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EPILEPSIA

EPILEPSIA

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EPILEPSIA
 
D
epois de receber uma consulta sobre
epilepsia idiopática
decidilançar mais um artigo no meu site, esclarecendo dentro dos possíveisalgo sobre epilepsia na sua generalidade. É uma enfermidade que sevai alastrando, e que a meu ver nesta actual humanidade desenfreada econfusa é sobremaneira salutar parar-se um pouco e apercebermo-noscom algum conhecimento dos males que vão minando a alma humana!A Epilepsia pode considerar-se como uma anomalia cerebral comcrises que se definem como deficiências neurológicas transitórias provocadas por uma actividade eléctrica anormal no cérebro.As actividades, os pensamentos, as percepções e as emoçõesresultam normalmente da excitação eléctrica regulada e ordenada dascélulas nervosas do cérebro.A causa principal da Epilepsia consiste em descargas eléctricas entrealgumas dessas células nervosas. Também traumatismos cranianos, eem alguns adultos tumores no cérebro podem estar na origem dadoença. Não esquecer que causas profundamente psíquicas, devidomuitas vezes a estruturas ambientais desequilibradas, ondecontinuadamente gritos e conflitos ainda mais gritados em fúrias deagressividade imperam, podem afectar a fragilidade da massaencefálica, mal protegida pela fraca consistência da massa craniana,logo nas primeiras infâncias. Mas em alguns casos a causa não chega aser conhecida. Quando a causa específica não chega a ser conhecida aepilepsia é denominada
idiopática
. A meu ver todos os fenómenos atodos os níveis são efeitos de causas … mesmo que a mente humanaainda não tenha atingido o conhecimento de muitas causas!… Hácasos muito raros em que uma criança com menos de seis meses podeter um ataque epilético, que, por vezes é tomado erradamente por outrasituação médica.Embora a epilepsia seja mais considerada como hereditária, desde hámuito sabe-se que pode também ter causas traumáticas, e afecta cercade 5 pessoas em cada 1000. O distúrbio tem geralmente início nainfância ou na adolescência, mas se houver percepção do facto,submetendo essas crianças e jovens a terapias adequadas superam aepilepsia e não requerem medicação. Esta doença pode apresentar-sesobre duas formas fundamentais: as crises generalizadas e as crises parciais. As primeiras originam perdas de consciência, afectam todo oorganismo, e podem surgir em qualquer ponto duma extensa áreacerebral.As variantes das crises generalizadas são conhecidas como crises de"grande mal" e as de "pequeno mal".Durante uma crise de "grande mal" há perca de consciência e todo o corpo torna-serígido, e surgem depois contracçõesintermitentes dos membros. Por vezes podeocorrer um grito inicial, a respiração parececessar ou torna-se muito irregular durante acrise. Por fim os músculos relaxam e pode
 
