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Missão Integral (Resumo)

Missão Integral (Resumo)

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Published by: José Ildo Swartele de Mello on Jan 03, 2011
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Doutorado em MinistérioMCI 04: Teologia do Ministério em MissãoDr. Antonio Carlos Barro – 05 à 09.05.03
Aluno: José Ildo Swartele de Mello
PADILLA, C. R.
Missão Integral 
, São Paulo, FTL-B/Temática, 1992.
209 pp.
René Padilla um dos mais influentes teólogos Latino-americano, equatoriano, cujaapresentação em Lausanne 74 mudou o curso da história, afirmando que a evangelização não pode acontecer de forma alienada da realidade. A Missão da igreja é integral, pois deve estar comprometida com todo o Conselho de Deus, levando em conta a pessoa na sua totalidade, bemcomo o contexto no qual a pessoa vive. A missão veste a roupa da encarnação. É a busca por uma missão da igreja que seja bíblia e contextual. O livro é um conjunto de ensaios que foramescritos ao longo de uma década começando com o Congresso Internacional de EvangelizaçãoMundial em Lausanne, 74. Padilla contribuiu e muito para a valiosa formulação do Pacto deLausanne, pacto este que toma posição contra um evangelho mutilado e um conceito estreito damissão cristã. A evangelização deve ser vista como algo inseparável da responsabilidade social e política. O Pacto critica ainda a mundanalidade que se detecta na adulteração da mensagem, amanipulação dos ouvintes por meio de técnicas de pressão e a preocupação exagerada pelasestatísticas na evangelização. Devemos aceitar o dever de desenvolver um estilo de vida simples,a fim de contribuir mais generosamente tanto para a ajuda material como para a evangelização. Éum apelo para que voltemos o nosso rosto para um mundo sofredor. No capítulo 1, Padilla denuncia a falta de valorização das dimensões mais amplas doevangelho, o que resulta em uma evangelização que concebe o indivíduo como uma unidadeautônoma – um Robinson Crusoé a quem o chamado de Deus chega na solidão de sua ilha . OMundo é hostil a Deus e está escravizado pelos poderes das trevas. Não podemos perder de vistao caráter demoníaco de todo o meio ambiente espiritual que condiciona o pensamento e aconduta dos homens. Não podemos ignorar a realidade do materialismo, a absolutização da era presente no que ela oferece: os bens de consumo, o dinheiro, o poder político, a filosofia, aciência, a classe social, a raça, a nação, o sexo, a religião, a tradição, o egoísmo coletivo quecondiciona o homem para que busque realização nas “coisas desejáveis” da vida: a GrandeMentira de que o homem deriva seu sentido de ser como Deus, em autonomia frente a Deus. O problema do homem no mundo não é simplesmente que ele cometa pecados isolados ou ceda àtentação de vícios particulares. É, antes, que está aprisionado dentro de um sistema que ocondiciona para que absolutize o relativo e relativize o absoluto, um sistema cujo mecanismo deauto-suficiência o priva da vida eterna e o submete ao juízo de Deus. Toda a história é a históriadesta Mentira e da destruição que ela traz para o homem; a história de como o homem (como C.S. Lewis aparentemente o expressou) desfruta a terrível liberdade que exigiu e com a qual,conseqüentemente, se escraviza. A proclamação do evangelho que não toma a sério o poder doinimigo tampouco poderá tomar a sério a necessidade dos recursos de Deus para a luta.Padilla lembra que o credo mais antigo da igreja é “Jesus é o Kyrios” (At 2.36, Rm 12)12,At 1.4). Na perspectiva do Novo Testamento, a obra de Deus em seu Filho não pode ser reduzidaa uma limpeza da culpa do pecado: é também um traslado ao Reino messiânico que em Cristo sefez presente por antecipação (Cl 1.13). A hora da cruz foi a hora do juízo deste mundo e de seu“príncipe” (Jô 12.31; 16.11; Cl 2.15), Jesus foi exaltado como Senhor de todo o Universo (Ef 
 
