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História da cidade de Parnaíba-PI

História da cidade de Parnaíba-PI

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Published by: 'Alexandre Wellington dos Santos Silva on Jan 05, 2011
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História da cidade de Parnaíba-PI
Desbravamento
A presença de um delta em mar aberto, fora o atrativo para que navegadores eaventureiros como Nicolau Resende (1571), Gabriel Soares de Sousa (1587), PeroCoelho de Sousa (1602), Martin Soares de Sousa (1631) e Vital Maciel Parente (1614)além de Padres Jesuítas, pesquisadores e outros fizessem incursões e explorassem aregião de Parnaíba, dando notícia sobre a grandiosidade do Rio existente e do seu Delta,muito antes da chegada dos Bandeirantes Paulistas, desbravadores e colonizadores doPiauí.A região do delta do Rio Parnaíba, povoada por Tremembés, foi o alvo de uma intensaação dos jesuítas. Já em 1607, registra-se a presença de jesuítas na região, quando oPadre Luís Filgueiras atravessou o Rio Parnaíba com alguns de seus comandados parase estabelecer no Maranhão, fugindo de novos ataques indígenas nos contrafortes daIbiapaba, quando deixou para trás o corpo de seu companheiro de expedição: PadreFrancisco Pinto, morto com crueldade pelos Tacajirus no planalto ibiapabano.Em 1669, século XVII, Leonardo de Sá e seus companheiros desbravaram a região entreo Rio Igaraçu e a Serra da Ibiapaba e travaram forte combate com os Tremembés, índiosnadadores, terríveis que dominavam toda região do Delta, parte do litoral do Maranhãoe do Ceará. Os Tremembés foram apelidados de peixes racionais porque saqueavamembarcações com excelentes mergulhos, e permaneceram na região, durante muitosanos defendendo suas tabas.Em Ato de 12 de janeiro de 1699, o Conselho Ultramarino, determinou a sondagem dorio e a viabilidade da construção de um porto e erguimento de uma vila na região doDelta, já que esta parecia propícia à fundação de uma feitoria ou de uma vila e por meioda qual muitos comerciantes e contrabandistas do Pará, Bahia e Pernambuco querenunciaram ao doloroso trajeto terrestre atraídos pelo crescimento de fazendas e curraisno interior da capitania do Piauí e escolheram fazer o translado do gado por via fluvial emarítima. Em função da existência de uma Carta Régia datada de 1701, permitindo queo gado somente pudesse ser criado à distância de 10 léguas do litoral, forçava umapenetração subindo o Rio Parnaíba, criando a necessidade de erguimento de um
 
entreposto para guarda de animais e mercadorias que seriam usadas na troca. Esseentreposto, que passou a ser chamado de Porto das Barcas, desenvolveu-se em funçãoda necessidade de acondicionamento da carne bovina que seria levada para regiõesdistantes, nascendo ali a industria do charque, que consiste no abate do gado e na secaao vento e ao sol da carne e sua posterior prensagem
Colonização
Dois núcleos deram origem à cidade de Parnaíba: o Testa Branca e o Porto das Barcas.O Testa Branca era uma grande fazenda de gado e que mais tarde, tornou-se num arraialcom poucos habitantes e poucas possibilidades de desenvolvimento. Segundo algunshistoriadores, o termo ‘testa branca’ foi designado pela existência de uma rês com atesta branca que vivia ali e que simbolizava as areias brancas presentes no povoado.Quando ocorre a instalação do governo autônomo do Piauí, separado do Maranhão, coma posse do primeiro governador, João Pereira Caldas, em 20 de setembro de 1759, acapitania ganhou maior dinamismo e pôde, na medida do possível, executar asdeterminações régias do Conselho Ultramarino e implementar outras de iniciativapróprias. Em 29 de julho de 1759, a Carta Régia autorizou o governo da capitania acriação de novas vilas, mas João Pereira só leva a efeito essa autorização em 1762,quando funda na capitania mais seis novas vilas, entre elas Parnaíba.A escolha da sede da nova vila recai sobre a povoação de Testa Branca que passou achamar-se de Vila de São João da Parnaíba em 18 de agosto de 1762, nesta época opovoado contava apenas com quatro residências, oito brancos livres e onze escravos.Enquanto no interior da vila o número de residências era 330, e contava-se com 1.747brancos livres e 602 escravos.Essa atitude do governador João Pereira Caldas de elevar a sede da vila na localidadeTesta Branca, foi por demais incompreendida, uma vez que no Porto das Barcas jáexistia o Pelourinho, símbolo da autonomia municipal. Para desenvolver o povoadoTesta Branca havia o compromisso firmado pelos comerciantes junto ao governadordurante a fundação, que era de construir 59 casas, mas que tal acordo nunca foicumprido. Ao contrário: em 1769 a Câmara, instalada no Porto das Barcas, proíbe novasedificações em Testa Branca.O Porto das Barcas – antes denominado Porto Salgado – situado à margem direita doRio Igaraçu, prosperou devido a grande agitação de embarcações, tornando-se numafeitoria crescente do comércio que teve notável impulso, administrado pelo portuguêsJoão Paulo Diniz, proprietário de oficinas de carnes secas, situadas a 80 léguas da fozdo Rio Parnaíba; aquele trazia em suas sumacas (barcas) gêneros alimentícios e charquepara enriquecer o comércio de Parnaíba, além de várias fazendas, foi arrendatário daIlha do Caju.Em 1711 com a ajuda do coronel Pedro Barbosa Leal e alguns moradores, João PauloDiniz constrói uma pequena capela para Nossa Senhora de Mont Serrat, imagem vindade Portugal, e que foi venerada como Padroeira da Feitoria, mas a imagem fora levada àMatriz de Piracuruca em 1712, devido aos ataques dos índios tremembés na feitoria.Vale enfatizar que João Paulo Diniz precedeu a Domingos Dias da Silva na exploraçãodo comércio de carne seca, o charque, com grande êxito. Com isso, foi sem dúvida oiniciador da colonização e do desenvolvimento de nosso município junto ao município junto ao coronel Pedro Barbosa Leal, também português.Destaca-se também como assentador do Marco Histórico e de desbravador da RegiãoNorte do Piauí – Parnaíba – o português Domingos Dias da Silva, em 1758 procedentedo Rio Grande do Sul, trouxe fabulosa fortuna em ouro e prata, instalou-se aqui e

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