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Não_à_Legalização_da_Prostituição_10_Razões_para_a_prostituição_não_ser_legalizada_

Não_à_Legalização_da_Prostituição_10_Razões_para_a_prostituição_não_ser_legalizada_

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razões pela qual a prostituição não deve ser legalizada e como ela não passa de pura violência contra os direitos humanos das mulheres.
razões pela qual a prostituição não deve ser legalizada e como ela não passa de pura violência contra os direitos humanos das mulheres.

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Categories:Types, Speeches
Published by: Yume Hayashi Komogata on Dec 28, 2010
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Não à Legalização da Prostituição10 Razões para a prostituição não ser legalizadaJanice Raymond, Coalizão contra o TráficoInternacional de Mulheres (25 de março de 2003)
Tradução autorizada de Priscila Siqueira A seguinte argumentação se aplica a todas as formas de apoiooficial à prostituição, incluindo não somente a legalização total debordéis e atuação dos cafetões, mas também a descriminalizaçãoda Indústria Sexual, a regulamentação da prostituição por leis comoo registro das prostitutas ou os exames de saúde obrigatórios paraas mulheres, ou qualquer sistema no qual a prostituição sejareconhecida como ³trabalho sexual´ ou defendida como uma opçãode trabalho.
1- Legalização / Descriminação da prostituição é um presentepara os cafetões, traficantes de mulheres e a indústria sexual.
O que significa a legalização da prostituição ou a descriminação daindústria do sexo? Na Holanda, a legalização favorece todos osaspectos da Indústria Sexual: as próprias mulheres, os chamados³clientes´, os cafetões que ± sob o regime da legalização - sãotransformados em parceiros comerciais terceirizados e legítimosempreendedores sexuais. A legalização / descriminação da indústria sexual também converteos bordéis, clubes de sexo, casas de massagem e outros lugares
 
de prostituição em locais legítimos, onde as atividades sexuaisremuneradas são permitidas legalmente com poucas restrições. As pessoas acreditam que, advogando a legalização edescriminação da prostituição , elas estão dignificando eprofissionalizando as mulheres que vivem na prostituição.
Masdignificar a prostituição como trabalho, não significa dignificar asmulheres mas simplesmente ³dignificar´ ou facilitar a vida daindústria sexual.
 
 As pessoas não percebem que a descriminação, por exemplo, significa a descriminação de toda a indústria sexual,não somente das mulheres. E elas não pensaram sobre asconseqüências da legalização dos cafetões como empresáriossexuais legais ou homens de negócios que terceirizariam aatividade da prostituta, ou o fato de que os homens que compramas mulheres para a atividade sexual, seriam, então, aceitos comolegítimos consumidores de sexo.
2 ± Legalização / descriminação da prostituição e da indústriasexual promove o tráfico sexual.
 A legalização / descriminação das indústrias da prostituição é umadas raízes do tráfico sexual. Um dos argumentos usados paralegalização da prostituição na Holanda foi a do que tal medida legal iria ajudar acabar com a exploração das desesperadas mulheresimigrantes traficadas para a prostituição. Um levantamento feito pelo Grupo Budapeste (governamental),
atesta que 80% dasmulheres dos bordéis na Holanda são traficadas de outros países
( Budapeste Group,1999:11). Já em 1994, a OrganizaçãoInternacional de Imigração (IOM) declarava que somente naHolanda´ perto de 70% das mulheres traficadas eram oriundas dos países da Europa Central e do Leste Europeu. ( IOM, 1995:4)
O Governo da Holanda se declara o campeão de políticas eprogramas anti-tráfico de seres humanos, ainda que cinicamentetenha removido todo e qualquer impedimento à cafetinagem,aliciamento de mulheres e bordéis. Em 2000,
o Ministro da Justiçaholandês reivindicou uma quota legal de trabalhadoras sexuaisestrangeiras, já que o mercado holandês de prostituiçãodemandava uma variedade de ³corpos´ 
( Dutting,2001:16) Tambémno ano de 2000, o Governo Holandês reivindicou e conseguiu umasentença da Corte Européia reconhecendo a prostituição como umaatividade econômica., Assim, as mulheres da União Européia e dos
 
países do antigo Bloco da União Soviética se habilitaram a obter suas permissões de trabalho como ³trabalhadores sexuais´ naindústria holandesa do sexo, caso provassem estar empregadas.(Dutting,2001:16). As ONGs holandesas atestaramque os traficantes estão tirando vantagem das leis que permitem avinda de mulheres estrangeiras pra a indústria da prostituição naHolanda.
Essas leis mascaram o fato das mulheres terem sidotraficadas e por obrigar as mulheres imigrantes a se auto-definiremcomo³trabalhadoras sexuais´ para poderem entrar no país.
Em janeiro de 2002, a prostituição na Alemanha foi totalmenteimplementada como um emprego legítimo depois de ter sidolegalizada nas assim chamadas zonas de tolerância ou³Eros´.Promover a prostituição, a cafetinagem e os bordéis, sãoagora atividades legais na Alemanha. Já em 1993, depois que osprimeiros passos para a legalização da prostituição foram tomados,até mesmo os que defendiam essa medida reconheceram
que 75%das mulheres que viviam na prostituição na Alemanha eramestrangeiras procedentes do Uruguai, Argentina, Paraguai eoutros países da América do Sul 
 Altink,1993:33). Depois daqueda do Muro de Berlim, os proprietários de bordéis declararamque 9 entre 10 mulheres na indústria do sexo na Alemanha vinhamdos países do Leste Europeu (Altink,1993:43) e de outros países daantiga União Soviética.É evidente o volume de mulheres estrangeiras que estão naindústria sexual na Alemanha.
 Algumas ONGs estimam que,atualmente, o número de estrangeiras ultrapassa a 85 % dasmulheres em estado de prostituição.
Esse dado suscita a dúvida deque um tal número de mulheres pudesse ter entrado na Alemanhase não houvesse facilidades para tanto. Como na Holanda, asONGs afirmam que a maior parte das mulheres estrangeiras foramtraficadas para este país já que é quase impossível para asmulheres pobres financiar sua própria imigração, bancar os custosda viagem , os documentos necessários, bem como estabelecerem-se no negócio sem uma ajuda externa.
 A ligação entre a legalização da prostituição e o tráfico de mulheresna Austrália foi reconhecido no relatório sobre Direitos Humanos, doDepartamento de Estado dos USA
, publicado por seu Escritóriosobre os Assuntos de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho,em 1999. No relatório sobre a Austrália, notou-se que no estado deVitória que havia legalizado a prostituição nos anos 80,
³ o tráfico

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