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VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA

VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA

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VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA E SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
Mariane de Oliveira Nunes¹, Marcelo Custódio Rubira²,Maria Cristina Franco³, Rodrigo Aléxis Lazo Osório
4
¹Faculdade São Lucas/ Fisioterapia, anereco@hotmail.com²Faculdade São Lucas/ Fisioterapia, rubiramc@terra.com.br ³UFRJ / Fisioterapia, francocrist@gmail.com
4
Universidade do Vale do Paraíba/ Fisioterapia,
 
Resumo:
O Sistema Nervoso Autônomo, através das vias simpáticas e parassimpáticas, controlam osistema cardiovascular agindo com a liberação de neurotransmissores que podem aumentar ou diminuir afreqüência cardíaca. A análise de sinais da variabilidade da freqüência cardíaca é uma importanteferramenta para o estudo do Sistema Nervoso Autônomo podendo ser um indicador prognóstico de algumasdoenças cardíacas e sistêmicas uma vez que possibilita a avaliação do equilíbrio entre as influênciasautonômicas no ritmo cardíaco. A quantificação da variabilidade da freqüência cardíaca tem sidoamplamente utilizada por vários pesquisadores. Este artigo tem por objetivo expor informações sobre algunsestudos desenvolvidos onde a análise da variabilidade da freqüência cardíaca foi utilizada nas mais diversassituações e patologias.
Palavras-chave:
 
Variabilidade da freqüência Cardíaca, sistema nervoso autônomo, análise espectral.
Área do Conhecimento:
Ciências da Saúde e Fisioterapia
Introdução
O sistema nervoso autônomo (SNA) controla asfunções viscerais do corpo e é ativadoprincipalmente por centros localizados na medulaespinhal, no tronco cerebral e hipotálamo, além depoões do córtex cerebral transmitindoinformações para centros inferiores.O coração é um órgão central na manutenção dahomeostasia e para alcançá-la recebe influênciasautonômicas. O débito cardíaco aumenta com oaumento da estimulação simpática e diminui como aumento da estimulação parassimpática. Essasalterações sobre o nodo sinuatrial, provocadaspela estimulação nervosa, resultam de alteraçõesna freência cardíaca e na foa conttil docoração, modulando sua função e adaptando-se àdemanda tecidual. Muitos são os estudos quereconhecem a significativa relação entre o sistemanervoso autônomo e a mortalidade cardiovascular,incluindo a morte súbita (TASK FORCE, 1996).A variabilidade da freqüência cardíaca (VFC)ajuda a avaliar o equilíbrio entre as influênciassimpáticas e parassimpáticas no ritmo cardíaco,permitindo uma avaliação o invasiva damodulação autonômica sobre o coração atravésda quantificação de ondas de baixa freqüência(LF)e alta freqüência (HF) dos intervalos RR doeletrocardiograma(ECG), podendo assim ser umindicador progstico de algumas doençascardíacas e sistêmicas.Assim, o objetivo deste artigo é de expoinformações sobre estudos realizados sobre aanálise da variabilidade da freqüência cardíaca esua importância quando se analisa o sistemanervoso autônomo.
Metodologia
Estudo realizado por meio de levantamentobibliográfico nas bases de dados da BiremeMedline, Lilacs e portal CAPES, no período de junho a agosto de 2007, utilizando as palavraschaves: Variabilidade da Freqüência Cardíaca,Sistema Nervoso Autônomo, Análise Espectral,Heart Rate Variability, Spectral Analysis eAutonomic Nervous System.