surgir incontinência fecal ou urinária. Depoisde algum tempo, o doente vai tomandoconsciência, fica primeiramente confuso, pode ter dores de cabeça, ou uma grandenecessidade de dormir, e normalmente nãose recorda de nada do que lhe aconteceu. Sãocrises convulsivas.O "pequeno mal" é caracterizado por ausências; normalmente háuma momentânea perda de consciência, que por vezes é muito curtaem que o paciente não se apercebe de nada. Esta situação é muito maisfrequente nas crianças, na puberdade em que a criança ou o jovemdurante o episódio de alteração de consciência permanece com umolhar fixo e vazio não se observando espasmos nem convulsões. Por exemplo num período de ausência, uma criança pode continuar a fazer o movimento da escrita, mas sem realmente formar letras. Umas dasformas de diagnosticar a epilepsia é através do electroencefalograma,que nem sempre é suficiente para o diagnóstico.Os epiléticos estão geralmente aptos a trabalhar, mas o distúrbiomental pode alterar e mesmo limitar a escolha da profissão, levando-osa viver na maior parte do tempo de Vida descontentes, desconfiados e por vezes conflituosos!A epilepsia provoca muitas vezes a modificação do carácter, grandeexcitabilidade, irritabilidade, agressividade quando são contrariadosnas suas vontades, nas suas ideias, mas apresentam lentidão dereacções, e diminuição de faculdades mentais. O exemplo mais célebredo génio epilético foi o soberbo escritor russo Dostoievski.As crises parciais em que se pode manter onível de consciência são originadas por lesões numa área do cérebro mais limitadacomo por exemplo a
epilepsia do lobotemporal 
. No entanto embora estas crisestenham início numa área cerebral maisespecífica, o distúrbio eléctrico podeespalhar-se e afectar todo o cérebro humanotornando-se numa crise generalizada.A propósito da epilepsia do lobo temporal é considerada aquela emque se verificam as descargas eléctricas anormais no cérebro limitadasao lobo temporal.A causa principal é a existência num dos lobos temporais duma áreaafectada que actua como um foco potente no desenvolvimento dasdescargas anormais eléctricas. A lesão pode ser provocada por traumatismo de nascimento, tumor cerebral, ou acidente vascular cerebral.As pessoas afectadas por epilepsia do lobo temporal padecem deestados oníricos, que vão desde a perda parcial da consciência, a umasituação de desatenção, e desconcentração quase total. A pessoaafectada pode fazer coisas de que não se recorda, e mesmo se alguémfizer alusão às situações observadas, nega-as compulsivamentealegando que não fez, que não disse … etc.É tremendamente difícil ter um contacto assíduo com este tipo de
 
doentes.Também há a considerar que esta doença afecta com frequênciaindivíduos dotados de aptidões notáveis.Temos como exemplo a coragem e o génio de Vicent Van Gogh. Nos últimos 10 anos da sua vida dedicou-se à pintura. Um homemexcêntrico, frequentemente desagradável trabalhou incessantemente. Adoença de Van Gogh nunca foi correctamente diagnosticada durante asua vida, mas tem sido analisada posteriormente por numerososespecialistas. Uma das teorias actualmente avançadas, é que ele nãosofria de loucura, mas de
epilepsia temporal 
, que se caracterizatambém por perturbações emocionais, perceptivas e psicomotoras. Háa considerar que existem também descargas eléctricas no interior doscentros sensoriais e de emoção que podem provocar comportamentosanómalos e violentos seguidos de amnésia.Van Gogh vivenciou no seu infortúnio doentio uma combinação desofrimento e simultaneamente de esperança que ele expressa numalinguagem sem par das cores, das texturas e das formas, que legou aomundo, perfeitamente visível nos seus quadros, em especial no quadro"Corvos sobre campo de trigo". É considerado o último dos seusquadros, onde parece anunciar o seu suicídio que o levou com toda asua genialidade aos 37 anos. Pode-se combater a epilepsia com os normais fármacos psiquiátricos, mas também com saudáveis e eficientes produtosnaturais e as indispensáveis psicoterapias, especificamente as psicoterapias de relaxamento com musicoterapia suave edescontrainte; Yogoterapia direccionada à enfermidade e estouconvencida por experiência própria profissional que em alguns casos é possível fazer desaparecer esta enfermidade. Além destas psicoterapias, que são as mais eficientes nesta doença, há outras aacrescentar conforme a situação de cada doente. Sobre este assunto poderia ensinar muitas técnicas, mas já vai demasiado longo o artigo.Actualmente parece cada vez mais crescente o número de crianças e jovens afectados por várias perturbações desrítmicas, paroxísticas,neste torvelinho humano, que vive correndo desenfreadamente …Porquê?! Para quê?! Para onde?! tornando tantas crianças e jovens profundamente infelizes numa angustiante solidão afectiva e numarevolta contínua. Se têm tudo a nível material, por vezes demais, se os pais lhes dão tudo, perguntam-se eles: "Porque são os filhos

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