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Direito Internacional

Direito Internacional

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03/27/2014

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O Direito Internacional cuidou exclusiva ou primordialmente das relaçõessoberanas entre Estados, o que contribuiu para uma certa solenidade damatéria, outrora de uso prático cingido às chancelarias e demais repartiçõesdiplomáticas, o que limitou no passado seu interesse a grupos arcanos. Estasituão o mais prevalece nos dias de hoje e, por conseguinte, oconhecimento dos fundamentos de Direito Internacional passou a serindispensável não só para o mundo jurídico, como também das relaçõescomerciais e bem assim para todos os que desejam ou precisamcompreender o arcabouço da evolução econômica e social dos povos.Dentro da perspectiva contemponea, pode-se conceituar o DireitoInternacional como o sistema de regras e princípios supranacionais queregulam a relação dos Estados soberanos entre si, bem como a de seusnacionais com terceiros Estados. Originalmente, o chamado DireitoInternacional Clássico tinha uma natureza mais flexível e menos adversarial,pela falta de um mecanismo eficaz de resolução de disputas.Assim, alguns estudiosos, no passado, questionaram a mera existência doDireito Internacional pela alegada falta de exeqüibilidade de suas normas,ao contrário do que se verifica no Direito Interno. Esta visão não se sustentano mundo de hoje, muito embora ainda estejamos longe da perfeão.Normas de Direito Internacional são exeqüíveis nos mais diversos forosinternacionais. Por exemplo, de acordo com a Carta da Organização dasNações Unidas - ONU, o Conselho de Segurança pode determinar açãocontra um Estado quando ele representa uma ameaça à paz ou comete umato de agressão ou de violação da paz, como ocorreu com o Iraque. Na áreado Comércio Internacional, uma violação a uma decisão do sistema deresolução de disputas da OMC dá automaticamente ao Estado prejudicado odireito de impor sanções compensatórias contra o Estado julgado culpado.
22/02/2010
O que se obriga a cumprir um direito cuja punição não se aplica?O comportamento ético. A ética dos relacionamentos conduz a aceitação dainaplicabilidade de sanções no direito internacional.O Direito Internacional surge na necessidade humana e suas relõescomerciais ou licas. Ele se fez necesrio para regular relações dosgrupamentos humanos.A partir do Tratado de Viena (fim da era Napoleônica) os tratados passarama ser mais utilizados. Embora os costumes ainda valessem, o DI passa a serpositivado com mais regularidade.Com a 1ª Guerra há um envolvimento global num conflito armado, comnações de todos os continentes.
 
Em 1919, após o fim da guerra há a criação daLiga das Nações, onde osestados se comprometem a considerar
a guerra como último recurso
 
para solução de um conflito
entre eles. Junto com a Liga das Naçõescria-se o Tribunal Permanente de Justiça Internacional.Em 1939 inicia a II Guerra Mundial, rompendo o pacto da Ligas das Nações.Ao final da Guerra, extingue-se a Liga das Nações e cria-se aOrganizaçãodas Nações Unidas (ONU). Seu tratado de criação torna a guerra “ilegal”(exceto para luta de independência e legitima defesa do território). Foicriada a Corte Internacional de Justiça (substituindo o Tribunal Permanente,mas com o mesmo escopo).
(**)Fontes do Direito Internacional
– art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça: 
(Artigo 38
-
1. A Corte, cuja função é decidir em conformidade com o direitointernacional as controvérsias que lhe forem submetidas,aplicará:a. As convenções internacionais, quer gerais, quer especiais, que estabeleçamregras expressamente reconhecidas pelos Estados litigantes;b. O costume internacional, como prova de uma prática geral aceite como direito;c. Os princípios gerais de direito, reconhecidos pelas nações civilizadas;d. Com ressalva das disposições do artigo 59, as decisões judiciais e a doutrina dos publicistas mais qualificados das diferentes nações, como meio auxiliar para adeterminação das regras de direito.2. A presente disposição não prejudicará a faculdade da Corte de decidir umaquestão ex aequo et bono, se as partes assim convierem.)
Os tratados, o costume internacional, os princípios gerais de direito, a jurisprudência, a doutrina e a equidade). O Direito Internacional não aplicanessa ordem, pois não há hierarquia entre as fontes.Outras fontes são: atos unilateriais, decisões das organizaçõesinternacionais, IUS COGENS e SOFT LAW. Essas fontes não se encontram noart. 38, contudo a doutrina reconhece esse conjunto.i)Costume Internacional considerado por alguns autores como a maisimportante fonte do DI, pois é aquela no qual ele se fundamenta. É a práticageral aceita como se fosse direito.ii)Princípios gerais – deduções lógicas, resultantes do raciocínio humano quesão lógicos por si só. Dois princípios que fazem o DI funcionar : (a) boa fé(confiança) , e (b) PACTA SUNT SERVANDA (“os acordos devem sercumpridos”)Elementos básicos que formam o DI:
- OPINIO IURIS (fazer o certo);- Boa fé = confiança
 
- PACTA SUNT SERVANDA (“os acordos devem ser cumpridos”)- Soberania
a)RES IN ALIOS (“coisa alheia”) – não interferência de um paísnos assuntos do outro – princípio da não interferência.b)NEMO PLUS IURIS – não se pode dar o que não é seu.c)LEX POSTERIOR DEROGAT PRIORI se duas regras queentrem em conflito, vale a mais nova.
I. Normas InternacionaisI.3.1 Fundamento de Validade dos Princípios Gerais
 É, sobre o consentimento dos Estados que repousa avalidade dos prinpios gerais enquanto normas judicas.Portanto, o fundamento de validade dos Princípios Gerais nãodifere daquele sobre o qual assentam os Tratados e o Costume[7].
I.4 Atos Unilaterais
 Importante mencionar, que o Estatuto da Corte de Haianão menciona em seu artigo 38 os atos unilaterais entre as fontespossíveis de Direito Internacional.No entanto, como destaca ( REZEK, 2000 ), todo Estado,pode eventualmente produzir ato unilateral de naturezanormativa. Nesta categoria, inscrevem-se os diplomas legais quese promulgam no interior das diversas ordens legais, que mesmonão interessando ao Direito Internacional, pode casualmentevoltar-se para o exterior, habilitando-se como fonte do DireitoInternacional, na medida em que possa ser invocado por outrosEstados com algum pretexto qualquer. Neste passo,exemplificam-se as leis ou decretos utilizados pelos Estados paradeterminar a extensão de seu mar territorial, o regime de seusportos, a franquia de suas águas interiores à navegaçãoestrangeira[8].
I.5 Decisões das Organizações Internacionais
 Novamente, de se mencionar, que o Estatuto da Corte deHaia não menciona em seu artigo 38 as Decisões dasOrganizações Internacionais entre as fontes possíveis de DireitoInternacional.

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