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Processos de Soldagem por Fusão

Processos de Soldagem por Fusão

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Published by: Lucas De Oliveira Melgaco on Dec 12, 2010
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05/15/2013

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Parte I
Introdução
Capítulo 1 - Processos de Soldagem por Fusão1.1 - Revisão
 Soldagem por fusão é um processo de união de metais no qual a coalescência destesé conseguida por fusão. Processos de soldagem por fusão diferem-se dos processosde soldagem no estado sólido pelo fato de nestes últimos não haver fusão. Elestambém diferem-se dos processos de soldabrazagem e brazagem, no fato de quenestes processos somente o metal de adição se funde, enquanto que nos processos desoldagem por fusão, ambos, o metal de adição e o de base se fundem. Os processosde soldagem por fusão serão o foco principal do capítulos que se seguem pois sãomuito mais utilizados em união de materiais estruturais do que processos de soldagemno estado sólido, brazagem e soldabrazagem.Os principais processos de soldagem que serão considerados neste capítuloestão listados abaixo:Soldagem a Gás: Soldagem com chama oxi-acetilênica (OAW)Soldagem a Arco: Soldagem com eletrodo revestido (SMAW) FonteSoldagem com eletrodo de tungstênio (GTAW) de correnteSoldagem a plasma (PAW) ConstanteSoldagem com proteção gasosa (GMAW) FonteSoldagem com arco submerso (SAW) de tensãoSoldagem com eletroescória (ESW) ConstanteSoldagem comFeixe de altaEnergia: Soldagem com feixe de elétrons (EBW)Soldagem com feixe LASER (LBW)Deve ser notado que desde que não há arco no processo de soldagem com eletro-escória, ele não é, estritamente falando, um processo de soldagem a arco. Entretanto,por conveniência, ele é agrupado entre os processos de soldagem a arco.Os três maiores processos de soldagem por fusão listados acima - gás, arco efeixe de alta energia - diferem-se entre si na fonte de calor utilizada. As fontes de calorpara cada um destes processos são respectivamente uma chama, um arco elétrico eum feixe de alta energia. Desde que as fontes de calor são diferentes, os parâmetrosde soldagem e a solda resultante também o são, como mostrado na Figura 1.1. Porexemplo, nos processos de soldagem com feixe de elétrons ou a LASER, o feixe dealta energia pode ser focalizado de tal forma a se conseguir uma densidade de energiatão alta quanto 10
10
W/m2(1). Tal fonte de energia pode fundir ou vaporizar uma peçainstantaneamente e resultar em um buraco de vapor nesta peça, chamado de "buracode chave" (1). Como resultado desta grande penetração e desta rápida potência defusão dos feixes de alta energia, mesmo uma chapa relativamente grossa pode sersoldada à uma velocidade de soldagem alta e com um simples passe.Consequentemente, o tempo e a energia total requerida para soldagem são muitomenores do que para os processos de soldagem de baixa densidade de energia, taiscomo os processos de soldagem a gás. Como resultado da pouca energia requerida
 
 
2
pelos processos de soldagem com feixes de alta energia, os danos na peça devido aoaporte térmico para soldagem são minimizados. Tais danos incluem, por exemplo, umagrande zona afetado por calor, distorções na estrutura soldada, etc. Por outro lado, emprocessos de soldagem à gás a densidade de energia da fonte de calor é tão baixa queuma grande quantidade de calor é conduzida para longe da região mesmo antes dafusão acontecer. Como resultado disto, a energia total requerida para soldagem e osdanos na peça são significantemente maiores nos processos de soldagem à gás doque nos outros processos de soldagem.Apesar de poder obter-se soldas de alta qualidade com processos de soldagemcom alta densidade de energia, tais processos também tem suas limitações, como serádescrito mais a frente neste capítulo. Dentre estas limitações, cita-se o preço doequipamento, que pode ser bastante alto. Em processos de soldagem à gás, por outrolado, o equipamento é bem barato; entretanto, nem sempre pode-se esperar obtersoldas de boa qualidade. Desde que máquinas para soldagem à arco também sãorelativamente baratas e as soldas são razoavelmente boas, processos de soldagem àarco tem sido mais utilizados dentre os processos de soldagem por fusão.Os processos de soldagem a arco mencionados anteriormente podem serdivididos em duas categorias: aqueles que envolvem alimentação descontinua doarame de adição e aqueles que envolvem a alimentação contínua do arame de adição.A primeira categoria inclui a soldagem com eletrodo revestido, soldagem TIG esoldagem a plasma. A segunda categoria inclui soldagem com proteção gasosa, com oarco submerso e soldagem com eletroescória (nestes processos, como será descritomais a frente, o arame de adição é o próprio eletrodo). Falando de uma forma maisgeral, os processos com alimentação descontinua utilizam as fontes chamadas defontes de corrente constante, e a corrente é essencialmente, mas não exatamente,constante durante a soldagem. Os processos de soldagem com alimentação continua,por outro lado, utilizam as fonte do tipo tensão constante, a tensão é essencialmenteconstante durante a soldagem (2). Desde que os processos com alimentaçãodescontinua são normalmente operados manualmente, o comprimento do arco, eportanto a tensão de soldagem, podem variar durante a soldagem numa certaextensão, dependendo da habilidade do soldador. Com a fonte de corrente constante, acorrente de soldagem é insensível à variações na tensão do arco. Isto ajuda a evitarmudanças bruscas na corrente de soldagem como resultado de variações da tensão doarco, as quais podem ser perigosas para o soldador. Por outro lado, desde que nosprocessos de soldagem com o arame continuamente alimentado, o arame é alimentadoautomaticamente, é vantajoso ter a corrente respondendo rapidamente às mudançasda tensão do arco. Por exemplo, se o comprimento do arco é diminuído sem quererpelo soldador, a corrente de soldagem e portanto a taxa de fusão aumentamrapidamente, trazendo o comprimento do arco de volta ao normal. Caso contrário, oarame pode soldar à peça fechando o circuito de soldagem.Materiais e faixas de espessura para vários processos de soldagem por fusãoestão sumarizadas na Tabela 1.1.
1.2 - Soldagem a Gás
O processo de soldagem a gás geralmente inclui qualquer operação de soldagem quefaça uso de gás combustível combinado com oxigênio como meio de aquecimento. Oprocesso de soldagem oxi-acetilênico (OAW), devido à alta temperatura de sua chama,é o mais utilizado dos processos de soldagem a gás. Figura 1.2 mostra um esboçodeste processo. O uso de fluxo pode ou não ser requerido, dependendo do grau deproteção necessário para a soldagem. Deve ser mencionado que, em geral o termo"fluxo" é utilizado para descrever o material antes da soldagem e "escória" denota omaterial fundido durante ou depois da soldagem.
 