Revisão da Literatura 
Sistema Nervoso AutônomoO sistema nervoso autônomo controla asfunções viscerais do corpo através da atividadedas vias nervosas simpáticas e parassimpáticas. Éativado principalmente por centros localizados namedula espinhal, no tronco cerebral e nohipolamo, mas também poões do rtexcerebral podem transmitir impulsos para oscentros inferiores. (GUYTON; HALL, 2002).A regulação do débito cardíaco é realizada por dois mecanismos básicos: (1) regulação cardíacaintrínseca do bombeamento, em resposta àsvariações no volume de sangue que flui para ocoração e (2) controle da freqüência cardíaca e dafoa do bombeamento cardíaco pelo sistemanervoso autônomo.O sistema nervoso autônomo influencia tônicae reflexamente a pressão arterial, a resistênciaperirica e o bito cardíaco pelos nervos
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simpáticos e parassimticos (vagos) queabundantemente inervam o coração. (Figura 1).Para determinado valor da preso arterial, aquantidade de sangue bombeada a cada minutopode ser aumentada por mais de 100%, pelaestimulação simpática ou, ao contrário, essedébito pode ser reduzido até zero, ou quase zero,pela estimulação vagal (parassimpática).Figura 1:Inervações Cardíacas (Guyton;Hall, 2002)A estimulação simpática aumenta a força decontração cardíaca, aumentando assim o volumede sangue bombeado e a pressão de ejeção. Por outro lado, a estimulão vagal diminui afrequencia cardíaca com moderada redução dacontração cardíaca, pois as fibras vagais estãodistribuídas, principalmente mais para os átrios doque para os ventculos, onde o poder decontração cardíaca ocorre. Essas alterações nodébito cardíaco, provocadas pela estimulaçãonervosa, resultam de alterações na frequênciacardíaca e na força contrátil do coração, devido àsalterações na resposta à estimulação nervosa.Variabilidade da Frequência CardíacaO conhecimento de que as flutuações dafreqüência cardíaca refletem a interação dosistema nervoso simpático e parassimpático veiooferecer uma janela para o estudo do sistemanervoso autônomo a partir da análise davariabilidade da freqüência cardíaca.(RIBEIRO;FILHO,2005). Muitos são os estudosreconhecendo a significativa relação entre osistema nervoso aunomo e a mortalidadecardiovascular, incluindo a morte súbita.(TASKFORCE, 1996). A análise da VFC permite umaavaliação o invasiva e seletiva da fuãoautomica constituindo assim, um indicadoprognóstico de algumas doenças cardíacas.Algumas pesquisas demonstram que a maior atividade simpática e a reduzida atividadeparassimpática, ou seja, que a diminuição davariabilidade da freqüência cardíaca esrelacionada a um maior índice de morbidade emortalidade cardiovascular e uma altavariabilidade da freqüência cardíaca reflete umamelhor saúde do sistema cardiovascular,envolvendo indivíduos saudáveis com boa funçãodo mecanismo de controle autonômico.(PASHOAL;PETRELLUZZI;GONÇALVES, 2002).A VFC pode ser determinada através do sinaleletrocardiográfico, resultando em séries de tempo(intervalos R-R) cujas variações na duração,fornecem informações sobre o SNA e seu controlesobre o coração. No entanto, somente osintervalos entre batimentos de origem sinusal(normais) devem ser considerados, sendo osbatimentos de origem ecpica detectados eremovidos do sinal.(TASK FORCE,1996).Dentre os vários métodos disponíveis paraavaliar a variabilidade da freqüência cardíacadestacam-se os realizados no domínio dafreqüência e no donio do tempo. A análiseespectral é o método no domínio da freqüênciamais utilizado identificando oscilações em trêsbandas de freqüência. Estas medidas oderivadas da análise da densidade do espectro depotência que descreve a distribuição da densidade(variância) em função da freqüência. A análiseespectral decompõe a variabilidade total dafreqüência cardíaca em seus componentescausadores, apresentando-os segundo afreqüência com que alteram a freqüência cardíaca.A energia em diferentes bandas de freqüência(análise espectral) corresponde à atividade denervos simpáticos (0.04-0.15Hz) eparassimpáticos (0.15-0.4Hz).A análise da VFC é empregada como método deinvestigação de doenças em diversas áreas comoginecologia, neurologia, nefrologia eprincipalmente em enfermidades cardiovasculares.Também na área de atividades físicas e esportespermitindo o reconhecimento da magnitude dasadaptações autonômicas frente ao exercício físico.
Resultados
 Nesta pesquisa bibliográfica foramencontrados vinte e um artigos, dos quais quatorzeforam selecionados de acordo com o grau derelevância para esse estudo. Os artigosselecionados mostraram informações sobre autilização da variabilidade da freqüência cardíacacomo instrumento de investigação do sistemanervoso autônomo em diferentes situações. 
Discussão
Diante deste levantamento bibliográfico foipossível constatar que vários autores utilizaram aanálise da variabilidade da frequência cardíacacomo meio de investigação do sistema nervosoautônomo.
