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Zola Emile Do Romance

Zola Emile Do Romance

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02/11/2013

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 Do Romance
EMILE ZOLAPlínio Augusto Coelho tradução
http://br.groups.yahoo.com/group/digital_source
 
1
 
Do Romance reúne quatro estudos nos quais Émile Zola, um dosprincipais escritores do movimento realista francês, apresenta toda a suacrença em uma concepção artística desprovida de qualquer indulgência emrelação à raça humana e influenciada pelo positivismo e pelas descobertascientíficas do século XIX.Essas características do realismo são bastante conhecidas e acabaram-setornando verdadeiros estereótipos. Mas Zola mostra-se aqui muito maiserudito e perspicaz - às vezes beirando a contradição -, ao defender outrosrequisitos para o seu escritor ideal. Victor Hugo, o papa do maneirismoromântico, chega a ser citado como exemplo de um estilo refinado, porémperigoso. Por outro lado, a "mão pesada" de alguns escritores realistas érepreendida, assim como a crítica social sem a expressão própria de cadaartista.O melhor deste livro, no entanto, encontra-se nas três deliciosas peçascríticas dedicadas a Stendhal, Flaubert e os irmãos Goncourt. Apesar do elogioa esses autores, Zola não fecha os olhos para as imperfeições dos seus colegasrealistas e denuncia, por exemplo, uma composição literária fraca na obra deStendhal, ou satiriza os excessos detalhistas de Flaubert.Aos críticos ácidos do movimento realista, pode-se revelar que talvezexista muito mais bom-humor do que apatia na famosa frase de Stendhal;"Todas as manhãs leio uma página do Código Civil para pegar o tom".
SUMARIO
A Utopia NaturalistaO Senso do RealStendhalGustave FlaubertEdmond e Jules de Goncourt
2
 
A UTOPIA NATURALISTA
Ítalo CaroniTodo artista é, a seu modo, um místico. Uma fé permanente sustenta econsolida o arcabouço geral da grande obra arquitetada ao longo de toda uma vida.Qual Prometeu, ele rouba o fogo sagrado, luz criadora de mundos, chama que animasua criação e suas criaturas.Assim é Zola, cuja crença naturalista alcança os contornos de umaverdadeira utopia. Afirmativa capaz até de surpreender o público já habituado à leiturapicante ou à visão pessimista de um escritor responsável, entre outras coisas, portextos como Naná e A Besta Humana. Felizmente, porém, Zola não se reduz avulgares estereótipos de amplo consumo e descartáveis. Para fazer-lhe justiça,impõe-se muito além de qualquer verniz pornoerótico ou sadodeterminista.Qual o seu credo, afinal? Na base, sem dúvida, um enfoque negativo dacondição humana centrada na sua dimensão natural e sem o reconforto de nenhumsuporte espiritual: coisa no universo das coisas o homem está condicionado pelo meioambiente e pelo estigma hereditário que se renovam sem parar no ciclo vida-morte.Como a pedra e a planta, o ser humano tem o seu destino inscrito no cosmosuniversal, e não escrito numa bíblia qualquer. A metafísica cede seu lugar à física,mesmo se o mistério persiste... E se, no imaginário zoliano, Eros e Tânatos presidemo movimento do eterno retorno como propriedades da matéria ou como divindadesanônimas, pouco importa! Queira-se ou não, toda uma mitologia cosmonatural ebioorgânica acaba povoando a sua vasta criação, que descreve forças geradoras edestruidoras. E, de permeio a tanta miséria, luzem os vislumbres otimistas da
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