1.20-22; Fp 2.9-11; 1 Pe 3.22) é é como tal que ele pode salvar todos os que invocam seu nome(Rm 10.12-13). E a salvação em Cristo envolve tanto o perdão dos pecados (1 Jo 1.9) como avitória sobre o mundo (1 Jo 5.4), por meio da fé. Evangelizar não é oferecer uma experiência delibertação de sentimentos de culpa, como se Cristo fosse um superpsiquiatra e seu poder desalvar pudesse ser separado de seu senhorio. Evangelizar é proclamar Jesus Cristo como senhor eSalvador, por cuja obra o homem é liberto tanto da culpa como do poder do pecado, integrando-se ao propósito de deus de colocar todas as coisas sob o mando de Cristo. Um dia, todo o joelhose dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, mas, hoje, a Igreja, emantecipação ao reconhecimento universal de Jesus Cristo como Senhor de toda a criação (Fp 2.9-11), ela o reconhece e recebe e vive em virtude das bênçãos e dos dons que ele lhe confere (Ef 1.3-14, 22; 4.7-16). Evangelizar é proclamar Jesus Cristo como aquele que reina hoje econtinuará reinando “até que haja posto todos os inimigos debaixo dos seus pés” (1 Co 15.25). Acristologia cósmica do Novo testamento está no próprio cerne da proclamação. O inimigo foiferido mortalmente. O secularismo diz que o mundo natural representa a totalidade da realidade eque, portanto o único conhecimento possível é o científico; o que não puder ser investigado por métodos empíricos não pode ser real; em que se apregoa a maturidade do homem e o fim dosobrenaturalismo. Muitos cristãos se curvam ao secularismo desenvolvendo uma religiãoantropocêntrica que diz ao homem unicamente o que ele quer ouvir, ou seja, que o homem édono de si mesmo, que o futuro da história está em suas mãos, que Deus somente pode ser tolerado como algo impessoal que ele, homem, pode manipular. É uma negação da mensagem bíblica, que tem como um dos seus pressupostos básicos o de que deus transcende o universo eatua livremente nele. O evangelho se converte assim numa mercadoria cuja aquisição garante aoconsumidor a posse dos valores mais altos: o êxito na vida e a felicidade pessoal agora e parasempre. O ato de “aceitar a Cristo” é o meio para alcançar o ideal da “boa vida” sem custoalgum. A cruz perde seu escândalo, uma vez que aponta para o sacrifício de Jesus cristo por nós,mas não é um chamado para o discipulado: é a cruz de cristo, não do discípulo. O Deus destecristianismo é o Deus da “graça barata”, o Deus que sempre dá, mas nunca exige nada, o Deusfeito para o homem que se rege pela lei do menor esforço, o Deus que se concentra naqueles quenão tem possibilidade de negarem-se a eles próprios para dedicarem-se a Deus, porque Onecessitam como analgésico. Padilha assevera que a manipulação do evangelho para lograr oêxito sempre conduz a uma escravização ao mundo e seus poderes.Padilha ressalta que o Reino de Deus se fez presente na pessoa de Jesus Cristo. Aescatologia invadiu a história. Deus expressou de maneira definitiva seu propósito de colocar todas as coisas sob o mando de cristo. Os poderes das trevas foram vencidos. Aqui e agora, emunião com Jesus Cristo, os homens têm a seu alcance bênção da nova era. Mas o Reino de Deusnão chegou em sua plenitude. Vivemos em esperança neste tempo da paciência de Deus (Rm8.24 e 2 Pe 3.9-13).Sem o chamado ao arrependimento não há evangelho. E o arrependimento não é um meroremorso de consciência (2 Co 7.10), mas uma mudança de atitude, uma reestruturação de todosos valores, uma reorientação de toda a personalidade. Não é o abandono de hábitos condenados por uma ética moralista, mas a renúncia a um estado de rebelião contra Deus para voltar-se paraele. Não é o mero reconhecimento de uma necessidade psicológica, mas a aceitação da cruz deCristo como uma morte ao mundo a fim de viver para Deus. A mudança que se impõe envolveum novo estilo de vida (Lc 3.8). João batista tem uma palavra apropriada, em cada caso suaexigência ética incide no ponto em que o homem está escravizado aos poderes da velha era efechado à ação de Deus. À pessoas em geral, ele diz “Quem tiver duas túnicas, reparta com quem
 