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Ribeiro; Filho(2005), em revisão a uma série deestudos nos quais índices de VFC foram avaliadosatravés de bloqueio farmacológico, sob efeito,agudo e crônico de exercio e em condiçõespatológicas encontraram características distintasdo SNA em condições fisiológicas e patológicas.Pashoal;Petrelluzzi;Gonçalves (2002), em seuestudo verificou as características do padrão docomportamento autonômico cardíaco de pacientescom Doea Pulmonar Obstrutiva Crônica(DPOC), o qual revelou menores valores nessespacientes quando comparados ao grupo controle,sugerindo que a DPOC, mesmo sendoconsiderada leve, pode ter promovidomodificações funcionais cardíacas com reflexosobre o controle autonômico cardíaco.Nakamura; Aguiar; Fronchetti; Aguiar; Lima(2005), avaliaram dois grupos, sendo um grupoparticipante de um programa de treinamentoaebio e outro, controle, que permaneceusedentário, verificando que o limiar da VFC ésensível aos efeitos do treinamento aeróbio decurto prazo, sugerindo sua validade comoindicador de capacidade aeróbia.Alguns autores em pesquisa a análise dosíndices espectrais da VFC em homens de meiaidade e mulheres na pós-menopausa mostraramuma maior modulação vagal e menor simpática nocontrole autonômico da FC para as mulheres emcomparação com os homens da mesma idade, oque sugere que as alterações autonômicas não sedevem unicamente aos veis hormonais deestrogênio (mulheres na pós-menopausa) e queoutros fatores podem estar contribuindo paraessas diferenças. (NEVES et al.,2006).Barbosa et al.(1997) avaliou através da análisecombinada do eletrocardiograma de altaresolução, nos domínios do tempo e da freqüênciauma acurácia diagstica de pacientes comapresentação clínica de taquicardia ventriculamonomórfica sustentada.Santos et. al. (2005), avaliaram um grupo deindivíduos em dois momentos de testes máximos,em campo e laboratório. Antes de cada teste eramaferidas a umidade do ar e a temperaturaambiente. Os valores da freqüência cardíaca depico foram significativamente maiores no teste decampo. Essas diferenças podem ser parcialmenteexplicadas pelo fato de a temperatura e umidadedo ar terem sido maiores no campo. Sendo assim,os testes de campo parecem ser mais indicadospara determinar a intensidade relativa do esforçoaeróbio no treinamento físico. 
Conclusão
Os resultados dessa pesquisa indicam que aanálise da variabilidade da freqüência cardíaca, nodomínio do tempo e da freqüência, constitui umimportante instrumento para a investigação dosistema nervoso aunomo. Sua utilizãoabrange os mais diferentes campos da ciênciapodendo ser um indicador prognóstico de algumasdoenças cardíacas e sistêmicas.
Referências
BARBOSA, E.C.et al. O Eletrocardiograma de AltaResolução no Domínio da Freqüência. Utilizaçãode Técnicas Estatísticas de Correlação Espectralpara Identificação de Pacientes com TaquicardiaVentricular Monomórfica Sustentada.Arq.Bras.Cardiol.,v.71, n.4, 1998.FRONCHETTI,L. et.al. Indicadores de RegulaçãoAutomica Cardíaca em Repouso e DuranteExercício Progressivo. Aplicação do Limiar deVariabilidade da Freqüência Cardíaca.Rev.Port.Cien.Desp. 6(1), 21-28.GUYTON, A.C.;HALL, J.E. Tratado de FisiologiaMédica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,2002.HERDY,A.H.;FAY,C.E.S.;BORNSHEIN,C.;STEIN,R.Importância da Análise da Freqüência Cardíacano Teste de Esforço. Rev. Bras. Med. Esporte, v.9,n. 4, Jul./ago. 2003NIOR, R.F.;SALGADO,H.C.Estudo daVariabilidade de Parâmetros Cardiovascularescomo Ferramenta para Avaliação da ModulaçãoSimpática Cardiovascular.Rev. Bras. Hipertens.Vol.12(4):242-244,2005.LOPES,F.L. et.al. Redução da Variabilidade deFreqüência Cardíaca em Indivíduos de Meia Idadee o Efeito do Treinamento de Força. Rev. Bras.Fisioter., v.11, n. 2, p. 113-119, mar./abr. 2007.NAKAMURA, F.Y. et al. Alteração do Limiar daVariabilidade da Freqncia Cardíaca apósTreinamento Aeróbio de Curto Prazo.Motriz, RioClaro, v. 11, n. 1, p. 01-09,,jan./abr. 2005.NEVES,V.F.C et al. Análise dos Índices Espectraisda Variabilidade da Freqüência Cardíaca emHomens de Meia Idade e Mulheres na s-Menopausa. Rev. Bras. Fisioter., v.10, n. 4, p. 401-406, out./dez. 2006.PASCHOAL,M.A.;PETRELLUZZI,K.F.S.;GONÇALVES,N.V.L. Estudo da Variabilidade da FreqüênciaCardíaca em Pacientes com Doença Pulmonar ObstrutivaCrônica.Rev.Ciênc.Méd.,vol.11(1):27-37, jan/abr.,2002.PASCHOAL,D.C et.al.Análise da Variabilidade daFreqüência Cardíaca no Exercício de Foa.Revista da Socerj -set/out, 2006.
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