 
3
Como mostrado na Figura 1.3, uma chama neutra - que é, quando a razão molarde C
2
H
2
 /O
2
é igual a 1 - consiste de duas zonas distintas e diferentes, o cone central eo envelope externo. O cone central é a área onde a combustão primária (reaçãoquímica entre o oxigênio O
2
e o acetileno C
2
H
2
) ocorre. O calor desta reação gera emtorno de dois terços do calor total da chama e os produtos desta reação primária(monóxido de carbono e hidrogênio) reagem com oxigênio da atmosfera, formandodióxido de carbono CO
2
e água H
2
O. Sendo esta última a reação secundária, a qualgera em torno de um terço do calor total da chama. A área onde esta reaçãosecundária de combustão ocorre é chamada de envelope externo. Ela é tambémchamada de envelope de proteção, porque o oxigênio que vem da atmosfera éconsumido pelo monóxido de carbono e pelo hidrogênio, desta forma protegendo ometal de solda (veja Figura 1-2).Três tipos diferentes de chama podem ser obtidos durante uma soldagem oxi-acetilênica: neutra, redutora e oxidante. Quando muito acetileno é fornecido, acombustão deste acetileno é incompleta, e portanto uma região rica em acetileno,chamada de "penugem", se forma entre o cone central e o envelope externo da chama.Este tipo de chama é redutora em natureza e portanto preferida para soldagem demetais tais como alumínio e ligas, e aços de alto teor de carbono (também chamada dechama carburante neste caso). Por outro lado, quando muito oxigênio é fornecido, achama se torna oxidante. Este tipo de chama é preferida para soldagem de metais taiscomo latão, desde que o cobre quando se oxida, forma uma superfície no metal desolda o qual previne o zinco de evaporar-se. Para a maioria dos metais entretanto, achama neutra é preferida.A principal vantagem do processo de soldagem oxi-acetilênico é que oequipamento é simples, portátil e barato. Tem como principal aplicação o uso emmanutenção e reparos. Por outro lado, por ter baixo aporte térmico, o que dificulta seuuso com grandes velocidades de soldagem, causa uma zona afetada por calor muitoextensa e distorções muito severas nas partes a serem soldadas. Ainda por causa dalimitada proteção, o processo não é recomendado para soldagem de materiais reativos,tais como titânio e zircônio.
1.3 - Soldagem à Arco
A. Soldagem com eletrodo revestido 
Soldagem com eletrodo revestido ou shielded metal arc welding (SMAW) é umprocesso de soldagem a arco no qual a coalescência do metal é produzida pelo calorde um arco elétrico que é mantido entre a ponta do eletrodo revestido e a superfície dometal de base que está sendo soldado (4). Um esboço deste processo é mostrado naFigura 1-4.A alma do eletrodo revestido, isto é, o arame, conduz a corrente para o arco efornece metal de adição para a junta. O revestimento do eletrodo (o qual contém várioselementos químicos, inclusive metais), por outro lado, realiza uma ou mais das funçõesdescrita abaixo:1. Fornece proteção gasosa ao metal fundido contra o ar atmosférico. Para eletrodosdo tipo celulósico, uma grande quantidade de misturas de gases de H
2
, CO, H
2
O eCO
2
são produzidas quando a celulose no revestimento do eletrodo é aquecida e sedecompõe. Para eletrodos do tipo básico (com CaCO
3
), por outro lado, gás CO
2
eescória de CaO são formados quando o carbonato se decompõe. Por causa daausência de hidrogênio no gás de proteção, o eletrodo do tipo básico é um eletrododo tipo de baixo hidrogênio e na maioria das vezes é utilizado para soldagem de

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