve-se emmuito, ao isolamento e à discriminação por que passaram as pessoas comnecessidades educacionais especiais ao longo da história da humanidade (BUENO;2004; AMARAL, 1998; MENDES, 1995).
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Ferreira (2005), Góes e Smolka (1997), Góes ( 2004), Smolka (2003, 2006), Kassar (1999, 2006), Baptista (1999,2006), Prieto (2002, 2006, 2007), Padilha (2001, 2006), Jesus (2002, 2006
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), Mendes (2002, 2006), Bueno (2004,2005), Barreto e Victor (2005, 2006), Ferreira (2005, 2006) entre outros.
 
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Assim, a escola comum necessita aprender como trabalhar com alunos que apresentamesses variados tipos de deficiências. Para que esse aprendizado ocorra, faz-senecessário refletir a respeito da implementação de políticas públicas para a Educaçãoque fomentem a formação do professor e, conseqüentemente, reflitam na práticaeducativa.Essas são questões que se apresentam como eixos de discussões para este estudo,que se debruça na investigação da implementação da inclusão escolar no município deCariacica, apontando a necessidade de pensarmos a inclusão escolar inscrita dentro deuma dimensão ampla de educação.As discussões acerca da inclusão escolar demandam um imperativo de não nosfurtarmos às questões presentes no contexto social em que vivemos. Entendemos aeducação, a ação educativa, como prática social, uma prática concreta que vem sendoafetada pelas políticas públicas, moldada pelo modelo econômico neoliberalpresentificado no contexto mundial.Dentro dessa perspectiva, compreendemos que educação tem uma dimensão políticae, por isso, não é e não pode ser neutra. Julgamos importante, então, neste momento,quando contextualizamos e problematizamos este estudo, refletirmos um pouco acercada dimensão política da educação.Saviani (1994, p. 91) fornece-nos alguns esclarecimentos a respeito do tema,indicando-nos que
[...] a importância política da educação está condicionada à garantia de que a especificidade da prática educativa não seja dissolvida.
Segundo o autor, educação e política são inseparáveis, indissociáveis, mas ao mesmotempo são práticas distintas. O autor aponta que a educação se configura numa relaçãoentre não-antagônicos, ou seja, o educador trabalha em prol do interesse e sucesso doeducando. Já no caso da política, a relação é antagônica dentro de um jogo que afirmao confronto e exclui interesses mútuos.
 
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Como explicar entre as duas práticas a indissociabilidade? O autor responde-nos que épreciso considerar a existência de uma relação interna, visto que toda prática educativacontém uma dimensão política e toda prática política contém uma dimensão educativa.Explicitando essas dimensões, o autor indica:
A dimensão política da educação
consiste em que, dirigindo-se aos não-antagônicos, a educação os fortalece (ou enfraquece) por referência aosantagônicos e desse modo potencializa (ou despontencializa) a sua práticapolítica.
E a dimensão educativa da política
consiste em que, tendo comoalvo os antagônicos, a prática política se fortalece (ou enfraquece) na medidaem que, pela sua capacidade de luta ela convence os não-antagônicos desua validade (ou não validade) levando-os a se engajarem (ou não) namesma luta (SAVIANI, 1994, p. 94, grifos nossos)
Diante desses apontamentos de Saviani (1994), entendemos que nosso desafio épensar, dentro deste estudo e na perspectiva da dimensão política da educação, ofortalecimento dos não-antagônicos ante o estabelecido em nossa sociedadecapitalista. Para nós, os não-antagônicos são todos os alunos, professores eprofissionais envolvidos no processo de educação.Para o fortalecimento dos não-antagônicos há a necessidade de considerarmos arelação externa entre educação e política. A relação externa entre educação e políticaapresenta uma dependência recíproca, uma vez que a educação depende da políticadentro de uma condição objetiva para efetivação e definição de prioridadesorçamentárias da infra-estrutura dos serviços educacionais, e a política, por sua vez,depende da educação dentro de uma condição subjetiva para disseminação deinformações, propostas e organizações políticas.Essa relação externa entre educação e política ganha para nós significado, apontandoa importância de desenvolvermos uma política que possibilite pensar e instituir práticaseducativas que fomentem, de forma não-cristalizada e não-homogênea, o processo deinclusão escolar, porque entendemos, como Saviani, que:
[...] em sua existência histórica nas condições atuais, educação e políticadevem ser entendidas como manifestações da prática social própria da

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