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Processo PenaL - Resumo para concursos - Marcato

Processo PenaL - Resumo para concursos - Marcato

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DIREITO PROCESSUAL PENALPrincípios Gerais1. PRINCÍPIOS GERAIS INFORMADORES DO PROCESSO1.1. Imparcialidade do juiz
O juiz situa-se entre as partes e acima delas (caráter substitutivo). O juiz imparcialé pressuposto para uma relação processual válida.Para assegurar essa imparcialidade, a Constituição Federal estipula garantias(artigo 95), prescreve vedações (artigo 95, parágrafo único) e proíbe juízos e tribunais deexceção (artigo 5.º, inciso XXXVII).
Observação
: tribunal de exceção é um órgãoconstituído após a ocorrência do fato.
1.2. Igualdade Processual
As partes devem ter, em juízo, as mesmas oportunidades de fazer valer suasrazões. No processo penal, esse princípio sofre alguma atenuação, devido ao princípioconstitucional do
 favor rei
, segundo o qual o acusado goza de alguma prevalência emcontraste com a pretensão punitiva. Essa atenuação se verifica, por exemplo, nos artigos386, inciso VI, 607, 609, parágrafo único, e artigo 621, todos do Código de ProcessoPenal.
Observação
: O defensor público tem prazo em dobro no processo penal. A jurisprudência tende a estender o benefício aos advogados dativos.
1.3. Contraditório
Esse prinpio decorre do brocardo romano
audiatur et altera pars
e éidentificado na doutrina pelo binômio “ciência e participação”.O juiz coloca-se eqüidistante das partes, podendo dizer que o direito preexistente foi devidamente aplicado ao caso concreto se, ouvida uma parte, for dado àoutra o direito de manifestar-se em seguida.Destarte, as partes têm o direito de serem cientificadas sobre qualquer fato processual ocorrido e a oportunidade de se manifestarem sobre ele antes de qualquer decisão jurisdicional.
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 Pergunta
: A concessão de medidas judiciais
inaudita altera parte
configuraexceção ao princípio do contraditório?
 Resposta
: Não, pois o juiz deverá abrir vista à outra parte para se manifestar sobrea medida antes de dar o provimento final. Nesse caso o contraditório é apenas diferido.
Observação
: O princípio não se aplica no inquérito policial, que se trata de um procedimento inquisitório. Como no inquérito policial não há acusação, também não hádefesa. Os únicos inquéritos que admitem o contraditório são: o judicial, para apuraçãode crimes falimentares; e o instaurado pela polícia federal, a pedido do Ministro daJustiça visando à expulsão de estrangeiro.
1.4. Ampla Defesa
O Estado deve proporcionar a todo acusado a mais completa defesa, seja pessoal(autodefesa), seja técnica (defensor) (artigo 5.º, LV, da Constituição Federal), inclusive ode prestar assistência jurídica integral e gratuita aos necessitados (artigo 5.º, LXXIV, daConstituição Federal). No processo penal, o juiz nomeia defensor ao réu, caso ele não tenha, mesmosendo revel (artigos 261 e 263 do Código de Processo Penal) e caso seja feita umadefesa abaixo do padrão mínimo tolerável, o réu poderá ser considerado indefeso e o processo anulado. Se o acusado, citado por edital, não comparece, nem constituiadvogado, suspende-se o processo e o prazo prescricional (artigo 366 do Código deProcesso Penal).
1.5. Da Disponibilidade e da Indisponibilidade
Disponibilidade é a liberdade que as pessoas têm de exercer ou não seus direitos. No processo penal, prevalece o princípio da indisponibilidade, pelo fato do crimeser considerado uma lesão irreparável ao interesse coletivo. O Estado não tem apenas odireito, mas sobretudo o dever de punir.Do Código de Processo Penal, podem ser extraídas algumas regras, a saber:
A autoridade policial é obrigada a proceder às investigações preliminares (artigo 5.ºdo Código de Processo Penal);
Impossibilidade de a autoridade policial arquivar o inquérito policial (artigo 17 doCódigo de Processo Penal);
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O Ministério Público não pode desistir da ação penal (artigo 42 do Código deProcesso Penal), nem do recurso interposto (artigo 576 do Código de ProcessoPenal).A Constituição Federal abranda essa regra, ao permitir a transação em infraçõesde menor potencial ofensivo e também nos casos de ação penal privada e ação penalcondicionada à representação ou à requisição do Ministro da Justiça. A Lei n. 10.409/02,no artigo 37, inciso IV, criou hipótese em que o promotor pode deixar de oferecer adenúncia. Neste caso vigora o princípio da oportunidade controlada.O Ministério Público não pode desistir da ação penal, mas pode pedir a absolviçãodo réu.
 Pergunta
: tal possibilidade não fere o princípio da indisponibilidade da ação penal pública?
 Resposta
: não, pois esse pedido não passa de mero parecer que nãovincula o juiz, o qual pode proferir sentença condenatória.
1.6. Da Verdade Formal ou Dispositivo
O juiz depende da iniciativa das partes quanto às provas e às alegações parafundamentar sua decisão. Esse princípio busca salvaguardar a imparcialidade do juiz.Conforme esse princípio, o juiz pode se contentar com as provas produzidas pelas partes devendo rejeitar a demanda ou a defesa por falta de elementos de convicção.É princípio próprio do processo civil, que vem sendo cada vez mais mitigado,diante de uma tendência publicista no processo, permitindo ao juiz adotar uma posiçãomais ativa, impulsionando o andamento da causa, determinando provas, conhecendocircunstâncias de ofício e reprimindo condutas abusivas e irregulares (artigos 130 e 342do Código de Processo Civil).
1.7. Da Verdade Material (ou Verdade Real)
Também denominado prinpio da livre investigão das provas. Sempre predominou no processo penal.O juiz tem o dever de ir além da iniciativa das partes na colheita das provas,esgotando todas as possibilidades para alcaar a verdade real dos fatos parafundamentar a sentença. Somente, excepcionalmente, o juiz deve curvar-se diante daverdade formal, como no caso da absolvição por insuficiência de provas (artigo 386,inciso VI, do Código de Processo Penal).Mesmo vigorando o prinpio da livre investigão das provas, a verdadealcançada será sempre formal, pois
o que não está nos autos, não está no mundo.
Esse princípio comporta algumas exceções: artigos 406, 475, 206, 207 e 155,
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