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O Ministério Público não pode desistir da ação penal (artigo 42 do Código deProcesso Penal), nem do recurso interposto (artigo 576 do Código de ProcessoPenal).A Constituição Federal abranda essa regra, ao permitir a transação em infraçõesde menor potencial ofensivo e também nos casos de ação penal privada e ação penalcondicionada à representação ou à requisição do Ministro da Justiça. A Lei n. 10.409/02,no artigo 37, inciso IV, criou hipótese em que o promotor pode deixar de oferecer adenúncia. Neste caso vigora o princípio da oportunidade controlada.O Ministério Público não pode desistir da ação penal, mas pode pedir a absolviçãodo réu.
Pergunta
: tal possibilidade não fere o princípio da indisponibilidade da ação penal pública?
Resposta
: não, pois esse pedido não passa de mero parecer que nãovincula o juiz, o qual pode proferir sentença condenatória.
1.6. Da Verdade Formal ou Dispositivo
O juiz depende da iniciativa das partes quanto às provas e às alegações parafundamentar sua decisão. Esse princípio busca salvaguardar a imparcialidade do juiz.Conforme esse princípio, o juiz pode se contentar com as provas produzidas pelas partes devendo rejeitar a demanda ou a defesa por falta de elementos de convicção.É princípio próprio do processo civil, que vem sendo cada vez mais mitigado,diante de uma tendência publicista no processo, permitindo ao juiz adotar uma posiçãomais ativa, impulsionando o andamento da causa, determinando provas, conhecendocircunstâncias de ofício e reprimindo condutas abusivas e irregulares (artigos 130 e 342do Código de Processo Civil).
1.7. Da Verdade Material (ou Verdade Real)
Também denominado princípio da livre investigação das provas. Sempre predominou no processo penal.O juiz tem o dever de ir além da iniciativa das partes na colheita das provas,esgotando todas as possibilidades para alcançar a verdade real dos fatos parafundamentar a sentença. Somente, excepcionalmente, o juiz deve curvar-se diante daverdade formal, como no caso da absolvição por insuficiência de provas (artigo 386,inciso VI, do Código de Processo Penal).Mesmo vigorando o princípio da livre investigação das provas, a verdadealcançada será sempre formal, pois
o que não está nos autos, não está no mundo.
Esse princípio comporta algumas exceções: artigos 406, 475, 206, 207 e 155,
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