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Observatório da Imprensa - Alberto Dines - Uma rede chamada humanidade - 27 12 2010 07 41 28

Observatório da Imprensa - Alberto Dines - Uma rede chamada humanidade - 27 12 2010 07 41 28

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Quarta-feira, 29 de dezembro de 2010ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 621 - 21/12/2010
 
Jornal de Debates
Início > Índice Geral > Jornal de Debates
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TEMPOS MODERNOS
Uma rede chamada humanidade
Por Alberto Dines em 27/12/2010
Publicado originalmente, em versão reduzida, no
Diário de S.Paulo
,26/12/2010
Papai Noel não desceu pela chaminé, baixou pela internet. Na lista de presentes quedistribuiu neste Natal houve mais eletrônica do que joalheria, mais
gadgets
do quesedas, mais Steve Jobs do que Dior.Mais ilusões do que realidades: tudo à nossa volta revela uma absurda premência emmatéria de apetrechos e equipamentos, corremos esbaforidos atrás dos últimoslançamentos sem perceber que a obsolescência vem junto, como brinde obrigatório.Cada nova maquineta nas vitrines é mais uma geringonça a caminho do lixo não-orgânico.Cansamos de ser humanos, esta é a verdade, preferimos ser operadores de sistemas.Apoiados em pequenos manuais de instrução somos inseridos facilmente nas redes dosucesso, ditas "sociais" – fazemos parte, ganhamos um perfil, rosto, visibilidade. Afinalchegamos ao status de expoentes, embora próximos da nulidade.
Repetição infindável
Mais complicada, menos sedutora, é a percepção de que a corrida atrás dasinovações é enganosa. O ideal iluminista do homem racional, autônomo, livre dedogmas e preconceitos, acabou produzindo em apenas duzentos anos – uma ninhariana história da civilização – legiões globais de escravos das modas.O futuro já não é o que era – miragem inalcançável, desafio invencível, sonho,esperança. Representava um salto, ascensão, agora com um clique (re)baixa-se darede. O futuro era transcendental, agora uma banalidade de última geração emformato de história em quadrinhos onde os protagonistas são fantásticosequipamentos e os humanos, meros acessórios.O inglês H.G .Wells tornou-se mais conhecido por suas quimeras científicas do que porseus escritos sobre socialismo e pacifismo. O fatalismo tecnológico transfere para ospaíses desenvolvidos a função de nos abastecer de ferramentas cada vez maissofisticadas enquanto nos mantém na condição de usuários passivos de suasinovações. Idolatramos um vago e imponderável mundo melhor, esquecidos de algocomezinho: preparar gente melhor para torná-lo viável. Ao menos, capaz de separaros benefícios dos malefícios colaterais.A modernidade caminha em alta velocidade para tornar-se um retrocesso. Não venceua intolerância nem o fanatismo como prometera e ainda conseguiu o milagre de fazerda religião um agnosticismo e, deste, uma religião. A modernidade convive com asmentiras, a corrupção, a arbitrariedade e a barbárie graças às infindáveis eanestésicas repetições em tempo real.
Ideias transformadoras
 
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Sem consistência, em questão de dias as vanguardas se dissolvem em réplicas,platitudes, reciclagens, híbridos, chavões. Indolor, inodora e inaudível – graças aobarulho ensurdecedor que provoca – a modernidade é uma pirataria desenfreada einvencível.Tecnologia não liberta ninguém, escreveu recentemente o historiador Timothy GartonAsh. Também não emancipa. Quem liberta, emancipa e transforma são as ideias – e asideias são produzidas pela incerteza nesta arcaica e formidável rede chamadahumanidade.
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