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Apostila Enem LITERATURA

Apostila Enem LITERATURA

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08/20/2013

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COLÉGIO CENECISTA ELIAS MOREIRAProf. Alencar – LiteraturaPeríodo Literário
(ou Época Literária) é o segmento
determinado
de uma época em que predominou um estilo naliteratura. Didaticamente, a divisão da literatura brasileira em períodos seria representada assim:
PERÍODO
 
ÉPOCA
 
CARACTERÍSTICAS
 Lit. Informativa Séc. XVI Visão documental e paradisíaca da nova terraBarroco Séc. XVII · Expressão ideológica da Contra-Reforma· Conflito entre corpo e alma· Temática do desengano· Linguagem conflituosa e ornamentadaArcadismo Séc. XVIII · Ligação com o Iluminismo· Celebração do racionalismo· Razão = verdade = simplicidade· Imitação dos clássicos· Imitação da natureza (campestre)· Canto da vida pastorilRomantismo(prosa e poesia)Primeira metade do séc. XIX · Individualismo e subjetivismo· Sentimentalismo· Culto da natureza· Imaginação e fantasia· Liberdade de expressão· Valorização do passadoRealismo(prosa)Segunda metade do século XIX · Objetividade· Verossimilhança· Racionalismo (análise psicológica e social)· Predomínio do urbano· Busca da perfeição formalNaturalismo(prosa)Segunda metade do século XIX Todas as características do Realismo mais:· Cientificismo (adoção de "leis científicas" que determinam ospersonagens)Parnasianismo(poesia)Duas últimas décadas doséculo XIX· Objetividade e impassibilidade· Teoria da Arte pela Arte (Verdade = Beleza = Forma)· Perfeição formal: métrica e rima· Temática (descrição de objetos e Antigüidade greco-romana)Simbolismo(poesia)Última década do século XIX · Subjetivismo· Nova linguagem poética (sugestão, musicalidade, vaguidade)· Utilização de símbolos e metáforas· Culto do mistério· Religiosidade místicaPré-Modernismo(prosa e poesia)Duas primeiras décadas doséculo XX· Mescla de estilos e temas· Preocupação socialModernismo(prosa e poesia)1922 - ? · Liberdade absoluta de expressão· Valorização do cotidiano· Linguagem coloquial· Paródia e verso livre· Ausência de fronteira entre os gêneros· Nacionalismo crítico e irônicoÉ bom citar que, a prova do ENEM, no que diz respeito à Literatura Brasileira, costuma enfatizar questões quetratam do Romantismo até os dias atuais (Literatura Contemporânea).
AtividadesRomantismo
01) O trecho a seguir é parte do poema “Mocidade e morte”, do poeta romântico Castro Alves:
Oh! eu quero viver, beber perfumes
 
