Os negros de Angola formavam a Venerável Ordem Terceira doCarmo, fundada na igreja de Nossa Senhora do Rosário doPelourinho.Os daomeanos reuniam-se sob a devoção de Nosso Senhor BomJesus das Necessidades e Redenção dos Homens Pretos, naCapela do Corpo Santo, na Cidade Baixa. Os nagôs, cuja maioriapertencia a nação Ketu, formavam duas irmandades: uma demulheres, a de Nossa Senhora da Boa Morte, outra reservadaaos homens, a de Nosso Senhor dos Martírios.Através dessas irmandades (ou confrarias), os escravos aindaque de nações diferentes, podiam praticar juntosnovamente, em locais situados fora das igrejas, o culto aosOrixás.Várias mulheres enérgicas e voluntariosas, originárias de Ketu,antigas escravas libertas, pertencentes à Irmandade deNossa Senhora da Boa Morte da Igreja da Barroquinha, teriamtomado a iniciativa de criar um terreiro de candomblé chamadoIyá Omi Asé Airá Intilé, numa casa situada na ladeira do Berquo,hoje visconde de itaparica.As versões sobre o assunto são controversas, assim como onome das fundadoras: Iyalussô Danadana e IyanassoAkalá segundo uns e Iyanassô Oká, segundo outros.O terreiro situado, quando de sua fundação, por trás daBarroquinha, instalou-se sob o nome de Ilê Iyanassô naAvenida Vasco da Gama, onde ainda hoje se encontra, sendofamiliarmente chamado de Casa Branca de Engenho Velho, e noqual Marcelina da Silva (não se sabe se é filha carnal ouespiritual de Iyanassô) tornou-se a mãe-de-santo após a mortede Iyanassô.O primeiro “toque” deste candomblé foi realizado num dia deCorpus Christi e o Orixá reverenciado foi Oxossi.
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