não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo.” Aos cobradores de impostos: “não cobreis maisdo que o estipulado.” Aos soldados: “A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lc 3.11-14). A crise que o Reino coloca não se resolve em termos daaceitação de conteúdos mentais que formam parte da tradição (“temos por pai a Abraão”), masem termos de obediência à ética do Reino. A salvação é o retorno do homem a Deus, mas étambém o retorno do homem a seu próximo. Zaqueu renuncia ao materialismo que o escraviza ese compromete com o seu próximo. (Lc 19). Se Jesus Cristo é o Senhor, os homens devem ser confrontados com sua autoridade sobre a totalidade da vida. A fé sem arrependimento não é fésalvadora, mas uma crendice presunçosa. A conversão não é uma mudança de religião, na qual agente se torna adepto de um culto, mas uma reorientação do homem total em relação a Deus, aoshomens e à criação. Dois extremos: reduzir a salvação a uma transformação deste mundo por meio da política e outro seria dizer que a salvação se reduz à salvação futura da alma em que omundo presente não passaria de uma etapa preparatória para a vida no além. Jesus não veio paracriar uma religião, mas para cumprir o propósito de deus de colocar todas as coisas sob o seugoverno.O cristianismo secular está obcecado com a vida deste mundo, onde a esperança cristãacaba se confundindo com a esperança intramundana do marxismo (teologia da libertação) e, noextremo oposto, temos a escatologia futurista que faz da religião um meio de escape da realidade presente, resultando num total desconhecimento dos problemas da sociedade em nome dasuperação do mundo, tal postura acaba por justificar à critica marxista de que a religião é o ópiodo povo. A missão de Jesus não se limitou a pregação (Mt 4.23; 9.35). Junto ao Kerygma estavaa diakonia e a didaqué. Salvação é humanização total. Jesus, em meio a várias alternativas políticas (o farisaísmo, o saduceísmo, o zelotismo e o essenismo), encarna e proclama uma novaalternativa: O Reino de Deus. Dizer que Jesus é o Cristo é descobri-lo em termos políticos, éafirmar que ele é rei. Seu reino não é deste mundo, não porque não tenha nada a ver com omundo, mas porque não se amolda à política dos homens. É um reino com sua própria política,uma política marcada pelo sacrifício. Jesus é um rei que não veio para ser servido, mas paraservir e dar a sua vida em resgate por muitos (Mc 10.45). O serviço até o sacrifício pertence à própria essência de sua missão. E esta tem que ser a marca distintiva da comunidade que oconfessa como rei. É assim que Jesus denuncia a ambição de mando, proclamando umaalternativa que se baseia no amor, no serviço, na auto-entrega aos demais. (Mc 10.43-44).A nova criação em Jesus se faz história em termo de boas obras (Ef 2.10, Tt 2.14).Padilha condena o divórcio que se faz entre a soteriologia e a ética, a comunhão com Deus e acomunhão com o próximo, a fé e as obras. A cruz é a exigência de um novo estilo de vidacaracterizado pelo amor, totalmente oposto a uma vida individualista, centralizada em ambições pessoais, indiferente frente às necessidades do próximo. É soteriológica e ética (1 Jo 3.16).Assim como a Palavra se fez homem, também o amor precisa tornar-se boa obra para ser inteligível aos homens (1 Jo 3.10). A evidência da vida eterna não é só a confissão de Jesus comoSenhor, mas é “a fé que atua pelo amor” (Gl 5.6). Não há lugar para estatísticas sobre quantosmorrem sem Cristo a cada minuto se elas não considerarem quantos dos que assim morrem sãovítimas da fome. Não há lugar para a evangelização que, ao passar junto ao homem que foiassaltado pelos ladrões enquanto descia pelo caminho de Jerusalém a Jericó, vê nele uma almaque deve salvar-se, mas passa por Cida do homem (ver também Tg 2.14-17). Portanto, a primeiracondição de uma evangelização genuína é a crucificação do evangelista. Sem ela o evangelho seconverte em verborragia e a evangelização, em proselitismo. A igreja não é um clube religiosoultramundano que organiza excursões ao mundo para ganhar adeptos mediante técnicas de

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