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Direito Empresarial [Completo] - Glioche

Direito Empresarial [Completo] - Glioche

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direito empresarial completo - glioche
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DIREITO EMPRESARIAL
1 ª Aula
 
- 05/04/2003
Vamos começar pelo início, lá pela idade média. Pode parecer baboseira oconceito de direito comercial, só que mudou o conceito e por isso que é importante, eusempre falo isso, e Domingo caiu na prova da magistratura federal, isso é besteira, mas vaicair, e vai cair novamente ou na magistratura estadual ou MP, sem sombra de dúvidas umaquestão dessa, então vamos lá:Conceito de direito empresarial:Nós podemos conceituar direito comercial a partir de determinadosmomentos históricos.
 A partir da idade média, o que aconteceu?
O direito privado ele ainda estava unido e não existia ainda direito civil edireito comercial, o problema é que na idade média o direito quase não evoluída porinfluência da igreja.Naquela época, embora o direito não evoluía, as atividades mercantisestavam crescendo espantosamente, época das expedições principalmente o direitomercantil, então naquela época não havia nenhum aparato legislativo, nenhuma lei,nenhum tratado por parte do Estado.Então, os comerciantes da época se viram na contingência de criar regraspróprias para tratar das relações jurídicas. A partir desse momento, dessa contingência éque o direito comercial teve que se desvincular do direito civil, porque o direito civilestava inerte, principalmente pôr influência da igreja, direito de família não mudava,direito de sucessões não mudava, ficava tudo parado, e o direito comercial evoluindo,evoluindo, teve que se separar do direito civil.Então, os comerciantes criaram regras próprias para tratar de suas relações jurídicas, nesse momento o direito comercial ele foi conceituado como ramo autônomo dodireito privado a serviço de uma categoria especial, a serviço dos comerciantes.E já que não havia nenhum aparato estatal, os comerciantes criam suasregras, o direito comercial nasceu basicamente como um direito costumeiro, ele utilizoubasicamente os usos e costumes daquela época.Foram formadas ligas, corporações de comerciantes e ali todas as relações jurídicas iam ser resolvidas, foram criados também os tribunais de comércio e nessestribunais, não era o juiz estatal. Vamos supor que estivéssemos no Sul da Itália, todos nóscomerciantes, e criássemos uma corporação, ali há um tribunal do comércio e estão vamosescolher uns entre nós para serem juízes, para os postulados.Alguns comerciantes eram chamados juízes, mas para aquele tribunalprivado, que lei aplicava?Não aplicava leis, aplicava os usos e costumes comerciais daquela região.
OBS:
O problema é que aquelas regras não eram aplicadas para todos oscomerciantes indistintamente, porque só podiam se valer daquelas regras os comerciantesque participavam da liga, da corporação. Era um direito extremamente corporativista,quem não fazia parte do clube do bolinha não poderia se valer daquelas regras.
 
 2
Com isso quando alguém queria litigar contra alguém que integrava aquelaliga, aquela corporação, tinha que acioná-lo no Tribunal do comércio,
e quando você oacionava lá quem ganhava aquela ação?
Quem fazia parte da liga. Era um direitoextremamente corporativista, porque quem julgava era um daqueles que era escolhidocomo juiz consular.Então o direito comercial não era muito bem visto, ele era visto comodireito marginal, como um direito à parte, não era marginal no sentido de bandido, masmarginal no sentido de a margem do direito estatal, do direito civil que regia os cidadãoscomuns.É por isso que hoje se eu chamar alguém de burguês ele vai ficar ofendidocomigo, nada mais injusto, porque isso vem dessa época onde o direito comercial eraseparado como o burguês era separado, ele era visto como uma pessoa não nobre, porque onobre era tratado pelo direito civil, por isso que se chamar de burguês ficava ofendido.Hoje não tem mais justificativa para isso, era uma tradição lá de Roma daidade média, hoje não se justifica, então hoje pode chamar de burguês e a pessoa ficarfeliz, mas naquela época não. Naquela época era um direito marginal, um direito amargem, um direito dos excluídos.O direito comercial sob essa concepção subjetivista, por esse conceitosubjetivo do direito comercial. Que conceito é esse? É um ramo autônomo do direitoprivado a serviço do comerciante.Ele permaneceu assim por um tempo até que o Napoleão resolveu criaruma nova concepção de direito comercial, ele não queria mais aquela história de direitocomercial só para comerciante, ele queria acabar com aquela história de privilégios para oscomerciantes, que tinham um tratamento próprio privilegiado, distinto dos demais.Então, ele determinou que se elaborasse um código comercial francês, quefoi o código de 1807, e nesse código eles adotaram o conceito objetivo de direitocomercial, ou melhor, eles criaram a concepção objetiva de direito comercial.
Que concepção objetiva é essa?
O direito comercial passava a ser ramo do direito privado que estudava osatos de comércio, porque não importa quem está praticando, se é ele, se ela, se ela fazparte de alguma liga ou não, pouco importa, o direito comercial vai regular os atos decomércio.E aí vem dizendo, são atos de comércio, transporte marítimo, a comprapara a revenda, as atividades de seguro, as atividades bancária, vem dizendo o rol dos atosde comércio. Então se tivesse naquele rol era tratado como direito comercial, se nãotivesse não era, era um rol totalmente objetivo.Como Napoleão mandava no mundo, o Brasil foi fortemente influenciado,o nosso primeiro código foi o código comercial. O nosso código comercial não distanciamuito do código francês foi em 1850, nos meados daquele século.E o código brasileiro, alguns autores dizem, não é bem assim, ele adotou aconcepção objetiva.
 Ah professor, mas no código comercial não tem o que são atos decomércio?
Realmente, mas ao lado do código comercial nasceu o
regulamento 737/50
,que em seu artigo 19 dizia, são atos de mercantil: compra para revenda, atividade deseguro, atividade bancária, então trazia aquele rol influenciado pelo código francês. Elenão está mais em vigor há muitos anos.O problema dessa concepção é trazida pelo professor Fran Martins.
 