Na flor silvestre, que embalsama os ares;Ver minh'alma adejar pelo infinito,Qual branca vela n'amplidão dos mares.No seio da mulher há tanto aroma...Nos seus beijos de fogo há tanta vida... –– Árabe errante, vou dormir à tarde À sombra fresca da palmeira erguida.Mas uma voz responde-me sombria:Terás o sono sob a lájea fria.
(ALVES, Castro.
Os melhores poemas de Castro Alve
s. Seleção de Lêdo Ivo. São Paulo: Global, 1983.)Esse poema, como o próprio título sugere, aborda o inconformismo do poeta com a antevisão da morte prematura,ainda na juventude. A imagem da morte aparece na palavra:a) embalsama.b) infinito.c) amplidão.d) dormir.e) sono.
Romantismo – Realismo
02) No trecho abaixo, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmente um outro estilo de época: oRomantismo.
“Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça, e,com certeza, a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mastambém não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos danatureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos dacriação.” 
(ASSIS, Machado de.
Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Rio de Janeiro: Jackson,1957.)A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao Romantismo está transcrita na alternativa:a) ... o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas ...b) ... era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça ...c) Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, ...d) Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos ...e) ... o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.
Realismo (Machado de Assis)
03) O texto abaixo foi extraído de uma crônica de Machado de Assis e refere-se ao trabalho de um escravo.
“Um dia começou a guerra do Paraguai e durou cinco anos, João repicava e dobrava, dobrava e repicava pelosmortos e pelas vitórias. Quando se decretou o ventre livre dos escravos, João é que repicou. Quando se fez aabolição completa, quem repicou foi João. Um dia proclamou-se a República. João repicou por ela, repicaria peloImpério, se o Império retornasse.” 
(MACHADO, Assis de.
Crônica sobre a morte do escravo João
, 1897)A leitura do texto permite afirmar que o sineiro João:a) por ser escravo tocava os sinos, às escondidas, quando ocorriam fatos ligados à Abolição.b) não poderia tocar os sinos pelo retorno do Império, visto que era escravo.c) tocou os sinos pela República, proclamada pelos abolicionistas que vieram libertá-lo.d) tocava os sinos quando ocorriam fatos marcantes porque era costume fazê-lo.e) tocou os sinos pelo retorno do Império, comemorando a volta da Princesa Isabel.
Realismo (Naturalismo)
Texto para questão 04.
Viam-se de cima as casas acavaladas umas pelas outras, formando ruas, contornando praças. Aschaminés principiavam a fumar; deslizavam as carrocinhas multicores dos padeiros; as vacas de leite caminhavamcom o seu passo vagaroso, parando à porta dos fregueses, tilintando o chocalho; os quiosques vendiam café a
 
homens de jaqueta e chapéu desabado; cruzavam- se na rua os libertinos retardios com os operários que selevantavam para a obrigação; ouvia-se o ruído estalado dos carros de água, o rodar monótono dos bondes.
(AZEVEDO, Aluísio de.
Casa de Pensã
o. São Paulo: Martins, 1973)04) O trecho, retirado de romance escrito em 1884, descreve o cotidiano de uma cidade, no seguinte contexto:a) a convivência entre elementos de uma economia agrária e os de uma economia industrial indicam o início daindustrialização no Brasil, no século XIX.b) desde o século XVIII, a principal atividade da economia brasileira era industrial, como se observa no cotidianodescrito.c) apesar de a industrialização ter-se iniciado no século XIX, ela continuou a ser uma atividade pouco desenvolvidano Brasil.d) apesar da industrialização, muitos operários levantavam cedo, porque iam diariamente para o campo desenvolver atividades rurais.e) a vida urbana, caracterizada pelo cotidiano apresentado no texto, ignora a industrialização existente na época.
Modernismo – 1ª Fase (Manuel Bandeira)
Texto para questão 05.
Poética
Estou farto do lirismo comedidoDo lirismo bem comportadoDo lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e[manifestações de apreço ao Sr. diretor.Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o[cunho vernáculo de um vocábulo Abaixo os puristas............................................................................................Quero antes o lirismo dos loucosO lirismo dos bêbedosO lirismo difícil e pungente dos bêbedosO lirismo dos clowns de Shakespeare— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
(BANDEIRA, Manuel.
Poesia Completa e Prosa.
Rio de Janeiro. Aguilar, 1974)05) Com base na leitura do poema, podemos afirmar corretamente que o poeta:a) critica o lirismo louco do movimento modernista.b) critica todo e qualquer lirismo na literatura.c) propõe o retorno ao lirismo do movimento clássico.d) propõe o retorno ao lirismo do movimento romântico.e) propõe a criação de um novo lirismo.
Modernismo – 2ª Fase – Poesia (Vinícius de Moares)
06) Oxímoro (ou paradoxo) é uma construção textual que agrupa significados que se excluem mutuamente. Nasalternativas abaixo, estão transcritos versos retirados do poema “O operário em construção”. Pode-se afirmar queocorre um oxímoro em:a)
"Era ele que erguia casasOnde antes só havia chão." 
b)
"... a casa que ele faziaSendo a sua liberdadeEra a sua escravidão." 
c)
"Naquela casa vaziaQue ele mesmo levantaraUm mundo novo nasciaDe que sequer suspeitava." 
d)
"... o operário faz a coisaE a coisa faz o operário." 

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