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A Função Social da Família e a Ética do Afeto

A Função Social da Família e a Ética do Afeto

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UNESAV 
PÓS-GRADUAÇÃO EM VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA CRIANÇAS EADOLESCENTES.PROF
ª
. Msc. Gracilene Muniz Braga
Atividade Extra:
A Função Social da Família e a Ètica do Afeto
 
“Família é quem você escolhe pra viver 
 Família é quem você escolhe pra vocêNão precisa ter conta sanguíneaÉ preciso ter sempre um pouco mais de
sintonia”.
 
(O Rappa)
Marco Aurélio Romar RibeiroNovembro 2010
 
 
UNESAV
 
Pós-Graduação em Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes
 
A Função Social da Família e a Ética do AfetoPágina 1
1) Você entende que a família Contemporânea sofreu os impactos da erapós moderna ?R.
A família sofreu, nas últimas décadas, profundas mudanças de função,natureza, composição e, conseqüentemente, de concepção, sobretudo após oadvento do Estado social.O Estado legislador passou a se interessar de forma clara pelas relações defamília, em suas variáveis manifestações sociais. Daí a progressiva tutelaconstitucional, ampliando o âmbito dos interesses protegidos, definindomodelos, nem sempre acompanhados pela rápida evolução social, a qualengendra novos valores e tendências que se concretizam a despeito da lei.A família atual parte de princípios básicos, de conteúdo mutante segundo asvicissitudes históricas, culturais e políticas: a liberdade, a igualdade, asolidariedade e a afetividade. Sem eles, é impossível compreendê-la.A família patriarcal, socialmente aceitável, que nossa legislação civil tomoucomo modelo, ao longo do século XX, entrou em crise, culminando com suaderrocada, no plano jurídico, pelos valores introduzidos na Constituição de1988.Como a crise é sempre perda de fundamentos, a família atual está matrizadaem um fundamento que explica sua função atual: a afetividade. Assimenquanto houver
affectio 
haverá família, unida por laços de liberdade eresponsabilidade, e desde que consolidada na simetria, na colaboração, nacomunhão de vida não hierarquizada.Fundada em bases aparentemente tão frágeis, a família atual passou a ter aproteção do Estado, constituindo essa proteção um direito subjetivo público,oponível ao próprio Estado e à sociedade. A proteção do Estado à família é,hoje, princípio universalmente aceito e adotado nas Constituições da maioriados países, independentemente do sistema político ou ideológico. ADeclaração Universal dos Direitos do Homem, votada pela ONU em 10 dedezembro de 1948, assegura às pessoas humanas o "direito de fundar umafamília", estabelecendo o art. 16.3:A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito àproteção da sociedade e do Estado.Desse dispositivo defluem conclusões evidentes: a) família não é só aquelaconstituída pelo casamento, tendo direito todas as demais entidades familiaressocialmente constituídas
[1]
; b) a família não é célula do Estado (domínio da
 
UNESAV
 
Pós-Graduação em Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes
 
A Função Social da Família e a Ética do AfetoPágina 2
política), mas da sociedade civil, não podendo o Estado tratá-la como partesua; a família é concebida como espaço de realização da dignidade daspessoas humanas.Direitos novos surgiram e estão a surgir, não só aqueles exercidos pela família,como conjunto, mas por seus membros, entre si ou em face do Estado, dasociedade e das demais pessoas, em todas as situações em que aConstituição e a legislação infraconstitucional tratam a família, direta ouindiretamente, como peculiar sujeito de direitos (ou deveres).A família, ao converter-se em espaço de realização da afetividade humana e dadignidade cada um de seus membros, marca o deslocamento da funçãoeconômica-política-religiosa-procriacional para essa nova função. Essas linhasde tendência enquadram-se no fenômeno jurídico-social denominado
repersonalização das relações civis 
, que valoriza o interesse da pessoahumana mais do que suas relações patrimoniais. O anacronismo da legislaçãosobre família revelou-se em plenitude com o despontar dos novos paradigmasdas entidades familiares. O advento do Código Civil de 2002 não pôs cobro aodescompasso da legislação, pois várias de suas normas estão fundadas nosparadigmas passados e em desarmonia com os princípios constitucionaisreferidos. Há que se ressaltar também que a própria LOAS
 –
Lei Orgânica daAssitencia Social, contempla e reconhece no âmbito da própria Leiinstrumentos de proteção para as famílias em suas novas modalidades,reconhecendo assim as mudanças ocorridas e sua evolução social.
2) A partir das mudanças em sua estrutura, função e valores,abandonando o modelo patriarcal e patrimonialista, fundadoexclusivamente no casamento, para abrir-se a novas formas deconstituição mais flexíveis, democráticas, igualitárias e plurais,baseadas no amor e nos laços de afetividade entre seus membros,indique como mudanças influenciaram no comportamento dos novosarranjos familiares.R.
Sempre se atribuiu à família, ao longo da história, funções variadas, deacordo com a evolução que sofreu, a saber, religiosa, política, econômica eprocracional. Sua estrutura era patriarcal, legitimando o exercício dos poderesmasculinos sobre a mulher - poder marital - e sobre os filhos - pátrio poder. Asfunções religiosas e políticas praticamente não deixaram traços na famíliaatual, mantendo apenas interesse histórico, na medida em que a rígidaestrutura hierárquica era substituída pela coordenação e comunhão deinteresses e de vida.A família atual busca sua identificação na solidariedade (art. 3º, I, daConstituição), como um dos fundamentos da afetividade, após o individualismotriunfante dos dois últimos séculos, ainda que não retome o papelpredominante que exerceu no mundo antigo. Pode-se expressar o contraste deuma maneira mais clara dizendo que a unidade da antiga sociedade era afamília como a da sociedade moderna é o indivíduo.

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