 3
 A sociedade maromba academia de ginástica, era uma sociedade civil ousociedade comercial? Era civil A imobiliária?
Era civil.
 A construção civil?
Era comercial, por força de lei.
 Isso por quê?
 Porque o rol era objetivo.
E a atividade de prestação de serviço?
CivilA Encol foi à falência porque a construção civil é uma atividade comercial,vai entender isso? Não tem como entender, porque não há base científica, não tem comoeu dizer uma regra para vocês, o que é civil e o que é comercial, isso vai depender dolegislador, vai depender do país, vai depender da época.Então não há base científica, então até hoje não sabemos a amplitude do atode comércio, e é difícil porque pelo conceito objetivo, adotado pelo código de 1850, odireito comercial era o ramo que disciplinava os atos de comércio.Mas a gente não sabe o que são atos de comércio, como a gente vai estudardireito comercial? Então o conceito objetivo não foi adotado em vários países, na Itália, naAlemanha, na Suíça há muito tempo que não se adota essa concepção.Ruiu o conceito objetivo de direito comercial, sobretudo na Itália depois nasuíça, mas, sobretudo no CC italiano de 1942, criou-se uma nova concepção subjetiva, sóque subjetiva moderna, e é a do novo Código Civil.
Que concepção é essa?
 
Como é que nós vamos conceituar o direitocomercial sob o aspecto subjetivo moderno?
Porque não se falou na faculdade.Sob o aspecto subjetivo moderno, o direito comercial ele passou a focarnão mais o comerciante e muito menos os atos de comércio.
 Importante:
O direito comercial é um ramo autônomo do direito privadoque estuda e regulamenta os atos praticados pelo empresário no exercício de sua empresa.Ou em um conceito mais curtinho, é disciplina jurídico privada das empresas.Acabou comerciante agora, comerciante é coisa do passado, agora éempresário.A base é o conceito de empresa e o conceito de empresário, então nãoexiste mais comerciante agora é empresário.Acabou agora o comerciante e pelo art.2037 do CC, tudo aquilo que eraaplicado para os comerciantes é aplicado agora para os empresários.
Então, quando a lei de falência fala, está sujeito a falência o comerciante,como é que vocês vão ler agora?
Está sujeito a falência o empresário.Não existe mais comerciante, onde tinha comerciante você lê agoraempresário.Bom, esse é nosso conceito e depois nós vamos ver o que é empresa e oque é empresário.Segundo o nosso programa nós trabalharíamos fonte agora, mas nós nãovamos trabalhar fonte formal e fonte material, isso é coisa de Introdução ao Estudo DoDireito na Faculdade e eu não vou tratar com você, eu só vou tratar somente de uma fontede direito peculiar do direito comercial.
OBS:
Aliás, com essa mudança completa de base, que nós não temoscomo base nem o direito comercial e nem o ato de comércio há quem defenda a mudançado nome da disciplina não seria mais direito comercial, mas direito dos negócios ou direito

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